Mitologia 3D&T: Deuses Egípcios e seus Escolhidos (parte 2)

Áhlan! Ou “oi” para vocês, meros mortais. Vou continuando então a ambientação que estamos construindo sobre os deuses de vários panteões antigos, e seus escolhidos, herdeiros, filhos, whatever, que também possam utilizar os poderes de seus antecessores. Semana passada, digo, retrasada, vimos os deuses egípcios, e como funcionava a estrutura mágica e panteóica do Egito Antigo, o artigo você pode conferir aqui! Hoje vamos conferir os poderes dos herdeiros dos deuses, e alguns exemplos de magia.

Nota Elementar: Esse serviço de linkagem interna do WordPress 3.1 é uma mão na roda para quem gosta de fazer referências.

Mas, continuando…

Os Herdeiros Antigos

Desde os tempos mais antigos, os deuses egípcios foram aprisionados no Duat, limitando quase que totalmente os seus poderes a forma espirituosa dos mesmos. Não satisfeitos em resolver suas querelas de família no mundo espiritual, por vezes utilizam de humanos de sangue forte — normalmente, sangue dos faraós — para se hospedarem. O meio como isso acontece ainda é pouco conhecido, mas a presença dos mesmos junto aos seus escolhidos, ou hospedeiros, como os antigos preferem chamar é muito poderosa.

Seus herdeiros recebem o poder divino, que diga-se de passagem, é proibido nos tempos atuais. O poder divino é o poder mais perigoso já conhecido. Carece de magias pouco comuns, no entanto poderosas. Durante a hospedagem do deus em seu escolhido, ele pode conversar com o mesmo. Muita das vezes as relações não são muito amigáveis. Normalmente, os deuses pedem para “assumir o controle”, isto é, usar o corpo do hospedeiro de próprio grado. A última pessoa de que se tem notícia, que sucumbiu ao controle dos deuses foi Cléopatra, que, seduzida por Ísis e vendo seu povo perecer perante aos romanos, se entregou.

Então, parando com as historinhas — acho que a imaginação de vocês possa vir a ser mais valiosa –, vamos à vantagem única:

Hospedeiro divino (3 Pontos)

Um hospedeiro divino recebe esse título por hospedar um deus antigo do panteão egípcio. O deus que o mesmo abriga é irrelevante, considerando o poder que os mesmos podem fornecer. Seja Hórus, Ísis, Néftis ou Seth, todos vão lhe conceder poderes inimagináveis, no entanto, quanto mais poder é requerido, mais perigosa fica a relação.

No artigo anterior você pode conferir um pouco a personalidade de cada divindade, e isso pode influenciar bastante na “conversa” que os hospedeiros tem com seus deuses. Normalmente, os escolhidos de Seth e Ísis acabam sendo devorados por uma loucura obsessiva e intrigante pelo poder. Néftis é a mais pacata de todas, e o espírito guerreiro e nobre de Hórus pode ser utilizado muito bem por um guerreiro honrado.

Os deuses preferem o sangue dos faraós para se hospedarem, visto que assim podem utilizar melhor seus poderes divinos. Muitos faraós foram hospedeiros de Hórus, como Ramsés, Tutancâmon, e outros de Ísis, como Cleópatra.

Poder divino. Hospedeiros dos deuses ganham uma parcela de seus “hóspedes”, como se fosse um pagamento adiantado. Recebem H+1 e R+1, incluindo para testes e cálculos de Pontos de Vida e Pontos de Magia.

Ba Espiritual. Um ba é a forma espiritual de um ser. No caso dos hospedeiros, normalmente assumem a forma de uma ave, com cabeça humana. Nesta forma, os hospedeiros podem transitar livremente por qualquer lugar do mundo normal, ou também no Duat — vale ressaltar que neste ambiente você pode ser atingido. Funciona como a intangibilidade de um fantasma, só que você não pode ser visto.

Palavras de Poder. Para utilizar qualquer magia são necessárias palavras mágicas. Além das palavras mágicas comuns, você conhece as palavras divinas, palavras proibidas e a muito tempo não usadas. Mecanicamente, recebem Clericato.

Extra: Como a magia funciona?

A magia do Egito Antigo é diferente da comumente vista nos cenários fantásticos. Costumam utilizar muito o controle dos elementos da natureza (Ataques Mágicos, por exemplo), e também a invocação de animais sagrados (Cajado em Cobra…). Muitos magos preferem se pôr títulos, como Mago de Combate, Mago do Fogo, Mago da Proteção, entre outros, mas não é comum vermos jovens guerreiros treinando e aprendendo todas as artes possíveis.

Enfim, mestre, você pode usar muito a criatividade. Ela é sua, não cobra nada, e está sempre disponível. Boas referências são o livro de Rick Riordan As Crônicas dos Kane, e também alguns textos que revelam a história do mundo egípcio antigo. Um bom gancho seria utilizar esse clima de revolta no local como base para uma guerra civil, que na verdade ocorre por pura influência divina. Fica a dica.

No próximo, os semideuses, filho dos deuses do Olimpo!

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5 Resultados

  1. the ga disse:

    aguardo ansiosamente pelos semideuses.

  2. Kuro disse:

    Só faltou o custo da vantagem única, hem… D:

  3. Eu sou chato em questão de classes, gosto sempre de estabelecer para que os jogadores traçem suas metas.Será que você poderia me ajudar? Antes de tudo vlw pelo post muito bem bolado =D

    • Lipe disse:

      Olá Wagner, seja bem-vindo, primeiramente!
      Também não gosto de traçar diretrizes para o que o jogador e o seu personagem devam fazer em campanha. Essa vantagem única (hospedeiro divino), tem umas diretrizes bem traçadas, pelo fato de serem baseadas em literatura, assim como vão ser os bruxos adaptados de Harry Potter e os semideuses de Percy Jackson.
      Os Kits de personagem, servem para ajudar o personagem a traçar esse caminho. Sem eles, o jogador fica meio perdido em “por onde começar”, e “qual o objetivo”. Espero que tenha ajudado.
      Caso esteja mais sedento por dúvidas, visite o fórum da Jambô: http://www.jamboeditora.com.br/forum, e agente discute por lá.
      Volte sempre, e avante!

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