Tormenta: história militar de Arton, Revolta dos Minotauros

Revolta dos Minotauros 896 c.e. ─ 900 c.e. No final do século IX artoniano, os minotauros do Vale de Naria haviam sido escravizados por um rei orc, cujo nome foi […]

Revolta dos Minotauros

896 c.e. ─ 900 c.e.

No final do século IX artoniano, os minotauros do Vale de Naria haviam sido escravizados por um rei orc, cujo nome foi intencionalmente apagado dos registros históricos, até que um minotauro chamado Goratikis liderou uma revolta de minotauros contra o reino conhecido como Liga dos Orcs.

Inicialmente operando de uma base secreta a partir da Floresta de Naria, Goratikis empregou táticas de insurgência e guerrilha contra os orcs até dominar completamente a região, então iniciando uma campanha regular contra as vilas e cidades orcs e libertando mais e mais minotauros escravizados.

Em 900 c.e. a cidade-fortaleza que servia de capital para a Liga dos Orcs caiu e Goratikis em pessoa matou o Rei Orc, marcando o fim da revolta e a fundação da cidade que viria a ser a capital de Tapista, Tiberus.¹

Beligerantes: Rebeldes Minotauros vs Liga dos Orcs.

Alianças de Destaque: nenhuma.

Rolando uma campanha durante o conflito

Apesar de ser parte da história dos minotauros, não seria difícil incluir alguns membros de outras raças em uma campanha durante a revolta. A raça dos minotauros não possui fêmeas e portanto eles precisam de mulheres de outras espécies para procriar, principalmente humanas, elfas, meio-elfas e qarren. Portanto, membros destas raças deveriam viver próximas o bastante ao Vale de Naria para manter relações, amigáveis ou não, com os minotauros. Além disto, dificilmente os minotauros eram os únicos escravos mantidos pela Liga dos Orcs. A história tapistana não cita a participação de heróis de outras raças no conflito, mas Tapista é um estado que prega a superioridade racial dos minotauros. E que tipo de raça superior precisa de heróis de outras raças para se libertar da escravidão, não é mesmo?

Fora isto, podemos dividir a revolta em duas fases, a de insurgência e guerrilha, com Goratikis e seus seguidores operando a partir da Floresta de Naria, e a de guerra regular, quando é reunido um exército e começa a destruição das cidades da Liga dos Orcs e a liberação dos minotauros escravos nestas cidades.

Durante a fase de insurgência as missões são típicas de grupos de aventureiros: resgatar escravos e prisioneiros, emboscar orcs, obter suprimentos, derrotar pequenos acampamentos e obter inteligência sobre as tropas inimigas. Na fase seguinte temos uma guerra convencional, com grupos de aventureiros fazendo o papel de forças especiais, derrotando líderes inimigos ou destruindo máquinas de guerra em meio às muitas batalhas campais, infiltrando as cidades inimigas para libertar escravos ou abrir os portões e agindo como batedores.

A revolta dos minotauros é o mito de origem de Tapista, e portanto é importante que as principais passagens permaneçam as mesmas se você quiser uma versão mais histórica, Goratikis é o líder da rebelião e quem mata o Rei Orc. Uma versão menos histórica, mas ainda mantendo a ideia geral do mito de origem de Tapista, é a de um minotauro interpretado por um dos jogadores como o líder da rebelião. Ou você pode chutar o pau da barraca e colocar Goratikis como sendo, na verdade, um herói de outra raça que foi transformado em minotauro na história Tapistana para justificar a política de superioridade racial dos minotauros.

¹ Uma história extremamente completa desta guerra de fundação de Tapista pode ser encontrada no suplemento Guerras Táuricas, cuja resenha do RPGista você pode conferir aqui.

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Sobre Nume Finório

João Paulo Francisconi, entre outras enormes perdas de tempo, é blogueiro há dez anos, escreveu para a finada Dragon Slayer, publicou alguns livros de RPG e assistiu quatro episódios de Punho de Ferro.