Resenha: Guerras Táuricas

Centurião minotauro contra humano devoto de Khalmyr: e a guerra toma a tudo e a todos


Primeiro suplemento para o novíssimo Tormenta RPGGuerras Táuricas é um bom guia de campanha para jogadores que desejem rolar aventuras antes, durante e depois deste grande evento da cronologia artoniana recente. Mas também é um dos livros mais repugnantes da história do RPG nacional. Ao tentar descrever a sociedade táurica em termos não-malignos, os autores acabam tentando justificar o injustificável: a escravidão.
O tom adotado é de um apaziguamento ridículo. Minotauros são “raramente cruéis” com seus escravos, como se ser raro mudasse o fato de que eles são cruéis ou que eles tem escravos. Algumas passagens são de embrulhar o estômago de qualquer mente acostumada aos valores modernos da ética e moral. Mas não é como se essa fosse a opinião dos autores, que fique claro, eles apenas tentaram retratar a moral e os costumes de uma sociedade cujos valores são diferentes. O erro está em tratar essa diferença como algo normal, banal. É como se eles apresentassem um jogo sobre nazistas onde o Holocausto é apenas uma diferença de valores entre a sociedade alemã e os judeus. Pela primeira vez não concordei com a classificação etária de um livro de RPG por achar que deveria ser mais alta.
Dito isto, há um outro problema na trama das Guerras Táuricas: ela pressupõe que os reinos humanos são compostos de estúpidos enquanto Tapista tem minotauros geniais em todas as esferas. Basicamente, os reinos humanos ficaram batendo cabeça enquanto os minotauros usavam de táticas militares sincronizadas que mesmo hoje em dia muitas nações com exércitos modernos são incapazes de operar com a eficiência descrita no texto. Toda a trama é carregada de uma forçada de barra tremenda para que os minotauros tivessem sucesso.
Aliás, vale um parênteses aqui para discutir sobre quão absurda é a invasão. A estratégia de guerra dos minotauros é a blitzkrieg dos nazistas (embora as bases dessa estratégia tenha sido desenvolvida por oficiais franceses e ingleses pouco influentes antes da guerra), e o plano geral deles se assemelha em muito aos passos da Segunda Guerra Mundial: primeiro a invasão de Hershey, ignorada pelo Reinado da mesma forma que a anexação da Áustria e do chamado Corredor Polonês foi pela Europa, depois a passagem pelas Montanhas Uivantes para evitar as fortificações e exércitos do Reinado dispostos ao sul para enfrentar a Aliança Negra, mesma tática da invasão nazista da neutra Bélgica para evitar a famosa linha defensiva Magnot da França. A diferença é que a blitzkrieg se baseia em blindados, caminhões, aviões, rádios e outros equipamentos modernos de locomoção e comunicação das tropas, enquanto os minotauros fizeram tudo com um exército baseado nas legiões romanas… que se locomovem a pé. Isso aí, nem mesmo cavalos. A péBlitzkrieg, a pé.
Algumas perguntas básicas não são respondidas e isso é grave porque deixa brechas enormes na história. Guerras Táuricas é um evento pré-determinado e não uma aventura onde certas questões podem e devem ficar em aberto para que cada grupo resolva, então não há desculpas. Onde estavam os três arquimagos épicos que servem ao Reinado (Talude, Vectorius e Reynard)? Um suposto bloqueio dimensional a Academia Arcana é citado durante o texto, mas é simplesmente ridículo pensar que qualquer mago não-épico das legiões de Tapista poderia manter um bloqueio por mais que meio segundo contra Talude e suas magias épicas capazes de destroçar exércitos. Neste ponto até mesmo os fãs foram mais competentes em apresentar motivos plausíveis para a não interferência dos magos épicos: a concretização da profecia de Thwor Ironfist. A impressão que fica as vezes é que as Guerras Táuricas não acontecem em Arton, mas em um outro mundo qualquer. Mas essa impressão é quebrada pela utilização de elementos antigos do cenário magistralmente encaixados dentro da trama criada apenas recentemente, então ficamos no zero a zero neste quesito.
Postos estes problemas em evidência, cabe dizer que Guerras Táuricas é um excelente suplemento e guia de campanha. O capítulo 1, denominado Invasão, traz toda a história da formação de Tapista atualizada: o Reino dos Minotauros sempre planejou invadir as terras do Reinado, curiosamente um dos motivos é justamente a teoria do espaço vital, que diz basicamente que uma nação tem o direito de obter territórios e recursos necessários a sua própria prosperidade, criada e defendida por Hitler e uma das razões para justificar interna e externamente o expansionismo germânico durante os anos do nazismo na Europa. Em seguida temos todos os passos da invasão em ordem cronológica com as notícias apresentadas na Gazeta do Reinado ao longo dos últimos dois ou três anos na revista DragonSlayer, até a queda de Valkaria. Ou melhor, o acordo de paz. Valkaria nunca caiu, ao contrário do que parecia pelos relatos desencontrados da testemunha ocular que escrevia na Gazeta do Reinado.
Há uma tentativa de explicar com mais detalhes a velha questão de Tauron e da Divina Serpente num quadro lateral, mas acabou sendo um desastre ainda maior. Toda a história vai fortemente contra fatos publicados em outros livros do cenário. Tauron supostamente era um deus menor que ascendeu e tomou a posição de Deus Maior da Divina Serpente. O problema é que a Divina Serpente é a esposa amaldiçoada de Galron, o primeiro Eiraadan, conforme o suplemento Galrasia: Mundo Perdido, e se fosse Deusa Maior poderia ter retirado a maldição de si e seu marido. E além da Revolta dos Três, segundo o Panteão d20, nunca houve mudanças entre os Deuses Maiores desde o início da Criação (e há passagens na Trilogia da Tormenta que também dão a entender isto). Em resumo, um desastre que precisa ser consertado tão logo possível.
O capítulo 2, O Dia Seguinte, traz um apanhado geral da situação do pós-guerra. Aqui há outra forçada de barra para os minotauros, a idéia de que, em apenas dois anos, eles conseguiram pacificar e estabilizar as regiões conquistadas. Novamente aquela idéia de que os minotauros são geniais, competentes e culturalmente avançados enquanto as outras espécies são uns merdas que tem mais é que ser escravos mesmo. Há também a descrição da mudança de liderança no Panteão: Khalmyr entregou o posto a Tauron não porque foi obrigado, ele ainda é a divindade mais cultuada de Arton, mas como um teste para o Deus da Força mostrar que pode liderar com mais que brutalidade. É o momento Getúlio Vargas do Khalmyr, só espero que não acabe virando um momento Jânio Quadros em vez disso.
Cada um dos territórios ocupados tem uma descrição dos acontecimentos até o momento atual da cronologia do cenário. Há também um esforço para descrever a vida sob o domínio táurico e um quadro lateral apresenta argumentos a favor e contra Tapista: vida mais ordeira, prosperidade, escravidão, falta de liberdade religiosa, impostos e puro ressentimento pela invasão.
Finalmente terminada a parte histórica temos o capítulo 3, Às Armas!, decididamente a melhor parte do livro. Primeiro temos o histórico e fichas dos principais personagens das Guerras Táuricas: o Imperator Aurakas, um general minotauro da Legião do Inverno, um líder da Igreja de Tauron e três líderes rebeldes. Logo temos as fichas de PdMs diversos também, legionários, governadores minotauros, guerrilheiros e líderes genéricos da resistência. Há regras para a construção de unidades militares que parecem funcionar bem. E então temos a cereja do bolo: missões à moda de Contra Arsenal!
As missões são pequenas aventuras que podem ser roladas em duas ou três horas ou estendidas para uma aventura completa com várias sessões de duração com algum trabalho do mestre. Essa missões ocorrem cronologicamente antes, durante e depois das Guerras Táuricas. Depois das missões temos os ganchos, basicamente são sementes de aventuras ou campanhas inteiras. Idéias soltas e não tão desenvolvidas quanto as missões, mas ainda assim tão interessantes quanto.
Finalmente temos o capítulo 4, Rebeldes & Conquistadores. Esta parte do livro traz novos talentos, equipamentos, magias e itens mágicos e, é claro, as classes de prestígio em sua encarnação para Tormenta RPG. Os novos talentos são em geral bem legais e bem bolados (apesar do talento de destino chamado… Destino). Os novos equipamentos meio que refletem a atitude minos rocks, uhu! do resto do livro, as armas de Tapista são melhores do que as do resto do Reinado porque são e deu.
Existem nove classes de prestígio no livro: a repugnante Arqueiro Escravo, destinada a elfos que servem nas legiões de Tapista, as bacanas CenturiãoClérigo ClandestinoEngenheiro de Guerra, e a forçada e quase apelona Filósofo de Tauron, que pode te forçar a seguir os dogmas do Deus da Força por certo tempo através de argumentos poderosos. A melhor de todas provavelmente é a Guerrilheiro, especializada em ataques rápidos, retiradas estratégicas e alta mobilidade no campo de batalha, exatamente como esperado. A mais fora da casinha vai para Legionário Auxiliar Mágico, no 4º nível ele não precisa mais fazer testes de Vontade para não perder uma magia quando sofre dano. E lá se vai uma das vantagens dos combatentes contra os não combatentes. As duas últimas são Sabotador ArcanoSenador, a primeira é uma mistura de conjurador com ladino focada em técnicas de guerrilha, enquanto a segunda é exclusiva para os nobres do Império de Tauron.
Três novas magias e nove itens mágicos fecham o último capítulo, os itens são bem divididos entre minotauros e rebeldes, especialmente interessante é o item Voz da Rebelião que cumpre um papel muito parecido com o rádio na Segunda Guerra Mundial, quando milhões na Europa ocupada pelo nazismo se reuniam para ouvir os discursos inspiradores de Churchill e De Gaulle transmitidos pela BBC de Londres.
Há ainda um apêndice com todas as notícias publicadas na Gazeta do Reinado sobre as Guerras Táuricas, excelente para quem não tem as revistas e quer usar as matérias da Gazeta para dar o clima das suas sessões de jogo.
Numa avaliação final Guerras Táuricas é um bom guia de campanha. Possui deslizes sérios, conforme apresentado, mas continua valendo o seu preço.
O exemplar utilizado nessa resenha foi gentilmente cedido pela Jambô Editora. Todas as imagens utilizadas aqui também pertencem à Jambô Editora. A imagem do cabeçalho mais uma vez foi roubada do Roleplayer.
Guerras Táuricas (Jambô Editora).
80 páginas em P&B, capa mole colorida.
R$ 22,90 com frete grátis na Loja Jambô.

Nume Finório

Você sabe quem eu sou.

Você pode gostar...

21 Resultados

  1. Nume Finório disse:

    Entendido, falha minha mesmo.

  2. MalkavFelipe disse:

    Disse tudo nesse comentario >.<

  3. Shido disse:

    Mas o alignment da Microsoft e da Exxon é Evil. 😉

  4. Tek disse:

    Não sei se teve tanta pressa cara, eles tiveram uns 2 anos pra fazer o livro.

  5. Tek disse:

    Ou seja, você não acompanhou mais nada em uns bons anos. Se informe antes, por favor.

  6. kendi disse:

    Fico imaginando Talude: "mas de novo vcs tão fazendo merda e querem minha ajuda?!?! Proxima semana vai ser o que?!" kkkkkkkk

  7. Macus disse:

    Não foram atacados

  8. Igor disse:

    E a pergunta permanece… eles tomaram cada reino por onde passaram e se esqueceram de Collen e Ahlen? Tudo bem, eles atacam o reino que quizerem, mas fica sem sentido.

  9. Vy disse:

    Qual será o próximo suplemento a ser lançado?

  10. Mandrake disse:

    *citei a white wolf a respeito do caso de Tauron X Divina Serpente.

  11. guithegood87 disse:

    Realmente a mudança de cenário foi bem "chocante". Mas sua análise tem um problema: você passa muito tempo comparando os movimentos dos minotauros com a segunda guerra, esquecendo da fonte de inspiração real deles: Roma Antiga, da militarização à escravidão e o ímpeto de conquistar.
    Outra coisa: cuidado com o anacronismo. Olhar para uma sociedade antiga (seja qual for) com o pensamento contemporâneo é um erro grave, que só fez enfraquecer a análise.

  12. Regular_John disse:

    Eu achei a resenha muito boa, e me pareceu que abordou bem os pontos altos e baixos do livro.
    Sempre simpatizei muito com Tormenta, apesar dos conhecidíssimos defeitos. O foco exageradamente anime é bem chato, embora eu entenda/suponha que tenha razões mercadológicas. Mas frequentemente a gente vê material de grande qualidade.
    Contudo, um grave defeito é que todo o tempo o mundo parece que vai explodir. Tormenta, Aliança Negra… E agora os minotauros. A Aliança e a Tormenta tudo bem, mas os minotauros eu achei bem forçados. Uma coisa seria eles tomarem os Reinos vizinhos, mas capturar o Imperador-Rei e tirar Khalmyr do trono ficou meio exagerado… Acho que deveriam ter feito a invasão num formato mais aventura também.
    E com Talude ou sem, o sucesso da invasão foi bem forçado, como explicou o Nume.

  13. Flávio disse:

    Olá, parabens pela resenha, ela ficou bastante plausível, gostaria também de palpitar sobre alguns pontos se me permitirem…__ O fato é que desde as revistas "Tormenta" o minotaruros apresentaram um potencial, não só como raça de personagens, mas como uma "força" que poderia a qualquer momento abalar Arton, muitos em suas campanhas deram atenção ao fato, a maioria não.__ A vitória dos minotauros não foi como você disse: "forçada" , Arton não é a terra, pacificar um povo acostumado a ter delegar aos seus heróis a resposabilidade de combater os opressores não é tão difícil_quanto dominar uma nação real, sem heróis, onde cada um deve fazer sua parte contra a nação estrangeira ou sofrer a vergonha de ver seus filhos apavorados em frente aos tanques…

  14. Flávio disse:

    Alguns dos seus argumentos são rpgisticos, se é que existe essa palavra, onde as pessoas, seja por ter um nível mais alto, ou por ser feitas de mais pontos, são MUITO mais capazes que as demais. Nestes argumentos inclui-se a importância de Talude para Arton, como se o fato dele ser o Mago mais poderosos deste mundo o ponha diretamnte interessado em todos os fatos do mesmo, não podia tá o véio afim duma gatinha e passou tempo demais tentando conquistá-la então: POW, descobriu que havia uma invasão de Tapista.
    Ora, quem faz um mundo são todos seus habitantes e não apenas uns caras de alto nível, está iludido quem ainda não percebeu: Arton tem no seu maior determinante apenas um fator: SEUS PROBLEMAS, que seja bem-vindo mais um: o Império.

  15. Flávio disse:

    Acrescentando… Vi os comentários do Aspargus criticando a resenha do Nume, e devo dizer : senhor não é dono da verdade e o cara pode dizer o que ele acha, acredito que ninguém que tenha a Vontade ou seja fã vai deixar de comprar o livro, muito pelo contrário, agora atacar a idéia do cara usando perguntas retóricas que não acrescentam nada, apenas o tom agressivo.
    Livro bom é o que choca segundo seu professor de literatura, segundo o meu: é o que te faz pensar, principalmente em seus valores e Nume pensou os dele e nos contou. Se são legitimos, ou relativos, ou whatever, não importa. Dane-se ele tem o Direito de falar.

  16. Letarius disse:

    Otima resenha, meus parabens, já li boa parte do livro infelizmente nao todo. E como muitos gostaria de apontar alguns fatos. (Alguns mencionados outros não)
    Em primeiro lugar a Divina Serpente e Tauron. Esse deve ser um dos maiores rolos desde a criação de Tauron e o erguer dos minotauros no cenario, nunca acompanhei devidamente o cenario a até uns 5 ou 6 anos, mais a primeira vez que tive conhecimento da nação dos minotauros foi na revista Tormenta. Até ai o mundo ainda estava um pouco estagnado se me permitem dizer. A saga Holy Avenger ainda estava em andamento, poucos acontecimento notaveis para o cenario ocorreram. E se pensarmos bem a Divina Serpente sempre foi uma deusa reclusa de Galrasia, raramente era mencionado clerigos ou qualquer outra coisa da Divina Serpente fora de Galrasia ou que estivesse relacionada aos povos de lá. Posso me imaginar vivendo num mundo como de Arton sendo um escriba e ter conhecimento de uma suposta deusa da força, mais nunca ter atravessado o rio dos deuses e ter tido contato com Minotauros. Se geralmente os acontecimento no inicio do cenario sempre foram focados de Deheon para baixo nunca para cima, com excessão da Tormenta que salvo mestres que inventavam seus proprios monstros. (até o lançamento dos mesmos na revista tormenta) Então tanto a um escriba no Reinado quando a alguem que estpa formando o cenario aquela Deusa estava lá, pois Tauron ainda era desconhecido para o povo e os jogadores.
    Com relação as zonas tomadas e seu controle incrivelmente rápido, pensem que embora efetivamente os monstros de Megalokk não possam sair de seus locais pre-determinados (fica calmo Mega um dia eles começam a destruir tudo denovo) o mundo está cheio de problemas e uma mudança politica provavelmente é a menor para o povo. Eu posso ficar aqui me rebelando, ou posso me preocupar com a tormenta, com a aliança negra, com a aparente traição das nagahs, com a praga coral… eehhh… talvez o povo (aquela parcela que nunca luta sabe plebeu que precisam plantar e não podem deixar as suas crianças falecerem de fome pq minotauros e guerrilheiros periodicamente passam por seus campos causando destruição de sua colheitas) ache que com tantos problemas esse seja o menor, por pior que seja a escravidão (ao nosso ponto de vista atual, nós já tivemos escravos n se esqueçam e certamente os tratavamos pior que os minotauros) certamente é o menor problema dos plebeu que certamente são a maioria de um reino. Nunca se esqueçam dos plebeus nem todos são aventureiros e soldados, muitas pessoas aceitam mudanças injustas mesmo sem gostar. (assim como vc não começa a brigar com os onibus pq eles aumentaram a passagem, exemplo meio leviano eu sei)
    Por fim a ultima coisa que gostaria de salientar, é a ausencia dos personagens super poderosos, ai não entra apenas Talude ou Victorius que possuem ligações muito mais sensiveis a condição do reinado, vale lembrar que o protetorado possui uma pequena elite de aventureiros de nível notavel que diferente dos primeiro citados estão SIM a serviço de Valkaria como Arkan, Braço de Ferro ou a dupla de Gigantes (apresentados na revista Tormenta), também poderia existir outros personagens notaveis que estariam dispostos e defender Valkaria por motivos pessoas como familiares e amigos que viviam na cidade, muito provavelmente um Libertador de Valkaria já passou pela cidade e até vive lá e poderia dispor de alguns instantes para retalhar as legiões. Mais vamos realmente considerar algo importante, eles devem ou mesmo tiveram permissão para tanto?
    Eu por mais que os minotauros sejam adeptos de Tauron, seu avanço e desejo de conquista certamente podem ter pego a simpatia de Valkaria que assim como fez com Arsenal, admirou a iniciativa irrelevante do que ocorrer as pessoas envolvidas, sua estatua ou a cidade, ela poderia facilmente ter dado ordens diretas para um libertador mais impulsivo se conter. O mesmo servo a muitos herois por conta de terem uma vida ou objetivos pessoais maiores que conflitos que não lhe dizem respeito.

  17. Bruno disse:

    Respeita quem tem transtorno de humor e quem não tem, tenho um transtorno e sou capaz de julgá-lo em outros, não gostei da tua resposta, que parece ignorante sobre transtornos e a resposta do Cassaro não serve de base pra julgar assim.
    Se acha a minha resposta muito séria, é por que considero o assunto ssim

  18. Bob disse:

    Excelente review.

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: