Resultados Concurso Alphaversos 2018 – Avaliações do 20º, 21º e 22º colocados

Avaliação Completa – União: Ascensão das Peças Presença dos Temas: 6,0 Lancaster: Construtos, Traição, Sobrevivência (este faz sentido se pensarmos que os personagens estão sendo caçados, mas não vejo um […]

Avaliação Completa – União: Ascensão das Peças

Presença dos Temas: 6,0

Lancaster: Construtos, Traição, Sobrevivência (este faz sentido se pensarmos que os personagens estão sendo caçados, mas não vejo um mundo pós-apocalíptico que justifique este uso. O resto é feito com muita excelência, mas um dos temas está virtualmente ausente e isso pesa.

BURP: Não ficou muito claro, exceto pelo construtos. Consigo pegar um tema de traição implícito, mas não entendi onde se encaixa a sobrevivência.

Oriebir: Só explora o tema Construtos. Traição e Sobrevivência são sugeridos, mas não explorados.

Armageddon: Acho que, pela quantidade de novas regras propostas, faltou trabalhar melhor os temas impostos pelo concurso na criação do cenário.

Uso de Regras: 6,5

Lancaster: As grandes estrelas aqui são as armaduras — e elas vão exigir bastante do mestre! São bem acessíveis aos jogadores que se basearem exclusivamente no básico.

BURP: Explicadas de forma um pouco confusa, e a quantidade de especificidades acaba tirando espaço da descrição do cenário.

Oriebir: As mecânicas propostas são excessivamente complicadas. Não são dadas orientações claras em termos de mecânicas sobre como construir cada tipo de peça, por exemplo. A regra de fusões já poderia ser resolvida com a mecânica de Parceiro, já existente, o que daria espaço para abordar com mais profundidade a ambientação do cenário.

Armageddon: 3D&T é um sistema simples justamente para dar espaço para que as ideias se sobressaiam e façam a diferença. Ainda que todas as classificações e parâmetros sejam interessantes mecanicamente, elas precisam agregar ideias e trazer mais para o universo do que apenas correlação com alguma classificação arbitrária.

Aspectos Gerais: 5,75

Lancaster: Pecou um tanto em organização. É interessante e lembra em muitos aspectos as séries animadas dos anos 80 feitas para vender brinquedos (como transformers, centurions, M.A.S.K., etc). Por isso o desenvolvimento ficou um tanto aquém de seu potencial — ele pedia por organizações definidas, milícias, grupos terroristas, gente metida a super-heróis… e não tivemos isso. O mundo ficou basicamente o mesmo, só que com pessoas com armaduras especiais.

BURP: Consigo ver a semente inicial de um cenário urbano/militar moderno que poderia ficar bem bacana. Mas faltou desenvolver melhor, e explicar exatamente o que os personagens farão durante as aventuras. Juntar sugestões de personagens e ganchos causou essa confusão.

Oriebir: Não há uma descrição de cenário, mas sim apenas dos construtos, e de forma confusa. É compreensível que eles são o principal plot do cenário, mas quase não há mais nada além deles.

Armageddon: Esse é um caso em que faltou um pouco de foco do autor. Ele traz várias ideias com muito potencial, mas não mira em nenhuma delas e por isso o cenário como um todo não avança. Por exemplo, todo o horror envolvido com tecnologia alienígena chovendo sobre as cidades se perde, pois em vez das inteligências artificiais que escravizam um elemento biológico (por que motivo?) serem centrais no mundo, elas se tornam apenas uma simples arma em disputas entre governos, ou entre heróis e vilões. Da forma como foram apresentadas, as Peças são muito mais um item que pode ser incluso em qualquer campanha do que um cenário em si.

Nota Final: 6,1

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About Edu Guimarães

Mestra RPG desde os 10 anos e nunca mais parou. É nerd, biólogo, Leal e Bom.