O que estamos jogando?

E chegamos a mais uma edição de nossa coluna sem periodicidade definida, onde vários dos colaboradores do RPGista comentam sobre o que estão jogando em termos de RPG, mas também em […]

E chegamos a mais uma edição de nossa coluna sem periodicidade definida, onde vários dos colaboradores do RPGista comentam sobre o que estão jogando em termos de RPG, mas também em videogames, jogos de tabuleiro ou cartas. E acabamos estendendo o conceito também ao que estamos lendo, assistindo, enfim, consumindo em termos de entretenimento e cultura, pop ou não!

O que vocês estão lendo ou jogando?

 

Bruno “BURP” Schlatter

Terminei de ler essa semana The Future is Japanese, uma coletânea de diversos autores, tanto ocidentais como orientais, “de e sobre o Japão.” Como geralmente acontece com essas coletâneas monotemáticas, levei bastante tempo pra terminar, quase um ano, pois lia uma ou duas histórias, depois parava pra ver outra coisa, etc… Resenhei no meu blog pessoal. Ainda estou pra pegar outro livro no momento, devo voltar para o Wild Cards vol. 1 – O Começo de Tudo, que também parei na metade para ler outras coisas; ou Alquimia de Pedra, da Ekaterina Sedia, outro que comecei mas parei para ir atrás de outras coisas. Em quadrinhos, tenho por ler ainda os dois últimos volumes de Dororo, do Osamu Tezuka, e comprei o primeiro volume de Gurren Lagan que saiu esses dias pela editora Nova Sampa. No meio disso tudo, bibliografia técnica pra prova de mestrado que quero tentar no fim do ano.

Tenho jogado White Knight Chronicles, um RPG já antiguinho para PS3 que pelo menos tem estado em boas promoções de preço. Um jRPG padrão que não foge muito da fórmula, mas me ganhou por ser praticamente um super sentai medieval, com mechas e tudo – sério, tem até um maguinho que transforma os inimigos em gigantes com uma palavra mágica suspeitamente parecida com “gyodai!” Outro que tenho jogado é o Chronicles of Mystara, versão remasterizada dos clássicos fliperamas de pancadaria licenciados de D&D. Quem tiver conta na PSN e quiser ver se me acha online por um dia desses e só procurar por BNSchlatter, quem sabe a gente não mata uns kobolds juntos aí. E tô querendo comprar o ultimo add-on do Borderlands 2, Tiny Tina’s Assault on Dragon Keep, que também é inspirado nos clássicos dungeon crawling D&Danos.

No RPG de mesa, chegou aqui em casa por esses dias a minha edição do Tenra Bansho Zero, e tenho me coçado pra jogar. Fiz até um pequeno unpacking dele. Mas enfim, veremos o que eu arranjo por aí.

 

savage_worlds

Ricardo Nakamura

No computador, joguei o Walking Dead: 400 Days, que para mim manteve a qualidade dos episódios anteriores. Tenho jogado também o The Incredible Adventures of Van Helsing, que segue a linha do Diablo, Torchlight etc. No celular, depois de um desastroso “factory reset”, voltei a jogar Knights of Pen and Paper pra ver o que mudou com as últimas atualizações.

No mundo dos RPGs de mesa, ainda estou lendo e pensando em uma aventura para jogar com a edição brasileira do Savage Worlds. Também estive dando uma olhada em Advanced Fighting Fantasy (edição de 2011 da Arion Games), que para mim é interessante porque meu primeiro contato com RPGs foi pelo livro RPG: Aventuras Fantásticas, tradução do Fighting Fantasy de 1984.

 

Moisés Mota

Atualmente não estou lendo tanto quanto gostaria, pelo menos relacionado a entretenimento. Basicamente só leio artigos científicos por causa do encerramento do mestrado e início do doutorado.

Quanto a RPGs, ainda estou numa campanha de Mutantes & Malfeitores que ficou parada por pelo menos 4 meses. Estou desenvolvendo um Tormenta Selvagem (o cenário de Tormenta para Savage Worlds, também tentando conseguir o 13th Age e o Dungeon World. Na realidade estou procurando uma alternativa ao sistema de Tormenta RPG que tem muitos problemas vindos do D20, sei que 13th Age e Dungeon World são baseados também, mas eu estou procurando o que tem menos problemas.

Sobre jogos estou tentando, finalmente, zerar a trilogia de Kingdom Hearts para PS2 e tive um probleminha com meu Shadow of the Colossus. Tem uma porrada de jogos na fila (assim como livros) e pretendo aproveitar tudo isso assim que defender a dissertação.

 

Davide Di Benedetto

Jogando campanha de Tormenta RPG por Skype, mestrada pelo grande Dan Figueroa do blog Acarajé & Dragons (com um personagem minotauro renegado ranger/guerreiro/ladino/lenda urbana que está distribuindo dano como se fossem panfletos na rua.)

Resumo da última aventura: Suruba em um templo de Marah e Inception dentro da mente de um clériga de Nimb. Estamos nos divertindo, sim ou com certeza? 😛

Tirando o RPG, tenho deixado um pouco de lado as séries que eu consumia no Netflix e lido mais no meu recém adquirido Kobo. Adoro mídia audiovisual, mas pra quem gosta de escrever a leitura tem que ser um hábito mais constante. Terminei o novo do Gaiman e Angústia do Stephen King. Gostei bastante dos dois.

Agora (entre outras coisas que não são ficção), estou lendo Tarzan of the Apes. S2

 

Antônio Augusto “Shaftiel”

Acabei de ler o Duna, depois de anos com esse livro na cabeça. Eu havia visto o filme quando criança e depois a minissérie. Finalmente resolvi ler o livro. Muito bom, apesar de ter diálogos um tanto repetitivos.

Agora estou lendo o Landmark: Thucydides. Havia lido o Landmark: Herodotus e resolvi ler esse. Tem sido excelente até o momento. O livro é justamente a Guerra do Peloponeso, mas com notas, apêndices e ainda dezenas de mapas bastante descritivos. É muito bom mesmo para quem quer saber sobre guerra na Grécia Antiga.

Não estou jogando nada de videogame. Joguei o Gears of War Judgment, mas foi finalizar e cansei, apesar de o jogo ser muito bom. De vez em quando jogo o PES porque futebol ainda continua sendo uma das minhas paixões.

No RPG, estou jogando Pathfinder. Narro a segundo etapa de uma campanha no meu mundo. Terminamos a primeira fase com os personagens entre os níveis 18-20 e agora começamos do início com as consequências das ações dos PCs anteriores. Tem sido bem legal.

Ah, falando de séries. Já que Game of Thrones, Homeland, e The Walking Dead estão em intervalos, estou matando o tempo vendo The Newsroom, mas a série me pareceu meio uma mistura de sitcom com drama. Ficou pasteurizada demais.

 

Álvaro “Jamil” Freitas

Estou lendo O Código Élfico, novo livro do Leonel Caldela, e até o momento está muito divertido. Como sempre o estilo dele facilita a leitura pra caramba. Também estou lendo concomitantemente uma versão d’A Odisseia com notas arqueológicas que apontam no mundo real os lugares mencionados no poema, é muito louco. Terminei Jogador nº1 recentemente e pretendo fazer uma resenha do livro aqui pro RPGista.

Em RPG de mesa, a campanha de Trinity que eu mestro segue firme e forte; a campanha de Pathfinder em que sou jogador finalmente terminou o primeiro arco da aventura Rise of the Runelords; e comecei um grupo novo, com jogadores iniciantes ou que jogaram há muito tempo. Primeiro mestrei Dragon Quest pelo valor didático, agora estamos começando uma campanha de AD&D 2ª Edição (sim, a edição da Abril, ela mesma) num cenário próprio pra comportar algumas escolhas de criação dos personagens. E devo jogar o rpg indie Primetime Adventures em agosto, pra comemorar a estreia do site de séries que agora faço parte, o Spoilers! (spoiler: não tem spoilers).

Nada de muito recente em termos de videogame, ainda tentando conseguir todos os Achievements em Fallout 3 e Final Fantasy XIII.

 

Tiago Hackbarth

Como sempre, joguei um pouco de GURPS nos eventos aqui de Brasília, mais uma mesa de GURPS X-COM rolou no evento, com muitos sectoides detonados e algumas boas mortes entre os jogadores (como o pobre soldado que se jogou debaixo do Cyberdisc, bem na hora em que o resto do grupo detonou uma granada e atirou de lança foguetes para cima do negócio).

Mas a novidade foi o lançamento do UED na World RPG Fest 2013. UED é um jogo tenso, mantendo uma pressão constante em cima dos jogadores fazendo-os manejar recursos minguantes. No mundo pós-apocalíptico de UED não dá para atirar primeiro e pensar depois, cada tiro é contado, cada vez que se usa os recursos da sua armadura de combate é um recurso a  menos que pode fazer falta mais tarde na missão, e abusar das circunstâncias e da própria coragem é a diferença entre a vida e a morte para você, seus companheiros e sua comunidade. Outro jogo que não joguei ainda mas estou lendo para abrir minha cabeça é Dungeon World. Recomendo fortemente que qualquer jogador de D&D experimente. Ele é diferente de D&D de um jeito completamente diferente do jeito que GURPS ou WoD são diferentes de D&D. Não li o suficiente para fazer uma resenha honesta em poucas linhas, mas corram atrás de ler um pouco a respeito e se puderem deem uma lida, só para ver ver como Dungeon World trata as jogadas para resolver os desafios do jogo.

E sobre o que eu estou lendo que não seja RPG, estou tomando uma overdose de John Scalzi, li os quatro primeiros livros do universo de Old Man’s War (trazido aqui como A Guerra É Para Os Velhos pela  Edições Gailivro) e é uma ficção científica excelente, um Space Opera nas dimensões com pinceladas de SF Hard na descrição da tecnologia e raças alienígenas. Perfeito para quem já leu Tropas Estelares do Heinlein  (lembrem-se crianças, o livro não tem nada a ver com o filme!) e Guerra Sem Fim, do Joe Haldeman. Além disso o Scalzi ainda escreveu Redshirts, uma comédia excelente sobre Star Trek com algumas reviravoltas bem interessantes. É meu novo autor favorito.

Falando sobre Star Trek, o novo filme foi talvez o segundo filme bom que é de Star Trek. Por quê, sejamos francos: quase nenhum filme de Star Trek é bom. Fora A Ira de Khan todos os filmes de Star Trek são A) chatos B) enrolados C) só interessam a quem é fã D) ruins mesmo E) todas as opções anteriores. Agora Star Trek Into Darkness é um filme bom. Um filme com ação, sequências emocionantes, personagens carismáticos e funciona mesmo para quem não é fã. E quem é fã vai delirar com as referências na tela (eu pulei na cadeira com o modelo da XCV-330 na mesa do almirante, junto da NX-01).

Na área de quadrinhos, aproveitei a dica do último post “o que estamos lendo” do Tiago “Oriebir” e comprei também Valente Para Sempre e Valente Para Todas na Itiban Comic Shop, de Curitiba. Além disso encontrei por lá o Last RPG Fantasy, um livrinho de RPG do tipo Aventuras Fantásticas, mas em quadrinhos, pelo estúdio Lobo Limão. E consegui completar, graças ao Book Depository, minha coleção de Boneyard do Richard Moore.

Em games eu continuo apresentando devagar o mundo dos videogames para minhas filhas, agora com os jogos do Kirby para Gameboy emulados no Wii Homebrew. Tenho que terminar logo o gabinete de arcade delas (estão faltando somente a fiação e conexões na parte de hardware, depois é passar para o trabalho de marcenaria) por que elas tiveram no World RPG Fest o seu primeiro contato com o arcade graças à maquina de Street Fighter que o Caco, da Balboa Games, trouxe para o evento. Comprei até mais um livro sobre o Raspberry Pi para me ambientar mais com o hardware, muito bom para iniciantes, o Raspberry Pi Manual da editora Haines. Ou seja, aguardem mais projetos nerdísticos mais adiante!

 

Marlon Teske “Armageddon”

Estamos de férias da minha campanha de 3D&T em Meliny por enquanto, por isso tenho jogado mais Munchkin… mal comprei a segunda expansão e a Galápagos já vai trazer a terceira, que espero comprar assim que possível. Também voltei a jogar um pouco de World of Warcraft este mês pra acompanhar uns amigos que se animaram com o Pandaria (que eu, aliás, também não comprei ainda porque subo de nível muito lentamente, fazendo todas as quests e masmorras de cada lugar antes de ir pro próximo… nem saí da Burning Crusade ainda).

Terminei de ler o até então último livro das Crônicas de Gelo e Fogo, o Dança com Dragões, e na real já tô torcendo pro G.R.R. Martin terminar a saga de uma vez. Quase não reconheço mais ninguém na história, e até mesmo o ciclo de se empolgar com um personagem só pra ver ele morrer repentinamente já me cansou. Se ele não tivesse me ganho de volta com o último capítulo (pra variar), iria esperar o próximo cair nas minhas mãos de qualquer outra forma exceto através de minhas cada vez mais escassas economias. Antes de retomar os outros livros que tenho na fila, estou inexplicavelmente relendo O Guia do Mochileiro das Galáxias ‘sem querer’. Peguei pra folhear e já estou no meio do segundo volume.

 

Alexandre Guimarães

Coloquei a impressora 3D pra funcionar, mas não consigo tempo para imprimir nada. Não vi o Homem de Ferro 3, Super-Homem, Star Trek… nada. Só as Crônicas de Gelo e Fogo estão pausadas propositalmente por causa da ansiedade que estava me gerando. O senhor Martin é uma pessoa ruim.

Estou lentamente me colocando a par do que está rolando sobre RPG e criando tempo para voltar ao blog. Testando a temperatura com a ponta do dedão do pé.

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About Álvaro "Jamil" Freitas

Jamil, o único kender de Arton (druida 11, Neutro), descobriu que tinha um alter ego humano em outro plano de existência, chamado Álvaro Freitas (ranger 3/ladino 4/bardo 5, Neutro e Bom). Eles volta e meia aparecem como convidados especiais em crossovers.