Resenha: The Walking Dead

"Querida, acho que vamos precisar de mais munição"


A série de histórias em quadrinhos The Walking Dead, trazida ao Brasil com o título de Os Mortos-Vivos pela HQ Maniacs, de Robert Kirkman (O Invencível), é uma das obras mais bacanas em publicação nos Estados Unidos.
Centrada na história de um policial que acorda depois de um mês em coma para encontrar o mundo destruído por uma praga de zumbis, The Walking Dead é diferente de outras histórias de zumbis, e ao mesmo tempo tem todos os atrativos destas histórias. Todos os arquétipos estão ali: o líder, a sobrevivente, o brutamontes e os inocentes que precisam de proteção, até mesmo o vilão insano aparece em certo ponto. Os sobreviventes se esgueiram por aí atrás de comida e abrigo, vencem hordas de zumbis e morrem aos montes, como em qualquer história do gênero.
Mas o verdadeiro foco narrativo está na personalidade dos personagens e em suas escolhas morais ao longo da história. Assim como Romero faz em seus filmes, Kirkman aproveita a trama para criticar a sociedade e a natureza humana: os sobreviventes se suicidam, cometem assassinatos e entram em guerra com outras comunidades por um pedaço de terra segura e comida. A loucura também é tema recorrente. Afinal, depois de presenciar tanto massacre e fazer tantas escolhas difíceis, poderia o ser humano manter a sanidade intacta? E as crianças, qual o efeito que a sobrevivência em um mundo pós-apocalíptico poderia ter sobre elas?
The Walking Dead não é uma história fácil, mas suas cenas de ação, frases de efeito e personagens marcantes conseguem prender também o leitor interessado em apenas se divertir com uma boa história de zumbis. Tiroteios acontecem com regularidade entre grupos rivais de sobreviventes, e mesmo uma verdadeira batalha campal acontece pela posse de um lugar seguro e suas rações de alimentos.
A arte em preto e branco é de ótima qualidade, especialmente nas primeiras edições, e consegue passar o clima do cenário perfeitamente. Mais do que isto, se tornou uma marca registrada, de forma que seria quase impossível a série ser a mesma de outro jeito.
Nos Estados Unidos, Robert Kirkman disse que a história ainda está muito longe de terminar, e a julgar pelas suas declarações sobre séries autorais serem a “aposentadoria garantida” de roteiristas e artistas, provavelmente ela não deve terminar tão breve. The Walking Dead também está se tornando uma série de TV pelo canal AMC, com produção e direção de Frank Darabont (O Nevoeiro), e seus os primeiros nomes do elenco já começaram a aparecer, como o inglês Andrew Lincoln como o policial Rick Grimes.
Aqui no Brasil, a HQ Maniacs já publicou quatro volumes contendo os primeiros arcos de histórias publicados nos Estados Unidos, resta saber agora quando virá o tão esperado quinto volume.
Os Mortos-Vivos (HQ Maniacs Editora).
144 páginas em P&B, capa mole.

R$ 27,90 com frete grátis no site da HQ Maniacs Editora.

Nume Finório

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4 Resultados

  1. Domênico Gay disse:

    The Walking Dead é com certeza a melhor coisa que eu já li em termos de HQ mensal. É absolutamente imprevisível, com viradas de trama brutais, personagens primorosamente constrídos e, claro, muitos zumbiiiis! A séria tá pra lá da edição 70 nos EUA e a gente nem tem idéia de qual a origem doz zumbis até aqui! Mas eles estão lá, devorando gente… O tema de sobrevivência acima de qualquer coisa é inacreditável, e as escolhas que os personagens precisam fazer ao longo da série são realmente apavorantes! Eu já dei gargalhadas maníacas na frente do micro, pensando "É! Agora tu vai ver, FDP!!!" e já fiquei com um nó na graganta quando o Kirkman faz algo que te leva a pensar "Bá, pior é que acho que podia ser bem isso que eu teria feito…".
    Enfim, vale muuuito à pena!
    A Vertigem HQ traduziu até o número 70. Não sei até onde vão os primeiros quatro arcos no que se refere ao que a HQ Maniacs traduziu, mas fica a dica.

  2. chikago666 disse:

    eu li ate o numero 70, e aconselho. Um pusta HQ, só minha unica tristeza foi a troca do desenhista depois das 6 primeiras edições

  3. völz disse:

    Pocos gibis conseguem em 50 edições se manterem cada vez melhores como faz The walking DEad

  4. palomaoliveirasilva disse:

    adoro the walking dead

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