Dungeon Delve: desligue o cérebro e mate coisas

Dungeon Delve, o mais novo acessório da 4E, tem uma proposta bem prática: mini-masmorras prontas para uso imediato do 1º ao 30º nível. A idéia, já comentada pelo Rocha, provavelmente é estender a “vida útil” dos jogadores mais antigos. Explico: normalmente começamos a jogar RPG na adolescência, preenchendo nosso tempo livre com partidas. Só que, ao chegar a certa idade, com as crescentes responsabilidade da vida adulta como trabalho, casamento e filhos, acabamos abandonando o hobby por falta de tempo.

Afinal, RPG demanda tempo para preparação. Os jogadores devem ter tempo para pensarem em históricos e fichas para seus personagens, e mestres tem ainda mais responsabilidades na criação das aventuras. Por isso, a Wizards aposta em aliviar a carga de trabalho do RPGista com ferramentas como o Dungeons & Dragons Inside e agora o Dungeon Delve.

De certa forma, é uma estratégia inteligente, mas fico pensando até onde isso pode funcionar. Afinal, será que os jogadores experientes estão dispostos a desligarem seus cérebros e apenas matar coisas em masmorras? Pode até ser divertido no começo mas, uma hora cansa.

Nume Finório

Você sabe quem eu sou.

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14 Resultados

  1. Daniel Anand disse:

    É interessante salientar que o formato Delve tem também uma pontuação, o que dá um caráter competitivo, deixando ainda mais o jogo com cara de jogo de tabuleiro.
    Alguns de meus jogadores não curtem nem one-shots, pela falta de continuidade. Eu acho a idéia interessante, mas concordo com o Nume, só acho que cansa depois de umas três horas… 😀

  2. Gun_Hazard disse:

    O quê?
    O Mestre tem de preparar a aventura com antecedência?
    Isso para mim é novidade…
    Bom só para ser advogado do diabo, eu já usei a mesma masmorra 3 vezes com o mesmo grupo (O mapa apenas a descrição e criaturas eu mudo…)
    Para mim este tipo de ferramenta não quer dizer “Desligue o Cérebro!”, quer dizer “Não se preocupe em construir uma Masmorra e enche-la de Monstros use seu tempo apenas para desenvolver a HISTÓRIA!”
    Claro que se voce quer uma masmorra só com Esqueletos e a “Masmorra Modelo” usa só Goblins voce ainda tem de fazer a pequena alteração de substituir os Goblins por esqueletos, mas isto ainda é um trabalho menor que criar tudo do Zero…
    Para voce ter um Idéia eu costumo ‘Roubar’ Mapas de masmorras, castelos cidades e Regiões de Livros Complementos e Livros Antigos e depois utilizo nas minhas aventuras criando a minha própria descrição em cima do mapa…
    Uma Ferramenta mais completa como uma masmorra já cheia é melhor ainda pois ou eu posso adaptar a masmorra
    à aventura ou a aventura à masmorra.
    Dizer que só porque é uma masmorra sem história eu devo usá-la sem acrescentar a MINHA História é extrema falta de criatividade…
    PS: Eu Defendendo algo da 4ª Ed? É o Apocalipse!

  3. Shin disse:

    O.O
    Bem, minha opnião é similar a do Gun_Hazard, menos tempo preparando um mapa de combate, mais tempo preparando o enredo.
    Ps.: É o fim do Mundo!

  4. Nume Finório disse:

    Gun, não é isso. A proposta do Delve é que um grupo de amigos acorde no domingo de manhã, liguem uns para os outros e combinem de se encontrar no churrasco do fulano. Depois da comilança e de umas cerjas, com as patroas num canto fofocando e as crianças noutro brincando, eles decidem: “Ah, vamos jogar RPG!”.
    Fazem os personagens rapidamente no Character Builder no netbook de um ou usam um pronto mesmo, e então o cara que vai mestrar abre o Dungeon Delve na página de uma Delve de nível adequado e começe a mestrar. Simples assim.
    Claro, o livro pode ser usado, pela gente que tem mais tempo, dessa forma que você dispôs. Mas a proposta é meio que transformar D&D em algo mais informal e fácil de jogar, como uma partida de baralho que é o que nossos avôs e pais fariam na situação acima, por exemplo.

  5. Kelsinko disse:

    Eu tb achei o livro um tanto chato. Mas o fato de só ter masmorras prontas não quer dizer que vc não possa inventar uma historia e aproveitar o material pronto do livro.

  6. Arquimago disse:

    O livro pode ser usado como ambos falaram, depende de quem o usa.

  7. Metal Sonic disse:

    Achei inútil o livro. Se é para jogar algo descompromissado e sem cérebro, ligue o videogame.

  8. Heitor disse:

    Achei inútil o livro. Se é para jogar algo descompromissado e sem cérebro, ligue o videogame.
    Mas na falta de energia elétrica (churrasco em roça, por exemplo), saque o d20! Ou então vai jogar pôquer, dominó… que sem apostas, ficam um saco após 10 minutos.

  9. Tek disse:

    Eu não tenho videogame, então melhor jogar RPG descompromissado.

  10. Tchelo disse:

    Se o livro serve tanto para aventuras rápidas e descompromissadas quanto para masmorras reaproveitáveis em longas campanhas…ele é ótimo!
    Atinge os churrasqueiros que usam demoníacas ferramentas online para criar personagens (o que, criar um mago de 8o nível em 5 minutos!? Que ultraje!), e atinge os megalomaníacos criadores de SAGAS ultra descritivas, com fichas de personagens com índice, biografia, estatísticas, itens mágicos, biografia dos itens mágicos, etc)
    Desliguem o cérebro e opinem!

  11. hmmm, foi o único livro da 4ed q não comprei. :/

  12. Jean da Silva disse:

    eu achei legal a idéia de possuir várias masmorras e encontros prontos, ideal para mestrar aquelas aventuras one-shot em eventos, quando ta afim de simplesmente jogar e não possui tempo e até pra roubar mapas e etc, coisa que mais faço. Pena eu não ter o livro ainda xD

  13. NERDCORE disse:

    Esse é o livro que menos me empolgou na 4e (junto com manual of the planes).
    Entendo o conceito de “mini dungeons” pré-prontas, mas achava mais útil um livro focado em hazards, traps, charadas e skill challenges.

  14. Saito disse:

    Desligar o cérebro e jogar? Mas não é essa a proposta de TODA a 4E até agora?

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