Livros sob medida

Alguém certa vez disse que a impressão sob demanda foi responsável por aquecer o mercado de RPG alternativo lá fora. O mesmo será visto por aqui agora que o Clube de Autores está online? Hein? Ainda não sabe o que é o Clube de Autores?

O Clube de Autores é o primeiro site brasileiro que permite a publicação gratuita de livros de forma 100% sob demanda. Em outras palavras, você, autor, pode subir o seu livro, determinar quanto deseja ganhar por venda e disponibilizá-lo na loja sem pagar absolutamente nada por isso.
Uma vez lá, todo e qualquer usuário pode adquiri-lo via comércio eletrônico.
Quando o livro é comprado, o pedido vai diretamente para a gráfica, que imprime um a um, dá o acabamento final e despacha para o comprador – sendo que o autor recebe os direitos autorais após acumular-se um montante mínimo, de R$ 300,00.
Se você quiser publicar o seu livro gratuitamente, clique aqui e comece já.
Para ver uma apresentação sobre o funcionamento do Clube, clique aqui (para visualizar, é necessário ter instalado a versão 9 do Adobe Flash Plugin).

Bacana, né? Detalhe, há um espaço para jogos de RPG nas categorias do site. Não sei até onde os efeitos deste tipo de negócio serão parecidos com os vistos lá fora. O que eu posso dizer é que, com alguma sorte, vamos ver cada vez mais sistemas e cenários e aventuras em PDF e em impressão sob demanda por aí.

Honestamente, o futuro que vejo parece brilhante, não poderia estar mais entusiasmado com todas as possibilidades para o mercado. Não falo só do de lojas de PDF e impressão sob demanda, mas o próprio cenário do RPG por aqui. Hoje há uma pluralidade de idéias muito grande na internet graças aos blogs, coisa que não se via até pouco tempo atrás. No mundo dos livros físicos, a Jambô Editora sozinha está dando conta de colocar uma pluralidade de sistemas e cenários presentes no Brasil, com títulos como Mutantes & Malfeitores, 3D&T, Reinos de Ferro, Porto Livre e Tormenta. Além disso, eles devem trazer um antigo sucesso dos anos 90 de volta em 2009, embora não seja exatamente um RPG, é com certeza algo muito querido pelos RPGistas.

Mesmo a Devir está indo bem, o Novo Mundo das Trevas está sendo bem tratado, e a 4E tá chegando devagar, mas chegando. Só falta um tratamento melhor pro coitado do GURPS 4th. Esse ano realmente promete para o RPG.

Nume Finório

Você sabe quem eu sou.

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16 Resultados

  1. Eu vivia sonhando com o dia que o POD chegasse com força no Brasil.
    Bem, isto ainda não aconteceu, mas o importante é que as ferramentas para que isto aconteça estão surgindo, e agora o que falta é interesse dos autores de RPG.
    Eu particularmente acho esta alternativa mais interessante que a da venda em .pdf

  2. Gun_Hazard disse:

    Tomara que esta iniciativa de livros sob demanda e PDFs deem certo!
    Ainda esperando o Suplemento em PDF comercializável da Conclave…
    GURPS 4th? ouvi falar em GURPS 4th?
    Será que demora o mesmo tempo que esperamos o GURPS Artes Marciais ou o GURPS Psquismo que quando Sairam GURPS já tinha esfriado?
    Ou Será que vamos nos juntar com os fãs de Cthulhu e realizar um ritual de invocação? Pois parece que é o único jeito de Dizer em bom português “Eu ví mesmo não é lenda! Ele está Aquí! Agora!”

  3. Rsemente disse:

    Muito boa a noticia, faz algum tempo que o pessoal tem essa idéia, mas é a segunda que vejo realmente se concretizar por aqui.
    O pessoal de lá está de parabêns.

  4. O que poderia ser esse novo material da decada de 90 que a jambo parece estar prometendo? Será o nosso saudosissimo Hero Quest?
    Veremos!

  5. Heitor disse:

    Que seja Heroquest! Minha ciaxinha aqui já está precisando ser aposentada…

  6. Shin disse:

    Opa!
    Ou tenho certeza do que eu estou lendo….
    Deixa eu limpar meus globos oculáres… é Gurps!

  7. Jagunço disse:

    Sobre o Clube dos Autores… Sem querer ser um cara chato e desconfiado… Mas como esse tipo de publicação é classificada? O Clube é uma editora de algum tipo (O site não tem informações sobre ISBN, por exemplo)?

  8. rsemente disse:

    Não sei se é preciso ISBN para publicar assim, tendo vista que os direitos autorais em caso de disputa conta com a priemria data de publicação. Ou seja esse tipo de publicação garante o direito do autor, sem precisar de ISBN.
    Claro, sempre é bom desconfiar e proteger ao maximo seu trabalho, iniciando o cadastro sua obra antes da publicação.

  9. Jagunço disse:

    Rsemente:
    Falo porque de acordo com a lei do livro (Outubro de 2003) diz no Artigo 6° “Na editoração do livro, é obrigatória a adoção do Número Internacional Padronizado, bem como a ficha de catalogação para publicação.”
    A Fundação Biblioteca Nacional também afirma que
    “O ISBN deve ser atribuido à publicações impressas com no mínimo cinco (05) páginas além de softwares e livros eletrônicos”.
    Mas se você (ou outra pessoa) tiver informações que me escaparam nesse assunto, por favor digam. Estou realmente sem ter certeza plena sobre este caso.

  10. Arquimago disse:

    Muito boa a noticia! Espero que de certo e o mercado cresça!
    E que historia é essa da Jambô?
    GURPS, alguem falou de GURPS?!?!?

  11. Rsemente disse:

    Eu tinha como base apenas a lei d direitos autorais, anterior a essa lei do livro. Então é realmente necessário a ISBN (também tem que ver as penalidades da lei, se é uma lei de “sugestão”, ou realmente tem implicações legais).
    Em todo caso eu iniciaria o cadastro do ISBN, iniciaria a comercialização, e depois que obtesse o ISBN colocaria no livro comercilizado (dentro dele e na desrição que sai na contra capa).

  12. Rsemente disse:

    Dei uma olhada na lei e é obriagado o ISBN, mas não fala de nenhuma penalidade, creio que livros sem ISBN não estão “protegidos” por essa lei, que tem como novidade o apoio a publicação do livro.
    Então se eles naõ colocam ISBN então eles não tem direito as “formas de financiamento para as editoras e para o sistema de distribuição do livro”, previstas na lei, mas que precisam ser expecificadas em outra lei. Se essa outra lei não existir ainda a penalidade não deve ser nenhuma 😛

  13. Jagunço disse:

    Oi Rsemente.
    É estranho, mas é verdade. Tecnicamente um material deste tipo sem ISBN não é um “livro” (legalmente). Mas, fora algumas questões técnicas, não há penalidade alguma prevista para estes casos, fora a exclusão dos apoios que você mencionou (O que o torna livro do ponto de vista prático, cotidiano).
    Vejam bem, eu estou muito feliz que exista uma iniciativa comercial como essa (Clube dos Autores). A intenção dessa discussão aqui é apenas conhecer melhor a coisa para evitar criar expectativas falsas com relação à idéia (para mim e para outros).
    No mais, se alguém souber mais alguma coisa sobre o assunto…
    Abraços.

  14. GJ disse:

    Bom, agora quem quiser escrever, já pode.
    Mas, para traduzir… Ainda é necessária a autorização do autor original.
    Ah, se eu tivesse tal autorização, já tinha pelos menos 2 livros prontos pra publicar 😛

  15. Matheus disse:

    A idéia é boa e a chamada à atenção do Jagunço é extremamente oportuna.
    Acho q valia um e-mail aos criadores do site pra sabre direitinho como funciona esse negócio. até pq na parte lá do tour onde eles falam dos gastos, aparece na tela os gastos relativos aos impostos… n seriam esses lances legais aí não?
    Já tinha visto um site assim em inglês. Bom saber q iniciativas assim já existem aki dentro do país.
    Só achei meio salgados os preços… um livro de 300 páginas sai por umas 49 pilas sem falar o q o autor vai kerer ganhar em cima do livro.
    Nenhum sai por menos de 30 mangos.
    braços!
    té +!

  16. Tiago Lobo disse:

    Tudo o que se precisa saber: http://clubedeautores.com.br/webpage/direitos-autorais
    Eu não publico dessa forma.

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