Mercs-16 – Carnificina Generalizada!

Eis a adaptação que todos estavam esperando, apenas não sabiam ainda! Desde o primeiro filme, a série Os Mercenários tem dado um verdadeiro soco no estômago dos espectadores no cinema, com explosões, tiros, mais explosões, mais tiros, alguma frase de efeito, mais tiros, e mais explosões. Veja a minha resenha do segundo filme se quiser uma descrição mais detalhada.
E se existe um sistema de RPG perfeito para emular esse tipo de história, com certeza só pode ser o 3:16: Carnificina nas Estrelas. A sua mecânica básica em que as armas não possuem dano, mas sim um número de mortes causadas, é perfeito para a carnificina generalizada de Barney Ross e companhia!
Siga as diretrizes abaixo, enfim, e você poderá jogar suas campanhas mercenárias sem qualquer dificuldade.
Os Mercenários
Mercenários são soldados não ligados a qualquer exército oficial, mas que colocam os seus serviços à disposição de quem pagar melhor. Podem ser contratados por empresas privadas para realizar missões como proteção contra grupos terroristas em territórios perigosos, ou, algumas vezes, até mesmo pelos próprios governos para realizar missões extra-oficiais, na qual eles não ousam se envolver seus próprios exércitos.
Geralmente o modo de operação de um grupo mercenário envolve chegar no local da missão, cumprir aquilo pela qual foram contratados – assassinar ditadores, suprimir ameaças terroristas, proteger instalações comerciais, etc. -, matar a maior quantidade de inimigos no processo, então voltar para a sua base de operações para gastar o pagamento. Ou seja, exatamente como uma aventura de 3:16!
Armas e Postos
O ponto principal a se discutir para uma adaptação, obviamente, é a adaptação de conceitos de ficção científica presentes no original. Quanto às armas, acho que poucas alterações são necessárias: siga os modelos e estatísticas básicas, apenas troque a descrição de tecnologia avançada por uma mais próxima da atual. Rifles de energia, por exemplo, se tornam simples rifles normais, de projéteis; e lâminas poderosas se tornam lâminas normais, como facas de sobrevivência e serras elétricas. Você vai ver que muitos dos equipamentos já são bem parecidos com a tecnologia atual, e pode manter praticamente todas as estatísticas; e mesmo para os mais exagerados pode-se encontrar algum equivalente – um Bombardeio Orbital, por exemplo, poderia ser substituído por um Bombardeio Nuclear!
A divisão de postos também é conveniente, pois, mesmo que sejam grupos independentes, é comum que mercenários continuem seguindo alguma forma de hierarquia militar, com capitães e comandantes que os soldados rasos devem obedecer. Apenas é preciso rever os limites a que o personagem pode chegar: de maneira geral, em grupos pequenos, formados por apenas um esquadrão, como o de Barney Ross no filme, o posto máximo que pode ser alcançado é o de Capitão; e em companhias mais numerosas, capazes de formar diversos esquadrões sob seu comando, o de Major. Postos maiores que este só são possíveis se os personagens tiverem alguma ligação oficial com algum governo.

Cenários
O cenário de um jogo de Mercs-16, obviamente, é o nosso próprio mundo. Sendo assim, a variedade de locais e cenários é bem mais restrita do que um jogo onde temos o espaço todo para explorar. Some ainda questões políticas próprias a um filme hollywoodiano – é uma coisa você realizar uma carnificina generalizada em um paisinho desconhecido do sudeste asiático, e outra completamente diferente querer que os seus personagens distilem sua testosterona no meio de um estado norte-americano!
Assim, existem algumas regiões específicas, geralmente periféricas aos grandes centros econômicos, repletas de conflitos endêmicos que são ideais para uma campanha de Mercs-16. Você pode escolher uma entre elas para cada aventura, ou então rolar um dado e deixar a sorte decidir.

[  ] 1. Leste Europeu.
[  ] 2. Sudeste Asiático.
[  ] 3. África Subsaariana.
[  ] 4. Oriente Médio.
[  ] 5. Ásia Central.
[  ] 6. América Latina.
Abaixo as regiões são descritas em detalhes. Além da descrição inicial, cada uma delas também possui os seguintes tópicos principais:
Países. Alguns exemplos de países que fazem parte da região.
Cenário. Os cenários típicos onde os conflitos geralmente acontecerão.
Inimigos. Os alie– digo, inimigos típicos que os personagens irão enfrentar.
Missões típicas. Alguns exemplos de missões comuns que podem ser dadas ao grupo naquela região.
Leste Europeu
A porção oriental da Europa possui algumas diferenças históricas e culturais significativas em relação aos seus vizinhos mais prósperos, que vêm pelo menos desde a Idade Média. No passado mais recente, a maioria destes países foi parte da União Soviética ou da sua esfera de influência, o que, após a queda do Muro de Berlim, resultou em governos frágeis com grandes arsenais bélicos sob seu poder. Para completar, muitos destes países possuem também divergências étnicas internas, o que levou a alguns dos mais sangrentos conflitos civis recentes. Isso tudo os tornou presa fácil de traficantes de armas atrás de equipamentos pesados, como veículos de combate, armamentos funcionais e, algumas vezes, até mesmo armas nucleares.
Países: Ucrânia, Albânia, Bósnia e Herzegovina, etc.
Cenário: áreas urbanas ou regiões montanhosas.
Inimigos: caucasianos de origem eslava.
Missões típicas: supressão de grupos terroristas; proteção e resgate de arsenais bélicos.

Sudeste Asiático
O sudeste asiático historicamente sempre foi parte da esfera de influência chinesa. Desde o século XIX, no entanto, passou a ser um dos palcos principais das disputas coloniais européias; e, após a Segunda Guerra Mundial e o processo de descolonização, dos conflitos armados da Guerra Fria. Com isso, muitos dos países locais foram submetidos a ditaduras sanguinárias nas últimas décadas, apoiado por vezes por uma ideologia, por vezes pela outra. Com a influência econômica e política crescente da China, ainda, um novo-velho ator começa a chegar à região, e a aproveitar a necessidade de apoio destes governos para montar bases avançadas.
Países: Camboja, Myanmar, Laos, Vietnã, etc. Pelos critérios políticos, e com alguma boa vontade, podemos estendê-la também até a Coreia do Norte.
Cenário: florestas tropicais.
Inimigos: asiáticos.
Missões típicas: assassinato de ditadores; supressão de grupos revolucionários; reconhecimento estratégico (geralmente para mapear novas bases chinesas).
África Subsaariana
A África abaixo do deserto do Saara é um problema político e social endêmico. Devido a processos mal resolvidos de descolonização, que muitas vezes não atendeu aos interesses específicos das dezenas de grupos étnicos que formam cada país, somados ainda aos conflitos ideológicos da Guerra Fria, ela rapidamente se tornou um antro de ditadores megalomaníacos e grupos revolucionários. Some ainda as diversas riquezas naturais da região, desde petróleo até diamantes, que trazem interesses internacionais nem sempre benéficos para o povo da região.
Países: Etiópia, Somália, Libéria, Serra Leoa, Mali, Sudão, etc.
Cenário: áreas urbanas, florestas tropicais, savana.
Inimigos: africanos.
Missões típicas: assassinato de ditadores; supressão de grupos revolucionários; supressão de grupos terroristas (por exemplo, os piratas da Somália); proteção de interesses comerciais.
Oriente Médio
Por critérios culturais, e também para facilitar a divisão das regiões, vou considerar neste grupo não só o Oriente Médio per se, mas também a região do Magreb, ou seja, a África ao norte do deserto do Saara. É a região que durante a Idade Média abrigou o império islâmico, um dos mais vastos e ricos impérios que a humanidade já teve. Desde a sua conquista pelos nômades turcos, no entanto, e principalmente o avanço colonialista dos países europeus até o começo do século XX, a região passou a ser dominada por longas linhagens de ditadores, e, em tempos mais recentes, por grupos religiosos extremistas. O fato de a região ter as maiores reservas naturais de petróleo também não ajuda muito, colocando-os muitas vezes à mercê de interesses econômicos externos.
Países: Líbia, Egito, Síria, Irã, Iraque, etc.
Cenário: desertos e áreas urbanas.
Inimigos: arabes.
Missões típicas: assassinato de ditadores; supressão de grupos terroristas; proteção de interesses comerciais.
Ásia Central
A região da Ásia central é formada por diversos países egressos da antiga União Soviética, e, por isso, guarda muitas semelhanças políticas com o leste europeu; ao mesmo tempo, guarda também muitas semelhanças com os vizinhos do Oriente Médio, em especial a predominância da religião islâmica. É formada por grandes cadeias montanhosas parcamente habitada por tribos de grupos étnicos distintos, o que a torna um local ideal para montar bases secretas de grupos extremistas e terroristas.
Países: Cazaquistão, Turcomenistão, Uzbequistão e um punhado de outros países terminados em “istão.” Pelas razões políticas e culturais acima, também podemos considerar esta região como se estendendo até o Paquistão.
Cenário: regiões montanhosas.
Inimigos: árabes, russos, grupos étnicos locais.
Missões típicas: supressão de grupos terroristas.
América Latina
América Latina é o nome dado ao conjunto dos países americanos cuja colonização é de países europeus de língua latina, como o espanhol e o português – ou seja, inclui praticamente todos os países do continente ao sul do México. Seu processo de descolonização é antigo, datando ainda das primeiras décadas do século XIX, mas deixaram marcas que ainda são sentidas pela população, em especial uma extrema desigualdade entre as camadas da sociedade. Vem deste período também a forte influência política dos Estados Unidos, intensificada durante a Guerra Fria, quando, em especial após a Revolução Cubana, uma onda de golpes militares apoiados estrategicamente pela CIA varreu a região. Atualmente, o principal problema político e social é representado pelos cartéis de produtores de drogas, o que leva à formação de grupos para-militares revolucionários e a intervenções externas freqüentes em alguns países.
Países: Colômbia, Bolívia, Venezuela, Nicarágua, Honduras, Cuba, etc.
Regiões: florestas tropicais, áreas urbanas.
Inimigos: latinos, afrodescendentes.
Missões típicas: supressão de grupos revolucionários; assassinato de ditadores.

Os Mercenários, 2!
Todos possuem equipamento e recursos padrão para seu respectivo posto. Onde há a opção de escolha, você pode escolher a arma que quiser a cada missão.
Barney Ross (Sylvester Stallone)
Posto 4 (capitão)
HC 5 HFC 5
Lee Christmas (Jason Statham)
Posto 3 (tenente)
HC 5 HFC 5
Yin Yang (Jet Li)
Posto 2 (sargento)
HC 6 HFC 4
Gunner Jensen (Dolph Lundgren)
Posto 1 (cabo)
HC 8 HFC 2
Hale Caesar (Terry Crews)
Posto 1 (cabo)
HC 6 HFC 4
Toll Road (Randy Couture)
Posto 0 (soldado)
HC 7 HFC 3
Billy the Kid (Liam Hemsworth)
Posto 0 (soldado)
HC 6 HFC 4

Você pode gostar...

5 Resultados

  1. Scizornl disse:

    Que adaptação foda. Pow parabéns, agora só encontrar galera com disposição para chutar bundas. Mas gostei pracas. Dá para personalizar ainda mais o jogo com a cara dos Mercenários, tipo o Barney ficar com suas pistolas, o Christmas com as facas. O billy the kid com sua sniper. Pow muito show. Parabéns mesmo.

  2. Alexandre disse:

    Falta a ficha do chuck norris!

  3. Bob Nerd disse:

    Não tinha pensado nisso ainda, mais uma ideia para a primeira aventura do meu novíssimo 3:16!

  4. Vmascarado disse:

    cara… me desculpa, mas essa adaptação tá um retrato cagado da campanha imperialista americana. Ficou bem feita e tal.. mas olha essas missões, os inimigos… de mal gosto.
    os que são denominados inimigos são os povos que vivem lá – África Subsaariana, Inimigos: africanos – estranho isso cara…

    • BURP disse:

      Opa, então, o objetivo é mais ou menos esse mesmo. Veja bem, esse tipo de filme de ação em geral É um retrato tosco do imperialismo norte-americano. Existe uma razão pras missões deles acontecerem nesses países periféricos, e não nos grandes centros políticos/econômicos – repara que a própria China e os chineses deixaram de ser inimigos comuns na medida em que passaram a ter uma importância maior na política internacional… O tom é o de ironia mesmo, como é o próprio tom original do 3:16, em que os soldados amargurados descontam suas frustrações atirando sem pensar em quantidades indefinidas de aliens aleatórios.

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: