A Missão do Herói: A Revolução de Portsmouth

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O antigo condado de Portsmouth passou por uma sofrida guerra da independência há apenas algumas décadas sob o comando do Conde Ferren Asloth. O reino baniu totalmente magos e feiticeiros das suas fronteiras, com uma campanha de demonização da magia arcana e seus praticantes. Essa política de ódio garantiu a popularidade de Ferren durante décadas. Recentemente tudo desmoronou quando um grupo de aventureiros desmascarou o Conde como um praticante secreto de magia profana.
O caos irrompeu no reino quase que imediatamente. O povo se rebelou e foi reprimido pelas companhias mercenárias sob o comando do Conde, mas outras companhias, lideradas por nobres revoltosos ou por seus próprios líderes, juntaram-se a rebelião. Uma violenta guerra civil se formou. Mais e mais as forças do Conde perdiam terreno, enquanto magos secretos no reino erguiam-se para proteger a população e as forças rebeldes dia a dia, e tropas de magos surgiam secretamente vindo do reino de Wynlla.
Ao final do conflito, com o corpo ainda quente do Conde estendido sob o salão do palácio real, as forças rebeldes se dividiram. Rebeldes pró-magia chocaram-se com reacionários em violentos debates sobre o futuro da magia no reino. Não passou muito tempo até que a tensa paz estourasse em nova guerra civil, com os Arcanistas de um lado e os Tradicionalistas de outro. Movidas pelo ouro de Wynlla, com fortes interesses na situação, as companhias mercenárias na maior parte lutam pelos Arcanistas, enquanto os Tradicionalistas contam com o apoio dos nobres locais e seus exércitos particulares e com uma importante parcela da população.
A guerra civil segue em um sangrento equilíbrio: os Arcanistas contam com tropas mais experientes, bem equipadas e com poderoso apoio mágico enquanto os Tradicionalistas contam com um número muito maior de soldados, apesar de inexperientes. Qualquer mudança pode provocar o fim do equilíbrio e da guerra, enquanto isto o Reinado aguarda prendendo a respiração. Em Valkaria tensas discussões tentam aprovar uma intervenção do Exército do Reinado, enquanto a própria Rainha-Imperatriz defende que, em primeiro lugar, este é um assunto interno do povo de Portsmouth e, mais importante, que o Exército do Reinado não pode ser desviado de suas guarnições contra a Tormenta, a Aliança Negra e o Império de Tauron sem graves prejuízos para a segurança de todos os reinos.
Considerações ao mestre: A Revolução de Portsmouth é uma saga em que os jogadores podem se envolver do princípio ao fim. Eles podem ser o tal grupo que desmascarou Ferren, o que pode render uma campanha inteira indo do 1º até o 10º nível (Ferren é um humano mago 13), ou podem apenas ser pegos no meio do evento quando estiverem de passagem pelo reino.
Talvez os personagens façam parte de alguma das companhias mercenárias que formam a espinha dorsal do Exército de Portsmouth, e com o estouro da guerra civil tenham que escolher um lado. Outra maneira de envolver os jogadores é através de Wynlla, que pode contratá-los para realizar missões diversas “por baixo dos panos” e garantir a vitória dos Arcanistas. Outra opção é colocar os heróis junto dos Tradicionalistas, talvez com um ou mais personagens sendo nativos de Portsmouth.
Em último instância os heróis podem se envolver com o conflito de forma distante, trabalhando a favor ou contra uma intervenção do Exército do Reinado ou atuando como mensageiros de paz de um dos lados do conflito (e sendo perseguidos por quem não quer o fim da guerra).
Todas as imagens deste artigo pertencem a Jambô Editora, o logotipo de Tormenta é de autoria de Daniel Ramos, desconheço o autor da imagem do Conde Asloth.

João Paulo Francisconi

Amante de literatura e boa comida, autor de Cosa Nostra, coautor do Bestiário de Arton e Só Aventuras Volume 3, autor desde 2008 aqui no RPGista. Algumas pessoas me conhecem como Nume.

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1 Resultado

  1. Morcego Ninja disse:

    Nume… rs… me desculpe, mas vc é "tiquinho" azarado… rs 🙂

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