Resenha: Battlefield Bad Company 2

Um dos lançamentos mais aguardados do ano, Bad Company 2 traz de volta a destruição de cenários, armamento pesado, piadas sacanas e um verdadeiro nocaute em outros jogos de tiro quando o assunto é multiplayer. O segredo? Trabalho em equipe, como toda boa sessão de RPG.
Preston Malrone e os soldados nada ortodoxos da Companhia B estão de volta nesta seqüência do elogiado Bad Company. Uma das boas surpresas desta vez é um singleplayer mais elaborado, com um roteiro simples, mas bem trabalhado. Embora o tema “russos desenvolvendo arma fodona contra os EUA” seja um tanto batido, o desenvolvimento da campanha solo, o trabalho com o detalhamento do cenário e variedade com certeza vão agradar os jogadores que reclamaram do singleplayer “nhé” do primeiro jogo.

Caralho, a casa caiu!

Uma das primeiras coisas com que tem que se acostumar em BC2 é a temporariedade de qualquer objeto que possa servir de cobertura. Paredes, muros, cercas, casas. Tudo pode vir abaixo com uma granada certeira ou algumas cargas de C4 bem aplicadas. Esconder-se atrás de madeira ou algo fino de mais com certeza deixará sua tela vermelha. É quase como aprender a jogar um FPS de novo, com exceção dos comandos clássicos desse tipo de jogo.
E não se esqueça dos sempre presentes veículos na franquia Battlefield. Quadricículos, jipes e carros de combate estão à disposição para os jogadores deleitarem-se sobre a física impressionante do jogo, derrubando tudo que é construção no caminho. Alguns podem se perguntar “qual é a graça de derrubar casas?”. Quando metade do time do adversário está lá dentro, tem toda a graça.

Som impecável, gráficos de ponta

Lembra-se das casas sendo destruídas? Pois é. A barulheira provocada pelos pilares, teto e paredes ruindo te faz pensar se realmente não tem algo desmoronando por perto. A falta de cuidado que tiveram com os efeitos sonoros em Modern Warfare 2 (uma das poucas falhas do jogo), não aconteceu em BC2.
Eco, abafamento, distância e direção, tudo está ali. Cada objeto, cada arma, cada tipo de construção produz um som diferente, em cada efeito diferente, e você consegue distinguir cada detalhe sonoro. Num home theater então, meu amigo, vira coisa de cinema. Mesmo. Isto sem falar nas texturas foto-realistas e na modelagem impressionante dos personagens e objetos. Dá pra ver até os fios de tecido nas roupas, algo que já acontecia em Devil May Cry 4 e Resident Evil 5. Palmas para a Dice.

I need medic!


Mesmo com toda a qualidade técnica, o verdadeiro diferencial de BC2 está no multiplayer focado no trabalho de equipe. Infantaria, engenheiro, reconhecimento e médico. As quatro classes do jogo no multiplayer, muito bem definidas e com funções distintas. No multiplayer, se ganha pontos por avisar sobre inimigos, por arrumar veículos, curar aliados e claro, por mandar chumbo nos bonequinhos com nome vermelho… O trabalho em equipe só não é bem explorado como faz toda a diferença entre vitória e derrota. Sair correndo para os lados e atirando em tudo que se move, ao melhor estilo CS, normalmente vai lhe custar alguns segundos de espera pro respawn.

Simples e funcional

Embora BC2 não traga nenhuma novidade “revolucionária”, a Companhia B rende boas horas de jogo no singleplayer pelo humor simples, e pela própria diversão que o jogo traz com tanta qualidade técnica. E não podemos nos esquecer do multiplayer focado no trabalho em equipe, marca registrada da série Battlefield, e ainda mais elaborado nesta versão. O bom Co-Op do jogo e sua qualidade o fazem um excelente passatempo, sem dúvidas (ainda mais pra quem curte uma jogatina em equipe ao melhor estilo “grupo de D&D”).
Avaliação Final: 9
Gráficos: 10 (destaque pras texturas e expressões faciais)
Jogabilidade: 8 (ficou faltando um sistema de cobertura, e miras um pouco mais precisas, mas nada que desanime)
Qualidade Técnica: 9 (uma obra prima da Dice, sem dúvidas!)
Roteiro: 7 (simples, mas divertido)
Replay: 9 (no multiplayer, principalmente)
Som: 10 (indiscutivelmente o melhor até agora!)

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2 Resultados

  1. Nume Finório disse:

    Eu até entendo a comparação com RPG na questão de trabalho em equipe, e concordo, mas RPG é mais que trabalho em equipe. Também envolve escolher o próprio caminho dentro da história do jogo, e neste sentido acho que Dragon Age: Origins e alguns outros RPGs eletrônicos ocidentais tem mais em comum com o nosso hobby.

  2. adao_pinheiro disse:

    Foi exatamente o que eu disse: se parece com um RPG no quesito trabalho em equipe. Não tô falando de liberdade de escolha. Ô gente que põe cabelo em ovo! =P

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