Tormenta 4e: Raças de Personagem IV – Tieflings

Primeiro foram as raças em comum entre o Livro do Jogador do Dungeons & Dragons 4ª Edição e o cenário de Tormenta. Depois foi o Draconato e posteriormente o Eladrin. Agora é a vez da última das raças novas do D&D dar as caras em Arton: os Tieflings.
Originalmente os Tieflings do D&D eram indivíduos com um pouco de sangue demoníaco. Tocados pelos planos. Em Tormenta, no lugar deles foram colocados os Sulfure. Mas, na quarta edição a raça teve sua história completamente refeita. Vamos aproveitar isso para inserir os tieflings como uma raça totalmente nova e distinta dos Sulfure.

Tieflings

Tieflings já foram humanos, por mais desconhecido que seja este fato para os artonianos. Há muitos anos, antes mesmo de Tanna-Toh ter oferecido o dom da escrita aos humanos, o continente de Arton-Sul era palco de ferozes disputas territoriais entre o império dos dragões, cujo nome só é lembrado pelos mais antigos seres desta raça, e o império negro de Bael Turath, a única força capaz de deter os avanços do império sem nome.
Claro. Bael Turath não protegia Arton-Sul por bondade. Um império regido por poderosos diabos, sua intenção era assegurar um posto avançado seguro e longe dos reinos dos deuses. Para isso ele dependia bastante de servos humanóides das mais diferentes raças – inclusive humanos. Por serem adaptáveis e perseverantes, os humanos estavam espalhados por todas as castas de Bael Turath. Com o tempo eles herdaram o reino inteiro, sendo os responsáveis por cumprir com os desígnios de seus mestres diabólicos, que escondiam-se em outros planos de existência.
Todo este poder seduziu os humanos de Bael Turath. Eles aproveitaram o enfraquecimento do império dos dragões, seus inimigos de longa data, para fazer um golpe de estado. Sob o pretexto de um golpe de misericórdia contra os dragões, Bael Turath enviou o máximo de não-humanos possíveis numa investida suicida e tentaram ao mesmo tempo fazer um ritual que aprisionaria os poderosos diabos que lhes concediam os poderes arcanos num espaço entre esta realidade e o plano nativo deles. Onde ficariam confinados, mas ainda alimentariam os poderes dos bruxos humanos.
Infelizmente, os eventos não se desenrolaram como os humanos de Bael Turath previam. Apesar de extremamente enfraquecidos, os dragões conseguiram chacinar as forças não-humanas quase inteiras e ainda sobrou-lhes poder para contra-atacar. Bael Turath conseguiu defender-se, mas isso atrapalhou o ritual de aprisionamento. A magia descontrolada matou quase todos os seres vivos do império. E os sobreviventes invejaram os mortos, pois a magia os marcou profundamente. Mudou sua natureza. Não eram mais humanos. Eram indivíduos amaldiçoados pela magia diabólica. Eram Tieflings.
Com medo de juntarem-se aos outros humanos, eles buscaram abrigos nos pontos mais remotos do continente. Criaram pequenas comunidades e foram sobrevivendo como podiam.
Até a Aliança Negra começar a marchar por Arton-Sul.
O exército goblinóide encontrou as comunidades de Tieflings. Quase todos os homens foram mortos, mas grupos de mulheres, crianças, velhos e aleijados conseguiram fugir para Arton-Norte. Para o Reinado.
Apesar de estarem vivendo no Reinado há mais de uma década, os contatos dos Tieflings com os locais ainda são um tanto conturbados. Por mais tolerante que alguém possa ser quando convive com elfos, anões, minotauros e tantos outros tipos estranhos, os traços diabólicos dos Tieflings depõem muito contra eles. Ainda assim, a cada dia que passa as pessoas vão se acostumando mais com os Tieflings.
Hoje em dia a maiora dos Tieflings habita Ahlen, onde os nobres empre têm uma vaga para um tiefling conselheiro, e Zakharov, lugar que muito tem apreciado as estratégias de guerra tradicionais dos Tieflings. Os poucos Tieflings que tentaram colocar o pé em Fortuna enfrentaram mais preconceito do que em Yudem, pelos habitantes considerarem sua presença um mal-presságio. E o conde Ferren Asloth já declarou uma política de tolerância zero contra Tieflings – qualquer um encontrado em seu território deverá ser escoltado para fora ou preso, de acordo com a distância da fronteira e boa-vontade do agente que o encontrou.
– – –
Bom. Aí está a última raça. O que acharam?
Na próxima vou adaptar os minotauros de Tormenta para Dungeons & Dragons 4ª Edição. Isso sim vai ser interessante. Aguardem.

Você pode gostar...

5 Resultados

  1. Potemkin disse:

    O que achei mais interessante foi como os demais se relacionam com a raça. Parabéns novamente.
    Só uma pergunta, planeja fazer o mesmo com outras raças como os drows, genasus (seria assim o plural?, warforgeds…

  2. Potemkin. disse:

    [mãe Diná] Não sei se vai existir uma FR 4e em PT-BR, mas é um dos materiais com mais chances de serem traduzidos além do PHB2 e talvez os Powers)[/mãe Diná], então seria uma boa ideia pensar a respeito dos drow pelo menos, já que é bem provável que eles apareçam no Tormenta OGL.
    Já os genasus e warforgeds a Dungeon (não lembro qual) tem um artigo interessante sobre a inclusão desses em Eberron e FR respectivamente que serve também para outros cenários (eu mesmo usei um dos artifícios que foram citados nela antes de lê-lo — um warforged criado por magia divina), dá uma olhada lá se já não tiver feito isso. Fuii.

  3. Saruman disse:

    Pretende fazer algo quanto aos Aggelus?
    Parabéns pelo projeto.

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: