Dez anos de Tormenta

Onde você estava em 29 de maio de 1999, ao meio dia? Eu me lembro onde estava: VI Encontro Internacional de RPG em São Paulo, na Marquise do Parque do Ibirapuera. Estande da finada revista Dragão Brasil. Alguns fãs ao redor, meio esperando, meio ansiosos. Chegam algumas caixas que são abertas pelo pessoal do stand. Lá dentro, o número 50 da revista, acompanhado de um suplementozinho de capa preta, com uma ilustração meio berrante, estilo mangá, e as palavras “Dragão Brasil apresenta Tormenta – um novo mundo de aventuras!”.
E foi assim que começou. Claro, muitos dos elementos do cenário já existiam. Os autores do cenário (o famigerado “Trio Tormenta” formado por Marcelo Cassaro, Rogério Saladino e J.M. Trevisan) têm uma história muito mais longa pra contar, sobre como tiveram a ideia de integrar personagens, localidades e outros elementos de artigos já existentes num esqueleto maior e assim formar um novo cenário de campanha. Mas para mim, foi ali que começou minha interação com aquele novo mundo de campanha.
Tormenta sempre me atingiu como uma boa ideia. Numa época em que toda uma nova geração de RPGistas estava se desenvolvendo (pode chamá-la de ‘Geração 3D&T’ ou ‘Órfãos da Abril’), o cenário parecia ser “customizável” na medida certa. As informações do livro básico eram mais centradas em quatro cidades que formavam os “grandes pontos de interesse” (Valkaria, Triunphus, Vectora e Malpetrim) e algumas regiões selvagens particularmente exóticas como a ilha de Galrasia e o Deserto da Perdição. Também já trazia os NPCs icônicos do cenário, para dar sabor às aventuras, e os dois antagonistas do tipo “não dá pra vencer”, a Aliança Negra e a própria Tormenta. Pra jogos descompromissados, de mestres e jogadores que não tivessem longa experiência, o cenário funcionava muito bem, e vinha com regras para três sistemas: AD&D, GURPS e 3D&T. Se viesse com regras pra Storyteller, cobriria os sistemas mais jogados na época.
Outra coisa que tornava o cenário interessante era a série em quadrinhos Holy Avenger, que era ambientada no cenário e tinha uma história muito boa e divertida. Em seus primeiros números (digamos, até a metade da série), quase toda revista vinha com um mini-artigo de Tormenta, com descrição e regras. Para um fã, ter seus hobbies integrados desse jeito era legal e único – lia as aventuras dos heróis de Holy Avenger, e depois podia colocar elementos que eles encontravam ou enfrentavam na minha própria mesa de jogo!
Comecei uma campanha ambientada no cenário na semana seguinte, e em poucas sessões percebemos que uma coisa fazia falta ao cenário: não havia uma descrição clara dos deuses. Era possível inferir a existência de alguns deles, incluindo Valkaria, deusa que dava nome à principal cidade do cenário e Thyatis, ligado à também importante cidade de Triunphus, entre alguns outros. Nessa época, me associei à uma lista de discussão que pretendia desenvolver aspectos do cenário que ainda eram vagos, a Lista Tormenta. De lá, vieram idéias que muitas vezes foram integradas ao cenário, e tive a sorte de participar e colaborar nisso. Como se em resposta às demandas dos fãs, o primeiro suplemento de Tormenta foi lançado quatro meses depois do cenário: O Panteão, que trazia os vinte principais deuses, e bastante conteúdo mais voltado à interação com NPCs do que à regras per se.
Voltando às “faltas” do cenário, também percebemos que um mundo com pouca descrição além de sua meia dúzia de cidades e localidades parecia vazio. Em casa, tratei de criar reinos e muito mais cidades. Os autores do cenário tiveram a mesma idéia, que publicaram numa matéria em duas partes na Revista Tormenta, dedicada exclusivamente ao cenário. Essa matéria foi expandida tempos depois, gerando três suplementos (chamados coletivamente de O Reinado), supostamente para 3D&T, mas sendo na realidade quase 100% descritivo. E haja descrição. Vinte e sete reinos, uma média de 4 cidades de destaque por reino, mais alguns “pontos de interesse” (dungeons, oi?) além de descrições geográficas, informações sobre os nativos e seus costumes e muito mais. Esse último trecho parece propaganda, mas o suplemento é mesmo muito bom. Mesmo que você tenha ressalvas sobre o cenário, O Reinado pode ajudar a mudar sua impressão.
Uma pessoa que eu sei que teve sua impressão sobre o cenário mudada por esse suplemento (que depois ganhou versão capa dura e o rótulo D20) foi o Leonel Caldela, que foi chamado para escrever o primeiro romance ambientado no cenário. Muito já foi dito sobre O Inimigo do Mundo e suas sequências, O Crânio e o Corvo e O Terceiro Deus. Prefiro não cair na tentação de elogiar exaustivamente, até porque já fizeram o bastante em muitos lugares. Até na Revista Rolling Stone, veja só.
Nos anos que se passaram, muitos suplementos e versões de Tormenta foram lançados. Minha coleção de livros básicos de Tormenta inclui a primeira edição (capa preta); a segunda edição (que essencialmente é o texto da primeira, sem regras para AD&D e GURPS, e com uma ou duas adições de textos); a nada-aclamada terceira edição pela Editora Daemon, com regras para Sistema Daemon e 3D&T (que incluiu mais uma cidade de destaque, Shanower, cidade detestada o bastante pelos fãs e autores para justificar sua destruição nas mãos de uma NPC enlouquecida anos depois); o Tormenta D20, da Editora Talismã (capa dura, versão que já trazia avanços e mudanças no cenário, incluindo também elementos da série O Reinado); o Tormenta Daemon (versão licenciada somente para Sistema Daemon, com o conteúdo do Tormenta D20); o Tormenta 3D&T (versão somente para 3D&T – duh – com o conteúdo do Tormenta D20); e por fim, os mais recentes livros básicos, Tormenta D20 3.5: Guia do Jogador e Guia do Mestre, da Editora Jambô.
E agora, um novo livro básico deve trazer mais fôlego para esse cenário que se estabeleceu entre os RPGistas brasileiros, para bem ou para mal. O Tormenta RPG já está no forno da Jambô Editora. Muito está sendo especulado sobre as decisões de regras do suplemento, que deve utilizar a OGL e incluir um sistema próprio, mais dedicado às especificidades do cenário (embora ainda baseado nas regras do sistema d20). Enquanto fã, espero que o novo livro básico (ou será mais de um?) leve Tormenta até sua próxima década… e muitas mais. Feliz aniversário, muito XP e peças de ouro pra Tormenta e pra todos nós.
PS: Sim, eu devia ter postado isso no dia 29, me processe. Ou não. Coloque um kender na prisão e você ganhará a inimizade de todo o sistema penitenciário. Eles estão muito bem sem kenders, e pretenderão continuar assim, obrigado (e sim, adoro parênteses).

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53 Resultados

  1. arthimes disse:

    Será que teremos um tormentta 4ed?…acredito que seja um dos cenários que mais se adequá a filosofia da nova edição…

  2. Griffith disse:

    Não…..TORMENTA 4ed Nãooooo….Tormenta merece é um LIvrão Basico feito OGL, baseado em Pathfinder, Book of Experimental Might e Book of Iron Heroes, já que o cenario se tornou algo muito alem de descer masmorras, ele agoira é algo tipo renascenista mesmo, e aventuras ocorrem em lugares variados…..Tormenta merece é algo proprio e unico, feito ou adaptado de uma forma tão original quanto o cenario se tornou.
    Obra-Prima!!!!

  3. Pablo Urpia disse:

    Parabéns pelo relato Jamil. Tormenta é foda!
    A Lista Tormenta faz falta, não está tão atuante como antes. Lembro-me que saíram de lá vários "RC´s" que foram publicados e/ou citados.
    Lembro também do projeto Luminys que era um reporte de sessão dos mais fiéis e criativos do cenário, feito é lógico, pelos fãs.
    E quem diria que Arton se desenvolvesse tanto!

  4. GJKnight disse:

    Professor! Eu tava lá! Lembro que levei uma mochila de revistas pro Cassaro autografar (mwhahaha)
    Pois é rapaz… 10 anos se passaram. É bom que houve evolução no cenário. Foram várias as vezes que os antigos manuais básicos repetiam quase toda a mesma história e depois adicionava uns pedaços. Não posso falar do agora, não estou com os ultimos livros da série (ainda). Mas talvez estejamos por aqui nos próximos 10 anos para ver o que eles pretendem fazer para comemorar duas décadas.

  5. Gustavo Brauner disse:

    Caramba… 10 anos…! Parabéns, Trio! Parabéns, Tormenta! Vida longa e próspera, celebrando mais 10, mais 10, mais 10…

  6. MikeMwxs disse:

    isso me faz lembrar o quanto eh estou velho… >shit!<
    hehe.

  7. guilherme"RODO"avila disse:

    Eh, ta todo mundo ficando velho mesmo….
    Espero que essa nova versão OGL esteja mais para Pathfinder do que para D&D 4ed.

  8. Cassaro disse:

    Jamil, não tem nem como começar a agradecer por seu post. Você também ajudou a fazer de Tormenta o que é hoje. E ao pessoal, obrigado pelos parabéns.
    Sobre a 4E, a gente realmente não pretende adotar. Não gostamos do jogo, e a Licença Não Tão Aberta também não facilita.
    Além disso, desde Tormenta 3D&T o cenário não tem seu sistema próprio. Agora que a Devir oficialmente cancelou D&D 3E, vamos tentar outra vez nosso próprio livro básico.
    Ainda estamos decidindo muita coisa. Está difícil achar o equilíbrio entre manter a retrocompatibilidade com 3.5, mas também melhorar algumas coisas. Eu acho Pathfinder um ótimo exemplo a seguir, mas Tormenta OGL não deve ficar exatamente igual.

    • Heitor disse:

      Ei Cassaro, eu um futuro não muito longíguo (traduzindo: depois do Tormenta RPG), vocês pretendem lançar um novo módulo do cenário para 3D&T?

      • Heitor disse:

        Ah, e "ressucitar" a Revista Tormenta seria uma boa. Afinal, a Sem Trégua mostra que ainda é viável uma revista especializada em um cenário.

        • Pyromancer disse:

          Pode ser uma boa, mas acho MUITO difícil, visto que nem Trio nem Jambô tem muito tempo para mais uma revista (a DS já é "bimestral", imagina se tivéssemos duas revistas)

    • Disponha, Cassaro… aliás… essa carteira é sua? 🙂
      Aproveitando e sugerindo e indo na carona do comentário do Nitro, Tormenta OGL bem que podia voltar às origens da magia de base nos seis elementos do 3D&T antigo né? Afinal, até o reino de Wynna foi descrito desse jeito. Claro, retcon acontece, eu sei, mas às vezes dá pra inovar sem perder o feeling antigo.

      • Cassaro disse:

        Esse lance dos elementos acabou acontecendo porque essa regra de 3D&T veio de Trevas. Mas não tem muito clima de D&D, ninguém aqui pensou ainda se vamos manter isso.
        Meu palpite é que as regras básicas não devem usar elementos, e isso vai acabar aparecendo em algum acessório.

  9. LeoXorao disse:

    Tormenta mostrou grandes personagens, grandes historias, detalhes relevantes em suas cidades, sem perder a jogabilidade. Como todo sistema tem coisas que não gosto. Mas eu sou um fanatico por Lobisomem e eu acho um lixo a jogabilidade da White Wolf. Fazer o que, pra mim o melhor são as historias e a diversao. Parabens, foi um marco para o RPG nacional.

  10. Tek disse:

    É bom ver que meu cenário nacional favorito, apesar de simples (sim, eu acho Tormenta simples, mas isso de forma alguma desabona a qualidade dele), tem progredido bastante.
    Quem imaginaria que aquele "encarte" da DB50 daria tanto o que falar?

  11. Tio Nitro disse:

    Tormenta é um dos cenários mais jogáveis que conheço e tem um toque bem pessoal, mesmo com tantos autores passando pelo cenário. Dá para fazer qualquer tipo de aventura no cenário, e existem muitas possibilidades de histórias. A comunidade de fãs também é sensacional, e materiais como o projeto Aliança Negra só aumentam a complexidade e as possibilidades do cenário. O Trio está de parabéns e agora, com o trabalho impressionante do Leonel, acredito que o cenário está no caminho certo para continuar relevante e angariar novos fãs.
    Torço para um Tormenta OGL onde os autores tenham liberdade para moldar o sistema às peculiaridades do cenário (quem sabe Magias com mais base elemental, clérigos e domínios clericais mais adaptados ao espíruto dos Deuses de Tormenta, etc), pegando inspiração na base 3d&t/Daemon do cenário, quem sabe?

  12. Pyromancer disse:

    Mas, como o Tek disse em outro tópico, na impede aos fãs de adaptar seu cenário para 4E. Mas não teremos nada oficial, principalmente por causa da GSL da 4E…

  13. Citar a RT eu até citei. *muxoxo kenderesco* Engraçado é que num dos drafts do texto, eu mencionava a Revista Tormenta e sua longevidade impressionante para uma revista de RPG focada num único cenário (17 edições!)

  14. Nibelung disse:

    Só uma rápida correção, a matéria do panteão de Arton saiu na DB 52/53, dois meses depois, e não quatro.

  15. Armageddon disse:

    Acompanho Tormenta desde sempre também, e acho muito bacana tudo o que foi conquistado pelo cenário nesse tempo. Aliás, faltou citar as Revistas Tormenta e Gorendill, que também foram passos bacanas e que mostram a interação com o público leitor e jogador que sempre norteou os rumos do cenário.

  16. Cassaro disse:

    Nunca, NUNCA duvidem do Jamil em assuntos de Tormenta! Ele conhece o cenário melhor que qualquer pessoa viva ou morta!
    Às vezes NÓS do Trio perguntamos coisas de Arton pra ele…

  17. Griffith disse:

    Tormenta OGL devia colocar as suas capacidades fantasticas e animescas em todas as raças e classes, talvez com novos tipos de talentos ou novos talentos, raças com niveis tipo as exemplares mesmo e boa variedade, uma regra q eu ainda gostaria de citar é a armadura com RD do book of iron might, mestrei inumeras aventuras com aquela regra e posso afirmar que da grande emoção ao jogo, funciona assim:
    Uma armadura possui uma RD em dado tipo 1d6, na hora que vc toma a porrada vc rola essa RD e subtrai, não complica em nada e da uma boa sensaçãod e reação ao jogador…e depois se esta regra fosse em pregada poderia criar talentos que concedam esta RD natural para aqueles que preferem não usar armadura. (o barbaro no book of iron might recebe RD por NIvel assim – 1d4 do nv 1 ao 6, 1d6 do nv 7 ao 12 e 1d8 do nv13 ao 18 e 1d10 19-20 eu axo, qse certeza)…..

  18. Oriebir disse:

    Eu!! É um dia antes de meu aniversário!
    E o melhor é que neste ano terminei o dia 29 e entrei o dia 30 de maio jogando RPG! Ô jeito bão de se comemorar dois aniversários! =D

  19. Moreau do Bode disse:

    Quem aqui fora o Jamil sabia dessa data (29 de maio de 1999) ?
    Nem os autores 😛

  20. JMTrevisan disse:

    Jamil, se EU nao postei nada porque não lembrei, porque diabos alguém vai te culpar?;)
    Alias, se você puder me dizer onde eu tava nesse dia aí, eu agradeço.
    Parabens pra nós.
    T.

  21. Shin disse:

    Wow!
    Eu tenho um certo preconceito ao cenário, sim, todas as aventuras que lí, e todas as matérias que cheguei a jogar eu ficava de certa forma preso, e em muitos finais de aventuas, os jogadores eram apenas os secundários e os NPCs iconicos salvavam o dia.
    Ví isso na aventura "Libertação de Valkária", e isso me decepcionou um pouco.
    Foi o unico suplemento que comprei (eu já tinha desistido da Dragão Brasil), entretanto, com o sistema próprio e ideias mudadas, talvez tenha uma outra impressão, espero mtuio que seja um trabalho bom (e acredito que vai ser) e espero não ver NPCs Icônicos sempre salvando o dia!
    Abraços

    • Cassaro disse:

      Podia me dizer, por misericórdia, QUEM são esses NPCs icônicos que salvam Valkaria? Porque na última vez que olhei, quem fazia isso eram APENAS os jogadores.

    • Rogerio Saladino disse:

      Shin, também fiquei curioso sobre quais seriam esses NPCs.
      Eu escrevi várias aventuras pra Tormenta, em não encontrei esse problema em "TODAS" as aventuras.
      Acredito que você não seja um daqueles caras que reclamam com base em "alguém me disse que…", então fico curioso mesmo em saber porque você não gostou de TODAS as aventuras que leu de Tormenta.
      Afinal, eu escrevi algumas delas, sabe…

      • shaka disse:

        Não, ele é o famoso sujeito "sou inteligente, sei corrigir os erros do cenário". Mas como ele não conseguiu formular nenhuma crítica decente, fica dizendo coisas vagas achando que ninguém vai conferir se o que ele diz é verdade XD

      • joa tricampeão disse:

        Aff, na Libertação de Valkaria, os Cavaleiros Libertadores tomam a cena e se tornam os principais, por exemplo.
        No livro das Guerras Táuricas, nóis, os players, não fazemos nada, não podemos nem proteger um nobre essencial para a aventura, nem matar um nobre essencial para aventura, fazemos absolutamente NADA.
        E no livro Destruição da Tormenta, quem faz tudo é Talude e Victorios. É só uns exemplos. 😉

  22. Agatha Guedes disse:

    Shin, acho que eles não podem deixar os "aventureiros" fazerem parte dessas mudanças, afinal, como eles conseguiriam desenvolver textos pós-eventos se não poderiam citar os nomes dos envolvidos? A não ser que fizessem "Então, o grupo "insira aqui o nome do grupo vencedor da aventura" reagiu ao rei e avançou para a masmorra"…
    Acho que é questão de encaixe na história mesmo.

    • Cassaro disse:

      Na verdade, foi exatamente isso que fizemos em A Libertação de Valkaria.
      Quando a aventura termina, o grupo de jogadores passa a ser conhecido como "Os Libertadores" — e eles são citados mais tarde em outras ocasiões, como em "Área de Tormenta", como um dos poucos grupos de heróis épicos em Arton.
      Por isso fiquei sem entender a queixa do Shin, quando ele diz que "NPCs icônicos" salvam o dia nessa aventura.

      • Pois é, até tem outras aventuras (antigas) em que os NPCs salvam o dia (Rebelião dos Insetos, Holy Avenger), mas de modo geral a maior parte das aventuras publicadas após o lançamento do cenário, os players são o foco.

  23. Gruingas disse:

    Sou um grande fã de tormenta que conheceu o cenário graças a Holy Avenger e mal posso esperar pela nova edição!! Torço por mais melhorias do que retrocompatibilidade! E também acho que um sistema de magias baseado nos seis elementos (realmente baseado, não como ficou no Td20) só adicionaria sabor ao cenário.
    Eu sempre gostei muito do jeito simples e fluído do 3D&T e espero que muito disso vaze para o novo Tormenta RPG!

  24. kendi disse:

    Ele deve estar falando daqueles malditos libertadores que salvaram Valkaria. kkkkkkk
    Ok, desculpa, achei engraçado essa confusão toda. Acho que ele pensou que os Libertadores eram NPCs por algum motivo, muito provavelmente por causa daquela ilustração dos aventureiros ao lado de VAlkaria no final do livro.

  25. Griffith disse:

    O Gruingas ai acima esta coberto de razão, a fluidez do 3d&t e até alguns talentos do 4d&t deviam mesmo migrar para o novo Tormenta OGL, alem disso concordo tambem com a ideia da magia elemental, e claro novas regras, pra sair daquele D&D de sempre, e quanto a parte realmente importante o cenario, devia era colocar mais detalhamento em partes que geralmente são ignoradas ou deixdas apenas para "ta ali" tipo ni-tamura e regiões semelhantes, outra coisa era que algumas descrições carecem já de mudanças pra não ficar sempre parecendo retrocompatibilidade, esta é a oportunidade que todos os fãs esperavam para ver Tormenta realmente aprimorada e completa, a hora de costurar tudo que se tem até agora e melhorar o que não esta bom…..
    Espero sinceramente que o Cassaro e o Trio veja todo esse alarde neste blog e façam o melhor possivel, como fizeram com 3D&T alpha (otimo to doido com o manual do aventureiro alpha)…..

  26. Metal_Sonic disse:

    O Post do Griffith e do Gruingas reflete bem o meu pensamento sobre o Tormenta OGL: Um jogo rápido, completo e divertido (como eu pessoalmente acho que o Mutantes & Malfeitores o é). Adequar o sistema ao cenário sempre me pareceu mais correto que o contrário, uma diferenciação no sistema de Magia usando os 6 Elementos daria uma cor inédita ao sistema e a impressão maior de "estou realmente jogando em Arton".
    Eu tenho até hoje o primeiro Manual (que me lembrei aqui que era de capa preta, ele está sem capa a anos pelo uso! XD), e com excessões de alguns reinos (Hershey, WTF?) no geral eu gosto MUITO de cenário.
    Abraços!

  27. shaka disse:

    E com isso você está dizendo que a única coisa que ele conhece do livro é uma ilustração, certo? Portanto, está insinuando que o sujeito é um daqueles fanboys que mal folheiam um livro de Tormenta e já saem desfiando críticas posers, certo? Kendi, eu queria muito ser abençoado com o dom da sua sutileza XD

  28. Diego disse:

    Vendo esta matéria antiga me lembrei que tenho a edição autografada pelo Rouba Camarilla, pelo careca sem pelos com cara de nosferatu e pelo Saladino… Estava nesse evento.
    Como o RPG mudou daquela epoca pra cá… uma pena

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