Eu avisei, mas eles pediram…

Às vezes a campanha degringola para um lado indesejado. Acontece muito quando os jogadores não estão com o mesmo clima que o mestre.
Minha campanha está passando por algo assim.
Pensei em começar uma campanha super-mega-épica, com feitos heróicos, deuses e o destino no mundo na mão dos personagens.
Pois é…
Na última sessão um dos personagens arrancou as próprias calças para fazer uma bandeira branca e, pelado, foi preso.
Esse é o nível (às vezes diminui mais um pouco).
Assim que comecei a aventura, percebi que o clima não era o que eu queria. Estava espalhafatoso e muito comédia.
Eu não sei o porquê, mas, apesar de resistir por alguns instantes, resolvi embarcar na onda. Resolvi que, ao invés de colocar um monte de gente no MEU clima, entraria EU no clima DELES.
Como resultado, tenho colhido boas aventuras.
Meu problema é que o pessoal está gostando demais desse estilo de campanha!
Ou seja, isso não é um problema no sentido literal da palavra, é apenas algo que eu não desejei de início!

Se eles gostam, como pode ser um problema?!

Quando reparei nisso, comecei a me sentir um pouco melhor com a situação.
Percebi que seria um grande egoísmo meu tentar impor o meu gosto aos demais. Tentar fazer com que eles gostem do que eu quero.
Pouco antes de começar a escrever esse post, fiz algumas anotações para a aventura de hoje, incluindo o aparecimento de um NPC importante. Será o aparecimento de um antigo personagem meu, Taranis, um feiticeiro (o único personagem COMPLETAMENTE amoral com o qual já joguei) e que agora será um NPC, digamos, um pouco (ok, bastante) poderoso.
A decisão veio ao ler um post da Elisa e do Daniel.
Seguindo minhas próprias dicas (dica 5), vou dar a eles o que eles pedem. Putaria.
Taranis será minha vingança.
(Segue risada maligna e trovão)

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7 Resultados

  1. Daniel disse:

    Fiquei agora me imaginando o que que esse feiticeiro vai fazer. Meu deus =D
    Posta aí os resultados, Alexandre!

  2. Alexandre disse:

    A sessão acabou faz meia hora.
    A resposta tá ficando meio grande, vou fazer um post amanhã!

  3. Cobbi disse:

    Alexandra,
    Não esquece que o Mestre também é jogador (embora a gente não costume se referir a ele nesses termos) e que ele também tem o direito de se divertir.
    He, he, he… 😈

  4. Avoloch disse:

    Então pra acabar com o clima de humor e por emoção é bem simples, substitua o sentimento de bom humor por ódio.
    Faça um NPC muito sacana ( vilão ) destruir eles em todos os sentidos.
    e não deixe eles entrar em OFF, use elementos de terror e coisas que em off deixam os jogadores perturbados.
    não deixe eles puxarem off, faça um clima de terror com eles, ou um clima de perturbação, como a criança unica sobrevivente a vila.

  5. Elisa disse:

    Opa! Quero ver o que o Taranis vai fazer.

  6. IVegAN disse:

    Se eu não me engano, vc comentou que seu grupo tem jogadores iniciantes né? Pelas minhas experiências esse tipo de jogo “zuado” acontece em uma fase dos jogadores, que querem saber até onde vai a liberdade deles… tipo quando vc pega um jogo como GTA e sai dando tiro, matando zuando só pra ver a policia chegar e até onde vc aguenta.
    Talvez vcs curtam o jogo (eu particularmente não gosto), mas corre o risco de a campanha fique desinteressante exatamente pq está escrachada demais.
    Uma saída que costumo usar é dividir alguns NPCs, locais e situações para as partes escrachadas, e os outros elementos sendo sérios, onde as ações imprudentes tem impacto maior. Essa fórmula é usada em Filmes, séries, novelas… e particularmente acho efetiva!
    Tendo um pouco dos dois os jogadores vão, aos poucos e sem perder a liberdade, entrando no clima do jogo… seja ele qual for.

  7. Alexandre disse:

    Mandou muito bem! Eu acho que é EXATAMENTE isso que está acontecendo. Um teste para ver até onde pode ir.

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