O PC do mestre

No meu grupo costumamos revezar a função de mestre. Não existe a figura “do mestre”, mas sim o cara que está mestrando “no momento”.
Nessa situação, o que devemos fazer com nossos próprios personagens quando assumimos o papel de narrador?
1- Entrega o seu PC para outro jogador assumir
2- Sumir com o personagem da ação (tipo “ops, ele caiu num buraco!”)
3- O personagem fica com o grupo e permanece ativo, com você controlando-o
4- O personagem continua com o grupo, mas fica mudo, com você controlando-o
(Mais alguma opção? Se tiver, poste pra gente!)
Já fiz as quatro e confesso que prefiro uma “versão 3.5”.
Quando o seu próprio PC fica com o grupo, ele pode funcionar como ferramenta do mestre em favor da narrativa.
Por exemplo, encontrar o item fundamental no lugar onde ninguém procurou, ter a idéia da fuga que ninguém teve, apaziguar ânimos quando o grupo está nervozinho demais, etc.
Confesso que sou um mestre bonzinho. A menos que um PC faça uma besteira grande, não gosto de ver os personagens se dando mal (“ué, qual o problema de empinar pipa na chuva?!” ou “dragão ancestral?! UHUU! Quanto maior, mais XP!”).
Por isso, uso o meu próprio PC como um ajudante. Ele fica calado, e só entra em ação quando preciso.
Também costumo usar meus PCs como arcos de estória. Eles já foram seqüestrados, tiveram missões pessoais, foram para o lado negro…
Quando você faz isso, há certo risco envolvido porque não temos como prever a reação dos demais jogadores. É como brincar com fogo.
Aventura de supers:
Meu PC encontra a ex-namorada maligna dele e eles lutam.
Os demais PCs dão conta dos outros inimigos, quando vão ajudar o meu PC.
Com o grupo se aproximando, os dois são teleportados e somem.
Grupo de super-heróis: “Ih! Eles sumiram!! Que chato… Então vamos embora.”
Foi revoltante. Eles nem ao menos investigaram o local em busca de pistas.
(Se não conhecesse meu grupo, acharia que tinha sido sacanagem, mas eles realmente não se tocaram em vasculhar o local.)
No entanto, para a narrativa foi muito legal. Em aventuras seguintes, criei um clone maligno do meu PC para perturbar os personagens. Chegou a um ponto em que o meu PC quase virou inimigo do grupo.
Foi legal ver os PCs implorando por desculpas e o meu personagem socando todo mundo, ameaçando divulgar as identidades secretas e tudo mais.
A primeira opção (deixar outro jogador controlar seu PC) para mim foi a PIOR de todas.
Jamais, nunca, nem morto faça isso. É meu conselho.
Cometi esse erro uma vez, e apenas dessa vez.
Aventura em Forgotten Realms:
Outro jogador controlava o meu mago.
O grupo ia entrar em um combate com uma NPC importante. Importante, porém um inimigo medíocre (uns 3 rounds de combate e olhe lá).
Os PCs entram na sala, vêem o inimigo e o jogador resolve quebrar o meu “Staff of Power”.
Eu pulei da cadeira na hora!

Você pode gostar...

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: