Bases para Miniaturas de Papel

Então você já baixou tem uma boa coleção de minis de papel. Imprimiu, colou recortou algumas centenas de minis, talvez até tenha construido alguns castelos ou dungeons para colocar na mesa e impressionar seu jogadores. O próximo passo é usar essas minis, mas diferente das minis modernas, elas não vem com uma base, na verdade embora já se tenha um método padrão de fazer minis de papel, bases são um caso a parte, cada modelista faz de um jeito, vou falar dos que eu já testei.

O modo mais comum de fazer uma base para minis de papel, é fazer bases de papel. É até óbvio, e no site do One-Monk se pode baixar uma variedade de formatos, tamanhos e texturas de bases de papel, para colocar nos personagens conforme o terreno em que eles estiverem. Assim dentro da dungeon você pode usar bases de pedra, e fora pode usar bases de grama. Um porém dessas bases é que a figura fica conectada a uma aba, um pouco acima do solo, o que prejudica o efeito visual.

Um meio de contornar esse problema é chamado de flatbasing. Ao preparar a figura para recortar, não se passa cola na aba que se usa para inserir a figura na base. Se recorta essa aba em duas e se cola a aba, aberta, em uma base que pode ser de papel mesmo ou de outro material. Se cola a textura por cima. Esse é o melhor efeito visual, a base praticamente some quando colocada em cima da textura, mas se perde em flexibilidade, já que não se pode trocar a figura de base.

Outra opção é fazer bases com um material semelhante ao das minis oficiais. O mais comum, por seu uso por modelistas, é o papel pluma ou foamboard. É uma sanduíche de uma espuma semelhante ao isopor recoberta de papel. Leve e resistente, é usado para fazer maquetes, pode-se recortar uma base com ele, fazendo uma fenda no centro para inserir a aba da mini. Também aceita colar textura em cima e é fácil de substituir, reunindo vantagens dos dois tipos de bases de papel. A desvantagem é que o volume é muito grande, prejudicando um pouco o efeito dela na mesa.

Pessoalmente eu uso um outro material, Folhas de EVA de 5mm, para fazer as minhas bases. Recorto no formato de hexágonos, já que eu jogo GURPS, e faço uma fenda no meio. Para inserir a mini basta dobrar a base que a fenda abre, já que o EVA é muito flexível. É uma maneira rápida de resolver o problema das bases.

O material mais semelhante ao das minis oficiais é o plástico. Pode-se recortar círculos de plástico preto de embalagens de DVD ou outro objeto semelhante, recortar uma fenda no meio e inserir a mini. O resultado pode ficar indistinguível das minis oficiais de D&D, a não ser que a mini em si é de papel. Para quem tem uma coleção de minis oficiais e quiser complementar com minis de papel essa é uma boa alternativa.

Um material que eu estou tentando são folhas magnéticas, do tipo usado para imprimir imãs de geladeira. Minha ideia é colar a textura na folha magnética e usar outra folha por baixo, com as abas sanduichadas no meio, presas pelo magnetismo, assim permitindo que eu troque a textura quantas vezes quiser. Infelizmente a primeira tentativa, com folhas bem pouco magnéticas, não surtiu o efeito desejado, as folhas se separavam muito facilmente, não prendendo a figura. O próximo passo é testar imãs de terras raras super fortes.

O mais radical é usar técnicas avançadas de modelismo com minis de papel. Mesmo uma mini de papel é valorizada por uma base produzida cuidadosamente, com cola, areia, serragem colorida, pedrinhas e grama antiestática. Mesmo props de papel enriquecem a base de uma maneira apropriada e que não teria o mesmo efeito com miniaturas tradicionais. Esse é um exemplo de que minis de papel podem ser tão bonitas quanto minis tradicionais, ou até mais.

Impressionante, não?

Sobre Hackbarth

Tiago Hackbarth é um gaúcho de Porto Alegre, computólogo, rato de biblioteca, rpgista, brony, ateu, furry, linux-user e nerd. Não necessáriamente nessa ordem.
Nas horas vagas escreve para o Roleplayer e monta miniaturas de papel. Quando surge uma oportunidade, mestra Gurps.