7 jogos antigos que valem a pena

Parece estranho pensar assim com apenas 21 anos, mas os velhos tempos eram divertidos. Os adolescentes de hoje em dia, acostumados que estão com essa leva de novos jogos e consoles, acham que Final Fantasy VII é apenas um filme legal com o subtítulo Advent Children. Pior, erguem as sobrancelhas em descrença quando algum de nós tenta dizer que o melhor RPG eletrônico de todos os tempos se chama Chrono Trigger, e não qualquer um dos novos RPGs e MMORPG que apareceram nos últimos anos.

O pior provavelmente são os nomes dos novos consoles: PS3, XBox 360, Wii… Quando foi que os consoles deixaram de ter nomes legais como Playstation, Mega Drive, Super Nintendo e outras coisas pronúnciaveis para ganharem essas coisas que mais parecem códigos?

Se você assim como eu é um velho de 20 anos e também sente saudades da boa e velha década de 90 e seus games, hora da nostalgia.

1. Chrono Trigger: Esta obra-prima da Squaresoft (para os jovens, atual SquareEnix) reuniu um verdadeiro panteão de grandes nomes da indústria de games e do entreterimento. O Dream Team, como a equipe criativa ficou conhecida, reunia nada mais nada menos que Hironobu Sakaguchi (produtor da série Final Fantasy), Yuji Horii (diretor da série de jogos Dragon Quest), Akira Toriyama (mankaká de Dragon Ball), o produtor Kazuhiko Aoki e Nobuo Uematsu (músico de Final Fantasy).

Lançado para o Super Nintendo em 1995, já no alvorecer da era dos consoles de 32 bits, Chrono Trigger revolucionou o modo como os jogos de RPG seriam feitos dali para frente. O sistema de batalha empolgante, história envolvente, personagens cativantes, belos gráficos e principalmente o inédito sistema de múltiplos finais para a história simplesmente não encontravam igual. Então se você ainda não jogou está maravilha, trate de conseguir logo uma cópia.

2. Final Fantasy VII: De longe o game mais amado da franquia Final Fantasy no console de 32 bits da Sony, e provavelmente o mais conhecido da atual geração, graças aos vários spin-offs como Dirge of Cerberus 1 e 2 (PS2 e Mobile, respectivamente), Crisis Core (PSP) e Before Crisis (Mobile), além do filme em computação gráfica Advent Children e do OVA Last Order. O último feito do jogo foi vender mais de 100 mil downloads na PlayStation Store em duas semanas.

A história de Final Fantasy VII foi um marco para o amadurecimento dos games. Seus personagens lidavam com problemas e questões que até então você só encontrava no noticiário. E o melhor: de um jeito legal.

3. Metal Gear Solid: In Kojima we trust.

4. Resident Evil 3: Certo, o primeiro Resident Evil era do caralho, o segundo era fenomenal, mas o terceiro tinha a Jill de mini-saia, diacho! E não era só isso, o filho da puta do Nêmesis conseguia dar ao game um ritmo frenético de perseguição e suspense até então inédito na franquia. Você nunca se sentia seguro ou com munição suficiente, porque a qualquer momento aquele viado maldito apareceria balbuciando “STARSSS” e você ou se cagava todo e corria feito louco, ou se preparava para gastar toda aquela preciosa munição e medicamentos que você havia guardado até o ponto.

Claro, para àqueles com bolas para enfrentar o gigantesco BOW que andava pra lá e pra cá com uma bazuca, havia um prêmio que valia o esforço: armas especiais. Uma pistola capaz de explodir a cabeça de um zumbi com um tiro e uma espingarda calibre .12 de ação rápida. Eram o orgulho de qualquer jogador, de mostrar pros amigos, porque significavam que a bunda do Nêmesis tinha sido chutada repetidas vezes ao longo do jogo.

Resident Evil 3 também tinha um sistema de esquivas inédito até então, apesar de confuso e nunca explicado, ele era vital para a sobrevivência no mini-jogo The Mercenaries que era habilitado quando se fechava o game. Jogar com Nicholai sem esquiva seria o pesadelo supremo! Aliás, The Mercenaries é outro motivo para Resident Evil 3 ser o melhor da série na era 32 bits, um mini-game tão bom que foi copiado em Resident Evil 4, de 2005.

5. Silent Hill: Antes de filmes como O Grito e outras pérolas do cinema de terror japonês pipocarem aqui no ocidente, Silent Hill veio para deixar todo gamer da época com medo. Era simplesmente impossível jogar sozinho a noite. A maior parte do jogo você tem que se virar contra criaturas sobrenaturais com coisas como um cano de ferro ou armas de fogo que não sabe manusear e com munição limitadíssima. Fazendo você correr por um lugar para se esconder. Só que a maioria das portas está fechada intencionalmente para aumentar a sensação de desespero do jogador.

E o pior é que, quando havia uma porta aberta, normalmente ela levava para um lugar pior. Silent Hill é puro medo e nenhuma das sequências conseguiu captar isto com a perfeição do primeiro.

6. Dino Crisis 2: Se o primeiro Dino Crisis era um Resident Evil com dinossauros no lugar dos zumbis, Dino Crisis 2 conseguiu criar realmente um estilo para este game da Capcom. Ação ininterrupta do começo ao fim, armas bacanas, uma boa história e personagens marcantes.

Anos mais tarde, a Capcom usou alguns elementos desde game para redesenhar Resident Evil em sua quarta encarnação, e finalmente dando um nome para o estilo criado em Dino Crisis 2 ? Survival Action.

7. Vigilante 8: Ok, Twisted Metal veio primeiro, é bem legal e tal, mas foda-se: Vigilante 8 tem mais estilo! Além de carros mais estilosos, gráficos melhores, especiais malucos e diversão de primeira qualidade, Vigilante 8 também tinha uma excelente trilha sonora ? porque você mesmo escolhia!

Na versão para Playstation, você podia retirar o CD do game, colocar o CD da sua banda favorita e continuar explodindo carros com mísseis ouvindo Highway to Hell. Ha! Tente competir com isso, Twisted Metal!

Sobre Nume Finório

João Paulo Francisconi, entre outras enormes perdas de tempo, é blogueiro há dez anos, escreveu para a finada Dragon Slayer, publicou alguns livros de RPG e assistiu quatro episódios de Punho de Ferro.