Meu método de criação de personagens

Acho que todo jogador tem o seu período de “busca de personagens”. Você joga com um PC em uma sessão, joga com outro na seguinte, e com outro na próxima.

Nada parece satisfazer.

Cada um tem o seu próprio método para fazer personagens. Eu também tenho o meu.

E é impressionante o quão pessoal ele é, porque é certo que eu não consiga jogar com um PC durante muito tempo se não o seguir. Virou uma espécie de vício.

Eu preciso desenhar o personagem com o qual vou jogar. Sou uma pessoa “visual”.

Tirinha do Calvin e Haroldo: O pai dele diz: Como está indo o dever? Calvin responde: Não vou fazer mais dever. Decidi que sou uma pessoa do tipo visual. E o pai devolve: Ok. Visualize você ser um cara de 45 anos na primeira série. Há um corte para Calvin escrevendo um monte de folhas e Haroldo sacaneando: Visualizando algumas somas, certo? Calvin, bravo, devolve: Estou visualizando VOCÊ em frações. Me ajude aqui, ok?

Não tem muito jeito. Antes de começar a escolher os atributos da ficha, preciso rabiscar o “jeitão” dele.

O desenho passa a definir tudo no PC.
A arma e armadura que ele usará, sua classe e até mesmo personalidade, com a expressão no rosto determinando se ele é bem humorado, safado, raivoso, sério… A própria pose do personagem ajuda nisso.

Só depois de tudo rascunhado é que eu consigo começar a pensar na ficha.

E se eu não gostar do desenho, não adianta. Não vou conseguir jogar com o PC por muito tempo.

Mas nem por isso me tornei profissional no desenho. De fato, passei anos sem pegar em uma folha de papel. Para ser exato, de fevereiro de 2001 até setembro de 2008 (o tempo que passei sem grupo, jogando bem esporadicamente).

Quando peguei no lápis a sensação foi muito estranha.
Dava pra sentir a articulação se mexendo, como se a musculatura do pulso realmente não fosse usada durante muito tempo.

Só faltava ranger e cair ferrugem.

Sempre gostei de desenhar e depois do fazer o exercício postado abaixo, me inscrevi em um curso de desenho.

Sabe como é, para ajustar as arestas e tornar o traço mais “correto” (se é que isso existe). Pretendo colocar alguns exercícios que tenho feito e mais desenhos amadores aqui. Vai que você também é do “tipo visual”, como eu, e quer aprender mais…

Veja como comecei a reaprender a desenhar. Aliás, não sei desenhar mulheres, nem nunca havia pintado um desenho antes. Mesmo assim achei que ficou legal…

Esse foi o rascunho.
Perceba como meu traço é “cabeludo”. Isso demonstra a insegurança, procurando sempre a “linha perfeita” para o desenho. Preciso melhorar isso.

Ainda não havia decidido quanto à posição das mãos nem resolvido o pé direito dela. Mas o conceito era esse. Uma ladra sexy e perigosa (daí pensei em duas armas para ela, além de ME AMARRAR em duas armas).

Como ainda estou desenvolvendo o controle do lápis, resolví fazer a arte final usando o Corel. Tracei os contornos como se fosse uma pena de nanquim. Resolvi a posição do pé e abaixei a saia dela (para que não ficasse parecendo uma calcinha, ou sei lá…).

Fazer esses ajustes direto no Corel me trouxe problemas de perspectiva. Tanto o pé, quanto a saia me parecem deslocados. O pé também ficou um pouquinho desproporcional. Mas tudo bem… foi o preço de terminar logo o desenho.

Aí resolvi pintar o desenho. Aproveitei para apagar as linhas extras indesejadas, que eu havia deixado no desenho.

Depois, decidi colocar algumas sombras, para dar volume. Além disso, senti a necessidade de colocar um fundo qualquer, só para que o desenho ganhasse mais peso.

Vou desenhar os personagens do meu grupo e postá-los aqui. E pretendo postar algumas das lições do curso também.

Sobre Alexandre

Estagiário do vice presidente júnior do RPGista, Alexandre começou a jogar RPG em 1991, só para poder usar miniaturas e jogar dados esquisitos. Ele é o jogador que faz os ninjas e rangers do grupo. Nunca magos (porque com eles não se brinca).