Imprimindo seu RPG em 3D: It's a TRAP!!!

Já falei que estou montando uma impressora 3D com o objetivo de construir meus próprios cenários e props de jogo.
Esse aqui foi o modelo que eu escolhi. A Ultimaker.

 
A montagem evoluiu bastante, desde que tirei a foto acima. Já montei os motores e as guias lineares, responsáveis pelo movimento da cabeça de impressão (também chamado de “bico aquecido”, pois ele aquece e derrete o filamento de plástico que será impresso).

O grande problema desse modelo são as armadilhas colocadas pelos projetistas. Os caras montam as máquinas e vendem KITs completos na página deles (nenhum problema, pelo contrário). Só que, ao contrário da maior parte da comunidade de “impressores 3D”, eles disponibilizam o material picotado na internet (pois todas essa tecnologia é aberta), ou mesmo ERRADA.
Sim, isso mesmo. Muita documentação oficial está ERRADA.
Além do projeto ser todo feito com medidas esquisitas, com peças dificílimas de se encontrar no mercado.
Como exemplo, segue o alerta abaixo:
O motor responsável pelo movimento do eixo Z, não é o normalmente utilizado, NEMA 17. Ele não cabe na parte de baixo da impressora!!!

Tenho uns pés de silicone que facilmente resolverão o problema. Apesar dessa diferença no tamanho, os demais motores são NEMA17.
Outra armadilha refere-se às correias que movimentam a cabeça de impressão.
No site oficial, é possível ver o código das correias que movimentam a cabeça de impressão. Lá, lê-se claramente o código “240MXL”. Isso é uma correia com 300 dentes.
No entanto, eu que não sou bobo nem nada, saí fuxicando em fóruns de discussão na internet e descobri que essa correia é FROUXA DEMAIS para a impressora. A maior parte das pessoas acaba precisando usar tensionadores para conseguir deixar as correias esticadas e imprimir suas peças sem problemas.
Acabei comprando correias muito muito MUITO curtas. 295 dentes. Infelizmente, uma correia curta significa mais atrito. Com isso fica mais difícil imprimir suas peças, pois os motores precisam fazer muita força para movimentar os eixos, e podem falhar.

As minhas correias estavam tão curtas que, se soubesse violão, daria pra tocar alguma coisa nelas.
Aí, tive que fazer uma gambiarra, enquanto não compro correias novas.
Hoje, cortei as correias e fiz um “apoio” para elas. Um remendo mesmo.
Peguei um pedaço de poliestireno que tenho em casa e cortei uma tira de 25mm x 6mm. Pelos meus cálculos, eu precisava esticar a correia apenas 5mm.

Utilizei a boa e velha superbonder para colar a correia no “artefato de ajuste de comprimento”.

Com muita paciência, consegui colar as correias (são 4 no total) bem certinhas.

Cheguei a considerar soluções mais trabalhosas. Passar parafusos, cortar MDF, tudo muito mais robusto… mas o maior problema que eu tinha, com todas essas opções, pode ser visto abaixo. O pequeno espaço entre a correia e o carro que guia a cabeça de impressão. Deve ter uns 3mm aí.

Considero o ajuste um sucesso. Não fiz um novo filminho, mas já deu pra ver que o conjunto está se deslocando com muito mais leveza, sem estar frouxo demais. No entanto, acredito que se tivesse feito o ajuste com 1mm a menos, teria ficado perfeito.
Enfim… Só vou saber mesmo quando terminar de montar.
O trabalho avançou mais um pouco, hoje. Depois, escrevo sobre a montagem do “bico aquecido”.

 
 
 

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1 Resultado

  1. Bruno disse:

    Terminou a montagem? Pode dizer mais pegadinhas que encontrou? E o comprimento e diâmetro dos diversos eixos e barras roscadas necessários?
    Ah, os pedaços de delrin é de poliacetato, confere?

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