Crítico: Para que isso serve?

Aqui estava eu, perdendo cabelo com a mecânica do sistema que estou fazendo. Afundado em estatísticas, probabilidades, trocentos tipos de dados, cartas de baralho e dominós.
A coisa estava indo razoavelmente bem, até que esbarrei nessa questão.
Qual a função dos resultados críticos (bons e ruins) nos sistemas de jogo? Estes lançamentos fortuitos servem exatamente para que?

 
Será que servem para simular a realidade?
Em que um lampejo de sorte, um herói é capaz de o destino de um mundo, ou o contrário, em que o herói pisa em uma casca de banana e o universo explode.
Duvido muito. Se fosse isso, creio que as probabilidades de crítico seriam bem menores.
Servem para evocarem o espírito do heroísmo, em que o personagem, movido apenas pela própria audácia é capaz de realizar feitos impossíveis?
Como o artifício de um roteiro que está sendo escrito.
Ou serve para ser divertido? Para dar o gostinho ao jogador de que ele pode APOSTAR sempre, pois SEMPRE haverá a pequena chance dele sair vencedor/perdedor?
Assim, o jogador sente aquele sabor da adrenalina viciante, mesmo quando tudo aponta para um resultado, ele será, sempre, imprevisível.
O que você acha?
Para que um sistema de jogo seja divertido ele precisa de críticos? O quão comum devem ser?
Você conhece algum sistema de jogo em que os críticos não existam?

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5 Resultados

  1. Nerun disse:

    Acho que simula um aspecto da realidade sim: certas vezes você faz coisas que você mesmo duvida ou não entende como fez, e que sabe que não conseguiria repetir novamente se apenas tivesse planejado… Ou, você escorrega na casca de banana, não o universo não explode, mas você quebra a bacia… Acontece, com muito menos frequência, como você disse, mas acontecem.

  2. Armageddon disse:

    No 3D&T o crítico é uma parte importante do sistema, em determinadas situações inclusive é a chance única do personagem conseguir afetar oponentes verdadeiramente fortes. Mas não acho que seja imprescindível em todos os sistemas.
    Apenas dá um gostinho a mais tornando o jogo menos previsível (e gerando umas risadas de vez em quando huahau).

  3. Acho o crítico importante para situações difíceis, não sei como é o seu sistema, mas acho que o jogador tem que sempre ter possibilidade de acertar e normalmente o crítico representa isso, não importa a quantidade de fatores contra o jogador e milhares de penalidades, um crítico sempre fará ele acertar, uma “esperança” pro jogador, mesmo que seja a pior probabilidade possível.
    Agora no caso mais de combate acho que varia, se o ataque pode ser melhor ou pior dependendo do valor que ele tirou(como no GURPS ou no WoD) e não só um “acertou” ou “errou”, algo como “acertou 3 sucessos” ou “acertou 10 pontos acima do oponente” fizerem diferença acho que o crítico não é necessário pois o seu valor já vai indicar o quanto bom seu ataque foi. Agora num sistema tipo D20 já acho o crítico mais necessário pois acertar tirando 5 ou tirando 15 não influenciam na jogada, só um “acertou” ou “errou”, então o crítico seria uma chance do jogador melhorar seu ataque com um golpe bem deferido.

  4. Alexandre disse:

    Vocês falaram da necessidade do crítico para dar “chance” aos jogadores de realizarem certas ações.
    E se essa função pudesse ser algo gerenciada pelo jogador?
    Como se fosse um recurso que o jogador pudesse usar quando necessário?

  5. É uma boa idéia também, na minha opinião é melhor até. Algo como gastar pontos em algum valor(bem limitado) para adicionar bônus numa jogada ou o jogador poder ganhar um bônus numa jogada X vezes por sessão.
    É uma boa opção, mas acho que tem jogadores que gostam de um certo “feeling” de um acerto crítico na sorte.
    Mas se for pra escolher eu optaria pelo sistema que o jogador gerenciasse mesmo.

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