Resenha: DBride – A Noiva do Dragão

Capa de DBride - A Noiva do Dragão


Publicado originalmente em dezoito capítulos na revista DragonSlayer, DBride é o primeiro trabalho conjunto do roteirista Marcelo Cassaro e da artista Erica Awano desde Holy Avenger. É também o primeiro álbum de quadrinhos da Jambô Editora, que pretende continuar publicando obras em quadrinhos, como a vindoura série Ledd, de J.M. Trevisan e Lobo Borges.
A primeira coisa a se falar sobre DBride é que ela não é Holy Avenger. Enquanto o trabalho anterior envolvia eventos que sacudiam o mundo a cada capítulo, com participação de arquimagos, guerreiros supremos, deuses e sumo-sacerdotes, este álbum traz uma história menos pretensiosa, mas nem por isto mais simples.
DBride é focada na história de uma vila dominada por um poderoso tirano – o tal dragão do título – e as desventuras de um guerreiro estrangeiro neste lugar esquecido pelos grandes heróis do mundo. A trama envolve amor, sacrifícios e busca por redenção, tudo temperado com o humor característico das histórias de Cassaro e Awano.
Sem a pressão de uma publicação mensal como em Holy Avenger, a arte da Erica Awano conseguiu melhorar sensivelmente, com linhas mais precisas, cenários mais ricos e, para quem acompanhou pela publicação original na DragonSlayer, uma excelente combinação de traços em preto e branco e coloridos. Aliás, a perda desta combinação de elementos coloridos com preto e branco é uma lamentável perda na transposição da revista para a o álbum.
Falando do álbum em si, a primeira impressão que tive dele foi que era um danado de um calhamaço lindo pra caramba, e ela se manteve até aqui. O álbum tem quase o mesmo tamanho que Tormenta RPG, com quase trezentas páginas, e proporções parecidas, mas com capa mole. A capa e a contracapa são espetaculares, e mesmo a lombada do álbum se destaca na prateleira.
Numa avaliação final, DBride – A Noiva do Dragão é um álbum de quadrinhos obrigatório para os fãs de boas histórias, mas se você já acompanhou a saga pela DragonSlayer, pode querer dispensar este lançamento, já que a única novidade ficam por conta de algumas páginas com esboços de arte originais da obra no final do álbum.
DBride – A Noiva do Dragão
Jambô Editora, capa mole, 276 páginas em P&B.
R$ 49,90 ou R$ 46,90 com frete grátis pela Loja Jambô.

Nume Finório

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20 Resultados

  1. Eddie J. D. Sterren disse:

    Muito bom. Estava curioso sobre o lançamento de DBride até então, pois parecia que esse álbum traria alguns extras mais relevantes, tipo imagens novas, os personagens na visão de outros desenhistas, ou com visuais diferentes, etc.
    Mas se é apenas uma compilação dos capítulos apresentados na revista DragonSlayer, o material torna-se dispensável para quem tem todas as edições. Uma pena, pois eu também esperava algo mais que belas capa e contra-capa.

    • Tek disse:

      No artigo é dito: "se você já acompanhou a saga pela DragonSlayer, pode querer dispensar este lançamento, já que a única novidade ficam por conta de algumas páginas com esboços de arte originais da obra no final do álbum"
      Ou seja, você só choveu no molhado.

  2. Tio Lipe disse:

    Olá!
    Olha, perdão, mas nem importa o conteúdo do material. O fato é que este livro/HQ é uma facada. Chega a ser um atentado ao bolso alheio. Desculpa vai, conheço bem a qualidade do trabalho da Awano (e questiono um pouco a do Cassaro, já que gosto é gosto), mas pagar 50 reais numa HQ que tem quase 50% de páginas a mais que um mangá de igual ou até melhor qualidade de conteúdo não existe (poxa, um mangá custa, quando muito, 13 reais e tem 200 páginas! Seguindo essa lógica era pra esta HQ sai por no máximo 30 reais!). "Ah, mas o papel é mais grosso e melhor!", sim, mas não justifica esse preço obtuso! E ainda por cima a história é totalmente em preto-e-branco? E capa mole? Aiaiai…
    Sinceramente a Jambô não vem me atraindo com os seus produtos ultimamente. TRPG preto-e-branco e com aquele tipo de qualidade de papel custando 80 reais!? Dragon Age preto-e-branco a 60 reais!!!???. E isso porque eu nem quero falar dos preços da Devir, se formos comparar… Enfim… Desculpa o desabafo, mas estou preferindo investir nos meus mangás, na Secular Games e na Retropunk Editora mesmo.
    Até and Bye…

  3. Nume disse:

    Tu tá ligado que o formato do TRPG e do DBride são os mesmos, né? Por que comparar um mangá que tem metade do tamanho, e portanto metade da quantidade de papel, com DBride é viagem.

    • Andrey disse:

      Você sabe quantos foram produzidos?
      Você sabe qual o custo de uma produção pequena com material de qualidade?
      VocÊ sabe o quanto uma editora grande produz de uma vez para ter um preço mais baixo?
      A Jambô é uma editora pequena, não tem possibilidade de chegar em um material com preços baixos.
      Isso é um produto apenas para fãs mesmo. Se você não faz parte do público, não tem porque jogar tanta crítica sem base nenhuma.

  4. Crude Buster disse:

    Adoro quando as pessoas criticam sem números nem comparar mercados.
    Sai fazendo uma salada de que o conteúdo não justifica o preço, enfia produto de outro nicho pra comparar, perdão o palavrão mas put a keep a real, se é pra falar merda pelo menos não banca o especialista de mercado que só conhece o que rola no próprio quintal pra esguichar babaquices nos produtos dos outros.
    Poderia dizer que não ia comprar porque acha o Cassaro um babaca, por exemplo, e já estaria muito bem justificado sem essa idiotice de puxar sardinha pra outros produtos de outras editoras.
    Tenho dito.

  5. Fagner Lima disse:

    "é um álbum de quadrinhos obrigatório para os fãs de boas histórias" na boa, acompanhei a saga pela revista e ela está longe de ser uma boa história. Admiro muito o trabalho do Trio, mas o roteiro dessa HQ é fraco pra caraí!
    Enfim, vida longa a Jambô!

  6. "Olha, perdão, mas nem importa o conteúdo do material. O fato é que este livro/HQ é uma facada" (Tio Lipe)
    Discordo. Apesar do traço da Awano (que gosto muito), o formato é diferente de um Mangá. Está mais próximo de um Graphic Novel. O preço não tem nada de ruim com relação ao formato, ou à arte. E nem mesmo com relação à história (despretenciosa, como o próprio Nume colocou no texto). Quando ao roteiro, concordo que não é uma história maravihosa, mas acho muito mais talentoso do que muita gente do meio.
    O que acho que deveria colocar o preço pra baixo é o fato de não ser inédita. Conta como público alvo desta publicação os que AMARAM a história/desenho e decidiram ter o livro como uma forma de prestigiar os artistas. OU aqueles que ficaram curiosos e querem dar uma conferida.
    "Numa avaliação final, DBride – A Noiva do Dragão é um álbum de quadrinhos obrigatório para os fãs de boas histórias" (Nume)
    Aí eu concordo com o Fagner: Exagero. É uma história regular com uma arte muito boa. É uma aquisição argadável. Mais que isso é exagero.
    Obra Obrigatória para quem gosta de boas histórias (subintendo o "em quadrinhos")é Watchman, Batman, O cavaleiro das Trevas (aquele primeiro Graphic Novel em formato europeu), a parte inicial da sérire Vagabond (antes de começar aquela parafernalha mística quando Musashi fica preso). "Obra obrigatória" só se for para fãs do Cenário. Aí eu concordaria.
    Continuo com a minha impressão anterior, que é a mesma do final do último parágrafo da resenha do Nume:
    "mas se você já acompanhou a saga pela DragonSlayer, pode querer dispensar este lançamento, já que a única novidade ficam por conta de algumas páginas com esboços de arte originais da obra no final do álbum" (Nume)

  7. só outro comentário a respeito da resenha:
    "este álbum traz uma história menos pretensiosa, mas nem por isto mais simples" (nume)
    Talvez seja isso que não me agradou tanto na história. Ela foi despretenciosa, mas parecia querer ser. O que faltou foi justamente simplicidade em algumas partes.

  8. "Awano consegue destruir qqer coisa, não vou entrar em detalhes de falta de qualidade do trabalho dela" (Leo)
    Fiquei curioso… mas como vc já deixou expresso que não vai comentar detalhes, não vou pedir que compartilhe da sua imensa sabedoria conosco.
    Eu até gosto do traço da Awano. Não acho que haja qualquer problema sério com a arte deste álbum, em específico. Talvez uma outra referência que podia ser melhor escolhida (como a do Golen Mecânico, que ficou parecendo um misto de C3PO com o robozinho do Buzz Ligthear – se é assim que se escreve).
    E olha que não sou fã do trabalho da Awano. Conheço outros ilustradores que trabalham no Brasil e tem um monte de gente melhor que ela trabalhando muito.
    Infleizmente não se dedicando exclusivamente ao RPG, porque outras coisas pagam melhor do que escrever HQ.
    Dizer que alguém como a Awano "consegue destruir qqer coisa" me cheira mais a despeito do que uma opinião sobre arte.
    Eu sempre achei esquisitos comentários como do Griffith e o do Leo.
    O do Griffith porque denota uma vontade do consumidor brasileiro de que "coisas melhores" surjam do nada e sejam magicamente publicadas. Ter vontade de ver produtos melhores eu sempre tive e vou continuar tendo.
    "antes a Jambo gastasse esse tempo e investimento para trazer algo de melhor ou lançar algum sistema/romance" (Griffith)
    Achar que uma editora possa fabricar essas coisas melhores utilizando o ar como matéria prima e duendes mágicos como mão-de-obra é bobeira. Sigo esperando que os materiais brasileiros continuem melhorando, bem como a Jambo (e todas as outras editoras brasileiras) consiga sobreviver no mercado brasileiro e crescer. Mas dúvido que isso seja possível apenas com "tempo e investimento".
    P.S>> Continuo sem gostar muito da publicação resenhada.

  9. Griffith disse:

    É a Jambo vem dando umas bolas foras mesmo, e não digo pelo tormenta rpg, mas o dragon age pecou feio….
    Se ela pelo menos vendesse o pdf do dragon age, compra-lo por cerca de 30 pilas e imprimir cada livro sairia ainda mais barato e olha que 30 pratas é um absurdo por um pdf….
    Quanto a DBride concordo com o fagner lima e com o tio lipe é algo bem xoxo, antes a Jambo gastasse esse tempo e investimento para trazer algo de melhor ou lançar algum sistema/romance….

  10. Leo disse:

    Não conheço mtos ilustradores nacionais, mas de um coisa eu sei. Awano consegue destruir qqer coisa, não vou entrar em detalhes de falta de qualidade do trabalho dela.
    Gostei da arte do novo hq da jambo (até o momento)

    • Tek disse:

      Mas eu acho que justamente pra reforçar o argumento de que ela não é boa desenhista seria legal você dar esses detalhes.

      • Leo disse:

        Falta de detalhes. Falta de armonia dos personagens com o ambiente (parece q estão flutuando). Ela não consegue passar a impressão de vida. As testuras são horriveis td parece plástico…
        Mas admito q alguns desenhos dela até q são bons, alguns (como a ilustração da capa).
        Esse Lobo Borges do novo HQ da Jambô parece mto bom, e gosto tb de outros(as) artistas como Horita.

      • Leo disse:

        Detalhes?
        Falta de harmonia entre personagem e cenário (parece que estão flutuando).
        Textura horrível, tudo parece plástico.
        Péssima perspectiva das ilustrações, cadê aqueles ângulos que dão um "BAM".
        Particularmente nunca parei para admirar uma ilustração dela (é difícil), mas admito que algumas são até boas, algumas ^^

  11. Cassaro disse:

    Gostaria de informar que estou combinando com a Jambô para doar toda a minha parte dos royalties por DBride às vítimas do tsunami no Japão.
    Não é muito. Mas é melhor que fazer piadas de Godzilla no Twitter.
    Obrigado.

  12. JMTrevisan disse:

    Cara, olha só. Se você me diz que pro teu orçamento é caro, a dicussão acaba aqui porque, afinal de contas, cada um sabe onde seu calo aperta. Mas quando você decide dar justificativas editoriais pra criticar o preço, aí a coisa muda de figura.
    Comparar o lançamento de DBride com "um mangá preto e branco de 200 paginas" em papel jornal e tal é o mesmo que dizer que o preço de uma Ferrari (não que DBride seja o top de seu gênero) é um absurdo comparado com o de uma Kombi de feirante, já que na segunda cabe muito mais gente.
    Pra dizer que "o papel não justifica o preço" só tendo algum conhecimento de orçamento de gráfica, o que – com todo o respeito – a maioria aqui não tem. Além disso, o que mais influencia no preço é a tiragem, que no caso de um quadrinho desse porte que só vai para livrarias é muito menor que o do teu manga de 200 páginas a 13 reais que a gente acha em cada banca de esquina. Sem contar o formato, o pagamento de direitos autorais ao autor, pagamento da capa inédita, do colorista e todas essas coisas que uma editora que publica um mangá licenciado (que além de tudo já tem um público gigante) não precisa se preocupar.
    Se quiser comparar com algo, compare com o material nacional de mesmo porte e aí talvez a gente possa debater a respeito.
    O mesmo vale pro TRPG, que é um livro até barato pela quantidade de páginas e custo benefício.
    abs!
    T.

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