Religião da Loucura: Clero de Nimb (Parte 1)

O mundo de Arton é influenciado por diversos deuses e, principalmente, por aqueles que os servem. O Panteão, nome coletivo de tais divindades, é o tema do suplemento homônimo, e descreve os deuses, as relações que têm entre si, as bênçãos que concedem a seus devotos. Mas até que ponto isso é suficiente? Em um mundo em que a magia existe, quem pode garantir, como questionou o Dr. Nash em O Crânio e o Corvo, que os feitos miraculosos de um clérigo podem ser atribuídos infalivelmente ao poder de um deus, e não a um esmerado exercício de vontade, como é a magia arcana? Para que dúvidas assim não ameacem a irrefutabilidade da existência divina ao gerar descrença — que, massificada, seria letal aos deuses, cuja existência depende da fé –, faz-se necessário o dogma, ponto fundamental e indiscutível de uma crença religiosa, proposição apresentada e aceita como incontestável, que O Panteão também aborda. Mas para que a doutrinação de clérigos e devotos em tais dogmas, bem como a expansão da crença, possa ser eficaz, é necessária uma matriz: a ordem eclesiástica.
Por mais interventores que sejam, os deuses são, na melhor das hipóteses, patronos muito distantes. São exceções abençoados como Talude, que têm o privilégio de encontros casuais e freqüentes com a deusa a quem presta homenagem. Magias de viagem planar, por sua complexidade, ficam restritas a pouquíssimos indivíduos. A estrutura eclesiástica, aliada ao dogma, assegura que aqueles que não experimentaram revelações mais diretas partilhem da certeza daqueles que o fizeram. Mas aqueles que compõem tais ordens são, antes de servos dos deuses, indivíduos, com motivações e imperfeições inerentes aos seres do Plano Material.
Os que se encontram no ponto mais baixo da hierarquia podem engajar-se em jogos de influência, visto que que, além de mais presente que um deus distante, uma posição de poder traz benefícios mais palpáveis e imediatos. No extremo oposto, aqueles que foram agraciados com epifanias beatíficas podem ter motivos para distorcer o teor da revelação — que, à medida que descende para os círculos mais externos, é novamente colorida por interesses pessoais, sofrendo um efeito de “telefone sem fio”.
Saindo do plano da corrupção, ainda temos variantes como costumes locais que, com o tempo, acabam associados à crença, gerando variações. Práticas de santos ou clérigos poderosos e admirados podem tornar-se rituais que, após anos de repetição, terminam incorporados aos cultos. Teólogos e evangelistas podem contaminar textos sagrados com preferências pessoais. Tais textos têm a possibilidade de pequena edição por parte de copistas, maiores multiplicadores de conteúdo escrito antes da difusão da imprensa, que “melhoram” suavemente certos trechos. Distanciadas por décadas ou séculos de sua origem, tais peculiariedades, por fim, não mais podem ser ligadas aos eventos essencialmente mundanos que lhes serviram de modelo, e terminam por ser indissociáveis da crença.
Um deus maior em Arton, portanto, para assegurar seus objetivos — e sua existência –, deve exercer com maestria a arte de escrever certo por linhas tortas. O Panteão trata do certo; os parágrafos a seguir tratam das possibilidades tortuosas.

Histerias Coletivas: O Clero de Nimb

Clérigos de Nimb: nem sempre "engraçadinhos."


“Quando uma pessoa sofre de um delírio, isso se chama insanidade. Quando muitas pessoas sofrem de um delírio, isso se chama Religião.”
– Robert M. Pirsig, “Zen e a Arte da Motocicleta”
O clero de Nimb não possui uma estrutura organizada, e, no entanto, o único deus dentre outros dezenove capaz de rivalizá-lo é Khalmyr (na época em que este texto foi escrito, ao menos, antes das conseqüências das Guerras Táuricas). Isso se dá por um método muito eficaz — incapaz, em virtude da falta de coesão, de proferir ordens diretas enviadas por meio de revelações e asseguradas por uma estrutura eclesiástica ordeira, Nimb se utiliza de outro método: seus servos são programados.
No romance A Ameaça de Andrômeda (“A for Andromeda” de Fred Hoyle e John Elliot), temos um ótimo exemplo da eficácia da programação. Uma civilização alienígena, separada da Terra por distâncias grandiosas demais para se cruzar, utilizou-se de um método sagaz: enviou ondas de rádio. Na Terra, após captado e submetido a esforços criptográficos, o sinal foi desvendado: eram as instruções para a construção de um super-computador e um programa para ser executado nele. Uma vez concluído, eis que o super-computador mostra suas intenções, mais do interesse de seus arquitetos do que da humanidade. Nimb também tem seu “sinal de rádio” com instruções codificadas: a loucura.
A agenda de Nimb, contudo, é o caos, logo, por que se limitar a apenas um conjunto de instruções quando vários podem fazer um trabalho melhor? Cada neurose, cada psicose: embora pareçam, à primeira vista, desordeiras e sem sentido, uma observação mais atenta nos mostra o extremo oposto — cada distúrbio específico é, na verdade, um conjunto muito rígido de parâmetros e diretrizes que regem o funcionamento da psicologia que afligem. Caos não é desordem: sua ordem interna é apenas imprevisível. Nimb tem um plano grandioso — que tachamos de ilógico pelo simples fato de ter sido concebido por uma mente que opera sob padrões tão diferentes dos nossos que parecem alienígenas. Ou pelo menos assim acreditam seus seguidores.
O clérigo de Nimb é mutuamente abençoado e amaldiçoado. Enquanto os outros clérigos necessitam da leitura de textos sagrados ou de algum outro meio de transmissão de conhecimento para entender o dogma de sua deidade, os clérigos de Nimb têm um entendimento intuitivo do dogma — ninguém precisa ensinar-lhes, eles simplesmente sabem. Não ocorrem distorções — é epifania divina em primeira mão, acessível a todos os servos, não apenas às altas cúpulas. A parte ruim: um dado clérigo tem apenas acesso a parte do sapiência divina — um anoréxico desconhece a iluminação concedida pela esquizofrenia; estes, por sua vez, não têm o entendimento possuído pelos anti-sociais, e assim por diante. Não que isso os aborreça — quando se faz parte da Grande Conspiração, do planejamento do atentado terrorista supremo contra a ordem da realidade, a possibilidade de desmantelamento reduz-se drasticamente se nenhum dos componentes possuir todas as partes do plano.

Engrenagens da Loucura: Os Dogmas

“Nimb, deus do Caos”. Informação suficiente para se construir um clérigo desta divindade. Ou não.
O dogma é central para o seguidor de uma divindade, ele define as ações do eclesiástico enquanto representante dela. Fragmentado, o clero de Nimb carece de um texto sagrado ou coisa desta sorte — mas eles têm o programa. E como bons homens santos que são — em contraste com o lunático não-clérigo –, não hão de se contentar em ser movidos passivamente por impulsos insanos, como um náufrago ao sabor do mar. São indivíduos com uma missão sagrada, cujo zelo fanático os faz refletir e teorizar sobre as revelações desviantes que arrebatam suas mentes estilhaçadas, e, por conseqüência, desvendar a informação divina codificada — e daí nasce o dogma nimbiano. Mas não de um conceito abstrato de “loucura”, mas, sim, do distúrbio específico que assola/ilumina um dado clérigo.
Neuroses são formas de funcionamento que a mente encontra para se proteger de algo traumático ou de similar forma incômodo — logo, trata-se de um esquema poderoso, organizado a ponto de rivalizar com as regras mais rígidas de um indivíduo Leal. Distúrbios não fazem o cérebro parar de funcionar — o indivíduo retém sua inteligência, que opera sob tais padrões alterados. São sistemas, portanto, ordeiros em si — mas cuja conseqüência sobre o mundo será o Caos.
A esquizofrenia, uma psicose, por exemplo, é um distúrbio que se caracteriza por delírios (o indivíduo crê em idéias falsas, irracionais ou sem lógica; em geral são temas de perseguição, grandeza ou — quão apropriado! — místicos) e alucinações (percebe estímulos que em realidade não existem, como ouvir vozes ou pensamentos, enxergar pessoas ou vultos, podendo ser bastante assustador).
Percepções esquizofrênicas podem facilmente ser interpretadas como visões beatíficas ou comunicação por parte de uma entidade superior, divina; neuroses podem ser vistas como um presente especial, um sopro de inspiração, acesso intuitivo a uma verdade deífica. Com suficiente fé, tais distúrbios são dotados de relevância religiosa; nas mãos de indivíduos inteligentes, de magnetismo messiânico, tais verdades perturbadas correm o risco de ser partilhadas por outros indivíduos de inclinações similares — e a instrução codificada de Nimb tem a oportunidade de instalar-se em outras mentes. De modo a sobreviver e propagar, o vírus mental nimbiano associa-se a outras informações poderosas, sobrepujando resistências e arraigando-se profundamente no intelecto. Tais conjuntos de informação constituem o dogma, completo com mandamentos, esquemas de salvação ou condenação da alma, auxiliado por rituais e cerimônias, ideal para a construção e manutenção de uma fé cega e inabalável.

A Força dos Grupos: Cultos

Embora uma idéia romântica e bastante inspiradora, o “exército de um homem só” é, na prática, virtualmente impossível de realizar. Os clérigos de Nimb sabem disso muito bem — eles são loucos, não tolos, vale lembrar –, e sabem igualmente da força dos grupos, e a usam a favor da Grande Conspiração. Tais grupos surgem pela associação de indivíduos que possuam distúrbios assemelhados — um grupo constituído de esquizofrênicos, bulímicos e histéricos teriam objetivos e abordagens tão distintas que, como um grupo, falhariam miseravelmente. Tais cultos, portanto, são pequenos, já que a ocorrência de distúrbios psiquiátricos em uma dada população é igualmente pequena. Para fins de exemplificação, segue uma lista com exemplos da razão de indivíduos portadores de alguns distúrbios em relação ao total da população:
Distúrbio de Ansiedade qualquer 16.4%
Fobia simples 8.3%
Fobia Social 2.0%
Distúrbio de Humor 7,1%
Esquizofrenia 1,3%
Anorexia Nervosa 0,1%
Transtorno Bipolar (tipo I e II) 1,7%
Síndrome do Pânico 1,6%
Psicose não-afetiva 0,2%
Deficiência Cognitiva Severa 1,2%
(Fonte: National Institute of Mental Health)
Tais cultos, ainda que numericamente pequenos, podem, em virtude de seu zelo fanático, abalar os alicerces da sociedade com ações rápidas e concentradas — a seita de Charles Manson, entre outras, é um exemplo. E, como seitas que são, os cultos de Nimb têm outra habilidade temível: sua eficiência em recrutar.
A sabedoria alienígena dos sacerdotes nimbianos pode ser a resposta para a angústia de um indivíduo medianamente perturbado. Indivíduos influenciáveis ou que busquem aprovação são uma presa fácil para um clérigo suficientemente inteligente e carismático. Some isso a uma retórica sedutora, promessa de salvação, isolamento, confinamento e lavagem cerebral — o resultado é a disseminação de um dogma particular, o conjunto de informações que impregna mentes sãs, como um vírus altera o funcionamento de um computador “sadio”.
Estas pequenas células de apóstolos em torno de um messias insano ainda assim têm uma estrutura hierárquica (embora muitíssimo menos complexa que a de uma igreja de grande porte, como a de Khalmyr, por exemplo), bem como conjuntos de rituais, práticas e objetivos norteados pelo dogma pregado.
Na segunda parte deste artigo, veremos alguns exemplos de tais cultos, seus dogmas, metas, atividades e cerimônias.

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19 Resultados

  1. Não dou o maior fã de tormenta, mas boa matéria. Um ponto de vista muito interessante sobre os seguidores do deus do caos.

  2. MalkavFelipe disse:

    Bela materia novamente. Parabens!!!
    Pra mim, os clerigos de nimb são os malkavianos de Tormenta ^^.
    Abraços!!

  3. Tek disse:

    Adoro os artigos do Shido.

  4. Ulfasso disse:

    Gosto muito dos textos que você escreve Shido e esse particularmente foi um dos que mais gostei. Eu acho interessante pensar nas mudanças que um clérigo de nimb carismático pode causar em uma sociedade. Se eles são capazes de recrutar um indivíduo medianamente perturbado, porque não uma vila inteira? Com a constante ameaça da tormenta, a aliança negra e os minotauros devem existir milhares de vilas menores que vivem em um estado de estresse contínuo e a chegada de um clérigo de nimb que saiba lidar com isso (quem sabe com Transtorno Obsessivo-Compulsivo, repleto de rituais que auxiliam na diminuição da tensão/ansiedade. Aliás se observarmos bem o reino de Fortuna é isso que temos: Um monte de pessoas com TOC!) pode ser encarada como a vinda do "messias", aquele que irá livrar o povo do sofrimento. E essa idéia é particularmente interessante em Arton, onde a crença das pessoas parece exercer um poder muito forte sobre a realidade (Tex Scorpion Mako ficaria feliz com essa afirmação =]), como no reino da superstição onde os rituais de sorte realmente funcionam ou na criação de deuses menores onde a simples crença de mortais concede o status divino. Vencer a realidade… ótimo objetivo para um clérigo de nimb, não?

  5. Rafael Alves disse:

    artigo muito bom, desenvolvimento do seu texto sobre deuses/religiões em mundos medievais.

  6. Rafael Alves disse:

    e sobre os deuses/programas de romância, quando ouviremos mais?

  7. Shido disse:

    É mais ou menos como eu vejo também. =D
    Citar os Malkavianos, aliás, é bem coincidente, já que, quando escrevi o texto, tive em mente as mudanças que eles sofreram da segunda para a terceira edição do Vampiro: a Máscara — deixar bem menos "Malkaviano de pantufa" e ir por uma linha mais "loucura é assustadora."
    (E na segunda parte, se parecem mais com Malkavianos do Sabá.)

  8. Shido disse:

    Caramba!* Não é que Fortuna é MESMO um monte de gente obsessiva-compulsiva? Um monte de gente prontinha pro recrutamento. E tens toda a razão — povoados que sofreram com a invasão tapistana estão com o psicológico abalado o bastante para que um clérigo TOC (ou "minofóbico") pinte e borde. Idem para povoados próximos de uma Área de Tormenta — e, nesse caso, um messias nimbiano e seu poder de desestabilização/recrutamento se torna uma coisa BOA, pois pode impedir que aqueles abalados pela Tormenta louvem Aharadak ("antes a nossa loucura do que a dos invasores!").
    Esse artigo é meio antigo (se não me engano, escrevi isso em 2008), e o Reinado ainda não se havia desestabilizado como ocorreu agora, o que criou um terreno ainda mais fértil para o vírus nimbiano — que se torna inclusive útil em algumas situações. E ainda há o fato de seu maior rival, Khalmyr, não ser mais tão influente quanto antes era. Certamente preciso adicionar isso à segunda parte.
    (Me diz, tu tens blogue, site ou algum outro endereço de interesse? Vou citar tua contribuição na segunda parte, e daí linko o endereço.)
    *Pra evitar dizer palavrão.

  9. Shido disse:

    Não tarda muito não, mas dependo de um pouco de pesquisa. Encomendei dois livros, "The Meme Machine" e "The Electric Meme," porque o meu conhecimento sobre memética é muito superficial, e todo o lance dos deuses-programas do Romância se baseia em memética, então é melhor saber *bem* sobre o que estou falando.
    (E também preciso desenvolver a idéia que o Caldela sugeriu, "como e o que acontece com uma pessoa que se torna um deus?")

  10. Shido disse:

    Pequena correção — texto sobre deuses e religiões em geral com ênfase nos aspectos de fantasia.
    Religião medieval é um fortíssimo monoteísmo em moldes cristãos. Tormenta não tem nada de religião medieval — O Caçador de Apóstolos, por outro lado, sim.
    Não nos confundamos. Fantasia, mesmo que assuma o rótulo de medieval, não o é necessariamente (na verdade, quase nunca é de fato).

  11. Rafael Alves disse:

    totally right, sorry mate.

  12. Adão Pinheiro disse:

    Poucas vezes eu vi (ou li) uma comparação tão boa entre algo “lógico” – um computador – e algo “ilógico” – distúrbios mentais – (tudo com aspas). Aguardando a segunda parte!

  13. Não era pra ter segurado esse texto por tanto tempo (maldita pergaminhos :P)
    Um ótimo artigo, Shido.
    Sem dúvida, está entre o top das melhores criações de fãs pra Tormenta que já vi (E pode ser usado em qualquer RPG)

  14. Meks disse:

    Excelente, como sempre. Você pretende fazer algo semelhante com outros deuses?

    • Shido disse:

      Resposta o mais sincera possível: não sei. Vontade eu tenho, e algumas idéias a desenvolver melhor também — mas não sei se vale a pena.
      Por mais que seja divertido fazê-lo (seria um barato compor um clero de Tenebra necro-orientado), pode ser meio infrutífero. Primeiro, porque tendo a desviar um pouco do cânone (minhas idéias de um clero de Khalmyr reimaginam a divindade como sendo Leal e Neutra, por exemplo), e fã de Tormenta, em geral, tende a ser xiita no quesito "para eu dar valor, só se for OFICIAL." Segundo, essa mesma base fãs parece não valorizar o raciocínio "menos deuses e mais religião" — não tendem a encarar os deuses como distantes, e tal distância é requisito para que textos assim tenham sentido.
      E quem não curte Tormenta, pode vir a simplesmente ignorar o texto — que, como o Bode observou, se presta para qualquer RPG. Logo, talvez seja mais frutífero não atrelar os próximos textos a nenhum cenário em específico.
      Mas é claro que eu posso estar totalmente equivocado nessa avaliação. Para saber, só depois de pesar a reação quando a segunda parte for publicada. Aí eu vejo se vale a pena continuar ou não.

  15. Meks disse:

    A fanbase xiita é difícil de agradar mesmo, mas felizmente são a minoria, e acho que não são exatamente uma variável a se levar em conta quando se vai escrever um texto – já que tudo que não é oficial será rechaçado por eles, é bola pra frente e bora escrever material, sabendo que essa parcela torcerá o nariz cedo ou tarde pra qualquer elemento que os desagrade, independente da qualidade do material em questão.
    Eu pelo menos endosso bastante essas releituras de material oficial, que normalmente corrigem certos problemas inerentes ao cenário e dão um pouco mais de cor e vida pra certos elementos meio abandonados ou que não careciam de aprofundamento na sua gênese (esses detalhes da vida clerical talvez sejam o melhor exemplo). Creio que o cenário e os fãs só tem a ganhar com essas adições não-oficiais de grande qualidade.
    Enfim, o importante é continuar escrevendo sobre o assunto, hehe

  16. Oriebir disse:

    Isto me deu umas idéias aqui, e já vai de encontro com outra coisa que queria te falar. Te mando um e-mail hoje ou amanhã a respeito. 😉

  17. Shido disse:

    Provocador maldito!
    Agora me deixou curioso.

  18. Ulfasso disse:

    Na verdade eu tenho um blog onde coloco alguns textos que envolvem a história dos meus personagens de jogo. Serve mais como um grande armário, onde eu posso sempre recuperar as historias que me agradaram.
    O endereço é: http://elriolt.blogspot.com/
    Eu gostaria muito de ver suas ideias sobre cultos de outros deuses, especialmente algo ligado ao culto de Marah (adoro fazer personagens devotos da paz/amor).
    Estarei esperando ansiosamente pela segunda parte =]

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