Mais insano do que nunca: o Bárbaro Frenético na 4E

Acaba de sair mais um preview do Player’s Handbook 2, desta vez com o Frenzied Berserker, no site da Wizards. E me parece que alguns problemas da versão da 3E foram corrigidos. Mas vamos começar do início.

As features apresentadas no preview são bem legais e alguns remetem à caracteristícias da versão antiga. É o caso de Warpath (feature de 11º nível) e Unfeeling Rage (16º nível). Com a primeira o Frenzied Berserker recebe um bônus de +2 no dano enquanto estiver em Fúria, provavelmente equivalente ao bônus extra em Força ganho com o Frenesi na 3E, mas, em adição, você deve atacar seus adversários sempre que tiver oportunidade (estiver adjacente a um ou mais deles) ou ficará stunned até o fim do próximo turno. Definitivamente combina com um lutador apaixonado pelo combate e pelo sangue. Aliás, não pude deixar de notar que o personagem na ilustração do site da Wizards se parece um bocado com o Galo Louco, falecido herói épico apresentado (e morto) no suplemento Área de Tormenta.

Unfeeling Rage é um pouco mais modesta ? se o personagem estiver bloodied e em Fúria, irá ignorar os cinco primeiros pontos de dano de qualquer dano que venha a sofrer. Só que aí entra um probleminha que eu sempre penso quando vejo tantos “se”s em seguida: não vou lembrar disto na hora do combate. Algo assim deve funcionar muito bem num MMORPG, onde o computador faz tudo sozinho e nós só temos que apertar os botões. Mas quando você é o computador, todos esses if’s e elses só ajudam a travar tudo.

O outro feature apresentado foi Frenzied Blood, um feature legal onde, ao custo de um action point, mesmo se errar o ataque, ainda vai causar metade do dano. Bem fortinho, considerando que os action points agora são por encontro.

Nos powers apresentados, há dois legais e um que eu fiquei meio confuso, chamado Persistent Frenzy. Ele é bem fraquinho para um power por encontro de 11º nível. Mas se eu entendi bem, ele tem 50% de chance de ser usado de novo e de novo e de novo, até a rolagem da porcentagem dar um número baixo. Bacana, se for assim, por que se não for é o power mais inútil que eu já vi.

Deathless Frenzy é o clássico “mas esse fiodaputa não morre!” que todos já conhecemos e fez a fama da classe. Agora é um power diário de 12º nível que pode ser usado como uma ação imediata quando o personagem chega a 0 pontos de vida ou menos. E quando o personagem falha no teste de resistência de uma magia do tipo save or die, pode gasta esse power e ficar “apenas” inconsciente.

A cereja do bolo pra mim, no entanto, é o power de 20º nível chamado Final Confrontation em que o Frenzied Berserker faz um ataque de 7[W]+Força e provoca um ataque do adversário como ação livre. Se o adversário fizer este ataque, o personagem pode também fazer um ataque básico como ação livre, e provocar outro ataque do adversário como ação livre… E assim até que um dos dois vá ao chão ou o adversário desista do seu ataque. Totalmente insano. Totalmente Frenzied Berserker.

Nume Finório

Você sabe quem eu sou.

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13 Resultados

  1. NERDCORE disse:

    O PHB2 promete muito, estou achando o mix de classe bem mais legal do que o PHB1 (não que fosse ruim). O mais interessante é que além 5 classes novas, as 3 que retornam da 3.x (bardo, feiticeiro e bárbaro) ficaram mais legais que suas versões originais!

  2. e ae nume,
    muito bom sua resenha sobre o preview, deixa eu comentar aqui:
    o persistent frenzy é isso mesmo que você falou, ele funciona mais ou menos como um reliable (q se vc errar ainda mantem o poder) só q dessa vez não é se vc errar, é se vc estiver em furia e tirar acima de 10 numa nova jogada de um d20, bem interessante ele, apesar de ter o dano baixo, causa dano num close burst (mata minion)
    quanto a seus comentários do deathless frenzy, a principal questão daquele daquela falha do death saving throw, é pq quando o personagem chega abaixo de 0 ele faz savings throws pra evitar a morte, três falhas ele morre. No caso ai, se ele obtiver a primeira falha, o personagem cai inconsciente e o efeito do poder acaba.
    quanto ao final confrontation, realmente é muito louco esse poder :p
    outra coisa q fiquei em duvida na sua resenha, em que lugar você encontrou que os actions points serão por encontro agora? até então eram por milestone, e milestone erão ganho a cada 2 encontros. saiu alguma errata ou coisa do tipo q mudou isso? ou vc so resumiu isso?
    bem é isso
    falowsssssssssssss

  3. Nume Finório disse:

    Ah, então é isso. 🙂
    Quanto aos action points, você está certo, eu que confundi mesmo (na nossa mesa usamos por encontro).

  4. aquele “erão” ficou trash na minha mensagem ¬¬

  5. Daniel Anand disse:

    Falta pouco para o Nume deixar a birra! 🙂
    Só um toque: não existem mais magias do tipo “save or die” na 4a edição.

  6. Maurício disse:

    Cara, estou contando os dias pra chegada desse livro, finalmente bardos úteis e o bárbaro do cão como classe básica ;D
    A 4E realmente vai puxar todos os turrões de volta, mais cedo do que o imaginado, o único problema é essa merda dessa licença fechada e cheia de putarias pra se produzir material pro sistema.
    Não dá pra esperar que a Wizards, se fechando do jeito que ela está, abra a licença pra outras empresas tão cedo, mas não custa nada começar a fazer oferendas a Bahamut né.

  7. Shido Vicious disse:

    “finalmente bardos úteis”
    Que já temos desde o Complete Bok of Eldritch Might da Malhavoc Press… (E, de quebra, umas mil vezes mais conceitualmente interessante.)
    Ah, esqueci, pra ser bom tem que sair da entranhas nojentas da Wizards, né?
    “A 4E realmente vai puxar todos os turrões de volta”
    Ou não. Tem tanta OGL variante boa dando sopa, o que não faltam são ótimas alternativas.

  8. Tek disse:

    Vou ter de concordar com o Shido. Também acho os bardos-padrão uma porcaria, mas com o material do BoEM eles ficam MUITO bons…
    Já o Frenético, nem ligo muito.

  9. Rapaz, eu acho muito importante ter material de qualidade (um bardo de qualidade, no caso) nos livros básicos porque a maior parte da “população” de RPGistas nem ao menos sabe que esses outros suplementos existe (ou as vezes sabe e ignora por não ser tão fácil de se conseguir quanto os livros da Wizards).
    Sobre os OGL, é a mesma coisa, é bem mais fácil ter acesso a material da Wizards do que das outras dezenas de editoras que produzem material OGL.

  10. Tek disse:

    Cara, a galera pirateia livros. Se isso não é “ter acesso”, não sei o que é.

  11. Shido Vicious disse:

    Tek, o que ele quis dizer é o seguinte: na época do D&D 3.5, no geral, a galerinha-da-filia-pelo-oficial execrava qualquer coisa que não fosse, bem, oficial. Eu bem me lembro na época, era só citar material da Malhavoc ou na Green Ronin em discussão de fórum que já se era alvejado com “isso não vale!”.
    Resultado? A Wizards, tardiamente, faz coisas que outras editoras já tinham faz um *bom* tempo (bardo bom do Monte Cook, minions no True20, certas magias at-will no True Sorcery…), e o pessoal aplaude de pé como se fosse novidade.
    No Brasil, como se traduzia praticamente só coisa da Wizards ou, de outras editoras, geralmente coisa de cenário mais ou menos ortodoxa, e nada de suplementos de regras variantes legais — e o mesmo se pode dizer da produção nacional –, não se criou aqui uma cultura de ficar esperto pras variantes melhores que o core.

  12. Tek disse:

    Mas ainda ficou parecendo que só poucas pessoas têm acesso a material alternativo. O que não é verdade.
    O lance é que mesmo tendo acesso, a maioria prefere se prender aos padrões “oficiais”.

  13. Alessandro Güntzel disse:

    Acredito que o material dito “não oficial” é mesmo melhor, ou pelo menos mais interessante.

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