Open Grave: D&D tenta voltar a ser D&D?

Os previews de Open Grave deixam claro: D&D está tentando retornar ao clima de D&D. Claro, sempre há seus percalços: a espada de Tas tem mais linhas de background que o próprio Tas, por exemplo. Mas, é inegável que agora há uma maior preocupação em manter um clima de fantasia.

Será que esse esforço se manterá nos próximos lançamentos? Espero que sim. Acho que o maior problema da 4E, para mim, é a falta de clima. É tudo muito seco, falta algo nas descrições e o sistema não colabora para melhorar essa sensação. Como dizia o Giltônio no seu artigo na Dragon Slayer, o problema da 4E é que ela não é D&D!

Outra bola dentro foram as ilustrações do Open Grave: menos espinhos, mais estilo. O Ooze levantou a hipotése de que a mudança seria resultado das recentes demissões na Wizards. Eu não acredito nisto. Principalmente porque o grosso dessas demissões se concentraram nos envolvidos na iniciativa digital da empresa. Qualquer mudança drástica nas politicas digitais da Wizards seria resultado da onda de demissões mas, o mesmo não pode ser dito dessa mudança de tom em Open Grave.

Acho mais provável que isto seja uma reação natural a avalanche de críticas à nova edição ? quando você ouve constantemente seus clientes reclamando que o produto até que está legal mas, que settem falta de tal aspecto do produto anterior, acho que a tendência é tentar trazer de volta este aspecto popular, não?

Nume Finório

Você sabe quem eu sou.

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14 Resultados

  1. Daniel Anand disse:

    Na verdade essa tendência me leva a crer que as pessoas que fizeram o mimimi da 4a edição começam a ver que D&D é D&D e pronto! 🙂

  2. Daniel R disse:

    Rapaz, pode até ser D&D, mas é *outro* D&D, bem diferente. (não é uma crítica!)
    O mais engraçado disso (4E não ser D&D) é que os textos e o clima da aventura (Fortaleza) vão totalmente de encontro à impressão que os básicos passam, parece muito com os livros de D&D de antigamente!

  3. Shido Vicious disse:

    Pra mim parece a mesmíssima coisa — o tal do demilich continua sendo uma coleção de golpes especiais.
    Nada contra quem gosta, mas, se eu quiser WoW, jogo no computador — gráficos são mais atraentes pra esse de coisa do que marcadores sobre papel quadriculado.

  4. Daniel Anand disse:

    Eu jogo WoW, e digo pra você: é uma experiência completamente diferente.

  5. Adão Pinheiro disse:

    Olha, eu curto WoW, gostei do que li no 4E, mas sinceramente, ficou parecendo um manual de instruções do Wacraft 3!
    Ficou claro que o público-alvo deles NÃO ERA o que jogava o 3E. Mas, é só minha opinião, não adiantaria mais uma interminável discussão sobre ser ou não 4E. Cada um tem seus motivos pra gostar ou não, se divertindo já vale.

  6. Gun_Hazard disse:

    O Nome certo não “Espada de Kas”?
    Bom sobre D&D ou não D&D…
    A Briga vai durar até a próxima “edição e meia” do jogo, mas concordo que a proposta do jogo até agora é diferente e o público alvo ficou mais Especifico (“Restrito”?) e quem ficou de fora lógico vai achar ruim.
    Eu mesmo não gostei da proposta, não gostei da estética do sistema, e me sentí de fora do público alvo, e isso me levou a olhar outras opções disponíveis…

  7. Heitor disse:

    De boa, o “mimimi” de D&D 3.X contra 4.0 é pura merda. O comprovante disto é que boa parte da gente que elogia a 4e diz que ela tem “gostinho de AD&D”; ou seja, é gente que jogava a velhíssima versão, que não se incomodou em não mudar do dita cuja para o D&D 3.X, e encontrou em D&D 4e um substituto mais razoável para seu antigo jogo.
    Bom, mas realmente, há uma falta considerável de pano de fundo na maioria dos livros 4e.

  8. Metal Sonic disse:

    Pura merda não cara, cada um tem a sua opnião.

  9. Shin disse:

    Olá,
    Novamente. D&D 4th não é MMO, para ser franco D&D 3rd tem mais elementos de MMO (ao meu ponto de vista) que a nova edição.
    D&D 4th é mais customizavel, isso é FATO.
    Poder escolher e montar sua propria arvore de habilidades, e ainda usar tudo que tinhamos nas edições anteriores (proficiencia com armas (AD&D), Talentos (D&D 3rd), Pericias (AD&D e D&D 3rd)).
    Quem está falando que “não se achou no público alvo” é justamente para ser do contra. Ou então começou a jogar no D&D 3rd e queria um “upgrade” como ocorreu com o 3.5, e agora com o Pathfinder (que é tampar o sol com peneira).
    Agora no Brasil a coisa não está indo muito 100% de aceitação, por motivos obvios, não querem comprar mais livros. Edição nova, livros novos. Mais dinheiro gasto.
    Além da OGL que não permite as editora brasileiras ganhar em cima (como muitos fizeram).
    Ou seja, não se enquadrar como publico alvo somente se você começou jogando 3rd.
    Pois bem, isso é mais que suficiente para começar um flamewar, e isso não é minha intenção. Desculpe caso eu tenha ofendido alguem.
    Abraços

  10. Filipi disse:

    Continua muito MMORPG pra mim…

  11. Daniel disse:

    Eu realmente não li os livros da 4 edição, então é provável que diga besteiras, mas tive a impressão de que simplesmente não ia conseguir jogar por causa desse monte de regras. Eu mal sei as regras do World of Darkness direito!!
    Jogo pelo clima e pela história, só por isso, quero que as regras se explodam, então pra mim tanto faz qual edição é “a da vez”, o que vale é o clima que o grupo cria.
    Mas a Wizard precisa vender o produto de um jeito, só acho que eles não acertaram dessa vez e estão tentando consertar.

  12. Aiken Frost disse:

    “Nada contra quem gosta, mas, se eu quiser WoW, jogo no computador — gráficos são mais atraentes pra esse de coisa do que marcadores sobre papel quadriculado.”
    Assino em baixo.
    Fala sério. Alguém aqui acha REALMENTE que eles colocaram os Tieflings (sem os Aasimar, que fique claro) pra outra coisa que não para agradar gurizinho “trevoso Tr00” de 14 anos jogador de MMO? Ah, por favor… Me ofenda, mas não ofenda minha inteligência…

  13. Shin disse:

    Aiken Frost
    Olá,
    Bem, você chegou a ler os “Wizards Presentes:” ?
    Sugiro uma boa lida. Eles deixam bem claro o porque das mudanças, explicam como chegaram na nova edição, explicam os conceitos.
    Querendo ou não, é um D&D, melhor ou pior não sei dizer (e nem quero), entretanto foi muito bem elaborado, e auxilia jogadores e mestres para uma melhor diversão.
    Chamar de MMO, ou dizer que foi feito a coisa X ou Y para agradar o tipo de jogador X ou Y acabará no seguinte ponto:
    “A inclusão de um Meio-Orc na 3rd é uma coisa tão MMO, olha só jogar com o outro lado, jogar com um monstro… não tem mais o que inventer mesmo”
    “Olha só, já tenho meu personagem definido, no nível X pego a habildiade Z1, então faço multiclasse com N e pego a habilidade Z2 e então tenho o MEGA-COMBO Z12!”
    Acho que isso também é meio MMO, certo?
    Desculpe se te ofendi, não foi minha intenção. Mas acho que falta um pouco de pesquisa.
    Abraços

  14. Vinicius Zóio disse:

    Sabe, a discussão sobre a 4ª edição aqui no Brasil ainda é muuuuuuuito pré-lançamento. Lá fora a coisa já andou o que tinha que andar – quem não gostou não gostou, quem gostou levou em frente. Não vejo mais discussão nos boards da Wizards ou na Enworld por exemplo.
    Não estou querendo dizer com isso que a discussão seja ruim – mas que falta muita base para quem fala isso falta. Quem tiver curiosidade deveria ler esse review feito em 2000 por um camarada que achava que a 3ª edição de D&D era ruim (e preferia a 2ª) – http://www.gamegrene.com/node/20?fro…ts_per_page=70
    E adivinha como ficou o papo nos comentários?
    -D&D 3 é simplificação pra gente ignorante.
    -D&D 3 é para ganhar dinheiro.
    -D&D 3 é videogame.
    -D&D 3 não é D&D.
    -D&D 3 é para um público completamente diferente.
    Alguma semelhança com a enxurrada de críticas sobre a 4ª? Se a história se repetir, daqui a uns dois anos D&D 4 vira “a norma” por aqui e em mais dois ou três o pessoal reclama do “5.0”…
    ———–
    Sobre o Open Grave especificamente.
    Sabe, eu acabei de lê-lo essa semana e não gostei muito :P.
    É um livro interessante e talz, mas achei que o Draconomicon I foi um livro mais interessante. Talvez seja porque tendo lido o Worlds & Monsters, já sabia de muitas das “novas” informações sobre o funcionamento dos Undeads na 4ª – o lance de alma, animus e talz.
    São aproximadamente 20 páginas falando de Undeads no geral e mais 20 e poucas falando sobre como usar os mortos vivos em sua campanha, comparadas com as 40 páginas do draconomicon falando apenas sobre dragões cromáticos e mais 40 discutindo como usá-los na campanha.
    Os “undead lairs”, assim como os “dragon lairs” do Draconomicon, na minha opinião, não são interessantes. Claro, não me importaria em ter um ou dois deles, mas é bem difícil que eu use um “lair” pronto ao invés de criar o meu.
    Um capítulo só com novos monstros, que sempre é útil para o mestre, assim comos novos templates e poderes alternativos (também muito útil) e stats para undeads famosos como Kas, Vecna e o Strahd.
    Ou seja, pra mim, a parte fluff do livro foi menos detalhada e trabalhada do que a do Draconomicon, o que era de se esperar, já que o livro fala sobre undeads em geral. Há pontos altos em relação ao “crunch”, como regras para “throngs”, swarms de criaturas médias e eu gosto MUITO de poderes alternativos mas fora isso, acharia muito mais útil para uma campanha “undead” de 4ed o Libris Mortis e o Heroes of Horror da 3ª edição.
    Bonitinho, mas ordinário o livrinho :).

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