Elfos da Selva: Os Silvyns

Segue mais um post sobre o cenário de Akka.
A estética é toda inspirada em imagens do Brom e da Era Hiboreana, então acho que vão rolar muitas montagens, como as publicadas, com esse tema.
Preciso me controlar mais com a quantidade de texto, por isso acho que vou começar a escrever menos para ter maior freqüência de atualização.
A raça abaixo é a minha visão de uma espécie de elfos caçadores habitantes da “Selva Rubra”.
Maus, peludos e sujos.
Se você acha isso ruim. Então espere só.
A coisa ainda vai piorar…
Aparência:
Os Silvyns possuem estatura ligeiramente menor que a dos Humanos, e ligeiramente mais magros. Além disso, são muito ágeis e flexíveis.
Uma camada fina de pelos se estende por todo o seu corpo. Apesar disso, eles não possuem barba ou bigodes, apenas uma grande costeleta.
Raramente você encontra um Silvyn em postura completamente ereta. Eles gostam de ficar agachados, a mesma postura que usam quando estão à espreita da caça.
Eles possuem olhos estreitos e rosto de feições marcantes, além de orelhas grandes e pontudas.
Os guerreiros têm o hábito de lixarem os dentes, transformando-os em presas agudas, para ficarem mais ameaçadores aos seus inimigos, enquanto os caçadores usam elixires para que deixem suas unhas grandes e resistentes o suficiente para auxiliarem na escalada das árvores da floresta.
Crianças e o envelhecimento:
Uma criança elfa é muito parecida com uma criança humana. As diferenças físicas costumam aparecer após os 2 anos de idade.
As crianças Silvyns se desenvolvem mais depressa que os humanos. De fato, os bebês aprendem a andar em poucas horas. Além disso, aos 2 anos, uma criança elfa já parece ter 4 anos, e pêlos já recobrem seu corpo.
Quando chegam aos 8 anos, um Silvyn já está maduro sexualmente e é considerado “adulto”.
Apesar do rápido crescimento durante a infância, esse ritmo não se mantém durante a vida adulta. Ao contrário, após o ritual da maioridade, os elfos demoram a envelhecer, vivendo por volta de 130 anos.
Apesar do rápido crescimento das crianças, a taxa de mortalidade é bastante alta. Os Silvyns tem uma cultura violenta, e não costumam se misturar com outras tribos. Lutas entre elas são comuns.
Híbridos:
Apesar da aparência semelhante, humanos e Silvyns são de espécies distintas. Por isso, o cruzamento entre as espécies é impossível. Não há híbridos conhecidos.
Existe uma lenda, inclusive, que diz que os humanos que copularem com elfos da selva são amaldiçoados e sofrem uma morte terrível.
Isso é verdade.
Depois de um coito com um Silvyn, um humano terá poucos meses de vida.
Depois de adquirida, a “maldição” é sexualmente transmissível a outros humanos.
A “maldição rubra” (pois vem da Selva Rubra) é conhecida popularmente. Por isso, o melhor é evitar contato com algum colega que tenha se aproveitado de uma fêmea (ou macho) Silvyn.
A mesma coisa não acontece com os Elfos do Deserto.
Cor dos pelos e olhos:
Castanhos claros, castanhos escuros ou negros. Poucas vezes loiro.
Habitat:
Os Silvyns moram na copa das árvores da selva, em palafitas ou em cabanas suspensa nos ganhos vigorosos de árvores ancestrais.
Sendo praticamente impenetrável, a Selva Rubra tem esse nome por causa das folhas avermelhadas das árvores que ocupam a borda da selva.
Apesar de ser possível atravessá-la, os elfos da selva são muito territorialistas, e não costumam permitir a visita de estranhos em suas terras.
Um lugar fechado, úmido e quente, essa selva gigantesca possui dois “níveis”. O primeiro nível se estende do solo até os primeiros galhos das árvores, a cerca de 15 metros do chão.
O segundo nível vai dos primeiros galhos até o topo das árvores.
Os primeiros galhos são dão densos, que se entrelaçam formando uma espécie de “teto”, o que faz com que esse nível tenha pouca luz, transformando-o praticamente em um subterrâneo.
No segundo nível, em vários pontos, é possível ficar de pé sobre os galhos e caminhar sem dificuldades, como se estivesse sobre o chão.
Os Silvyns não têm problemas com nenhum dos ambientes, caçando em ambos igualmente.
Culto, panteões e magia:
A magia arcana é altamente ritualizada. Não existem escolas de magia, muito menos “estrutura” de magia conhecida. Cada magia é aprendida da maneira como deve ser realizada estritamente, o que é muito comum em Akka.
Além de excelentes caçadores, os Silvyns também são bons druidas, e possuem grande conhecimento em poções e elixires extraídos da natureza.
A magia clerical não costuma se manifestar, já que eles não crêem em deuses. Eles acreditam em um mundo de espíritos e fogo, muito próximo de Akka, porém não atribuem isso aos deuses.
Eles acreditam que seus destinos, e a culpa pelos seus atos, são de sua própria responsabilidade, e que não foram criados por nenhuma entidade superior.
Para os elfos da selva, o mundo dos espíritos e Akka são apenas “ambientes” diferentes, como o céu e o mar.
Os Silvyns têm plena consciência da existência de espíritos, e convivem com essa realidade muito bem, inclusive no pedido de favores e bênçãos por meio de xamãs, mas não existe a figura de “entidades superiores”.
Da mesma forma não existem leis a serem quebradas. Os elfos seguem seu próprio bom senso, e cumprem a palavra de seus anciões.
Formas de caça e ataque:
Caçam em bando, e preferem ataques á distância em suas tocaias.
Lanças, arcos e zarabatanas são suas armas preferidas.
Dinheiro e economia:
Silvyns são muito práticos. Eles dão valor ao que lhes é útil, pouco se importando com ouro, jóias ou roupas elegantes. Apesar disso, eles dão muito valor a ossos e couro, com os quais fazem seu artesanato, constroem casas e utensílios.
Apesar disso, existe a cultura de troca nas tribos.
Às vezes, a falta de comida faz com que o comércio fora da selva seja uma necessidade. Então, apesar de territorialistas, não é incomum ver elfos da selva fora de suas tribos.
Existe ainda, uma única tribo que faz a escolta de mercadores por meio da selva, protegendo o seu caminho do ataque de outras tribos.
Além disso, existe uma estória de que uma tribo venda suas crianças à um povo Humano.
Sociedade Silvyn:
A sociedade é patriarcal.
Apesar disso, não existe divisões de classe ou status social. Todos podem ocupar qualquer “profissão”, inclusive a de guerreiros e caçadores.
Dieta:
Apesar de serem onívoros, a dieta dos Silvyns é muito baseada em carne, de todo o tipo. Como não possuem a cultura da agricultura e pecuária, e não são nômades, frequentemente precisam expandir suas fronteiras de caça a outras áreas, além da tribo. Isso faz com que encontros não amistosos entre tribos Silvyns sejam relativamente freqüentes.
Estética:
Armas:
Arcos, lanças, facas, bumerangues e armas de arremesso.
Apesar de não terem o costume de usar metal na construção de suas armas, os ossos das criaturas da selva acabam se mostrando melhores em várias situações (como por exemplo, a não necessidade de afiar as facas Silvyn). Além disso, os Silvyn também possuem os melhores projetos de armas de caça conhecidos.
Armaduras:
Armaduras de couro. Usarão coisas práticas e que não inibam o movimento.
Vestimentas:
Peles em geral. Simples e relativamente pouco adornadas. Embora as roupas não sejam trabalhadas, os Silvyns gostam de acessórios como penas, flores, colares e braceletes. Eles não costumam usar ouro ou outros metais, mas ossos, madeira de diferentes tons, sementes, folhagens, etc.
Casas:
Construídas sobre as árvores, junto aos troncos. São pequenas como tendas (as maiores tem 40m2), e construídas em madeira e couro.
Cidades:
Os Silvyns não têm cidades, mas tribos.
As tribos não costumam ultrapassar 100 habitantes.
Não existem templos ou outras grandes construções, embora haja casas específicas para os rituais xamãs.

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