Resenha: Os Três Mosqueteiros

Nesse feriado de 12 de outubro fui assistir a um filme que estava com vontade de ver desde que saiu o trailer na Internet, a nova versão de Os Três […]

Nesse feriado de 12 de outubro fui assistir a um filme que estava com vontade de ver desde que saiu o trailer na Internet, a nova versão de Os Três Mosqueteiros.

Antes de falar dele vou deixar claro que, infelizmente, nunca tive a oportunidade de ler o romance do escritor Alexandre Dumas. Minha melhor experiência com Os Três Mosqueteiros foi a produzida pela Disney em 1993, onde tínhamos Charlie Sheen como Aramis e o Jack Bauer (Kiefer Sutherland) como Athos, que considero um bom filme.

Bem vamos ao que interessa: falar da nova versão cinematográfica, que tenta ser um pouco mais fiel ao romance original, porém com detalhes “futurísticos”. A ação começa com a introdução aos mosqueteiros Athos (Matthew Macfadyen), Porthos (Ray Stevenson) e Aramis (Luke Evans) em uma missão em Viena.

Depois da trama inicial somos apresentados ao jovem D’Artagnan (Logan Lerman), este treinando com seu pai, mas que depois das ultimas lições ruma a Paris para realizar o sonho de se tornar um mosqueteiro. Uma vez na cidade, ele acaba trombando com os famosos Mosqueteiros, termina marcando um duelo com eles, no meio disso enfrentam a guarda do Cardeal, se tornando aliados ao final.

Quem leu o romance do Alexandre Dumas ou viu os filmes antigos não vai ter muitas novidades na historia, é o Cardeal Richelieu (Christoph Waltz) tramando para tomar o trono da França do inexperiente Rei Luís XIII (Freddie Fox). Para isso tenta fazê-lo acreditar que a Rainha Anne (Juno Temple) está tendo um caso com seu colega Duque de Buckingham (Orlando Bloom). Ao saber do plano, a Rainha pede para Constance (Gabriella Wilde) informar o ocorrido a D’Artagnan para que ele impeça o plano.

A história central a maioria das pessoas já conhece, afinal o romance original é de 1846, mas só fui ver esta versão cinematográfica porque no trailer ficam evidentes os toques “futurísticos” no roteiro. A adaptação está visualmente excelente, os cenários e figurinos estão impecáveis, contudo o que mais gostei foram os “Barcos Alados”, pois tenho uma certa queda por esta espécie de dirigível.

Existem os pontos fracos: as cenas estilo Matrix a meu ver foram as piores, e também achei que faltou destaque maior a Aramis e Porthos (como se apenas o D’Artagnan e Athos fossem os protagonistas). Ao contrário do Rei Luís e do serviçal Planchet (James Corden), que junto com o Porthos foram os personagens que mais me renderam boas risadas e se tornaram meus favoritos.

Essa adaptação não é excelente e muito menos original (baseada em um romance do século 19, oras), mas tem seus méritos que não a tornam ruim de assistir. Tem quase 2h de duração, mas flui tão bem que em nenhum momento você pára pra pensar se falta muito para acabar. É uma ótima pedida pra quem gosta do gênero “capa e espada”, se você estiver sem nada para fazer e quiser assistir alguma coisa no cinema para se divertir, Os Três Mosqueteiros é uma escolha acertada. Ah, e outra coisa: espero que tenha uma boa bilheteria, pois quero ver a continuação com o “mega gancho” que deixaram no final.

Observações RPGísticas:  Tenho o costume de ver um filme e pensar, “nossa isso ficaria bacana em uma aventura”. Normalmente penso em coisas ligadas ao cenário de Tormenta, que é o que eu jogo, e com este filme não foi diferente. Inicialmente tive duas ideias: a primeira seria que Lorde Niebling teria anotações de como construir os Barcos Alados e os aventureiros poderiam utilizá-los em alguma batalha (sei lá, talvez contra a Aliança Negra); a outra ideia envolveria os Mosqueteiros Imperiais em uma missão de busca no Império de Tauron atrás de seu antigo Rei Thormy (para talvez reconquistar a honra dos mesmos, afinal na minha visão eles falharam ao deixar o regente se entregar como refém).

Sobre Renan Orange

Monge descendente de Dragões Tamurianos e Youkais, jogador de RPG a quase 10 anos, fã de Tormenta, mestre Pokémon e Nerd assumido, sonha em ser o Rei dos Piratas nas horas vagas.