Concurso Alphaversos 2018 #2º – Galáxia do Caos

Avaliação Completa – Galáxia do Caos Presença dos Temas: 9,25 Lancaster: Os temas são Distopia, Disputa de Territórios e Sobrevivência. Todos espetacularmente presentes — e a catástrofe que amarra esses […]

Avaliação Completa – Galáxia do Caos

Presença dos Temas: 9,25

Lancaster: Os temas são Distopia, Disputa de Territórios e Sobrevivência. Todos espetacularmente presentes — e a catástrofe que amarra esses conceitos é bem fresca e recente, tudo aconteceu agora e o barata voa é imediato.

BURP: Estão presentes e em geral bem aproveitados, embora talvez se pudesse explicitar melhor a parte de disputa de territórios.

Oriebir: Distopia e Sobrevivência são bem aproveitados (com destaque para os ganchos, em que todos envolvem a sobrevivência, de alguma forma).

Armageddon: Todos os temas estão aqui, amarradinhos e igualmente importantes.

Uso das Regras: 9,25

Lancaster: Conveniente. Eu teria preferido adotar raças mais clássicas em termos de sci-fi pulp, mas a abordagem de raças de fantasia modificadas poupa trabalho para o mestre e permite um uso integral do sistema a partir do livro básico. Na verdade, usando apenas suas fichas, nem é preciso realmente se valer de seus aspectos cosméticos…  

BURP: Bem aproveitadas dentro do sistema. Fazer raças alienígenas equivalentes a raças fantásticas poupa bastante espaço. Mas faltou talvez uma explanação melhor de como funcionam as naves e equipamentos para as quais as vantagens extras serão compradas.

Oriebir: As regras foram bem empregadas para se adequar a proposta de um mini-cenário. Aproveitar as regras já existentes para raças alienígenas poupou espaço para desenvolver as mecânicas para as naves, algo específico para cenário. A opção de não excluir a magia, mas restringir seu acesso, aproveita todas as possibilidades do manual básico, o que é bom para novos jogadores porque não tenta reinventar a roda.

Armageddon: Usar o material já existente no Manual Básico com uma nova roupagem é sempre prático e muito divertido. Creio que o único demérito é para o uso de magia. Acho que dobrar a pontuação restringe demais o acesso a essa tecnologia, e que talvez seria mais interessante apenas dobrar todos os custos em PMs. Isso, aliado a exigência de genialidade já compensaria o gasto extra de energia.

Aspectos Gerais: 9.5

Lancaster: Uma space opera clássica, que poderia ter se perdido em uma das maiores armadilhas do gênero — tantas raças que cada mundo fica uninucleado e seu desenvolvimento truncado — mas no final, o gancho da catástrofe isola um punhado de mundos e dá uma desculpa para virtualmente qualquer tipo de personagem aparecer em sua campanha, mesmo personagens com VUs diferentes das oferecidas pelo mini-cenário (“eu sou um Yqyeroziano, e fiquei preso nesse quadrante graças à destruição das Eclusas”). Sem falar que todos foram espalhados de forma caótica e muita gente pode aparecer aqui (me remete ao gancho principal de Yrth, a Banestorm). Perfeito.

BURP: Embora não seja a coisa mais original do mundo, o cenário tem uma premissa bem forte e um gancho de campanha bem evidente. É o tipo de cenário que eu tentei fazer no Manual do Defensor.

Oriebir: É um bom mini-cenário, com um foco claro em uma região ou lugar específico (Avatrax, no caso), que é como acho que funciona melhor para este tipo de proposta. Há indicações para aventuras fora da eclusa, mas isso não toma muito espaço, o que é acertado. Por fim, é um texto bem escrito e claro, que se lê com facilidade. Me deu vontade de jogar!

Armageddon: Um futuro distópico digno de Asimov. A distopia causada pela falha de uma tecnologia poderosa, mas já esquecida, abre milhares de possibilidades de histórias que podem ser contadas. O Cataclismo também gerou a disputa imediata pelos recursos em cada quadrante isolado, ainda que, talvez, se o desligamento das Eclusas fosse gradual, a disputa por território teria se tornado mais ferrenho. De qualquer forma, um cenário espacial muito divertido.

Nota Final: 9,3

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About Edu Guimarães

Mestra RPG desde os 10 anos e nunca mais parou. É nerd, biólogo, Leal e Bom.