Concurso Alphaversos 2018 #4º – Hangyaku no Kiba

Avaliação Completa – Hangyaku no Kiba Uso dos Temas: 9,5 Lancaster: Os temas são construto, distopia e Japão Feudal. E tudo está bem redondinho: é praticamente Star Wars, só que […]

Avaliação Completa – Hangyaku no Kiba

Uso dos Temas: 9,5

Lancaster: Os temas são construto, distopia e Japão Feudal. E tudo está bem redondinho: é praticamente Star Wars, só que em um mundo de fantasia — há causa e efeito, os robôs gigantes mágicos são criados para enfrentar os dragões e nivelar seu poder a eles, há no estado totalitário uma entidade onipresente e um grande inimigo a ser vencido e Ameratsu como cozinheira desastrada é… muito anime. Simples e eficiente. Só falta um elemento que dê o toque especial, o estalo que dá personalidade e brilho ao conjunto, mas de resto tudo funciona sem motivo para reclamar.

BURP: Todos bem encaixados e presentes. Gostei da forma como a combinação foi feita.

Oriebir: Os três temas propostos, Distopia, Construtos e Japão Feudal estão presentes. A maneira como a distopia é proposta é interessante e unida à ambientação no Japão Feudal de forma bastante eficiente. Mesmo tendo uma origem mística, os construtos me pareceram um pouco forçados, dado o clima mítico da narrativa do cenário, mas isso não é algo necessariamente prejudicial.

Armageddon: Gostei da forma como lendas reais japonesas foram unidas com conceitos modernos de animes e games. Talvez eu teria abraçado de vez as referências e colocado a presença de robôs gigantes como um ponto ainda mais central (afinal, são robôs gigantes em armadura samurai!).

Domínio das Regras: 9,0

Lancaster: Novamente, correto — ele segue basicamente o conteúdo dos livros existentes de 3D&T e nisso, faz um trabalho simples e eficiente. O leitor que tenha os suplementos não vai se atrapalhar por causa disso.

BURP: Simples e diretas ao ponto, mas eu vi um copy-cola de texto do Manual do Defensor 😛

Oriebir: Bem organizadas. Destaque para a previsão de utilização das vantagens únicas como variantes de youkai, em vez de cair na tentação de criar uma vantagem única específica. É uma solução editorial elegante, pois poupa espaço que pode ser utilizado para descrição do cenário ou de outras mecânicas. Contudo senti falta de alguma proposta original em termos de mecânicas.

Armageddon:  Eu gosto quando não tentam reinventar a roda com 3D&T. Vocês abraçaram regras já consagradas, deram muita liberdade e usaram ao máximo o que o jogador já conhece, sem precisar dar muitas voltas antes de começar a jogar.

Aspectos Gerais: 8,75

Lancaster: Um cenário não precisa ser original. Muitas vezes, queremos apenas jogar com aquilo que encontramos em diversas mídias. É claro, sempre elogiamos quando algum elemento novo dá forma a todos esses conceitos conhecidos e falta isso aqui — algum traço de personalidade própria que faça com que encaramos Hangyaku no Kiba como algo mais do que ele propõe. Mas ele é muito honesto em seu conceito: uma aventura em um Japão feudal fantástico com mechas contra dragões e uma estrutura familiar de anime médio, com aventura e humor (convenhamos, o gancho da Ameratsu cozinheira entrega isso — e não há motivo para pensarmos que isso não se aplique ao sacerdote mulherengo). Se Hangyaku no Kiba é isso, por mim está ótimo.

BURP: Gostei bastante do cenário, que mistura alguns temas que eu costumo ter interesse. Há um clima de anime bem forte também. Eu jogaria. Só achei o texto um pouco truncado.

Oriebir: Os autores seguem à risca o modelo de apresentação proposto no Manual do Defensor, o que por si só não é um diferencial, mas garante a estruturação do material. O texto em si vai direto ao ponto e desperta a atenção do leitor e potencial jogador.

Nota-se uma forte semelhança do cenário com Star Wars. Isso não é um problema, mas os autores deve ter atenção para não transformar o cenário em apenas um Star Wars com roupagem de Japão Feudal. Como sugestão para uma futura reescrita do texto, talvez seja interessante adotar algum novo plot que confira maior identidade ao cenário, como a adoção de uma outra palavra-chave (no lugar de Construtos, eu diria; mas isso não precisa excluir os construtos do cenário).

Armageddon: O cenário mistura mitologia e robôs gigantes, então ganha muito pontos comigo. Acho que esses conceitos da dualidade em desarmonia, o caos que isso gera e a busca pela volta do equilíbrio tem muita relação com a religião e a filosofia oriental, gostei de ver isso ser trabalhado aqui.

Nota Final: 9,1

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About Edu Guimarães

Mestra RPG desde os 10 anos e nunca mais parou. É nerd, biólogo, Leal e Bom.