Resultados Concurso Alphaversos 2018 – Avaliações do 11º, 12º e 13º colocados

Avaliação Completa – Reino dos Mortos

Presença dos Temas: 8,5

Lancaster: Os temas são Distopia, Disputa de Território e Sobrevivência. Não vejo o que criticar aqui — o cenário cumpre o que promete, nada mais, nada menos.

BURP: Estão todos presentes, mas a parte de disputa de territórios fica mais implícita do que clara – poderia ter sido explanada melhor.

Oriebir: Distopia e Sobrevivência estão claramente presentes, mas Disputa de Território não está tão claro. Como sugestão, poderia haver uma melhor descrição de aspectos geográficos da ambientação, que darão uma ideia mais apurada deste tema.

Armageddon: A ideia de colocar os jogadores como mortos-vivos num cenário destruído por um apocalipse zumbi é muito legal e abre várias possibilidades divertidas. Eu considero que a disputa por recursos é central num cenário desse tipo, e se os recursos são humanos cada vez mais raros, entocados em cidades, há margem para se trabalhar muito nesse sentido.

Uso das Regras: 8,5

Lancaster: São vantagens únicas eficientes e bem-executadas. Podem, inclusive, ser usadas em outros cenários, como oponentes. Mas o cenário poderia ter ido mais longe na descrição e escolha das regras usadas — especialmente tendo personagens visivelmente mais poderosos do que os humanos.

BURP: Bem usadas, mas, pra um mini-cenário, teria sido inteligente não gastar tanto espaço com duas vantagens únicas.

Oriebir: As vantagens únicas e fichas apresentadas estão bem construídas, mostrando que o autor tem domínio das regras. Nem todas as regras não-presentes no manual básico estão referenciadas e estranhei a ficha do ogro — é um mutante? Imagino que sim, porque é falado sobre mutações nos parágrafos iniciais, mas poderia ter reforçado isso, se for o caso, da mesma forma que reforça a questão dos liches conservarem ferimentos de antes de sua transformação; algo que considero menos relevante do que apontar com clareza a existência de outras mutações que emulam as demais vantagens únicas.

Armageddon: Acho que o ponto aqui não são como as regras foram usadas, mas a forma que isso foi feito, algo que só aconteceu porque o espaço era limitado aqui no concurso. As vantagens são longas e demandam muito texto que poderia ter sido empregado para enriquecer mais o universo em si, talvez reaproveitando os mortos já apresentados no manual básico o autor conseguiria mais variedade e possibilidades de aventura com menos caracteres.

Aspectos Gerais: 7,75

Lancaster: Do modo geral, correto ao que se propõe e inteligentemente cria uma subversão de expectativa em relação ao gênero, mas ao mesmo tempo não parece ir muito além dessa proposta. De alguma forma, me lembra o velho Mundo das Trevas em suas disputas de poder entre monstros — só que às caras, em uma sociedade em ruínas, nos quais os humanos apenas são presas, ou oponentes quando estão em grupo.

BURP: Pode ser só eu, mas estou meio de saco cheio de apocalipses zumbis. Pelo menos aqui a pegada é bem diferente do padrão, mas achei que, no lugar de usar espaço para duas vantagens únicas, ele poderia ter enriquecido mais o cenário, oferecendo uma linha narrativa e antagonistas mais claros para uma campanha.

Oriebir: O cenário tem potencial, trazendo uma roupagem diferente para um tema que já foi explorado de forma cansativa em muitas mídias. Mas senti falta de maior descrição a respeito do mundo físico em si. É a nossa Terra corrompida? É algum outro lugar? Boris, Mariano, a Arquilich ou Irina controlam setores deste mundo? Regiões? Bairros de uma cidade?  

Armageddon: Eu gostaria muito de saber mais sobre esse universo. Comprei muito a ideia de que não há uma certeza de como o apocalipse ocorreu, mas isso pode ser uma questão interessante que gera muitos ganchos que não foram trabalhados aqui, especialmente a disputa entre os inimigos pelo controle dos rebanhos. É algo que se for trabalhado pode enriquecer muito as aventuras do cenário.

Nota Final: 8,3

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9 Resultados

  1. Alexandre José de Carvalho disse:

    Considerei bastante interessante o cenário de ” Lendas Argarianas ” realmente tem uma pegada interessante de intriga estilo ” Game of Thrones ” apresentando um mundo de fantasia medieval com toques de corrupção , guerra , decadência e preconceito xenofóbico a tudo que não seja ” humano ” onde todas as raças humanoides foram exterminadas , com um Reino com um ” Deus Morto Vivo ” e uma Igreja de ” adoradores da morte e dos desmortos ” onde a recompensa para aqueles que creem na demoníaca divindade é uma ” não vida eterna ” como um ” zumbi racional ” igual o Reino de Helthul , um em que humanos tem seus corpos fisicamente mesclados magicamente com animais ( muito interessante ideia por sinal mas eu senti falta da descrição dos tipos de animais que formariam os ” Ferais ” ) . Tipo seriam ” Lobos ” , ” Chacais ” , ” Hienas ” , ” Ursos Pardos ” , ” Ursos Negros ” , ” Ursos Polares ” , ” Ursos Kodiak ” , ” Leões ” , ” Tigres ” , ” Ligres ” ( ” Meio-Leões Meio-Tigres ” ) , ” Leopardos ” , ” Panteras Negras ” , ” Linces ” , ” Guepardos ” , ” Jaguares ” , ” Pumas ” , ” Leopardos da Neve ” , ” Javalis ” , ” Serpentes ” ? E os ” Ferais ” seriam mais ou menos no estilo de Lion-O e dos Thundercats ou seja ” animais humanizados ” ou seriam iguais Wolverine , Dentes de Sabre , X-23 , Daken ou seja seres humanos com instintos e habilidades animais ? Ou eles também usam raças de bestas magicas com poderes e habilidades similares a magia como ” Ferais ” ? O Duque Leon Hardu é um Feral de qual raça ?E qual a diferença entre os Ferais ” Nobres ” , ” Soldados ” e ” Trabalhadores ” do Reino de Florenius ? Eles utilizam magia Druídica não relacionada com nenhuma divindade especifica mas sim com a natureza do continente de Agarion ? Possuem Bárbaros , Druidas e Rangers ? Por outro lado muito legal a ideia do Reino de Gorlegard com ” Cyborges de Fantasia Mediaval ” formados pela mescla entre humanos e maquinas eu nunca vi isso ser muito usado em cenários de fantasia medieval e pode render excelentes temas . Pena que a Duquesa Edith Gorlegard seja uma metida que não liga a minima para qualquer opinião diferente da dela conhecida por fazer experimentos de fusão entre humanos e maquinas sem o consentimento das pobres cobaias . E por fim um Reino de Ladrões , Assassinos e Mercenários liderados por um líder traiçoeiro que pode ser tanto seu maior aliado quanto seu mais terrível inimigo dependendo de quem lhe pagar melhor Tulio Jarg . Por outro lado achei que faltaram descrições sobre como seriam os locais do continente de Agarion do Império Bruisor tipo qual seriam seus lugares de maior destaque , quais as diferentes cidades do continente , existem monstros iguais Dragões ( tipo iguais os Dragões de ” Game of Thrones ” com a diferença de que seriam criaturas racionais capazes de usar magia ? ) ou eles foram todos exterminados , quais os pontos de maior interesse para um grupo de aventureiros ? Enfim a proposta de ” Lendas Argarianas ” me pareceu excelente o autor só necessita dar uma lapidada melhor na descrição do cenário e seus elementos . Espero sinceramente que ele se anime em fazer uma segunda edição . Enfim parabéns pela excelente criação . Continue com a mesma criatividade .

    • Raphael Xavier disse:

      Meus cumprimentos aos organizadores do concurso e a todos os participantes. Estou muito satisfeito com as críticas a respeito da nossa produção e com o resultado final. Principalmente porque eu e Henrique Moreira por questões pessoais consideramos que não teríamos tempo hábil de escrever e por isso nos conformamos em não participar do concurso. Porém, faltando um pouco mais de 4 horas para o fim do prazo final em uma despretensiosa conversa pelo whatsapp, resolvemos mesmo sabendo que seria uma loucura, tentar escrever e criar todo um mini cenário do zero em tão pouco tempo e contribuir pelo menos com alguma coisa para o concurso. Tínhamos algumas ideias na cabeça, mas esbarramos em vários problemas práticos além do tempo, como a distância por moramos em cidades diferentes, um mora em Manaus e o outro em Recife, um estar sem computador e ter de escrever tudo usando um aplicativo de editor de texto no celular e o outro em um jantar com a esposa tendo que constantemente pedir licença para poder debater as ideias do cenário via whatsapp. Confesso, ter sido uma tremenda loucura fazer o que fizemos, mas ao final de tudo, tenho certeza que foi uma das loucuras mais divertidas que fizemos em nossas vidas. Enviamos o material faltando poucos minutos para o fim do prazo, sem revisar uma virgula do que tínhamos escrito. Particularmente para nós, somente poder participar já era o maior prêmio que poderíamos ter conseguido. Então, estamos muito satisfeitos e honrados com o 11º lugar do Concurso Alphaverso e com as críticas positivas que recebemos acerca do nosso mini cenário.

      • Edu Guimarães disse:

        Foi uma boa loucura! ^_^ Eu particularmente tenho um pé atrás com cenários de facções estilo RTS (vide crítica do Lancaster ao Reino do Caos, o 19º colocado), mas a ideia pode ser melhor trabalhada para situar os jogadores em meio a essa guerra civil e fazer uma campanha rodar (vide como o 3º colocado, Floresta Negra, usa as facções não como partidos a se tomar um lado, mas ganchos de aventura e problemas para o grupo).

    • Raphael Xavier disse:

      Obrigado pela crítica e pelas sugestões Alexandre José de Carvalho. Vamos considerar todas as suas opiniões e agora com mais calma começaremos a trabalhar em uma segunda edição das Lendas Argarianas. Valeu mesmo pelo incentivo.

      • Alexandre José de Carvalho disse:

        Eu é quem devo lhe agradecer imensamente pela imensa gentileza e respeito que me estão conferindo em considerar minhas criticas e sugestões eu realmente me sinto lisonjeado que tenham em mente avaliar minhas ideias e observações para poderem trabalhar uma segunda edição de Lendas Argarianas . Realmente sinto-me extremamente feliz só em ouvir que você Raphael Xavier e o Henrique Moreira irão mesmo fazer uma segunda edição deste mini cenário . Só isso já é uma excelente noticia . Enfim eu fico muito gratificado em saber que vocês irão mesmo continuar e acrescentar novos e interessantes e inesperados elementos ao mundo de Lendas Argarianas vai valer a pena esperar pelo lançamento da segunda edição deste cenário . Uma outra sugestão que eu lhes daria seria imaginar um mapa deste mundo sua geologia e características particulares mais ou menos no estilo do Mapa de Westeros de ” Game of Thrones ” mostrando não só os Ducados que estão em disputa pelo comando do Império de Bruisor e onde eles estariam localizados mas também outros locais do seu mundo como por exemplo Ducados que teriam sido mantidos propositadamente fora da disputa por razões de preconceito e ódio direcionados aos seus povos ou aos Duques e Duquesas regentes destes locais pelo Rei Ferdinando Karth ou decidido se manter politicamente neutros esperando pelo momento propicio para escolherem um lado que apoiar na disputa . Que teriam novos recursos especiais únicos a oferecer na disputa pelo comando do Império Bruisor . Seria interessante detalhar como a Magia seria vista no mundo de Lendas Argarianas . Tipo um Mago , Feiticeiro ou Bruxa são vistos de que maneira pelas pessoas ou dependendo do Ducado em que vivem ? Eles são imediatamente postos a serviço dos Duques e demais nobres da realeza ou iriam para fogueira , seriam publicamente decapitados ou submetidos a tortura e execução ? Existiriam raros híbridos ” Meio-Dragões ” ( sim pois caso não tenham sido todos exterminados pelo Rei Ferdinando Karth junto com todas as raças não humanas os Dragões que seriam no estilo de Drogon, Viserion e Rhaegal com a diferença que seriam criaturas inteligentes capazes de falar sua própria linguagem e a linguagem dos mortais usar magia e assumirem a forma humana para se disfarçarem e interagirem com os humanos podendo ter relações intimas com estes de modo similar ao dos Dragões de Tormenta das quais nasceriam mestiços no estilo de Daenerys Targaryen donos de poderes especiais únicos ) que seriam caçados para não viverem o bastante para ameaçarem a soberania dos Duques , Duquesas e Nobres de Agarion ? Como são os povos deste mundo ? Eles vivem em condições precárias e miseráveis ou existem Ducados onde as condições de vida são melhores enquanto em outros piores ? Como é a Magia Druídica e Xamânica e como seus usuários são vistos ? Que tipo de aprimoramentos mecânicos os Cyborges de Fantasia Medieval do Reino de Gorlegard possuem ? Tipo : implantes de múltiplos membros providos de poderes especiais como disparar rajadas de relâmpagos , sônicas , raios de fogo , de gelo , jatos de acido , lufadas de gás venenoso , implantes oculares capazes de conferir infravisão ou o poder de projetar diferentes tipos de rajadas óticas , campos de força protetores , jatos que lhes permitem voar , geradores de portais de teletransporte , armaduras blindadas de Mithril e Adamantino etc ? Existem Monstros em Agarion ( tipo no estilo dos ” White Walkers ” de ” Game of Thrones ” ) ou outras criaturas como digamos ” Vrykolakas ” ou ” Lobisomens Vampiros ” duplamente amaldiçoados tanto com a maldição do Vampirismo quanto da Licantropia que viveriam ocultos e disfarçados entre os mortais em sociedades secretas de assassinos Vrykolakas que vendem seus serviços para os Duques para não serem exterminados igual os outros humanoides ? Enfim cá estou eu novamente me metendo a dar mais ideias ? Enfim desejo-lhes profundamente que tenham um imenso sucesso na criação da segunda edição do mini cenário de Lendas Argarianas pois vocês merecem . Abraços .

  2. Padre Judas disse:

    Sobre meu Reino dos Mortos: reconheço que a limitação de caracteres foi um problema – eu cortei muita coisa na esperança de conseguir encaixar o que considerei relevante e deixei por conta do conhecimento de mestres e jogadores sobre os tropos (apocalipse zumbi, mundo em ruínas, luta pela sobrevivência, etc.) preencher os espaços vazios.
    Eu devia ter simplificado mais as VU também, mas confesso que elas ficaram como eu queria.

    • Edu Guimarães disse:

      Gostei das VU, embora acredite que dê para simplificar. Talvez poderia-se pensar em usar a regra de “Dons das Trevas” de Mega City (Nova Memphis), para dar maior versatilidade e customização.

  3. Renato de Castro disse:

    Fala pessoal, sou o criador do EDOPUNK e fico bastante feliz de ter participado do evento, agradeço bastante os elogios e críticas, enquanto eu conversava nos ultimos meses com amigos sobre o cenário um dos maiores pontos fracos era justamente a falta de uma presença carismática ao jogo que desse mais vida ao cenário, por falta de espaço no projeto acabei deixando de lado isso para tentar expandir o mundo em si, deixando a criação de inimigos para os jogadores, após mandar vi que provavelmente foi um erro que me custaria uma posição melhor.
    Não vou mentir que fiz ele com pressa, demorei muito pra criar o plot do cenário e acabei entregando em cima da hora sem poder testá-lo ou fazer revisões no conteúdo ou dando mais vida ao ambiente como inicialmente pensava, a limitação de caracteres me travou demais, haha.
    Enfim, agora que a ansiedade acabou pra ver minha posição fica o desejo de boa sorte para os próximos que virão!

    • Edu Guimarães disse:

      Gostei que você focou nos ninjas, ao invés de cair na tentação de abrir demais as possibilidades e perder uma proposta narrativa clara para um mini-cenário. A roupagem dada também casou muito bem com a proposta estética de um “edopunk”.
      Quanto a um antagonista, há muito espaço aqui. Desde o “inimigo honrado” na figura de um samurai lendário com determinação de ferro, passando por diferentes tipos de daimyos que contratam os ninjas ou serão seus alvos. A Era Sengoku pode ser uma boa inspiração, quem sabe um Oda Nabunaga moderno, por exemplo?

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