Resultados Concurso Alphaversos 2018 – Avaliações do 17º, 18º e 19º colocados

Avaliação Completa – Reino do Caos Presença dos Temas: 7,5 Lancaster: Os temas são construto, distopia e disputa de territórios. O primeiro é usado com mais fragilidade — ele é […]

Avaliação Completa – Reino do Caos

Presença dos Temas: 7,5

Lancaster: Os temas são construto, distopia e disputa de territórios. O primeiro é usado com mais fragilidade — ele é apenas mais um item, nivelado entre os lobisomens e a magia. Quanto à distopia, por incrível que pareça, o conceito está virtualmente… vago: o que temos é uma facção distópica (o Reinado) e mesmo assim não fica claro o quanto os outros são afetados por ela (talvez a resistência). No entanto, o conceito de guerra territorial está muito bem estabelecido e amarrado.

BURP: Apenas um dos temas foi usado plenamente (disputa de territórios). O dos construtos está num dos tipos de personagem, então está ok. Mas não sei o quanto dá pra considerar isso uma distopia.

Oriebir: Disputa de Território (em vez de “guerra territorial”, como o autor desatentamente propõe no texto submetido) é o tema mais fortemente utilizado. Elementos de Distopia estão presentes, mas não são explorados em profundidade, o que não é um problema, já que isso não era obrigatório. O mesmo ocorre com o tema Construtos, mas neste caso ele é bastante sub-aproveitado.

Armageddon: A disputa pelo território é o carro chefe do cenário, mas ela não ficou muito clara. Gostaria de saber mais sobre os motivos que levaram à invasão pelo exército de golens (talvez aquele reino seja rico em algum material importante para a criação de mais soldados, por exemplo). Esses elementos devem ser mantidos em segredo para os jogadores, mas o mestre precisa de mais para criar aventuras nele (o que, afinal, é a função de todo cenário). Também faltaram elementos distópicos pra mim.

Uso das Regras: 7,25

Lancaster: O autor provém bem e com correção suas ameaças e lideranças. Há pouco a dizer aqui.

BURP: Regras simples e diretas, embora ache que devesse explanar melhor como a diferença de pontuação entre as facções funciona (dá pra misturar? As facções só tem personagens nessas pontuações? etc).

Oriebir: O autor sugere o uso de personagens de pontuações diferentes de acordo com a facção que faz parte, mas deixa em aberto se a intenção é que as aventuras se passam apenas em uma facção de cada vez ou se é possível misturar personagens de facções diferentes como jogadores. Poderia ter sido melhor explorada essa questão, imaginando tanto para campanhas em apenas uma facção (é possível depreender que seja assim, mas isso não está claro) quanto campanhas de personagens com pontuações diferentes (e mecânicas para equilibrar um grupo com pontuações variadas — talvez algo como os Pontos de Destino, apresentados em Mega City?). Minha sugestão é de que ambas as possibilidades estejam previstas. No mais, senti falta de um mago nas fichas de antagonistas da Unidade de Libertação Mística.

Armageddon: Usar pontuações diferentes para personagens de facções diferentes é bacana, mas deve ser trabalhado com bastante cuidado porque gera desequilíbrio se não for bem explicado. Separar os grupos por facções também pode ter um efeito negativo de uniformidade de personagens em equipes. Cenários de 3D&T devem possibilitar uma variedade maior de heróis. Por fim, o sistema tem certos padrões na apresentação das regras que poderiam ter sido seguidos nas fichas no texto submetido.

Aspectos Gerais: 6,25

Lancaster: Esse me parece meio cru. Um tanto uninucleado e fechado em seu conceito.

De modo geral, ameaças sistêmicas são boas a longo prazo mas este cenário cai na “Armadilha Vampiro”: o livro recomenda que todos os jogadores façam parte do mesmo clã — e isso faz sentido — mas no final todos os grupos eram mistos porque todos querem ser diferentes dos demais jogadores e terem pontos fortes. A lógica sempre é prejudicada nestes casos e o cenário vira uma bagunça na mesa de jogo. E temos um caso parecido aqui: cada item de variedade está concentrado em um lado. E se um jogador quiser ser um golem, um quiser ter um companheiro animal, um querer ser um mago e outro um zumbi? O cenário faz questão de estimular os jogadores a encampar um dos lados, mas fatalmente teremos um monte de desertores na resistência para dar algum sentido à agregação de todo mundo.

O ideal para ele seria ter um esquema mais aberto de personagens e permitir que cada lado possa racionalizar de alguma forma a absorção de todas elas. Isso faria muitos conceitos serem reescritos. Precisa realmente voltar à prancheta.

BURP: Parecem mais notas de um mestre para uma campanha do que uma apresentação pra alguém de fora. Parece muito cru, e o tema não é exatamente original.

Oriebir: De modo geral, o texto passa a impressão de ter sido escritos às pressas, o que se reflete no uso de temas e regras e nas próprias propostas do cenário. É preciso pensar no texto como material de apoio para outros mestres e jogadores, e não só como notas de campanha. Sugere-se uma reescrita estruturando melhor o material nesse sentido. O texto submetido precisa de uma forte revisão, mas é possível entender o que se propõe. Ressalta-se a desatenção do autor, que escreveu errado mesmo alguns títulos de seção propostos no regulamento do concurso.

O tema Construtos também poderia ser melhor aproveitado — talvez seja interessante propor que cada facção tenha seus próprios construtos, com especificidades próprias, de acordo com seus desígnio. Algo como mechas para o Reinado; construtos de madeira mágica para o Antigo Império, robôs recauchutados na Resistência e golens de magia negra para a Unidade de Libertação Mística, por exemplo.

Armageddon: O que primeiro me impactou negativamente foi a falta de revisão no texto. Ele está repleto de erros de digitação e a apresentação ficou comprometida por isso. Mesmo tendo um prazo apertado para enviar, uma revisão final poderia ter sido feita. Novamente, pesou um pouco a falta de informação para o mestre poder trabalhar o cenário em seus jogos. Ainda assim, é um bom começo para se trabalhar.

Nota Final: 7,0

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About Edu Guimarães

Mestra RPG desde os 10 anos e nunca mais parou. É nerd, biólogo, Leal e Bom.