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Dez Jogos que Marcaram a Minha Vida RPGística (by BURP)

Recentemente, sabe-se lá o porquê, retomaram aquelas listas do tipo “dez frutas tropicais que você levaria para um show da Maria Gadú.” Estão correndo todo o Facebook, blogs, o que for – dez livros que o marcaram, dez jogos que o marcaram, e por aí vai. Não estava dando bola, até fiz uma pequena crítica satírica… Até que o João da Confraria de Arton resolveu fazer uma lista de dez RPGs que o marcaram.
Depois de pensar um pouco, achei que aí estava um tema interessante de desenvolver, até porque as coisas por aqui no RPGista andam meio paradas mesmo, e pode ser uma forma interessante de animar o pessoal. Então, mesmo que ninguém tenha pedido e eu não tenha sido especificamente desafiado, aí vão os dez jogos que marcaram a minha história RPGística…
saqcharAventuras Fantásticas
O começo de tudo. Meu primeiro produto remotamente relacionado a RPG foi um livro-jogo chamado Encontro Marcado com M.E.D.O. (que, por sinal, está para ser relançado pela Jambô), e a partir daí foi a espiral que eventualmente me trouxe até aqui. Allansia, Titan e todos os seus elementos ainda possuem um lugar muito especial no meu imaginário RPGístico; ainda guardo todos os livros do RPG lançados em português aqui na minha estante, incluindo um Blacksand sem capa porque o meu cachorro literalmente a comeu (mas não, não tenho todos os livros-jogo, é claro…) E O Saqueador de Charadas ainda é uma das aventuras mais bacanas que eu já joguei/mestre (sim, fiz os dois =P)
Dungeons & Dragons (a… 0º edição?)
Momento confissão aqui – eu quase não joguei AD&D na minha vida. Nunca tive os livros, apesar de babar na época em que os via nas bancas quando eu mal e mal tinha dinheiro para comprar a edição de X-Men do mês, e o conheci mais a partir de terceiros mesmo. Mas o D&D é diferente – eu tive a caixa lançada pela Grow, e joguei muitas vezes a aventura inicial com meus amigos por pura preguiça de, como mestre, criar uma aventura seguinte para seguir a campanha 😛
3D&T
Não poderia faltar, até por ser pelo meu material para este sistema pela qual sou mais conhecido na RPGsfera hoje. Não sei exatamente como aconteceu – você põe um sitezinho com materiais de RPG na internet, faz alguns contatos e trocas de links, e quando se dá conta é colaborador oficial do site da editora. O fato é que ele é, de longe, o sistema que eu mais joguei, sobre o qual eu mais escrevi, e que de maneira geral mais me satisfaz enquanto RPGista mesmo. A sua simplicidade encanta e facilita muito na hora de improvisar, e eu aprendi mesmo a ver como virtudes certas coisas que os outros denunciam como defeitos, e a ter uma visão bem própria de como ele funciona. Bem, leiam lá o BD&T.
Tormenta
Outro obrigatório, embora eu destaque aqui mais o cenário do que o RPG em si, em qualquer das suas encarnações. É difícil não ter um certo carinho por um cenário que você viu crescer da forma como Tormenta cresceu. É como aquele primo ou sobrinho que nasceu quando você era adolescente, e hoje pode ser um pirralho chato que tu não consegue desgostar porque ainda lembra a cara fofa de bebê que ele tinha. Não que Tormenta seja um pirralho chato, claro; mas muitas das discussões e polêmicas que o marcaram ao longo do tempo – mangá ou não mangá, ser uma colcha de retalhos ou seguir a única-e-verdadeira-Idade-Média-fantástica – não conseguem não soar toscas quando postas em perspectivas. No fundo, acima de tudo, Tormenta é só um cenário legal, um palco bacana onde viver aventuras divertidas, e isso ninguém nunca vai conseguir negar com propriedade.
Daemon
Eu não gosto de Daemon. E olha que eu tentei, como uns dois ou três da lista gigante de netbooks da editora podem comprovar. Mas seria injusto também não incluir ele como um sistema marcante para mim, pelos amigos que conheci graças a ele, e um certo período em que um membro de um grupo com quem eu jogava decidiu que só jogava ele, e portanto me obrigava a aturá-lo de alguma forma.
Legend of the Five Rings
Meu primeiro contato com Rokugan não foi exatamente o mais nobre e honrado – anos atrás, antes da era dourada da banda larga e dos livros em PDF, alguém em algum site traduziu os livros básicos da primeira edição, e eu casualmente acabei batendo com eles em alguma pesquisa na Alta Vista ou Cadê? (Sim, eu sou velho). E, bem, quem conhece o cenário sabe da riqueza que ele possui, e que não há como ele não encantar um moleque impressionável nos seus quinze ou dezesseis anos. Ando bastante ansioso pela edição nacional, que espero fazer jus ao cenário original.
Wushu – The Ancient Art of Action Roleplaying
Muito da minha visão atual sobre como jogar RPG e o que é legal de fazer em RPG se deve a essa pequena pérola, um jogo que resgata, segundo o título, “a antiga arte do RPG de ação.” É daqueles sistemas que explodem a sua cabeça na primeira vez que você o lê. Muito da própria forma como eu vejo e jogo o 3D&T é diretamente retirado dele, que nas pouquíssimas páginas da versão gratuita distribuída no site oficial mudou completamente o meu estilo de jogar.
Castelo Falkenstein
Tenho uma teoria pessoal de que Falkenstein nunca foi escrito para ser realmente jogável. Há várias dicas ao longo do livro de que o jogo é meio que uma paródia, um elemento secundário, e é apenas um formato pouco usual para montar um romance de fantasia mais único e envolvente. No fundo, no entanto, quem se importa? Tenho a edição lendária da Devir, e posso dizer que é um livro maravilhoso. Só tenho é pena de quem não o comprou na época e fez com que a linha fosse cancelada com tão poucos livros.
Mutantes & Malfeitores
Logo que o livro foi lançado tive um momento de revelação e oh-meu-Crom-achei-o-RPG-perfeito. Passei uns meses adaptando um bocado de fichas e personagens para ele, explorando os limites do seu sistema de feitos e poderes. Você pode ver lá no meu tópico do antigo fórum da Jambô – de Naruto a Calvin & Haroldo. Mas acho que o hype passou, eu fui vendo que, apesar de ser um sistema fantástico, ele ainda não me satisfazia tanto quanto certos outros, e quando anunciaram a terceira edição eu meio que perdi o interesse quase por completo mesmo. Mas quem sabe se a Jambô resolver lançar ela de verdade…
Tenra Bansho Zero
Minha mais recente obsessão RPGística, direto do Kickstarter. Um jogo de, nas suas próprias palavras, hiper-fantasia-asiática, com tudo o que você pode querer de um cenário inspirado no melhor da cultura pop japonesa: mechas, monstros, ninjas, katanas, guerreiros com poder acima de nove mil, etc. etc. etc. Um jogo lindo… Que eu ainda não consegui jogar. =P Diacho, eu preciso de um grupo novo…
Menções honrosas: Shadowrun e Dragon Fist, que não só não entraram na lista porque eram pra ser só dez mesmo.
E é isso então. Convido o Álvaro, o Marlon e o Salomão a, se quiserem, darem continuidade à brincadeira.

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