Muitas criaturas únicas soltas por aí

Uma coisa que me atrai nas estórias mitológicas é a singularidade dos monstros e criaturas.
Nos mitos que ouvimos quando crianças, existem UM pégaso, UMA medusa, UM minotauro, etc.
Acho engraçado reparar que, nos RPG em geral, essa raridade não é representada.

Pégasos existem aos borbotões se reproduzindo, na maior suruba com unicórnios. Medusas são inimigos que formam grupos como orcs, e ainda existem reinos de minotauros conduzindo guerras aos vizinhos.
Acho muito legal a possibilidade de jogar com um minotauro (eu mesmo estou jogando com um no momento), mas não posso deixar de pensar que sinto um pouco de falta em lidar com a “raridade” das criaturas fantásticas… mesmo que esteja jogando em um mundo fantástico.
Por exemplo, no Senhor dos Anéis, os Hobbits são criaturas fantásticas, mas o livro deixa claro que toda a aventura e os encontros enfrentados por Frodo, Sam, Merry e Pippin foram muito mágicos aos seus olhos.
Ogros e elfos eram criaturas com as quais os hobbits normais só conviviam por meio de lendas.
Tudo bem que um borbulhão de criaturas diferentes, como a encontrada na taverna de Star Wars, também é bacana… mas por que os cenários mais vendidos tem isso sempre como ambiente de aventuras?
Será que é só pra dar a opção aos jogadores de encarnarem tipos diferentes de personagens?
Algo como um motivo mais mercadológico que governa toda a lógica do cenário?
Será que isso é realmente o que mercado quer? Ou apenas se desenvolveu acostumado a isso?
Bem… isso pode até ser interessante para um RPGista que nunca jogou com um PC que é um homem-lagarto, guia, cego e que tem um cachorro falante… mas eu já joguei e estou com o saco cheio de tantos dragões de cristal, elfos multicoloridos e homens-guaxinins.
Você acha que isso faz sentido? Ou sou apenas eu que estou de mimimi?
Em breve: Panteão o escambau! Eu quero um único deus, mau e vingativo!

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11 Resultados

  1. o Clérigo disse:

    Gostei do pensamento. Eu gosto de coisas low magic, nada de criaturas fantásticas em cada esquina, ítens mágicos com qualquer goblin e tal.
    Sobre raças especificamente, tem algumas que realmente não gosto (e fico louco quando algum jogador quer incluí-las em minhas aventuras) como gnomos e meio-orcs. Eu até hoje não entendo como alguém teve a capacidade de pensar num meio-orc… ou o cara é orc ou não, nada de meio-orc (em minha opinião).
    Além disso, eu fico pensando: por que todos os cenários tem que ter humanos, elfos, anões e hobbits? Será que as raças da terra-média criaram naves espaciais e foram se instalar em outros mundos? Legal mesmo é que cada cenário tenha suas próprias raças, fugindo dos estereótipos da mitologia Tolkiana.
    Valeu pelo post!

  2. Fight Tha Power! õ_o
    Viva la Revolución!

  3. Alexandre disse:

    @Rodrigo: Revolución!!!! o/
    @ o Clérigo: Um dos cenários mais memoráveis é justamente o Dark Sun, que mexe em todas as raças e apresenta um monte de coisas novas. Tipo o thri kreen.
    Eu tinha um amigo que odiava centauros. Quando ele mestrava e alguém fazia um PC assim, era morte na certa. Hahahaha!!!

  4. Eu também sou fã de low magic. Odeio raças/classes exóticas. Creio que isso tira o sabor de cada uma delas e banaliza suas aparições em jogo.
    Usando como exemplo Senhor dos Anéis: no primeiro filme, o único troll que aparece tem muito mais impacto que no terceiro, onde aparecem vááários, durante a batalha nos Campos de Pellenor.
    Outro exemplo: na Era Hiboriana de Conan, cada criatura fantástica é valorizada, tendo todo um clima e background em suas aparições, pois são poucas e remetem a uma era mais fantástica.
    Enfim, acabei criando uma fama de “castrador de idéias” ou “mestre controlador” no meu grupo devido a essa postura… Mas, como sempre, alguém tem que sangrar, né?

  5. Lan de Borba disse:

    Apesar de ser fã do cenário de Star Wars, tenho que reconhecer que aquilo que aparece pouco é mais valorizado. Uma forma de fugir é o mestre criar seus próprios monstros, ou o melhor apresentá-lo de uma maneira que ele não apresentado no batido livro dos monstros. Assim ele deixa de ser um monstro, se torna um vilão.

  6. Fã da Daemon disse:

    É realmente faz sentido o que vc disse. As criaturas fantásticas estão banalizadas.

  7. Alexandre disse:

    @Lan: Gostei muito desse conceito. “tranformar criaturas em vilões”. Acho que é por aí mesmo.

  8. Guren D. Lotus disse:

    Gosto de mundo fantasticos borbulhando de vida magica. É legal e divertido.
    Mas, cabe bem ao mestre saber dosar as aparições.
    Eu mestro uma mesa em um mundo proprio, que possui sim criaturas fantasticas e outras inventadas. Mas, não se encontra cada uma dessas em cada esquina, e mesmo que um jogador utilize-a n é vista como algo normal. principalmente em vilas distantes de grandes centros.
    e tbem sou adepto da ideia de Vilões ao inves de montros aleatorios.

  9. Concordo, eu também tô de saco cheio, e pretendo refletir isso nas próximas aventuras que eu mestrar, valeu pelo desabafo, me fez repensar meus conceitos!

  10. Daniel disse:

    Creio q vc está de “mimimi”.
    As vezes, durante os jogos com a maioria dos meus grupos, quando estou como jogador, vejo q falta mais fantasia, mais “viagem na maionese”. Talvez vc tenha enjoado desta fantasia toda, por ficar rotineiro, eu por outro lado, sinto q falta esta rotina, quando estou viajando com meus PJs.
    Sou afavor da fantasia ao extrmo, em cenários mitológicos. Se não, vou jogar aventuras em cenários realistas, mundo real.

  11. Mestre Bio disse:

    Adoro o RPG porque posso decidir se ouve apenas um nascimento atroz que gerou uma pequena menina com cabelos de cobra que foi humilhada e excluida durante toda sua vida criando um enorme rancor em seu seio, ou se existe uma ilha tomada de fêmeas amaldiçoadas com partes ofídicas que protegem seu santuário com seus poderes de petrificação.
    Uma ou várias meduzas é apenas uma escolha do mestre, os livros só estão ali para nortear, o mestre decide quantos, como, de que forma existem os monstros, então acho este post bem pessoal.
    Eu prefiro fazer do meu jeito à criticar o que é proposto, afinal, é só isto mesmo, uma proposta, pode ser aceita ou não.
    Viva o minotauro do labirinto, viva a cidade de minotauros que se defendem dos humanos conquistadores, exploradores e destrutivos, que tem a guerra como maior arte e forma de demonstrar poder e status!

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