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Bastidores de Tormenta Cardgame

Hello kids!
Provavelmente a maioria por aqui não me conhece, então não custa nada me apresentar. Meu nome é Tiago H. Ribeiro, conhecido como Oriebir pelos fóruns e sites rpgísticos da vida. Já escrevi alguns posts para o Inominattus e dizem por aí que eu costumo manipular os fios do destino de alguns outros blogs, iniciativas e sites (o que realmente significa isso é um mistério até mesmo pra mim). Atualmente, trabalho como projetista de embalagens, diagramador, estou, junto de alguns colegas, preparando um novo irmão da blogosfera, e escrevendo um cenário próprio (novidade…), entre outros projetos. E é justamente sobre um destes “outros projetos” que vou falar hoje.
Antes de mais nada, vamos introduzir (no bom sentido, no bom sentido…).
Lá pelo meio do ano passado, quando estive de passagem por São Paulo, tive a oportunidade de conhecer pessoalmente o nosso amigo Tek aqui (que o pessoal do fórum da Jambô não me ouça, mas o cara é muito gente-boa!). Obviamente o papo não poderia ser outro: RPG. Tormenta, no nosso caso. Lá pelas tantas, comentamos uma tentativa que ocorreu no passado, de se criar um cardgame pra Tormenta, mas que não teve prosseguimento por causa da dissidência, a respeito de qual sistema utilizar. Criar um novo? Adaptar de algo já existente? As dúvidas permaneciam, e no final das contas, nada de concreto rolou).
Nosso colega Tek, não sei (ou não lembro, o que deve ser mais provável) se influenciado por aquela discussão ou não, colocou a cuca pra funcionar e não deixou esta idéia morrer na sua cabeça (ao invés de fazer como a maioria das pessoas por aí, que fazem mimimi porque seus projetos nunca deixam de ser projetos…). Quando chegou na hora de esquematizar a dita, ele pensou em ressaltar a facilidade de se aprender o jogo; e tendo isso em mente, pensou nas características; aquilo que devia ser informado na carta. Quase que automaticamente, vieram à sua cabeça cinco atributos básicos. Um pacote de balas Xáxá pra quem souber de que sistema ele pensou!
Ora, 3D&T é um sistema fácil e que todo mundo conhece. Mas, além disso, deveria haver o conflito: como seriam realizados os combates? FA+1d6 contra FD+1d6? E aí veio outro conceito muito legal: a simples comparação de poderes, pra se determinar o vencedor de uma parada. Onde vocês já viram isso?
“No Super Trunfo, seu mané!”, responde educadamente o rapaz de cabelos desgrenhados ali do canto. E é isso mesmo. Nosso amigo Tek reuniu dois conceitos de jogos rápidos e práticos: 3D&T + Super Trunfo. Esta seria a base de nosso jogo. Sem dados, ou qualquer outro tipo de material além das próprias cartas para se determinar os resultados (pelo menos até agora).
Lembra da minha conversa com o Tek, ali do início do texto? Pois é, quando ele me comentou a respeito de suas idéias, eu achei aquilo fantástico. Algo que não podia ser deixado de lado. Alguém tinha que ao menos tentar fazer algo nesse sentido. Não disse nada disso pra ele, mas, pouco mais de uma semana depois do nosso papo, já de volta à Porto Alegre, enviei para o Tek um e-mail com algumas sugestões de arte para o verso da carta (aproveitando-me de alguns conhecimentos sobre as técnicas-ninja em programas da Adobe). Entre as que eu enviei, a que mais gostamos foi esta.

Mais adiante, comecei a bolar a composição para a frente das cartas. Os aventureiros em si. Estas foram as primeiras cartas boladas (ahn… só não reparem na disparidade dos valores das características, sim?)

A idéia é fazer um deck inicial com 50 cartas, por isto aquela numeração ali no canto superior esquerdo. Além do nome do personagem, achei que seria legal colocar alguma titulação, explicando rapidamente quem era aquele personagem no cenário.
A primeira idéia que me veio, quando pensei na composição, é de que deveria haver um espaço para alguma citação do/sobre o personagem. Isto se manteve até então. Salvo engano, todas as citações até agora foram retiradas de livros e revistas de Tormenta.
(A sim, as imagens também. Isto se mostrou um empecilho pra mim de início, porque não havia muitas imagens dos personagens – pelo menos não no ângulo que eu queria – na net, e tive que apelar para a minha coleção de Holy Avenger e Revistas Tormenta. Não fiz qualquer espécie de tratamento nas imagens, por isso elas estão nessa qualidade chinfrim).
As texturas são todas de pedra e metal (porque eu acho que isso dá “consistência”, saca?) e, como não podia ser diferente, sempre puxando os tons vermelhos.
Temos também um espaço para o “logo” do jogo, e demais informações técnicas que porventura viessem nas cartas (por isso o copyright Jambo 2009 ali no outro canto).
Bom pessoal, vou ficando por aqui. Este post tem dois motivos principais: primeiro, mostrar (mais um) projeto legal, feito por fãs do cenário; e segundo, dizer que não adianta ficar por aí dizendo que “seria legal se fizessem metalianas sem seios…”. CRIE você mesmo, ora pois!
Agradeço as suas atenções e, antes de ir-me, deixo a prévia (re-lembrando: desconsiderem as características!) de mais algumas cartas.

Nota do Tek: A inspiração para o esquema do 3D&T e Super Trunfo veio conversando com o CF. Grande parte do mérito é dele.

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