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	<title>RPGista &#187; Mercado</title>
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		<title>RPGista</title>
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		<title>Onça por Lebre: Economize suas Moedas</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Feb 2011 08:00:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>JJ Rangel</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tweet Olá, Joes e Sues. De volta e com um resquício de minha estreia: RPG, preço e renome. Calma, não vou discutir sobre qual é mais caro ou famoso, darei...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="bottomcontainerBox" style="">
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			</div>			
			</div><div style="clear:both"></div><div style="padding-bottom:4px;"></div><p><span style="font-family: Arial,sans-serif">Olá, Joes e Sues. De volta e com um resquício de minha estreia: RPG, preço e renome. Calma, não vou discutir sobre qual é mais caro ou famoso, darei umas ideias pra você substituir alguns materiais, gerando economia e dando uma moral pro nosso mercado.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif">Para que você não se perca nos termos que usarei, convém saber: [<strong>gringo</strong>] é RPG estrangeiro, [<strong>traduzido</strong>] é RPG estrangeiro traduzido e/ou adaptado para nosso dialeto, [<strong>nacional</strong>] é RPG genuinamente brasileiro e [<strong>reciclado</strong>] é RPG baseado em outro RPG, como os derivados de d20. Dê uma olhada nos <em>links</em> espalhados pelo texto para mais informações e arquivos gratuitos para baixar. Vamos ao que interessa!<span id="more-9407"></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif"><strong>Genéricos</strong>: jogos que podem substituir uma infinidade de ambientações e as demais categorias que ainda citarei. O mais famoso entre eles é o <a title="GURPS" href="http://devir.com.br/gurps/" target="_blank"><strong>GURPS</strong></a> (traduzido, R$ 61,50), atualmente na quarta edição. Você pode usar o <a title="ReOps" href="http://www.rpgopera.tk/" target="_blank"><strong>ReOps</strong></a> (nacional, R$ 34,83) ou <a title="Nexus na página de José Roberto Vieira" href="http://recantodasletras.uol.com.br/autor_textos.php?id=6030&amp;categoria=M" target="_blank"><strong>Nexus</strong></a> (nacional, grátis para baixar, difícil obter informação atualmente).</span></p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif"><strong>Sobrenatural</strong>: a linha do <strong>Novo Mundo das Trevas</strong> pode ser substituída pela linha <strong>Daemon</strong>, guardadas as devidas proporções. Exemplo: <a title="Mundo das Trevas" href="http://devir.com.br/mundodastrevas/mb.php" target="_blank"><strong>Módulo Básico</strong></a> (traduzido, R$ 55) e <a title="Mago: o Despertar" href="http://devir.com.br/mundodastrevas/mago.php" target="_blank"><strong>Mago: o Despertar</strong></a> (traduzido, R$ 105) por <a title="Trevas" href="http://www.daemon.com.br/home/index.php/trevas/" target="_blank">Trevas</a> (nacional, R$ 49).</span></p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif"><strong>Super</strong>: atualmente <a title="M&amp;M" href="http://www.jamboeditora.com.br/produtos/mm-basico.htm" target="_blank"><strong>Mutantes e Malfeitores</strong></a> (reciclado, traduzido, R$ 39,90) é o campeão da categoria. <a title="Icons Wiki" href="http://icons-truth-justice-and-gaming.wikispaces.com/"><strong>Icons</strong></a> (reciclado, gringo, US$ 29,90), do mesmo autor de M&amp;M, pode vir a calhar por ter a proposta de ser um RPG de super-heróis fácil. Um que sou fã é o <a title="Powergame" href="http://www.kotiposti.net/trmika/powergame/" target="_blank"><strong>Powergame</strong></a> (traduzido não oficialmente, grátis para baixar): simples, rápido e divertido.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif"><strong>Anime</strong>: <a title="BESM d20" href="http://devir.com.br/rpg/d20-35_besm.php" target="_blank"><strong>BESM d20</strong></a> (reciclado, traduzido, R$ 27) ainda é o mais completo do gênero lançado no Brasil, embora não chegue aos pés do <a title="BESM" href="http://wiki.white-wolf.com/whitewolf/index.php?title=Big_Eyes%2C_Small_Mouth" target="_blank"><strong>BESM</strong></a> original (gringo, não achei pra comprar, sem paciência&#8230;). Ignore o aviso que diz ser necessário usar em conjunto com o Livro do Jogador de D&amp;D 3.5; é balela. <a title="Anime RPG" href="http://www.daemon.com.br/home/index.php/anime-rpg/" target="_blank"><strong>Anime RPG</strong></a> (nacional, R$ 15) pode servir em seu lugar para jogos mais “sérios e realistas”. <strong>3D&amp;T Alpha </strong></span><span style="font-family: Arial,sans-serif">(nacional, R$ 25) funciona muito bem para jogos mais “épicos e surreais” com grandes rajadas de energia destruindo cidades (até mundos!), deuses que tentam aprender a tocar guitarra sem sucesso, entre outras bizarrices divertidas. Outra boa escolha pra quem é fã de d20 e acha BESM d20 “pesado” é o <a title="4D&amp;T em pdf" href="http://www.4shared.com/document/FoibSDzy/Manual_4DT_-_verso_do_diretor.htm" target="_blank"><strong>4D&amp;T</strong></a> (reciclado, R$ 8,90), do mesmo autor de 3D&amp;T.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif"><strong>Fantasia medieval quase wargame</strong>: <a title="D&amp;D 3.5" href="http://devir.com.br/rpg/dnd-35.php" target="_blank"><strong>D&amp;D 3.5</strong></a> (traduzido, R$ 200 pelos 3 básicos) reinou absoluto chegando atualmente à <a title="D&amp;D 4" href="http://devir.com.br/dnd/index.php" target="_blank"><strong>quarta edição</strong></a> (traduzido, R$ 220 pelos 3 básicos). A edição 3.5 ganhou sobrevida em outra editora com o <a title="Pathfinder" href="http://paizo.com/pathfinderRPG/prd/" target="_blank"><strong>Pathfinder</strong></a> (reciclado, gringo, R$ 220 pelo básico+bestiário), uma edição 3.75, como dizem alguns. Ainda temos o recém chegado <a title="Dragon Age" href="http://www.jamboeditora.com.br/produtos/da.htm" target="_blank"><strong>Dragon Age</strong></a> (traduzido, R$ 61,75), uma quase “síntese do D&amp;D com lápis preto nos olhos”. A opção local mais óbvia é o <a title="Tormenta RPG" href="http://www.jamboeditora.com.br/produtos/trpg.htm" target="_blank"><strong>Tormenta RPG</strong></a> (reciclado, traduzido, R$ 74,90). <a title="Primeira Aventura" href="http://www.4shared.com/document/z8XLWhS6/Primeira_Aventura_-_Guia_do_Me.htm" target="_blank"><strong>Primeira Aventura</strong></a> (reciclado, traduzido, R$ 9,95 o kit), do mesmo autor, pode servir como uma versão mais leve (e antiga). Mas se você prefere um clássico <a title="D&amp;D na Wikipédia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/D%26D" target="_blank"><strong>AD&amp;D</strong></a> (se achar para comprar, me avise), pegue <a title="Old Dragon" href="http://www.olddragon.com.br/" target="_blank"><strong>Old Dragon</strong></a> (reciclado, traduzido, R$ 24,90) ou <a title="Tagmar 2" href="http://www.tagmar2.com.br" target="_blank"><strong>Tagmar</strong></a> em sua segunda versão (nacional, grátis para baixar). Para um jogo rápido e simples, procure <a title="Mighty Blade 2" href="http://www.mightyblade.com/home.php" target="_blank"><strong>Mighty Blade II</strong></a> (nacional, R$ 20,00), <a title="RPGQuest" href="http://www.daemon.com.br/home/index.php/rpgquest/" target="_blank"><strong>RPGQuest</strong></a> (nacional, R$ 20 por exemplar) ou <a title="Dungeonslayers" href="http://www.dungeonslayers.com/" target="_blank"><strong>Dungeonslayers</strong></a> (gringo, grátis para baixar ).</span></p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif"><strong>Insubstituíveis</strong>: <a title="Castelo Falkenstein" href="http://devir.com.br/rpg/castelo_falkenstein.php" target="_blank"><strong>Castelo Falkenstein</strong></a> (traduzido, R$ 48) e <a title="O Desafio dos bandeirantes na Wikipédia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Desafio_dos_Bandeirantes" target="_blank"><strong>O Desafio dos Bandeirantes</strong></a> se achar para comprar, me avise!). <strong>Mike Pondsmith</strong> criou algo único com seu Castelo. Algo tão bom que você esquece que se trata apenas de um jogo. Realmente único. <strong>Carlos Klimic</strong>, <strong>Flávio Andrade</strong> e <strong>Luiz Eduardo Ricon</strong></span><span style="font-family: Arial,sans-serif">criaram o primeiro RPG <strong>genuinamente</strong> brasileiro, com nossa cultura e povo, com o sul frio e o norte quente. Assim é <strong>nosso</strong> mundo. Obrigado.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif"><strong>Menção honrosa</strong>: na categoria super-heróis não mencionei o suplemento <a title="GURPS Supers 4ª Edição (Inglês)" href="http://www.sjgames.com/gurps/books/Supers/" target="_blank"><strong>GURPS Supers</strong></a> da terceira edição. Motivo: chances remotas de você encontrar um à venda. Mas saiba que graças a ele o gênero super-heróis ganhou força no RPG brasileiro. Talvez seja por ele que sou tão fascinado por RPG de supers. Mas isso é outro causo&#8230;</span></p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif">O texto de hoje não foi bem uma discussão como prefiro, apenas um pontapé para abrir seus horizontes. Se o seu problema é grana curta, encontrará muita variedade de preço e, consequentemente, algo que caiba no seu bolso e gosto. Analise antes de reclamar. Eu analiso, analiso, analiso&#8230;</span></p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif">Qualquer sugestão, reclamação e/ou correção, comente aqui e/ou me azucrine via <a title="Twitter De JJ Rangel" href="http://twitter.com/juca999" target="_blank"><strong>@juca999</strong></a> no Twitter que em alguma madruga insone eu responderei.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif">Até.</span></p>
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		<title>Me dá um mercado (ic!), por favor?</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Dec 2010 04:34:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jagunço</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mercado]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Retrospectiva 2010]]></category>
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		<description><![CDATA[Tweet Há mais coisas entre a Chuva Encarnada e o Dragão Véi do que sonha o teu papo de boteco, Severina! E eu atravesso a rua sempre teimando em lembrar...]]></description>
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			</div>			
			</div><div style="clear:both"></div><div style="padding-bottom:4px;"></div><p>Há mais coisas entre a Chuva Encarnada e o Dragão Véi do que sonha o teu papo de boteco, Severina! E eu atravesso a rua sempre teimando em lembrar que “mão” é um conceito abstrato e que &#8220;carro&#8221; é um troço concreto. Para evitar a estripulia de um atropelamento. Meu amigão, o RPG Brasileiro, faz igualzinho!</p>
<p>2010 voou. Passou por cima das nossas cabeças e está dando um tchauzinho pra todo mundo, enquanto volta pro disco voador. 2010 foi a nossa Xuxa. Todo mundo adorou ver as paquitas, mas vai falar mal um dia, quando ficar velho. Enquanto isso, o compadre RPG tirou o dia de hoje pra me contar suas felicidades e suas mazelas. Eu, como tenho vocação de garçom nessa parte, topei ceder o ombro.</p>
<p>A primeira parte foi só de choramingo. RPGzão reclama que anda sem tempo, desde que casou com a D. Diz que ficou sério, que tem que ser mais profissional por causa da penca de filhos e que a responsabilidade agora está pesando na cabeça. Reclamou demais do imposto, da lei, da dureza de se manter no emprego. Lembrou, cheio de saudade cega, dos tempos bons, quando não tinha tanta regra, quando tudo era preto no branco, quando tudo que tinha que fazer era sair com a gurizada e acordar no dia seguinte sem pretensão alguma.</p>
<p>- Sou um cara das antigas, velho. <em>Oldschool, </em>saca?</p>
<p>Saco. Paguei a primeira rodada de cerveja. RPGzito sempre jura que vai acerta comigo na segunda. Do mesmo jeito que jura parar com o saudosismo. Aprendi a respeitar. Até que dá umas ideias boas.</p>
<p>Depois veio o jogo-do-contente. O cabra começou a se gabar das escapadas, dizendo que esse ano andou aí saindo de novo com a menina nova, gaúcha, bonitona, de apelido engraçado. “Ela tem livros divertidos” conta ele. Olhando a foto, deu pra sentir a simpatia. Pelo que ele me conta, parece uma guria teimosa, querendo ganhar espaço. Andaram fazendo muita coisa, os dois. Ele jura que foram 14 vezes, só com ela. ‘Tá esquentando.</p>
<p>Aí fala das pretensões. Andou pulando a cerca com mais uma (meio de sete luas), deu uns beijos noutra novata, metida a punk/retrô. Mas, com essas, até agora&#8230; nada. É um mulherengo, esse Brasileiro. E esperançoso.</p>
<p>Mas RPG é aquele tipo de sujeito que não pára o papo antes da vodka. Lá fomos nós. Paguei a mais barata e mandei o dono da birosca botar água. Pra evitar eu ter que carregar o bebum pra casa.</p>
<p>E continuou, contando dos planos pra 2011, falando de como anda todo-todo, de como nunca foi tão fodástico apesar dos aperreios. Mudou a conversa. Disse que tem que ter calma, que vai testando pra ver “qual é”. Que o segredo da vida é ir sem aperreio, ganhando terreno devagarzinho, sem alardear a vantagem aos inimigos. É um poeta. Medroso, mas poeta.</p>
<p>Da minha parte fiquei pensando&#8230; 21 vezes ao todo, em aventuras diferentes. O ano rendeu pro cara. Ou não. Parece sexo na terceira idade: você se gaba quando dá a quarta&#8230; no mês. Mas, como diz a minha mãe, RPGzão Brasileiro é novo! Tem o quê? 30, 33 anos&#8230;?</p>
<p>Somos gentis com os amigos. A gente tem que ser. Tem que dar corda, dizer que vai dar certo. Até ficar quieto pra não dar uma de pai demais. Amigo é aquele que vê a merda e diz “você é uma degraça, mas #euri!”. Amigo é aquele que torce para que as gabações sejam verdadeiras, pelo bem do outro. E que acredita, sempre, que o sujeito é tão pegador quanto ele conta e quanto a mãe dele acha. É parte do processo.</p>
<p>2010 voou mesmo e meu camarada aqui amadureceu umas pitangas. Falta lembrar dos outros, falta saber que ele só cresce mesmo, pra valer, se conseguir ficar mais conhecido pelo trabalho do que pelas cagadas, do que pelas festas do ano. Lembrar que tem que gastar dinheiro pra se promover, pra ganhar dinheiro. Lembrar que tem que fazer mais amigos, porque os antigos envelhecem e vão cuidar da vida.</p>
<p>Mas o cara melhorou, vai. Hoje ele até consegue tirar uma grana, pagar as contas das namoradas (a esposa? Também, claro. Dela, não sei se eu tenho pena ou raiva. Ela é meio lenta. A criatura ficou de fazer umas traduções pra mim, mas todo ano atrasa. Da última demorou seis anos, a maldita. Peguei uma raivinha, mas ainda gosto dela, no sério. Quando faz, capricha. Só que sou mais amigo do Brasileiro do que do casal, nesse caso. Solidariedade masculina, talvez).</p>
<p>Pensando melhor, foi um ano longo, de muita, muita coisa engatilhando. Eu quero ver o resultado, mais pra frente. Vamos torcer. Por enquanto, deixa eu levar RPGzito pra casa, que não teve jeito. Bebeu todas, hoje. De novo.</p>
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			<iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Frpgista.com.br%2F2010%2F12%2F31%2Fme-da-um-mercado-ic-por-favor%2F&amp;layout=button_count&amp;show_faces=false&amp;width=85&amp;action=like&amp;font=verdana&amp;colorscheme=light&amp;height=21" scrolling="no" frameborder="0" style="border:none; overflow:hidden; width=85px; height:21px;" allowTransparency="true"></iframe></div>
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		<title>As Cores do RPG</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Dec 2010 08:00:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>JJ Rangel</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tweet Olá, Joe ou Sue. Meu nome é JJ Rangel e, a convite do Marlon, entrei para essa trupe. Venho do Juca&#8217;s Blog e também faço parte da Liga Narrativa...]]></description>
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			</div>			
			</div><div style="clear:both"></div><div style="padding-bottom:4px;"></div><p>Olá, Joe ou Sue. Meu nome é <strong><a title="Twitter JJ" href="http://twitter.com/juca999" target="_blank">JJ Rangel</a></strong> e, a convite do Marlon, entrei para essa trupe. Venho do <strong><a title="Juca's Blog" href="http://jucasblog.wordpress.com" target="_blank">Juca&#8217;s Blog</a></strong> e também faço parte da Liga Narrativa com o Marlon e outras figuras. Costumo escrever sobre temas muito variados e meu foco é a inquietação. Não vim aqui falar (apenas) de mim, separei o RPG como estreia mas não vou dar dicas nem fazer propaganda do meu novo “melhor sistema de todos os tempos da última semana”. Discutirei um assunto complicado:</p>
<p>O RPG brasileiro vende menos porque é desvalorizado ou é desvalorizado porque vende menos?</p>
<p>Eu sei, forcei a barra com a pergunta “Tostines”, mas se você ficou pensativo, é um bom começo.</p>
<p>Tempos atrás li uma matéria, se não me engano escrita pelo meu xará Jaime Daniel, sobre a diferença de preço entre RPG gringo e sua versão traduzida. Claro, a versão traduzida sempre será mais cara pois tem custos que a original não tem, como contratar um tradutor, impostos diferentes, etc. Normalmente a solução para tornar o preço acessível aqui é a versão nacional ser feita em preto e branco e/ou com menos qualidade gráfica. Sou a favor disso. Nem todo mundo tem grana sobrando. Mas algo sempre me deixou encafifado: por que o RPG brasileiro (criado originalmente no Brasil) tem como praxe ser feito em preto e branco e/ou baixa qualidade gráfica? Esse é só o começo da história.</p>
<p>“Você sabe o trabalho que dá e os custos envolvidos para fazer um RPG de grande qualidade!?” &#8211; Não, quase ninguém sabe. Se alguém puder explicar, beleza, agradeço.</p>
<p>No Brasil, a meu ver, ainda sofremos da síndrome de vira-lata: “Feito no Brasil, deve ser um lixo!” &#8211; É incrível como damos tanto valor ao que vem de fora e negligenciamos talentos locais. Este não é um discurso “Brasil, ame-o ou deixe-o!”, não me entenda mal. Por exemplo, algumas pessoas reclamam que os básicos de D&amp;D custam uma fortuna, que não dá para jogar mais. Então, não jogue mais. Quer um sistema para fantasia pseudo-medieval, com magia e espécies mitológicas combatendo em jornadas? Jogue <strong><a title="Site Mighty Blade" href="http://www.mightyblade.com/home.php" target="_blank">Mighty Blade</a></strong>: brasileiro e grátis para baixar. Prefere o livro em mãos? R$ 15 + frete e ele é seu. Mighty Blade vem de uma linha de RPG tradicionalista, sim, porém muito simples e divertido. Ele é uma exceção no mercado: um cara teve uma ideia, a desenvolveu e agora vende sem precisar de uma editora. Notável.</p>
<p>Voltando à qualidade dos produtos, minha bronca é a baixa qualidade gráfica dos títulos brasucas. Mas isso nem é o pior: já tive em mãos livros sem índice, com regras contraditórias, falta de descrições e ilustrações repetitivas que mais parecem rascunhos. Às vezes tenho a impressão que alguns títulos não passam por revisão e são jogados de qualquer jeito para o público.</p>
<p>Tenho que ressaltar algo bom: com a chegada da editora Jambô e, recentemente, da Retropunk, o mercado melhorou mas o RPG genuinamente brasileiro continua de lado, “indie”, quase renegado.</p>
<p>Quero dizer com este pequeno manifesto que o mercado nacional cresceu mas a profissionalização do produto em si ficou um pouco para trás. Então, cabe a você jogador de RPG que compra, começar a ficar mais exigente, se valer de seus direitos, afinal você é consumidor e não mais aquele camarada comprando só para dar apoio ao hobby.</p>
<p>Espero ainda poder ver numa prateleira, ou loja virtual, <strong><a title="Blog Nexus (2009)" href="http://nexusbr.blogspot.com/" target="_blank">Nexus</a></strong> e <strong><a title="Site OPERA" href="http://rpgopera.agilityhoster.com/" target="_blank">OPERA</a></strong> ao lado de GURPS e D&amp;D, por exemplo, e com qualidade gráfica equiparável para servir de opção como sistemas de grande público.</p>
<p>Se eu não for morto por pensamentos vingativos da blogosfera, trarei mais exemplos de substituições de RPGs gringos por nacionais similares. Seu bolso agradecerá.</p>
<p>Até.</p>
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		<title>GURPS no Brasil: Quem Ganha?</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Jun 2010 19:14:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Armageddon</dc:creator>
				<category><![CDATA[GURPS]]></category>
		<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Chute]]></category>
		<category><![CDATA[Devir]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado]]></category>

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		<description><![CDATA[Tweet Há alguns dias, a Devir enfim anunciou qual era o lançamento que estava por trás de seu Top Secret, e para a surpresa de alguns o anúncio não foi...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="bottomcontainerBox" style="">
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			</div>			
			</div><div style="clear:both"></div><div style="padding-bottom:4px;"></div><p style="text-align: justify;">Há alguns dias, a Devir enfim anunciou qual era o lançamento que estava por trás de seu <strong>Top Secret</strong>, e para a surpresa de alguns o anúncio não foi de um cenário de jogo (muitos apostavam em <em>Call of Cthullhu</em>, eu inclusive) mas sim de um dos sistemas mais conhecidos do país, o <em>Generic Universal Role Playing System, </em>popularmente chamado de <strong>GURPS</strong>. Como o próprio nome já diz, ele é um Sistema Universal para Jogos de Interpretação.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.roleplayer.com.br/wp-content/uploads/devir1.jpg" rel="lightbox[5930]"><img class="aligncenter size-full wp-image-5570" title="devir" src="http://www.roleplayer.com.br/wp-content/uploads/devir1.jpg" alt="devir1 GURPS no Brasil: Quem Ganha?" width="576" height="225" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Aos que não conhecem, segue um breve resumo escrito por nosso amigo Alexandre <em>RPGista: </em></p>
<p style="padding-left: 30px; text-align: justify;">Ele é um sistema de RPG genérico, criado pela <strong>Steve Jackson Games</strong> em 1986, famoso pela sua flexibilidade, abrangência, versatilidade, dinamismo e detalhismo, tendo sua primeira tradução para o português em 1991, pela Devir.</p>
<p style="padding-left: 30px; text-align: justify;">A terceira edição do GURPS foi o primeiro sistema estrangeiro de RPG a ser traduzido para o português. Essa é edição mais famosa do sistema de regras, além de ser a que possui mais livros publicados, com cerca de 240 livros publicados em inglês, e que tratam dos mais variados assuntos.</p>
<p style="padding-left: 30px; text-align: justify;">Os livros do GURPS são considerados excelentes fontes de pesquisa para o RPG em geral, pois são sempre apresentam informações de forma muito completa, sendo considerado um dos RPGs mais realistas e um dos mais vendidos. No entanto, o GURPS sempre teve sua qualidade gráfica de seus produtos bem abaixo daquela dos seus concorrentes.</p>
<p style="padding-left: 30px; text-align: justify;">Em Agosto de 2004, o GURPS teve sua quarta edição lançada nos EUA, com uma revisão leve do sistema de regras, e uma alteração drástica na sua qualidade gráfica (com os livros, agora, sendo lançados com papel diferenciado, e ilustrações coloridas).</p>
<p style="padding-left: 30px; text-align: justify;">No Brasil, foi o primeiro sistema de RPG a ser traduzido, e teve diversos títulos lançados pela Devir, inclusive uma série de livretos que ambientavam jogos em tempos históricos brasileiros como Quilombo dos Palmares e nas Bandeiras. No entanto, a quantidade de lançamentos no Brasil ficou muito abaixo da quantidade de títulos lançados em inglês.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar da fama de complicado, o GURPS é até bastante simples se o mestre souber filtrar as regras que o jogo dispõe. É famosa a citação &#8220;<strong>A Vida Imita GURPS</strong>&#8221; sendo possível fazer coisas como a sua própria ficha de personagem através de suas regras, tamanha a quantidade de detalhes que são possíveis de serem utilizados em sua confecção. Além disso, ele é universal. Não importa o tema ou o tipo de maluquice que você queira narrar, GURPS tem regras para isto. Até pra cavar buraco.</p>
<p style="text-align: justify;">Bem, agora que você já conhece o jogo tanto quanto eu, vamos para a análise sobre seu alnçamento que é o tema deste post. O Brasil (ou a <em>fatiazinha</em> de brasileiros que jogam RPG) precisa de GURPS? Ou melhor, o Brasil quer GURPS de volta?</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><strong>Quando Precisávamos de GURPS</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">Em meados dos anos noventa, a situação do RPG no Brasil era mais ou menos a seguinte: ou você jogava GURPS, ou batia <em>xerox</em> de livro gringo. A <strong>Abril Jovem</strong> desitiu de publicar o <strong>Advanced Dungeons &amp; Dragons, </strong>o <em>véio</em><strong> AD&amp;D</strong>, a Devir pegou a fatia do mercado mas a impressão inicial do livro estava esgotada. Nestes tempos, GURPS era quase uma unanimidade, com a gigantesca exceção da linha da <strong>White Wolf</strong> que dominou a virada do milênio. Até por que, o manual básico de GURPS <strong>também </strong>estava esgotado. Trocando em miúdos, não havia um sistema de regras além do <strong>Storyteller</strong> disponível em língua portuguesa. Mas sem problemas, todo mundo era vampiro ou lobisomem.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesta época também surgiu o 3D&amp;T &#8220;<em>genérico dublado na Globo</em>&#8221; como encarte na Dragão Brasil, mas não vamos desviar muito do assunto. Foi então que surgiu a nova versão do D&amp;D e o sistema d20, a Devir abraçou de vez a linha da Terceira Edição e todos nós fomos felizes por alguns anos. E GURPS? Bem, GURPS ficou pra trás. Ou pelo menos &#8220;mais ou menos&#8221; para trás. Rolou toda uma boataria envolvendo a <strong>Dragão Brasil</strong>, <strong>Marcelo Cassaro</strong> e um suposto suplemento nacional, o <strong>GURPS Espada da Galáxia</strong> que acabou não rolando. Dali em diante, o GURPS acabou esquecido.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 2004, a nova versão saiu na gringa e a Devir prometeu o lançamento do livro em PT-BR para o ano de 2006 no <strong>Encontro Internacional de RPG</strong>, mas o tempo passou e o livro não vinha. A espectativa por parte dos jogadores que queriam um sistema genérico ou que ainda apostavam suas fichas nestes lançamentos foi esfriando. O D20 com a versão <strong>Modern</strong> (que nunca foi traduzida para o idioma lusitano, nem nunca será) pegou metade da turma, o <strong>True20</strong> outro terço e por fim a Jambô trouxe para o país a linha <strong>Mutantes e Malfeitores</strong>, abraçando de vez essa linha de produtos aparentemente havia fechado o ciclo de três ou quatro anos de silêncio.</p>
<p style="text-align: justify;">Até dois dias atrás.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><strong>GURPS no Brasil&#8230; só agora?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">Sim, só agora. Depois que outros sistemas mais modernos e ágeis engoliram os novos jogadores e que o país estava relativamente &#8220;bem representado&#8221; com sistemas de jogo, o GURPS gritou lá do fundo do buraco querendo sair e ver a luz. E apesar de universal, genérico e tudo o mais, é um sistema com mais de seis anos de estrada. Nos EUA, que é a casa do RPG no mundo, seis anos é quase sinal verde para uma nova versão do sistema, tamanhas as mudanças na forma de jogar das pessoas. Por mais redondo que o sistema esteja, nada como uma modernizada para que ele continue no gostoda galera. E por falar em galera&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">A turma que jogava GURPS na década de noventa já está beirando ou passando dos trinta e se encaixam na fatia do mercado formada por tiozinhos pais de família. Os que começaram a jogar um pouco depois do GURPS tem a idéia de que o sistema é tão complicado que precisa ser no mínimo um matemático pra rolar dados d6 com ele. E os iniciantes, quando você fala &#8220;GURPS&#8221; simplesmente mencionam: &#8220;Aquele com regras pra cavar buraco?&#8221; . Então, pergunto, quem é que vai comprar GURPS hoje em dia?</p>
<p style="text-align: justify;">Na minha opinião, num primeiro momento, os tiozinhos <del>como eu</del>. E o galho é que eles são poucos e em número cada vez menor. É quase certo que as pessoas que ainda joguem GURPS irão adquirir os novos livros, assim como aqueles que compram todos os lançamentos que saem em português apenas para alimentar seu lado consumista, mas estes também são raros hoje em dia. Entre uma linha de produtos que você joga e utiliza e uma outra que irá comprar apenas para ter na prateleira, qual você escolheria?</p>
<p style="text-align: justify;">E o fato de GURPS, além de sistema de jogo, ser uma verdadeira enciclopédia de idéias bacanas para se jogar RPG (inclusive, a coleção inteira fica muito legal na estante) já não serve como argumento de compra. É o equivalente acomprar uma Enciclopédia Barsa atualmente, com as suas devidas proporções.  E, da mesma forma que a Barsa, o sistema da <strong>Steven Jackson</strong> terá a mesma tendência de mofar nas prateleiras; a não ser&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: large;">Pedala, Devir!</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Se a Devir fizer sua lição de casa <strong>muito</strong> bem, o GURPS poderá ganhar uma sobrevida se cair no gosto da garotada mais jovem e que não fique intimidada com a idéia errônea de que GURPS é um sistema difícil.  O ARG já foi uma boa sacada inicial, que transformou um sentimento de revolta pelo atraso de mais de quatro anos em uma espectativa quase infantil de ter o resultado final em nossas mãos. Mas a coisa precisa continuar seguindo neste mesmo ritmo.</p>
<p style="text-align: justify;">Mesmo com algumas pessoas fazendo críticas pesadas ao sistema na internet, vale sempre lembrar que milhares de pessoas em todo o Brasil que jogam ou jogaram RPG e que não acompanham mais o mercado há alguns anos. Estas pessoas, ao depararem-se com seu sistema de jogo de outros tempos <strong>podem</strong> ser levadas a voltar para o <em>game</em>, como <strong>também podem</strong> apenas dar risada, lembrar de algumas tardes remotas e tocar sua vida.</p>
<p style="text-align: justify;">De qualquer maneira, a volta desse gigante adormecido é bacana. Ganham os fãs, ganha o mercado que recebe mais opções na hora de escolher e ganha o novo jogador que talvez nunca tenha tido a chance de pelo menos ler e descobrir qual é a desse sistema que foi o grande &#8220;inimigo jurado&#8221; de D&amp;D aqui no país.</p>
<p style="text-align: justify;">Só não sei se a Devir vai conseguir ganhar alguma coisa com isso.<br />
Espero mesmo que sim.</p>
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		<title>Mercado: O ponto de vista do jogador</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Jun 2010 03:00:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fellipe Soares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Encontro]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Cenário]]></category>
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		<category><![CDATA[Tormenta RPG]]></category>
		<category><![CDATA[Trail of Cthulhu]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<div class="bottomcontainerBox" style="">
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			</div>			
			</div><div style="clear:both"></div><div style="padding-bottom:4px;"></div><p style="text-align: justify;">Olá d20inteiros de plantão, quem vos fala é Fellipe, do blog Defensor3. Recebida indicação do Jaime para um &#8220;debate&#8221; sobre o atual mercado do RPG no Brasil, me prontifiquei a dar uma <em>palinha</em> e o Tek aceitou que postasse por aqui. Especialista em mercado ninguém é, mas temos de reconhecer que alguns de nós, RPGistas, são mais ligados que outros nesse quesito. Eu me incluo fora dessa. Logo, escrevo como fã, jogador, como mero &#8220;cliente&#8221; com todas as especulações e lançamentos para este ano de 2010.</p>
<h3>Das novidades do ano</h3>
<p><a href="http://rpgista.com.br/wp-content/uploads/2010/06/torment.jpg" rel="lightbox[4309]"></a><a href="http://rpgista.com.br/wp-content/uploads/2010/06/torment.jpg" rel="lightbox[4309]"><img class="aligncenter size-medium wp-image-4323" title="torment" src="http://rpgista.com.br/wp-content/uploads/2010/06/torment-300x117.jpg" alt="torment 300x117 Mercado: O ponto de vista do jogador" width="300" height="117" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">A começar pelo começo. No início deste ano, quando abri o site da <a href="http://jamboeditora.com.br" target="_blank">Jambô Editora</a>, vi que uma novidade estava para ser lançada ainda neste ano, e essa seria o Tormenta RPG, que inclusive está em pré-venda, e será lançado durante a RPGCon. Revoluções no cenário e novos <em>plots</em> despertaram interesse até daqueles que não se aventuram com os dados de vinte faces, mas sim por gostarem do cenário. A Retropunk anuncia Trail of Cthulhu, um RPG investigativo com toques do horror de H.P. Lovecraft, trazendo um cenário que não é tão explorado aqui no Brasil. E ontem, a novidade que ninguém esperava (com exceção de alguns), a Devir anuncia GURPS 4E.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://rpgista.com.br/wp-content/uploads/2010/06/gurps4e800.gif" rel="lightbox[4309]"><img class="aligncenter size-medium wp-image-4327" title="gurps4e800" src="http://rpgista.com.br/wp-content/uploads/2010/06/gurps4e800-300x225.gif" alt="gurps4e800 300x225 Mercado: O ponto de vista do jogador" width="300" height="225" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Claro que haverão ainda mais novidades, suplementos para D&amp;D4e ainda sendo lançados, publicações da linha Mutantes e Malfeitores à rodo, a espera dos 3D&amp;Tistas com o advento do Manual do Aventureiro, fora RPGs Indie.</p>
<h3><em>Roleplaying</em> para todos os gostos</h3>
<p style="text-align: justify;">Deu pra notar que os lançamentos deste ano, se comparados aos do ano passado, são bem, digamos, superiores. Em 2009 tivemos o lançamento do D&amp;D4e em português de ponto forte para o cenário RPGístico brasileiro. Lembre-se, brasileiro. Mouse Guard e Pathfinder fizeram muito sucesso lá fora. Felicidade de uns e tristeza para outros, o novo sistema (D&amp;D4e) não agradou à gregos e troianos como nas guerras edições passadas. Já este ano, tivemos uma variedade muito boa de sistemas lançados, arriscando aqui um palpite, agradando a todos. Eu, particularmente, fiquei empolgado com o Tormenta RPG. Há muito tempo não jogo nada do gênero d20, nem de Tormenta como cenário, e o casamento de regras mais adaptadas me despertaram a atenção, sendo este, voltado para os RPGistas mais jovens. Sem preconceito!</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://rpgista.com.br/wp-content/uploads/2010/06/TrailofCthulhu.gif" rel="lightbox[4309]"><img class="alignright size-medium wp-image-4325" title="TrailofCthulhu" src="http://rpgista.com.br/wp-content/uploads/2010/06/TrailofCthulhu-226x300.gif" alt="TrailofCthulhu 226x300 Mercado: O ponto de vista do jogador" width="226" height="300" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Sobre o Trail of Cthulhu, é uma novidade no gênero, que QUASE não é representado no Brasil. Particularmente falando, só tenho notícia do Tio Nitro e do pessoal do Mundo Tentacular dando <em>suporte</em> a esse tipo de jogo por aqui. O gênero é sensacional, mas a jogabilidade exige um caráter mais sério para os jogadores. E o pior para alguns, não tem <em>porrada</em>, é correr e correr!</p>
<p style="text-align: justify;">A Devir há um tempinho atrás anunciou então, por meio de um ARG, que uma novidade estaria por vir. Muito especulou-se, inclusive em pouquíssimo tempo, sobre o que seria o tal lançamento. Call of Cthulhu foi o mais cotado, e falando como jogador, esperava que fosse, mas não, infelizmente. Alguns chutaram Eberron, e alguns outros cenários, MAS, temos GURPS. O RPG de Steve Jackson em sua 4ª Edição trouxe um enorme <em>frisson</em> na comunidade RPGística ontem. Com intuito subliminar de trazer o velhos jogadores do sistema a se aventurar nesta nova edição, e de fazer os novos conhecerem o sistema (eu particularmente não conheço!), que utiliza o d6 como base.</p>
<h3>RPGCon, o encontro!</h3>
<p style="text-align: justify;">Talvez, mera especulação de um &#8220;sabe-nada&#8221;, parte destes lançamentos sejam mostrados na RPGCon. Tormenta RPG é presença garantida, podendo então haver novidades durante o evento. Afinal, não é somente o futebol que é uma caixinha de surpresas.</p>
<h3>C&#8217;est fini</h3>
<p style="text-align: justify;">Enfim pessoal, não foi uma análise grande, completa, com gráfico e comparagramas, mas acredito que tenha se entendido um pouco do que foi 2010, e o que será (é, ainda não acabou), um ano completo para o RPGista brasileiro. Aproveito aqui para deixar minhas salvas às editoras que vem dado show neste ano. A economia deste ano continua forte, um bom ano para o Brasil, despertando o interesse dos RPGistas em abrir a carteira e pagar um pouquinho. Não citei muito preços, e o fator economia em isso. Um pecado em falar sobre mercado e não citar os itens? Eu, IMHO, acredito que não. Preço não é assim um quesito que possa vir a tirar da mente do comprador aquilo que deseja comprar quando gosta, quando deseja. Vale muito do que é apresentado do produto. Um professor de Economia me disse que o mercado para 2011 será pesado, então, comprem enquanto não é tarde. Abraços!</p>
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		<title>A vitória do falso: a fantasia no centro do jogo</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Apr 2010 07:18:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jagunço</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diversos]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[RPG]]></category>

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		<description><![CDATA[Alguns palpites sobre porque, diabos, a fantasia nos governa...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="bottomcontainerBox" style="">
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			</div><div style="clear:both"></div><div style="padding-bottom:4px;"></div><p>Ah, os feriados! Tempo de vagabundagem permitida para uns, tempo de  trabalho sacana para outros, este é o momento para recomeçar os trabalhos blogueiros (no meu caso).</p>
<p>Se abril é o mês da mentira, é uma boa hora para pensar nas vantagens  da mesma. E se um post sobre engodos e farsas pode muito bem ser uma  ideia bacana, o assunto de hoje é outro. Quero falar um pouco sobre o  poder gigante da fantasia no RPG.</p>
<p>Muito já se falou sobre o quanto de &#8220;medieval&#8221; temos na literatura  fantástica. Acho que essa preocupação em separar a ficção da realidade  histórica &#8220;real&#8221; é uma maneira de libertar a imaginação dos ditames da  regra da verdade. Ou pode ser ainda apenas a vontade de separar as  coisas e evitar confusões e exigências bestas &#8211; o que dá no mesmo.  Ninguém gosta de gente apontando a incoerência do cenário em termos de  comparação com a Terra. Pelo menos, ninguém gosta disso o tempo todo. Se  o uso da pólvora se difundiu depois do enfraquecimento do feudalismo na  Baixa Idade Média isso não precisa ser verdade em cenários fictícios.  Além disso, até as aparentes relações de dependência que a história nos  mostra (o canhão passaria a diminuir o valor das muralhas) não são tão  convincentes em cenários com outro roteiro, outros recursos e dotados de  lógicas diferentes.</p>
<p>Olhando as opções de RPG e o comentado mundo das escolhas de produtos  do gênero, dá pra ver o quanto a fantasia (na imagem de Dungeons &amp;  Dragons e de seus imitadores) tem reinado sobre as mesas brasileiras desde o começo dos anos  2000 (com o lançamento tumultuado e aclamado da 3ª edição do jogo). E  não, não falo com base em dados tabulados, mas dane-se. A experiência  particular e o contato com outras experiências e leituras particulares  também nos dizem coisas.</p>
<p>Isso significa que esse gênero é &#8220;o melhor&#8221;? Claro que não, se  estamos falando de um rótulo vago e que aponta para o &#8220;gosto&#8221;  individual, para as inclinações pessoais da imaginação de tanta  gente.Mas, <strong>só pra jogar uma  lenha boazinha</strong> na discussão é bom  acrescentar: <strong><span style="text-decoration: underline">sim</span>, </strong>se estamos falando da facilitade com que  a fantasia se apresenta e dos caminhos que ela oferece ao rpgista novato.</p>
<h3>As vantagens do puramente fictício</h3>
<p>Uma lista limpa contaria com o seguinte: 1) A fantasia traz grande  liberdade de criação, 2) o fantástico tem poucas exigências de  &#8220;conhecimento&#8221;, 3) cenários irreais tem &#8220;climas&#8221; ou &#8220;tons&#8221; abertos e  descompromissados em primeira instância e 4) a linguagem de apresentação  da fantasia tende a ser ampla em termos de diferentes faixas de idade.</p>
<p>Antes de explicar o que quero dizer com cada ponto &#8211; assumindo que é  possível explicar mais &#8211; é bom definir, a partir de agora, a fantasia da  qual falo: A) falo de fantasia &#8220;medieval&#8221;, nos termos de D&amp;D, de  Reinos de Ferro, de Tormenta, B) falo de versões caricatas de realidades  &#8220;modernas&#8221; (como cenários de anime, mangá e super-heróis).</p>
<p>A partir daí não é complicado entender o que quero dizer com  &#8220;liberdade de criação&#8221;. Sei, por experiência própria, que cenários  modernos de ficção &#8211; como o Mundo das Trevas &#8211; permitem uma grande  liberdade criativa. Sei ainda que, isso depende de cada mestre. Mas sei  também &#8211; e portanto defendo as idéias seguintes &#8211; que não há liberdade  maior do que mundos criados além da lógica da história da Terra. A  possibilidade de criação de personagens e enredos em mundos onde magia e  super-ciência são coisas do cotidiano (em cenários high fantasy) é o  primeiro passo. Podemos juntar a isso o poder de criar plots universais  como guerras, nações ou divindades que afetam diretamente o plano do  jogo.</p>
<p>Antediluvianos e Magos Mestres da Esfera das Forças destroem esse meu  argumento fácil. Não fosse o fato de que o surgimento deles em uma  crônica parece incomodar os mais puristas ou os fãs de histórias sem  NPCs estapafúrdios e dragonballzeteiros. Se ligarmos a isso o fato de  que o mundo moderno pode abrigar grandes plots como Guerras Secretas  entre Anjos e Demônios, aceito sem titubear que a mesma liberdade é  alcançada. Mas ao mesmo tempo pergunto: um cenário ou uma história assim não se torna um  cenário de fantasia?</p>
<p>Quando penso no pouco sucesso da ficção científica no Brasil não  consigo mais me espantar. Sou fã de Asimov e das fantásticas proposições  neoplatônicas de um Matrix (o primeiro!). Mesmo assim, me sinto sempre  mais a vontade lendo as loucuras pouco explicativas de um Douglas Adams  (O Guia do Mochileiro das Galáxias e suas continuações) ou viajando no  absurdo sensacional de Guerras nas Estrelas (sendo essa última paixão  partilhada por uma massa considerável aqui nas terras tupiniquins).  Lembrar que o fantástico nos desobriga de um estudo ou de conhecimentos  detalhados de coisas obscuras é um caminho até pacífico para aceitar sua  &#8220;maligna dominação&#8221;. O lazer e a imaginação, acredito, são atividades  que nos cobram pouco tempo e que funcionam bem sem regras severas.  Alimentar com racionalidade, coerência e conhecimentos arquitetônicos  uma campanha é a mais justa adição nerd a essa coisa de imaginar. Mas  não é pré-requisito. E ainda convida a pensar: todo jogador de RPG é  mesmo um &#8220;geek&#8221; ou um &#8220;nerd&#8221; no sentido &#8220;amo-ciência-cara!&#8221;?</p>
<p>Então chegamos no espírito de uma sessão. Como você joga Vampiro: O  réquiem? Está mais para um &#8220;Entrevista com o Vampiro&#8221; ou mais para  &#8220;Blade? Um dos dois é correto? Não. Um dos dois fala do tipo de  expectativa que a leitura do livrão vermelho gera? Teimo que sim.</p>
<p>Em <a href="http://www.ofeudo.com.br/2010/03/o-horror-aberto-as-dificuldades-do-medo/" target="_blank"><strong>outro artigo</strong></a> insisti no uso mais leve do horror em  jogos de horror (jabazito). Não é novidade. A proposição é bem típica de narradores  que entenderam que crônicas de Storytelling funcionam melhor como  episódios diversos de Supernatural e de filmes como A Múmia do que como  uma tentativa teatral mais séria. É a vida. Existem os que conseguem  grandes feitos, mas é cada vez mais raro achar três ou quatro amantes da  interpretação dramática para sustentar o segundo tipo de &#8220;modus  jogandi&#8221; (latim fuleiro? Como assim?).</p>
<p>Em fantasia (medieval ou prima) os jogos são apresentados com cores.  Com exceções valiosas como Ravenloft, os mundos fantásticos que chegam  ao Brasil tem uma leveza descritiva e uma diversidade de plots prontos  que permitem histórias com trechos sérios e cômicos sem grandes  frustrações. Não está escrito &#8211; salvo em letras miúdas que me escaparam &#8211;  que alguma severidade deve ser esperada em campanhas onde criaturas de  múltiplas raças lutam com dragões para salvar reinos onde a magia pode  ressuscitar os mortos. Não estou banalizando o extraordinário com essa  fala! Estou aproveitando os exageros possíveis para pensar o quanto eles  dançam na corda bamba da coerência. E isso é ótimo!</p>
<p>Pra fechar essa linha de raciocínio metida a esperta, lembro dos  pequenos. Os marmanjos adoradores de dados como eu tem histórias sobre o  começo no RPG. E eu sei que muitos aqui, filhos da década de 1990, vão  falar do acesso via Vampiro e seus parentes. Ainda assim a facilidade  geral que cenários de fantasia trazem para a iniciação de jogadores de  13 ou 14 anos não pode ser deixada de lado. A relação entre imaginar  coisas impossíveis e aderir ao jogo onde &#8220;fazer de conta&#8221; é a pegada  também não. Descrições enxutas, imagens bacanudas, monstros e ítens  mágicos como elementos da proposta definem a fantasia como uma enorme  simplificação textual e um forte apelo visual. A primeira pode até ser  desenvolvida ou aloprada por suplementos e variações. Mas a segunda  continua firme como um tipo de abordagem que não exige grande abstração &#8211;  i.e. para ser entendida por qualquer um, jovem ou não, gênio ou não.</p>
<h3>Acertando os pontos</h3>
<p>Existem defeitos? É, eles estão lá. A fantasia pode ser sempre mal  recebida por gente mais velha, afeita a tratá-la como bobagem, coisa de  criança. Figurinhas com 15 ou 16 anos podem até ter essa aversão, só pra  garantir uma maturidade nascida na rejeição a tudo o que lembra o  infantil. Fora isso a fantasia precisa de suas amarras, naturalmente. E  aí a escolha do cenário vai diminuir o poder do ítem &#8220;liberdade&#8221;.  Halflings não existem nos Reinos de Ferro e inserir um pode ser fácil,  mas aceitar um meio-dragão não &#8211; tomando o papel dos lagartões em  Immoren. Outros pontos negativos vão ser provavelmente citados (espero).  E isso só garante que nenhuma modalidade é perfeita. Mas não garante  nenhum relativismo radical do tipo &#8211; ah, todos são igualmente bons para  todos.</p>
<p>Mas por que teimar contra todos os relativismos possíveis dessa coisa  tão democrática que é decidir o que nosso bom RPG constrói? Os motivos  tem a ver com um mania recém-adquirida de pensar esse negócio de  &#8220;mercado&#8221; e o campo paralelo que é a &#8220;comunidade&#8221;, o espaço público de  jogadores (isso existe?). Mas não é simplesmente uma tentativa de bater o  pé exigindo novas marcas de fantasia &#8211; tudo demais é Galvão Bueno.  Adoraria ver novidades surreais como <strong>Mouse Guard RPG </strong>por estas  bandas. No entando, o motivo principal ainda é começar uma boa conversa  sobre o tipo de título que faz &#8220;sucesso&#8221;, que tem boa aceitação e boa  resposta (em termos de números) por estas bandas. Não sou empresário do  ramo. E essa discussão não precisa afetar minha forma particular de jogar, muito  menos a sua. Nenhum dos meus argumentos alcança a sua mesa e a sua vida  particular se você não quiser. Mesmo assim, ainda sou um curioso sobre  aquilo que nos afeta de maneira mais coletiva e indireta (Qual linha  sobrevive? Qual ganha suporte? Qual ganha romances que não serão  descontinuados? Por quê?).  Sem falar que&#8230; não custa nadinha pensar e  perguntar sobre esses trens, <em>ça va</em>?</p>
<p>Até já.</p>
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		<title>A Minha Crise</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Apr 2009 13:30:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>CF</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eu Acho]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado]]></category>

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		<description><![CDATA[Tweet Ou: Uma visão pessoal sobre o que está acontecendo no mercado de RPG brasileiro. Falar da crise (ou não) do mercado de RPG parece ser o hype do momento....]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="bottomcontainerBox" style="">
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			</div>			
			</div><div style="clear:both"></div><div style="padding-bottom:4px;"></div><p><strong>Ou: Uma visão pessoal sobre o que está acontecendo no mercado de RPG brasileiro.</strong></p>
<p>Falar da crise (ou não) do mercado de RPG <a href="http://www.popdice.com.br/2009/03/rpg-o-mercado-esta-louco/" target="_blank">parece</a> <a href="http://www.rederpg.com.br/portal/modules/news/article.php?storyid=4367" target="_blank">ser</a> <a href="http://www.rederpg.com.br/portal/modules/news/article.php?storyid=5932" target="_blank">o</a> <a href="http://www.areacinza.org/2009/03/as-vezes-eles-voltam/" target="_blank">hype do</a> <a href="http://www.areacinza.org/2009/04/as-vezes-eles-voltam-parte-2/" target="_blank">momento</a>. Como sou um marketeiro movido por modinhas &#8211; é, um <a href="http://www.popdice.com.br/" target="_blank">Mr. Pop</a> radioativo me mordeu e agora fiquei assim &#8211; vou colocar aqui a minha opinião sobre o assunto. Se estiverem de saco cheio deste assunto, é melhor nem continuar a leitura.<br />
<span id="more-1310"></span><br />
Antes de mais nada, acho importante buscar definir o que é crise ao meu ver: Crise não é um processo demorado, nem a culminação natural de eventos a longo ou médio prazo. É uma mudança súbita, abrupta, normalmente resultado de algo pontual e fora do comum.</p>
<p>Imagine um muro que vai ruindo aos poucos. Agora imagine este mesmo muro caindo por ter sido atingido por uma bola de demolição. Pois é. Ao meu ver, o segundo é uma boa imagem mental para uma crise.</p>
<p>Vou roubar a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Crisis" target="_blank">definição da Wikipedia</a> para fazer um arremedo de pesquisa e vocês, por favor, finjam que isso foi resultado de uma pesquisa séria:</p>
<blockquote><p>&#8220;Uma crise (do Grego: ??????) pode ocorrer em nível pessoal ou societário. Ela pode ser uma mudança traumática ou estressante na vida de uma pessoa, ou uma situação instável e perigosa dentro da política, sociedade, economia, assuntos militares ou eventos ambientais de larga escala; especialmente aqueles envolvendo uma mudança abrupta e incapaz de ser parada. De forma mais aberta, pode ser um termo que signifique &#8216;tempos de provação&#8217; ou &#8216;evento de emergência&#8217;.&#8221;</p></blockquote>
<p>Como eu disse: é algo sutil e calmo como uma marretada.</p>
<p>Enfim. Há poucos dias estava trocando e-mails com alguns amigos na lista de discussão dos <a href="http://groups.google.com/group/blogsderpg?hl=pt-BR" target="_blank">Blogs de RPG</a>, quando comecei a discordar do Mr. Pop à respeito da existência de uma crise no Brasil. Ele defende que estamos passando por tempos difíceis e que isso é uma crise. Eu defendo que sempre estivemos passando por tempos difíceis, então não é uma crise.</p>
<p>Note que não há discussões sobre a dificuldade dos tempos atuais.</p>
<p>O meu ponto (e que o Pop defenda o dele) é que o mercado de RPG no Brasil sempre foi ingrato, e portanto não adianta culpar uma crise fantasma, mas sim a falta de sagacidade e capacidade de adaptação de quem faz RPG aqui no Brasil.</p>
<p>O que diferencia mais é que hoje em dia, graças ao advento da rede de computadores e todo aquele blá blá blá de inclusão digital, temos um acesso bem maior à informação. E no lugar de culparmos a falta de informação sobre o que acontece lá fora, a demora para os produtos chegarem nas lojas de RPG próximas de nossas casas e outros desses problemas de logística/comunicação, percebemos que o mercado não é tão grande quanto imaginávamos que era.</p>
<p>Os nossos horizontes estão mais amplos, mas não estamos vendo muito mais do que víamos antes. Some isso ao saudosismo e podemos entender perfeitamente esta crença de que tudo piorou nos últimos anos e que tudo era bem melhor há cinco ou dez anos.</p>
<p>E em parte era mesmo. Mas, em outras partes melhorou. É meio paradoxal, mas vou buscar explicar melhor e de quebra mostrar porque não tem crise nenhuma:</p>
<p><strong>Antes de tudo, há uma &#8220;crise&#8221; nas publicações em papel.</strong> O modelo de publicação em papel que existe há décadas está morrendo e as editoras não apenas não se prepararam para isso, como muitas sequer sabem o que fazer agora. Elas se apoiaram demais na fórmula tradicional.</p>
<p>Se o <a href="http://www.businessinsider.com/2009/1/printing-the-nyt-costs-twice-as-much-as-sending-every-subscriber-a-free-kindle" target="_blank">NY Times está sofrendo</a> <a href="http://www.haaretz.com/hasen/spages/822775.html" target="_blank">por não ter a velocidade e a praticidade da internet</a>, será que cabe dizer que as revistas vendem menos devido a uma crise no RPG ou por mera incapacidade do meio papel alcançar o meio digital nesta corrida? Isso, por exemplo, eu não vejo como crise do RPG, mas sim um revés bem maior que se refletiu no RPG como naturalmente se reflete em tudo que depende do papel.</p>
<p><strong>Sinceramente, eu não vejo a situação atual tão pior do que antes.</strong> A gente vê menos livros sendo lançados, mas também vê menos linhas sendo canceladas.</p>
<p>Só acho que estamos passando de metralhadora para fuzil de precisão. Se antes apareciam e morriam muitas linhas de produtos, agora é mais difícil surgir novidades (o que é ruim), mas uma quantidade boa delas continua viva (o que é bom). Portanto, eu não acho que a situação atual anda tão mais grave do que era antes. E por isso não acredito que haja uma crise. Porque, na minha concepção, é necessário que o revés seja bem grande para ser uma crise.</p>
<p>De fato, nem sei dizer se estamos passando por um revés de verdade. Menos quantidade para maior qualidade me parece ser uma troca muito boa.</p>
<p><strong>O mercado de RPG foi esfriando-se aos poucos.</strong> Ele não caiu, apenas desceu uma ladeira. Tanto que a gente nem sabe apontar um dedo direito ao que ocasionou isso.</p>
<p>Algumas editoras (e editores) tropeçaram em sua própria incopetência (e isso não é crise), a saída de alguns nomes mais poderosos como a Abril e a Ediouro (pelo RPG não ter dado o retorno esperado) desaqueceu a publicidade em torno do RPG, a falta de suporte aos jogadores antigos fez muitos deles migrarem para o mercado americano, e a incapacidade de oferecer uma forma de diversão competitiva com os video-games e demais passatempos atuais também dificulta a inserção de novos jogadores (que existe, só que poderia ser maior).</p>
<p>E, para piorar, não vejo essa situação mudando muito a médio ou curto prazo (heck, não vejo nem a longo). Então, para mim, isso não é um revés temporário, não é uma crise, mas sim uma trajetória que o mercado vem seguindo há muito tempo e que demorará tempo demais para ser mudada.</p>
<p>Inclusive, me atrevo a dizer que isso também não é uma crise porque acredito que poderíamos injetar o dinheiro que fosse nas editoras, e isso ainda não melhoraria muito o mercado. Não sem uma mudança de atitude por parte delas.</p>
<p>A situação atual não é algo que se abateu sobre o mercado, mas sim o resultado direto das ações das editoras nacionais ao tentarem espelharem-se demais no mercado gringo, sem saber adaptarem-se ao Brasil. É uma questão de mudar a forma de pensar e agir, mais do que mudar um elemento externo que impede o mercado de crescer.</p>
<p>É com base nessas coisas que digo que não há crise. Mas, de novo, estou julgando com parâmetros pessoais nesta história. Se você tem uma definição diferente do que é crise, pode ser que a situação que descrevi para você seja uma situação de crise.</p>
<p>Mas é só a minha opinião. Não sou especialista. E aí entra a pergunta: e para você, O RPG está em crise?</p>
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		<title>Falando de Encontros</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Mar 2009 07:32:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Lobo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Evento]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Armada Hogwarts]]></category>
		<category><![CDATA[d3System]]></category>
		<category><![CDATA[Encontro]]></category>
		<category><![CDATA[Jambô Editora]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado]]></category>
		<category><![CDATA[RPG]]></category>
		<category><![CDATA[RPG na Praça]]></category>

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		<description><![CDATA[Tweet Pois é, após falar sobre setores, eu achei que seria de bom tom entrar no mérito dos encontros. O que são encontros? Eu tenho o costume de distinguir eventos de...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="bottomcontainerBox" style="">
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			</div><div style="clear:both"></div><div style="padding-bottom:4px;"></div><p>Pois é, após falar sobre setores, eu achei que seria de bom tom entrar no mérito dos encontros.</p>
<p><strong>O que são encontros?</strong></p>
<p>Eu tenho o costume de distinguir eventos de RPG em 3 categorias: setores, encontros e eventos.</p>
<p>Encontros são pequenas reuniões de jogadores de RPG dentro de locais públicos, ou privados com autorização prévia. Geralmente acontecem com uma certa periodicidade. Aprendi, a duras penas, a encarar isso como um erro.</p>
<p><img class="alignnone" title=" Arquivo CWC - 16° RPG na Praça - Fotos: Kharen Pereira e Vicky Martini. " src="http://i334.photobucket.com/albums/m412/tiago_lobo/AprendendooqueRPG.jpg" alt="AprendendooqueRPG Falando de Encontros" width="800" height="600" /></p>
<p><span id="more-1305"></span></p>
<p>Como exemplo de encontros podemos citar o RPG no Bobs, Domingo RPG, RPG na Praça, Trampolim da Aventura, RPG Livre, Encontros de Mistério e Horror RPG, RPG no Sesc, alguns projetos da Megacorp e muitos outros que eu devo ter esquecido, mas de igual importância.</p>
<p>Explicações dadas. Então vamos ao que interessa &#8211; pelo menos se você está aqui, é o que se espera.</p>
<p><strong>O início de tudo</strong></p>
<p>A minha história começa no meio de novembro de 2007. Recebi um e-mail do Rafael Svaldi, da editora Jambô, onde ele falava da possibilidade de rolarem encontros semanais dentro da loja da editora, com apoio da Prefeitura Municipal de Porto Alegre. Gostei da idéia, eu precisava mesmo experimentar esse tipo de fardo. Maldito fardo&#8230;</p>
<p>Prontamente topei coordenar os encontros que aconteceriam todos os sábados na frente da editora. Nascia aí o <strong>RPG na Praça</strong> que teve sua inauguração no dia 15 de dezembro de 2007, com apoio do D3 System. O encontro chegou perto de 30 edições ou mais.</p>
<p>Eu preferia reviver o EPA &#8211; Encontro Porto Alegrense. Lembro que fiquei entusiasmado e bolei até um slogan divertido pro tal EPA. Acabou ficando como RPG na Praça, mesmo.</p>
<p>Eu nunca gostei desse nome. Aliás, o Rafael nunca gostou desse nome. Hey! Acho que ninguém gostou&#8230; Mas enfim.</p>
<p>A primeira edição foi um fracasso. Levamos mesas para praça que existe na frente da loja e montamos estandes simples para alguns expositores. Rolou até uma apresentação de artes marciais, videogames, e uma palestra com o Fabiano Silveira sobre RPG e Educação. Se 50 pessoas participaram eu me dou por satisfeito. Eu esperava 100, 200, ou mais!</p>
<p>Na época eu estava começando a engatinhar no mercado de eventos. Não que eu esteja longe disso, mas hoje acho que conheço melhor o mercado e as necessidades do público.</p>
<p><strong>Revendo conceitos</strong></p>
<p>Se a primeira edição foi um fracasso em termos de público, ela foi um sucesso em me alertar para o estudo de novos formatos e estratégias para atrair jogadores. No RPG na Praça, como eu já disse por aqui em um outro artigo, tivemos cobertura da Ulbra TV e isso foi um fator decisivo para a formulação das idéias que eu proponho, sobre gratuidade em eventos e sua contrapartida em apelo midiático.</p>
<p>Depois desse fracasso, que me frustrou profundamente, eu comecei a analisar o que poderia ser feito para reverter isso. Resolvemos manter o evento acontecendo somente no interior da loja. Eu devo ter faltado em 3 edições, no máximo 4. Muitas vezes não tinha nada pra fazer e organizar, mas lá estava, ia sempre no evento. Às vezes eu conversava com o pessoal que aparecia,  ouvia suas necessidades e vontades sobre eventos em geral. Isso teve enorme importância quando produzi o 4° Tchê RPG.</p>
<p><strong>César o Grande!</strong></p>
<p>Um dia conversando com o Rafael sobre a falta de público que o RPG na Praça enfrentava ele me falou: &#8221;eu acho que não devemos divulgar o RPG na Praça como <em>mais uma edição do encontro</em>, mas como <em>A edição</em>&#8220;.</p>
<p>Isso ficou matutando na minha cabeça durante dias, semanas.</p>
<p>Depois eu ouvi, em um de nossos bate-papos usuais, uma idéia oriunda daquelas máximas da publicidade que o Leonel Caldela costuma usar vez ou outra: &#8220;Não existe o César mais ou menos grande, existe César o Grande. Assim como não existe a espada mais ou menos mágica do Rei Arthur, existe a Excalibur&#8221;.</p>
<p>Juntei a frase do Rafael com a idéia do Leonel e bingo! Desisti do RPG na Praça.</p>
<p><img class="alignnone" title="Wargames no RPG na Praça." src="http://i334.photobucket.com/albums/m412/tiago_lobo/MesadeWargames.jpg" alt="MesadeWargames Falando de Encontros" width="800" height="600" /></p>
<p><strong>Estranho?</strong></p>
<p>É, parece mesmo. Mas eu acho que acertei na mosca.</p>
<p>Me explico: encontros de RPG são as coisas mais complicadas de atrair público que eu já enfrentei. E a lógica é bem simples.</p>
<p>Quando se faz um setor de RPG dentro de um evento de Anime, o público vai pro evento e pode acabar se interessando pelo setor. Se for atrativo, sedutor, bem organizado.</p>
<p>Se o jogador quer um evento de RPG ele vai procurar direto coisas grandes, que tenham autores, palestras, jogos, torneios, lançamentos e tudo o mais que se espera de um bom evento.</p>
<p>Se ele não tem o que fazer e o seu grupo não pode se reunir na casa de alguém pra jogar, no conforto de suas dungeons, ele pode pensar em comparecer em um encontro.</p>
<p><strong>A Fórmula Mágica</strong></p>
<p>Isso não existe. E se existe eu não sei, desculpe, mas se alguém souber eu agradeço! O caminho das pedras, nesse caso, é tortuoso e incerto. Vejo muita gente com dez vezes mais experiência que eu tendo problemas em atrair público para encontros de RPG.</p>
<p>O motivo me parece óbvio.</p>
<p>Quando um encontro tem periodicidade ele acaba caindo na mesmice, com o tempo. A não ser que o organizador só viva pra isso, ou consiga realizar todos os 12 trabalhos de Hércules. Ele perde o brilho, entendem? Se apaga.</p>
<p>A coisa mais inteligente que eu acho que já foi feita nesse segmento de encontros foi a proposta de um gerente da rede de lanchonetes Bobs, para a RedeRPG, em criar um dia para jogos dentro das lojas. Surgia então o RPG no Bobs. Não pensem que isso partiu da Rede, mas entendam que só vingou por esforços dessa equipe.</p>
<p>A verdade é que o RPG no Bob&#8217;s é uma estratégia comercial da rede nacional de lanchonetes que acaba por beneficiar os jogadores de RPG. Uma vez com poucos locais públicos para jogos a lanchonete cede espaço e, em troca, lucra com o provável consumo dos jogadores.</p>
<p><strong>Como resolver?</strong></p>
<p>Sinceramente eu não sei, pois se soubesse já teria posto em prática e resolvido o antigo problema do RPG na Praça. Eu acho que o que pode ser feito para atrair mais jogadores é existirem menos encontros, ou o mesmo número com um espaço maior de tempo entre uma edição e outra.</p>
<p>Acho que os encontros devem criar espectativa no público. Quando a periodicidade é muito próxima, o público pode pensar: &#8211; Ah, dia tal tem outro desses. Vou no próximo.</p>
<p><strong>No fim das contas&#8230;</strong></p>
<p>O que vale é a experiência. Pelo menos pra mim valeu bastante. Eu acho que aproveitei bem aquela época. Aprendi muito.</p>
<p>Se você sente necessidade de um encontro de RPG na sua cidade e precisa de algo prático e sem custo algum, crie o RPG no Habbibs, no McDonalds ou na lanchonete que se interessar da sua cidade.</p>
<p><img class="alignnone" title="16° RPG na Praça com muito 3D&amp;T" src="http://i334.photobucket.com/albums/m412/tiago_lobo/Opessoalfazendoposeprasfotos.jpg" alt="Opessoalfazendoposeprasfotos Falando de Encontros" width="800" height="600" /></p>
<p>Inclusive vou contar uma curiosidade: talvez eu tenha certa parcela de &#8220;culpa&#8221; pelo retorno do 3D&amp;T. Acontece que na 16° edição do RPG na Praça, exatamente no dia 17 de maio de 2008, eu convidei a Armada Hogwarts para jogarem RPG na loja, como vocês podem conferir nesta <a href="http://d3system.com.br/16rpgnapraca/" target="_blank"><strong>cobertura exclusiva para o D3 System</strong></a>.</p>
<p>Esse dia levamos o pessoal para o pátio dos fundos da editora. Eu trabalhava na época com venda de poliedros de RPG e dei um kit de D6 para a Armada, junto com um 3D&amp;T Fastplay e uma Dragão Brasil com uma matéria de capa sobre Harry Potter, assinada pelo gaúcho Fernando Lalo da exinta editora Mepaba, que publicou o sistema ESC.</p>
<p>Eu procurava atrair mais público pro encontro. Mas era difícil. Então, como sempre gostei do trabalho da Armada, mesmo não conhecendo o universo de Harry Potter, resolvi chamá-los. Atualmente eles alçaram vôo e produzem seus próprios encontros na Jambô, fico feliz por isso.</p>
<p>O Guilherme, naquele dia, estava no msn com o Cassaro e comentou da galera jogando 3D&amp;T no pátio da editora. O Cassaro, em um lampejo, lançou a idéia de voltar com a linha. O resto da história vocês já sabem.</p>
<p>Obs: a Armada Hogwarts é um fã-clube de Harry Potter, que, inclusive, foi alvo de uma <a href="http://www.jornalja.com.br/2009/02/16/bruxos-a-solta-na-redencao/" target="_blank"><strong>reportagem que eu fiz recentemente para o Jornal Já</strong></a>, de Porto Alegre.</p>
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		<title>Os RPGistas querem acabar com o RPG</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Mar 2009 08:22:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Lobo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado]]></category>

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		<description><![CDATA[Para mim isso é um fato. Polêmico, mas ainda assim um fato. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="bottomcontainerBox" style="">
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			</div><div style="clear:both"></div><div style="padding-bottom:4px;"></div><p><strong>Definindo</strong></p>
<p>Talvez a melhor coisa que eu já li sobre os RPGistas, em geral, seja esse trecho escrito pelo Jaime Daniel Cancela, na época, presidente da Ludus Culturalis, para a Nível Épico. Ele conseguiu, em um parágrafo, definir o que eu entendo pelo atual público consumidor de RPG no país:</p>
<p>“O jogador de RPG exige respeito da imprensa, da igreja, do professor, dos pais, dos amigos, de Deus e do Chuck Norris! Mas esquece uma coisinha. Respeito deve ser conquistado também! Claro que se presume que todos merecem ser tratados igualmente perante a lei, mas espera-se que todos tenham igual comportamento também. E a verdade é que o mundo do RPG no Brasil é extremamente imatu­ro. E isso não é exclusividade dos jogadores! Mesmo entre quem faz o RPG no Brasil vê-se muitas atitudes imaturas ou amadoras. E isso não ajuda nada a questão.”</p>
<p>Pois é por aí mesmo, visão muito atual. O destaque vai para: “E a verdade é que o mundo do RPG no Brasil é extremamente imaturo”.<span id="more-1245"></span></p>
<p>Obs: Na época, o Jaime se referia ao respeito exigido pelos jogadores de RPG devido aos supostos crimes que ocorreram relacionados ao jogo – ainda farei uma matéria completa sobre isso. Eu estou, aqui, usando esse trecho para me referir aos RPGistas como um todo.</p>
<p><strong>Escondendo o Jogo</strong></p>
<p>É isso que as empresas, os narradores e jogadores vêm fazendo. Um colocando a culpa no outro.</p>
<p>Por um lado empresas não divulgam seus produtos, mas não o fazem, pois, segundo elas, o consumidor não compra seus produtos para justificar investimentos arriscados. Tudo acaba entrando no mérito do marinheiro e sua Jolly Roger.</p>
<p>Para contrabalançar vem o consumidor que, ora bolas, só consome na medida que é estimulado para tanto. Papel das empresas. Mas, como não existe estímulo, e aí entramos no preço dos produtos ofertados e sua qualidade, o jogador se sente desmotivado. Resultado: um jogador desmotivado pode ser igual a 6 ou mais jogadores desmotivados. E assim por diante, principalmente se o tal jogador for o Mestre do jogo. E como o cliente sempre tem razão&#8230;</p>
<p>Isso pode ajudar a esboçar alguns dos diversos motivos que cada vez menos encontramos novos jogadores. Lembram daquela molecada que lotava os eventos, deslumbrada com seu primeiro combate contra um dragão? Pois é, alguém viu?</p>
<p><strong>Desserviço</strong></p>
<p>É isso que, se pararmos para pensar, estamos fazendo. Claro, antes que me mandem e-mails explosivos: existem exceções e aqui eu quero ser o mais objetivo e simplista possível. Falo de regras não de exceções. Mas admito: elas são uma ótima pauta para um futuro post!</p>
<p>Voltando&#8230;</p>
<p>Quando deixamos de ter motivação para jogar, por falha das empresas do ramo, deixamos de acompanhar os lançamentos de longe, que seja. Assim prestamos um desserviço ao hobby, como identificou um publicitário amigo meu. É isso que está acontecendo, o consumidor de jogos de RPG anda cada vez mais triste e desmotivado com o cenário que ele se vê obrigado a engolir. Aí quando acontece um evento, por exemplo, ele não tem ânimo para comparecer e o evento fracassa. Importante: não quero dizer que o RPGista tenha que sair comprando tudo o que não for usar e o que não gostar. Mas, se você não joga mais, e não for desapegado dos seus livros a ponto de doá-lo, provavelmente, não “criará” novos jogadores. Uma pena.</p>
<p><strong>O Drama</strong></p>
<p>O drama é o seguinte, pensem nessa situação: João, 14 anos, comprou seu primeiro livro de RPG, um módulo básico de GURPS – adoro GURPS. Juntou 5 amigos e começou a jogar, e jogar e jogar. Acompanhava revistas, comprava livros, ficava atento aos eventos e, de repente, cresceu. A história do menino maluquinho não acaba aí, mas, fica mais incerta, complicada. Com uma periodicidade indefinida.</p>
<p>Agora ele tem 21 anos, está quase se formando em Física e tem uma namorada, do mesmo curso. Sua namorada não joga, não gosta. “Coisa de garotos”. Diz ela.</p>
<p>Ele trabalha para pagar a faculdade, e todos os seus amigos que começaram jogando em seu grupo, estão se formando, TCC e coisa e tal. Nada de RPG. Pra piorar nada de eventos, lançamentos e revistas como antes. Tudo demora mais pra ser lançado e está mais caro.</p>
<p>Seus amigos fundaram seus próprios grupos, hoje extintos. Eram, geralmente narradores.</p>
<p>O que João poderia fazer? Narrar para iniciantes. Mas isso é cada vez mais raro!</p>
<p>Desse exemplo pode-se extrair, por médias, os seguintes números: João e 5 amigos. 6 pessoas. Multiplicamos 5 por 4 – uma média de cada grupo dos amigos.</p>
<p>Mais ou menos 25 pessoas que conheceram o RPG por causa daquele um, chamado João. Que comprou um livro preto, esquisito, que tinha a sigla “RPG” na capa.</p>
<p><strong>Moral da História</strong></p>
<p>Não posso dizer que as vendas de livros de RPG estão em queda. Isso seria mera especulação da minha parte, mas posso dizer pelo que tenho visto nesses diversos eventos que eu produzi, e nos diversos relatos que eu sempre procuro “extrair” de todo mundo que participa ativamente do mercado, que os jogadores não estão se renovando. Não me venham com essa de crise, não estou analisando a oferta, mas sim a procura. O que é muito, mas muito, pior!</p>
<p>Claro que ninguém que gosta de uma coisa quer acabar com ela, as empresas mesmo não querem acabar com seus negócios, mas conforme o andar da carruagem é o que tende a acontecer. O RPG não vai acabar, isso seria até engraçado de ser dito. Já o mercado, ah, esse sim, que quase inexiste, pode ter seus dias contados.</p>
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		<title>Eventos de RPG e sua importância na estruturação e sustentabilidade do mercado.</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Mar 2009 21:40:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Lobo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Evento]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Encontro]]></category>
		<category><![CDATA[Marketing]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado]]></category>
		<category><![CDATA[Tchê RPG]]></category>

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		<description><![CDATA[O principal em um evento é promover um produto ou uma ação de alguma empresa, chamando, assim, a atenção da sociedade para essa ação. Se esta empresa não investir em um, ou mais, eventos que a promovam, ela não poderá exigir um mercado consolidado, pois não participou, ativamente, do seu processo de estruturação. 

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			</div><div style="clear:both"></div><div style="padding-bottom:4px;"></div><p style="text-align: justify;"><strong>Quando o Lobo sai da Toca&#8230;</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Meu nome é Tiago Lobo, trabalho desde 2007 com produção executiva e assessoria de imprensa para eventos culturais diversos, entre eles, posso citar aproximadamente 30 edições do encontro semanal <strong>RPG na Praça</strong>, <strong>4° Tchê RPG</strong>, shows da banda gaúcha <strong>Fruet e os Cozinheiros</strong> e <strong>palestras sobre RPG e Educação</strong>. Pretendo compartilhar, aqui, um pouco das idéias que eu acabei desenvolvendo durante esses 2 anos de curtas e intensas atividades na área.<span id="more-1193"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Diretrizes</strong>:<br />
“<em>Alea Jact Est</em>”</p>
<p style="text-align: justify;">Acredito que um evento de RPG precisa ser feito com ingresso gratuito e com base nos seguintes critérios:</p>
<ol style="text-align: justify;">
<li>Promoção de um produto – jogos de RPG.</li>
<li>Estruturação e ampliação de público – Interação entre jogadores novos e veteranos.</li>
<li>Apelo midiático – Chamando a atenção da imprensa!</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><strong>Promoção</strong>:<br />
“<em>Sem investimento não há lucro</em>”</p>
<p style="text-align: justify;">O principal em um evento é promover um produto ou uma ação de alguma empresa, chamando, assim, a atenção da sociedade para essa ação. Se esta empresa não investir em um, ou mais, eventos que a promovam, ela não poderá exigir um mercado consolidado, pois não participou, ativamente, do seu processo de estruturação.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesta situação a promoção dos jogos de RPG enquanto produto fica defasado perante a sociedade, que continua portadora do direito irrefutável de formação de opinião contrária ao produto em questão – jogos de RPG – pois as empresas do segmento, neste caso, não vem provindo à massa com informações que visem o esclarecimento ágil sobre o que estão vendendo e oferecendo como serviço.</p>
<p style="text-align: justify;">Depois disso eu pergunto: como é possível traçarmos um panorama que indique preconceito contra um serviço que não é divulgado, tampouco difundido, sendo uma atividade de nicho que requer um poder aquisitivo considerável, em uma sociedade com má distribuição de renda e com 37 mil habitantes beirando o analfabetismo funcional?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Estruturação</strong>:<br />
“<em>Quem não é visto não é lembrado</em>”</p>
<p style="text-align: justify;">Quanto mais ações as empresas do segmento desempenharem, mais mobilidade, credibilidade e visibilidade elas terão perante seu público-alvo, e não falo aqui somente de lançamentos, mas de produção executiva de eventos e ações culturais, patrocínios, apoios, promoções e etc.</p>
<p style="text-align: justify;">Para existir um mercado é necessário que exista toda uma máquina econômica trabalhando a todo o vapor, com profissionais capacitados, e demanda maior que a procura – você já vai entender onde quero chegar&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">A procura do consumidor deve ser sempre suprida, em tese, pois existem “n” variantes como a pirataria e aumento no preço da matéria prima, só para citar dois. Mas não é o que vem acontecendo com a demanda do mercado interno, com lançamentos de livros cada vez mais raros. Isso abala todos os alicerces da fatia da pizza que convencionamos chamar de Mercado de RPG.</p>
<p style="text-align: justify;">Se não existe procura, existe falha na qualidade ou promoção de um produto. Por conseguinte a máquina do mercado se encontra com uma barra de ferro entre suas engrenagens, impossibilitando o crescimento de sua produção. Já deu pra entender, e talvez até aceitar, onde eu quero chegar com toda essa analogia?</p>
<p style="text-align: justify;">A máquina se move na medida que existe investimento por parte das empresas e potencial de ampliação do quadro produtivo. Mas isso é impossível de acontecer se deixarmos aquela maldita barra de ferro atravessada entre os dentes da engrenagem principal&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Com uma máquina funcionando em perfeito estado, o quadro consumidor tende a se ampliar, pois aí existem ações que angariam público para o produto – RPG.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Apelo</strong>:<br />
“<em>Dê a César o que é de César</em>”</p>
<p style="text-align: justify;">Chegamos na minha questão predileta, vendo a concepção geral dos devaneios que eu expus por aqui: provavelmente só agora vocês vão entender que a minha auto-sugestão de “façamos eventos de RPG com entrada franca” é baseada em fatos e argumentos.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando se produz um evento cultural – de qualquer tipo – beneficente, com entrada franca e com alguma ação social atrelada, o responsável pela produção executiva, ou assessor de imprensa, possui uma carta na manga para chegar na imprensa: o papel social do jornalista.</p>
<p style="text-align: justify;">É papel social dos veículos de comunicação – imprensa como um todo &#8211; divulgar ações abertas à comunidade local. Isso possibilita um retorno de marketing gratuito muito mais rentável para uma empresa e mesmo para a máquina do mercado.</p>
<p style="text-align: justify;">Claro, não pensem que qualquer um pode entrar na Rede Globo com um livro de RPG e exigir que o Jornal Nacional conceda apoio editorial para o seu projeto de RPG dentro de lanchonetes. Sem desmerecer, aqui, o RPG no Bob&#8217;s.</p>
<p style="text-align: justify;">A imprensa é uma “entidade” interessante, por isso é preciso saber quando e como usá-la. Falarei disso no futuro.</p>
<p style="text-align: justify;">Vamos, conforme o prometido, aos fatos: depois de várias edições do RPG na Praça, que contou com uma matéria em sua primeira edição para a Ulbra TV, e uma entrevista com o Rafael Svaldi para um programa da emissora TVE, eu comecei a trabalhar de uma outra forma&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Eventos de RPG precisam ser gratuitos.</p>
<p style="text-align: justify;">O 4° Tchê RPG, por exemplo, contou com um VT 30&#8242; sendo exibido em duas emissoras de televisão, 3 entrevistas ao vivo, falando sobre os jogos de RPG e sobre o evento, uma entrevista para uma rádio e uma matéria na capa do Jornal Agora do município de Rio Grande. Isso sem contar as notas em agendas culturais.</p>
<p style="text-align: justify;">Como se consegue tudo isso? Leia o artigo novamente, com calma, e depois se achar complicado contrate um assessor de imprensa.</p>
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		<title>Crise (de verdade) e como ela vai afetar o RPG</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Oct 2008 07:49:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nume Finório</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Crise Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[Jambô Editora]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado]]></category>
		<category><![CDATA[PDF]]></category>
		<category><![CDATA[RPG]]></category>
		<category><![CDATA[Secular Games]]></category>

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		<description><![CDATA[Tweet A crise financeira mundial é a pior desde 1929. Ok, você já está careca de ouvir isso. Mas como a crise de crédito vai afetar o mercado de RPG?...]]></description>
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			</div>			
			</div><div style="clear:both"></div><div style="padding-bottom:4px;"></div><p>A crise financeira mundial é a pior desde 1929. Ok, você já está careca de ouvir isso. Mas como a crise de crédito vai afetar o mercado de RPG? A princípio, em nada. Por que praticamente nenhuma editora em sã consciência trabalha com financiamentos. Acontece que o fluxo de caixa na indústria de livros em geral (e não só de RPG) é muito lento, e as taxas dos financiamentos, por menor que fossem, acabariam por destruir as margens de lucro antes mesmo que elas se formassem. Mas a crise de crédito ainda vai ter efeitos sobre o nosso mercado, por vários motivos. O <strong>Guilherme Dei Svaldi</strong>, editor-chefe da <strong><a href="http://www.jamboeditora.com.br/">Jambô Editora</a></strong>, comentou sobre o assunto no fórum da editora.
</p>
<blockquote><p>Agora, dizer que a crise de crédito não irá afetar de nenhuma maneira seria prepotência. Como qualquer outra empresa, a Jambô está inserida num contexto macroeconômico que é influenciado por inúmeras variáveis. Por exemplo, a disparada do dólar vai tornar mais caro comprar licenças estrangeiras, alem de aumentar o custo de gráfica.
</p>
</blockquote>
<p>Ou seja, vai ficar mais caro produzir livros de RPG no Brasil. Conseqüentemente, os preços dos livros devem aumentar daqui pra frente, dependendo da variação da taxa de câmbio. Se ele estacionar na atual margem de R$ 2,20, provavelmente não veremos diferenças grandes, mas se ficar perto dos R$ 3,00, prepare seus bolsos.
</p>
<p>Calma, isso não é uma crise, você não precisa se descabelar imaginando se as editoras vão atrasar ou cancelar seus lançamentos. O que acontece é que, a partir de agora e enquanto perdurar essa crise, vai ficar mais difícil para uma nova editora se estabelecer no mercado, e as editoras já estabelecidas devem agir com mais cautela. O que por um lado é bom, evita diar<strong>réia</strong>s de títulos ruins, coisa típica de um mercado em boa saúde, como aquele que vínhamos tendo nos últimos anos.
</p>
<p>Outro lado bom é que a desvalorização da nossa moeda deve beneficiar bastante os autores, ilustradores e outros profissionais que atuam no mercado internacional, como a <strong><a href="http://seculargames.com/">Secular Games</a></strong>, o <strong>Leonel Domingos</strong> e o <strong>Ig Guará</strong>, entre outros. O que nos leva a próxima questão, não seria uma boa hora das empresas Brasileiras seguirem o exemplo da Secular e investirem no mercado de PDF gringo? É um mercado consolidado, onde os custos de produção são pequenos, assim como o risco, e onde você tem um retorno em <strong>dólares</strong>.
</p>
<p>Ainda é cedo para determinar todos os efeitos que a crise financeira pode ter sobre a economia do livro. Por exemplo, a crise ainda não está afetando a economia real, quando isso acontecer, você pode começar a ficar preocupado com uma refreada na avalanche de títulos que estamos tendo.</p>
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