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	<title>RPGista &#187; Império de Tauron</title>
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		<title>Spin-off: minotauro artoniano (parte 1)</title>
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		<pubDate>Sun, 17 Apr 2011 16:33:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Shido Vicious</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tormenta]]></category>
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		<description><![CDATA[Tweet Spin significa torcer; spin-off é uma torção, ênfase ou interpretação que se desvia do cânone. Variante paralela, não-oficial. O Manual 3D&#38;T Alpha sintetiza o minotauro artoniano (pág. 53): A...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="bottomcontainerBox" style="">
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			<a href="http://twitter.com/share" class="twitter-share-button" data-url="http://rpgista.com.br/2011/04/17/minotauro-variante1/"  data-text="Spin-off: minotauro artoniano (parte 1)" data-count="horizontal" data-via="blogrpgista">Tweet</a>
			</div>			
			</div><div style="clear:both"></div><div style="padding-bottom:4px;"></div><p><em>Spin</em> significa torcer; <em>spin-off</em> é uma torção, ênfase ou interpretação que se desvia do cânone. Variante paralela, não-oficial.</p>
<p>O <em>Manual 3D&amp;T Alpha</em> sintetiza o <strong>minotauro artoniano</strong> (pág. 53):</p>
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<div id="attachment_6735" class="wp-caption alignright" style="width: 174px"><a href="http://rpgista.com.br/wp-content/uploads/2011/04/40305479.jpg" rel="lightbox[6723]"><img class="size-medium wp-image-6735" src="http://rpgista.com.br/wp-content/uploads/2011/04/40305479-164x300.jpg" alt="40305479 164x300 Spin off: minotauro artoniano (parte 1)" width="164" height="300" title="Spin off: minotauro artoniano (parte 1)" /></a><p class="wp-caption-text">Minotauro, conforme Tormenta RPG (ilustração de Érica Awano)</p></div>
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<p><em>A raça guerreira dos minotauros é composta por humanóides de grande estatura (em média 1,90m de altura) com corpos humanos musculosos e cabeças bovinas. Embora a cabeça de touro seja mais comum, existem numerosas sub-raças com cabeças de búfalo, gnu, bisão,boi-almiscarado, antílope, alce e outros animais aparentados. Alguns têm cascos bipartidos em vez de pés, mas essa não é a regra geral.</em></p>
<p><em>Não existem minotauros fêmeas. Eles se reproduzem com fêmeas humanas e élficas. Por esse motivo, minotauros ricos e poderosos mantêm grandes haréns de escravas — fazendo com que sejam odiados por outras raças.</em></p>
<p>Conforme a <em>Revista Tormenta</em>, número 2:</p>
<p><em>Embora os minotauros se assemelhem fisicamente a bovinos (&#8230;), o animal a quem eles mais se assemelham mentalmente seria  lobo. Eles o vêem como uma criatura honrada, social e devotada à sua espécie &#8212; embora pague pelos favores que fazem a ele (&#8230;) Além de seu poder, ele sabe ser esperto e traiçoeiro. E os lobos também devoram os mais fracos.</em></p>
<p>Marcadores: estética greco-romana; raça guerreira; cultura escravista; grande senso de honra; cultuam a força física; invasores militares.</p>
<h3>Spin-off: &#8220;<em>Taurus primigenius</em>&#8220;</h3>
<p>De <em>Bos taurus</em> &#8212; o gado doméstico que conhecemos &#8212; e <em>Bos primigenius</em> &#8212; o <strong><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Aurochs">auroque</a><em>, </em></strong>ancestral do gado doméstico, extinto no século XVII. Os auroques (cujo nome taxonômico pode ser traduzido como &#8220;boi primordial&#8221;) eram animais impressionantes &#8212; mediam por volta de dois metros de altura (do casco ao topo do ombro) e pesavam em torno de uma tonelada.</p>
<div id="attachment_6742" class="wp-caption alignleft" style="width: 486px"><a href="http://rpgista.com.br/wp-content/uploads/2011/04/mino-modulor.jpg" rel="lightbox[6723]"><img class="size-full wp-image-6742 " src="http://rpgista.com.br/wp-content/uploads/2011/04/mino-modulor.jpg" alt="mino modulor Spin off: minotauro artoniano (parte 1)" width="476" height="386" title="Spin off: minotauro artoniano (parte 1)" /></a><p class="wp-caption-text">Comparação de tamanho entre macho, fêmea e um humano de 1,80m (representado pelo Modulor de Le Corbusier)</p></div>
<p>Esta releitura é naturalista, e se baseia na seguinte premissa: e se os minotauros forem uma linhagem de <strong><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Even-toed_ungulate">artiodáctilos</a> </strong>(ungulados de cascos fendidos) que evoluiu de maneira a possuir cérebro grande e postura ereta?</p>
<p>Por se tratar de uma linhagem naturalista, a raça possui fêmeas. Assim, o nome &#8220;minotauro&#8221; não serve; &#8220;minovaca&#8221; está fora de questão. Então tomaremos de empréstimo o &#8220;gado primordial&#8221; e os chamaremos de <strong>aurok</strong> (singular ou plural). Aurok podem ser macho ou fêmea, sem a conotação exclusivamente masculina de &#8220;minotauro&#8221;.</p>
<p>Outro ponto de destaque: por ser uma raça não-humana, parece interessante ressaltar estes aspectos. Aqui tomamos tanto o <strong><a href="http://www.merckvetmanual.com/mvm/index.jsp?cfile=htm/bc/140203.htm">comportamento social</a> </strong>e os <strong><a href="http://www.lifestyleblock.co.nz/cattle/cattle-behaviour/article/55.html">sentidos</a> </strong>dos bovinos. Os sentidos moldam a maneira como o ser vivo compreende e se relaciona com seu meio; o comportamento social em uma espécie aparentada &#8220;selvagem&#8221; tem muito a nos informar sobre os costumes dos primos &#8220;civilizados&#8221;. (<strong><a href="http://compare.buscape.com.br/eu-primata-por-que-somos-como-somos-frans-de-waal-853591062x.html">Eu, primata</a>, </strong>de Frans De Waal , relata as características comuns a humanos e chimpanzés e bonobos.)</p>
<p>Elementos icônicos dos minotauros artonianos (os marcadores) se mantém inalterados (e, conseqüentemente, seu espaço no cenário e conexão com demais elementos). O que se modifica é a forma que tomam.</p>
<h3>Aurok</h3>
<p><strong>Fisionomia</strong></p>
<p>Aurok são ungulados bípedes de cascos fendidos. Têm corpo musculoso e cabeça bovina, sustentada por um pescoço massivo e trapézio hipertrofiado. Seu faro e audição são bem desenvolvidos, e a maneira como seus olhos estão arranjados permite um campo de visão próximo de 360 graus. Aurok não distinguem a cor vermelha. Seus músculos faciais não permitem expressão. Possuem chifres tanto as fêmeas quanto os machos, sendo maiores nestes.</p>
<p>Exibem um aspecto neotênico. Exceto por uma fina penugem, não há pêlos cobrindo seu corpo. O focinho é curto. Machos têm orelhas e rosto cobertos por uma pelagem curta, que se torna mais comprida e espessa na testa, topo da cabeça e porção dorsal do pescoço; se estende por uma faixa ao longo do centro das costas, perdendo gradativamente a intensidade até alcançar o cóccix. Esta pelagem mais espessa requer cortes regulares de modo a ser mantida em um comprimento prático. As fêmeas são ainda mais neotênicas: rosto e orelhas são desprovidos de pêlos como o corpo, pelagem curta cobre parte da testa e a base dos chifres, e se torna mais comprida e espessa no topo da cabeça e dorso do pescoço.</p>
<div id="attachment_6749" class="wp-caption alignright" style="width: 338px"><a href="http://rpgista.com.br/wp-content/uploads/2011/04/minodot20hands.jpg" rel="lightbox[6723]"><img class="size-full wp-image-6749" src="http://rpgista.com.br/wp-content/uploads/2011/04/minodot20hands.jpg" alt="minodot20hands Spin off: minotauro artoniano (parte 1)" width="328" height="218" title="Spin off: minotauro artoniano (parte 1)" /></a><p class="wp-caption-text">Mão aurok</p></div>
<p>Possuem quatro dedos &#8212; ungulados de casco fendido, aurok não têm o primeiro dedo (polegar e hálux nos humanos). Nos pés, o terceiro e quarto dedos são bem desenvolvidos, ao passo que o segundo e o quinto são vestigiais. Aurok são digitígrados &#8212; se apóiam sobre extremidades dos dedos (em contraste com os humanos que o fazem sobre a planta do pé). Tal adaptação auxilia na velocidade de corrida e é responsável pelo formato característico das pernas.</p>
<p>Nas mãos, o terceiro e quarto dedo são bem desenvolvidos; os demais são menores, mas funcionais. O segundo dedo é adaptado para maior mobilidade, atuando de maneira análoga ao polegar humano. Todos os dedos, das mãos e dos pés, possuem a extremidade revestida por um casco.</p>
<p>As fêmeas possuem um ubre com quatro mamilos no tórax &#8212; no macho, não há ubre e os mamilos são atrofiados. São onívoros e, embora tenham o estômago dividido em seções, não são ruminantes.</p>
<p><strong>Psicologia</strong></p>
<div id="attachment_6737" class="wp-caption alignleft" style="width: 255px"><a href="http://rpgista.com.br/wp-content/uploads/2011/04/minodot20m.jpg" rel="lightbox[6723]"><img class="size-full wp-image-6737" src="http://rpgista.com.br/wp-content/uploads/2011/04/minodot20m.jpg" alt="minodot20m Spin off: minotauro artoniano (parte 1)" width="245" height="600" title="Spin off: minotauro artoniano (parte 1)" /></a><p class="wp-caption-text">Aurok macho</p></div>
<p>O conceito de rebanho é central &#8212; para os aurok, o indivíduo só faz sentido enquanto parte integrante do grupo. A mentalidade gregária permitiu que os aurok prosperassem pela força dos números, mas também produziu uma espécie de indivíduos deficientes em autonomia. Um aurok isolado sente desconforto e não age com clareza; pode enlouquecer se o isolamento persistir. No rebanho, o aurok só toma iniciativa se for hierarquicamente dominante &#8212; indivíduos de status inferior se limitam a seguir.</p>
<p>A dominância no grupo se dá com base na idade (mais velhos são dominantes sobre mais novos), tamanho (maiores sobre menores), presença e tamanho dos chifres (maiores são melhores) e sexo (masculino sobre feminino). Indivíduos hierarquicamente dominantes lideram o rebanho, e têm preferência na partilha de espaço e recursos (entre os machos, inclui acesso às fêmeas).</p>
<p>Os aurok reconhecem sua posição e nunca desafiam aqueles cuja superioridade hierárquica é clara. Mas nem sempre é o caso. As fêmeas sempre reconhecem as de maior idade, o que não ocorre entre os machos. Não é incomum que jovens fortes de chifres vistosos se sintam no direito de desafiar adultos dominantes. (Isto limitava a cooperação entre os machos e só foi contornado via ferramentas sociais.)</p>
<p>Sendo incapazes de expressões faciais, os aurok não as compreendem intuitivamente. Em contrapartida, são mais atentos à linguagem corporal, especialmente a postura e o andar.</p>
<p><span style="font-size: 15px"><strong>Civilização</strong></span></p>
<p>No estado selvagem, rebanhos de aurok consistiam de haréns de fêmeas, seus filhos e um macho adulto dominante. Estes grupos mantinham distância de modo a evitar a concorrência de machos rivais, e machos jovens eram expulsos do grupo antes de se tornarem desafiantes pela dominância. Vagavam em grupos de adolescentes problemáticos, lutando entre si e contra líderes de rebanhos que encontrassem.</p>
<p>Por sua capacidade limitada de se defender, estes rebanhos foram presa fácil para escravistas goblinóides, capazes de sobrepujar os rebanhos em número durante ações coordenadas. Esta situação se prolongou até Goratikis unificar os rebanhos aurok.</p>
<div id="attachment_6780" class="wp-caption alignright" style="width: 251px"><a href="http://rpgista.com.br/wp-content/uploads/2011/04/minodot20f.jpg" rel="lightbox[6723]"><img class="size-full wp-image-6780" src="http://rpgista.com.br/wp-content/uploads/2011/04/minodot20f.jpg" alt="minodot20f Spin off: minotauro artoniano (parte 1)" width="241" height="600" title="Spin off: minotauro artoniano (parte 1)" /></a><p class="wp-caption-text">Aurok fêmea</p></div>
<p>Goratikis nasceu com uma bênção. Era naturalmente mais robusto que qualquer aurok, como se uma divindade da força lhe houvesse insuflado com um sopro. Acadêmicos de Sallistick oferecem uma teoria alternativa. Afirmam que os aurok possuem um desequilíbrio do humor alquímico que rege o crescimento de músculos &#8212; Goratikis, se realmente existiu, teria sido o sangue em que esse desequilíbrio se originou. Seja como for, com facilidade tomou a posição de dominância em seu rebanho. E nada mais de típico aconteceu dali em diante.</p>
<p>A prole de Goratikis, em sua maioria, herdou a mesma constituição assombrosa do pai. Para estes filhos, o costume se inverteu:  mantinha os machos no rebanho e fazia as fêmeas emigrarem. Doutrinou, estabeleceu com a prole laços de lealdade, criando machos capazes de feitos coordenados impressionantes e fêmeas obstinadas em criar filhos disciplinados e dominantes. Por anos o clã de Goratikis migrou, crescendo em tamanho &#8212; a cada rebanho encontrado, Goratikis derrotou o dominante e distribuiu o harém entre seus filhos, cada vez mais numerosos. As fêmeas emigradas também contribuíram para a expansão &#8212; elas levavam a doutrina e o sangue do pai. Fêmeas, não tinham problema em serem aceitas em outro rebanho. Facilmente atingiam dominância entre as demais fêmeas e não tardava para que um filho seu ascendesse à dominância e replicasse a cultura.</p>
<p>Com sua força, sangue e lei, Goratikis reuniu todos os rebanhos sob uma única bandeira, uma única liderança &#8212; mesmo os rebanhos mais distantes estavam ligados por elos sanguíneos. Assim organizados, os aurok estavam em posição de vantagem sobre os goblinóides. Dominaram o território e estabeleceram sua própria sociedade &#8212; absorvendo os restos do lado derrotado no processo.</p>
<p>Os aurok sempre foram deficientes na fabricação de ferramentas. Suas mãos grosseiras e terminadas em cascos dificultam o manejo fino. Como resultado, possuíam tecnologia primitiva &#8212; não dominavam a tecelagem ou a manufatura (e uso) de instrumentos como arcos e flechas, por exemplo. Mas assim como os goblinóides haviam escravizado os aurok por sua força física, estes escravizaram criaturas dotadas das mãos delicadas que lhes faltavam.</p>
<p>Estudaram todos os tomos e pergaminhos que sobreviveram à guerra, e depois passaram a produzir seus próprios. Com a enorme disponibilidade de escravos humanos, elfos, e outros humanóides, tinham mão de obra capaz de pôr em prática projetos desenvolvidos pelos aurok. O rebanho mais rico é visado &#8212; para proteger a civilização que florescia, os guerreiros deveriam lutar melhor e cooperar com maior eficácia; estudando a cultura de seus escravos, os aurok desenvolveram suas artes militares em direções pragmáticas. A progressão deste modelo culminou na Tapista que ameaça dominar o Reinado.</p>
<h3>A seguir</h3>
<p>Conhecemos o corpo e a mente dos aurok, bem como sua trajetória da selvageria para a civilização. Na segunda parte veremos os costumes e a sociedade dos aurok &#8212; e também os aurok aventureiros, aqueles que escolheram se desgarrar do Grande Rebanho tapistano. Quem são, por que desertaram, como vivem? E os aurok também ganham umas roupas.</p>
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		<title>Heróis de Arton: Rebelde</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Sep 2010 03:04:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nume Finório</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tormenta]]></category>
		<category><![CDATA[Império de Tauron]]></category>
		<category><![CDATA[Rebelde]]></category>

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		<description><![CDATA[Tweet “A liberdade é um direito adquirido, e não recebido” Por toda Arton milhões de seres vivos vivem sob algum tipo de regime tirânico, racista ou que limita suas liberdades...]]></description>
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			</div>			
			</div><div style="clear:both"></div><div style="padding-bottom:4px;"></div><p>“<em>A liberdade é um direito adquirido, e não recebido</em>”</p>
<p>Por toda Arton milhões de seres vivos vivem sob algum tipo de regime tirânico, racista ou que limita suas liberdades de alguma forma. Você é um dos rebeldes que lutam para adquirir o direito a liberdade de seu povo, raça ou classe. Um membro da Resistência ao Império de Tauron, um mago de Portsmouth ou um insano terrorista de Schkarshantallas, todos eles tem em comum o ardente desejo de liberdade e ideais maiores que a própria vida.</p>
<p><strong>Aventuras</strong>: você se aventura para cumprir objetivos contra o regime que o oprime ou talvez para provar um ponto, como um mago tentando fazer o bem em Portsmouth para provar a população que a magia é benéfica, ou ainda para reunir poder e aliados em pontos diversos de Arton para um dia voltar para sua terra natal e lutar contra o mal presente ali.</p>
<p>Você também pode ser um espião. Atuando como um herói aventureiro comum você espera conseguir as boas graças do tirano e então acesso a planos militares e informações exclusivas que poderão ajudar a rebelião.</p>
<p><strong>Personalidade</strong>: Acima de tudo você ama seus ideais e os exalta quando é apropriado (e até quando não é apropriado) e raramente se importa de passar por cima de outras pessoas para tornar estes ideais realidade. Muitas vezes sente-se insignificante quando comparara-se ao tipo de poder a que está se opondo, sofrendo em dúvida se deve continuar com tamanha empreitada, mas sempre perseverando.</p>
<p><strong>Maneirismos</strong>: você encara sua tarefa com seriedade e está sempre pensando em objetivos maiores acima dos seus próprios. Não se importará, por exemplo, em se desfazer de um objeto mágico poderoso que tenha conseguido em troca de informações vitais sobre como entrar no palácio do barão. Você tem uma crença inabalável de que está certo e todos os outros estão errados, o que nem sempre é verdade.</p>
<p><strong>Variante</strong>: você está errado. Em vez de um guerreiro da liberdade é o soldado da opressão, lutando para implantar um novo e brutal regime em algum lugar de Arton. Talvez seja um devoto de Tauron trabalhando para Tapista dentro do Reinado, ou um halfling revoltado com a postura passiva de seus compatriotas de Hongari e ansioso em tomar o poder e tornar o reino numa potência militar capaz de destruir os bastardos de Portsmouth.</p>
<p><strong>Considerações Mecânicas</strong>: você estará, na maior parte do tempo, atuando fora da lei e por isso perícias como Furtividade e Enganação são muito importantes. Caso vá atuar como um espião é recomendável pegar os talentos Fraudulento e Impostor. É interessante também ter quaisquer talentos e perícias que ajudem a cumprir os objetivos da sua rebelião. Um membro da Resistência ao Império de Tauron por exemplo pode se focar em aspectos onde os minotauros são deficientes para melhorar suas chances, como ataques a distância e capacidades mágicas, talvez até usando armas de pólvora em massa nos exércitos da Resistência.</p>
<p><em>A imagem que ilustra essa matéria é de autoria de Rod Reis e foi editada pelo pessoal do <strong><a href="http://roleplayer.com.br/" target="_blank">Roleplayer</a></strong>, de quem a roubei descaradamente. </em></p>
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		<title>Um Encontro em Malpetrim</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Sep 2010 03:16:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nume Finório</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conto]]></category>
		<category><![CDATA[Tormenta]]></category>
		<category><![CDATA[Império de Tauron]]></category>
		<category><![CDATA[Malpetrim]]></category>

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		<description><![CDATA[Tweet A tensão fazia parte de se estar em Malpetrim. Como a única a resistir ao domínio táurico em Petrynia, ela se tornou uma cidade-estado completamente independente dentro do território...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="bottomcontainerBox" style="">
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			</div><div style="clear:both"></div><div style="padding-bottom:4px;"></div><p>A tensão fazia parte de se estar em Malpetrim. Como a única a resistir ao domínio táurico em Petrynia, ela se tornou uma cidade-estado completamente independente dentro do território do Império de Tauron e por isso era o campo de batalha de espiões e diplomatas de todas as coalizações de reinos, e também centro da resistência humana aos minotauros. Justin já estava acostumado a essa tensão e lidava com ela da melhor maneira que podia.</p>
<p>Mas naquele momento ele podia se afogar na tensão que se produzia no ambiente desde que aquele bardo halfling doido, Mippo, começou a tocar uma balada romântica sobre Tauron e Glórienn. De um lado, os minotauros ficavam animados com a lembrança da primeira das grandes vitórias de seu deus na história recente de Arton, isso deixava os humanos na taverna bastante perturbados e inclinados contra a canção, o que era um belo barrilete de pólvora na sua opinião. E ele olhava diretamente para o pavio naquele momento.</p>
<p>Era a elfa. Ele já a tinha visto várias vezes pela cidade nos últimos anos e a achava muito bonita, como a maioria das outras elfas eram, e notava nela uma diferença marcante dos outros de sua raça: não havia traços de melancolia. Os olhos não carregavam tristeza, mas determinação, os movimentos não traíam confusão, eram objetivos. Não havia conversado uma única vez com ela, mas podia dizer, até pelos trajes luxuosos, que era orgulhosa e provavelmente arrogante. Exatamente como a descrição dos elfos antes da queda de seu reino em Lamnor.</p>
<p>Ela ignorava a disputa que se construía na taverna com a canção imprudente do bardo e lia um livro muito antigo, com linguagem obviamente élfica, enquanto mordiscava mechas do seu cabelo negro de uma maneira que ele achava muito sensual. Justin observou que um dos minotauros fez menção de ir até a mesa dela, provavelmente provocá-la e iniciar de uma vez a briga na taverna. Aproveitando estar mais próximo, rapidamente foi até a mesa dela, puxou uma cadeira e se sentou. O minotauro parou, hesitando.</p>
<p>? Não foi convidado – disparou a elfa sem levantar os olhos do livro – Vá embora.</p>
<p>? Concordo com a primeira parte, peço desculpas – olhou para o minotauro de forma amistosa e levantou seu caneco de cerveja, ao mesmo tempo fez a espada longa visível na cintura, o minotauro entendeu o recado e devolveu o cumprimento – Mas deve entender que neste momento minha presença na sua mesa é boa para todos nós.</p>
<p>? Posso cuidar de mim mesma – devolveu sem emoção. Justin passou a mão nos cabelos e suspirou.</p>
<p>? Certo, neste caso, por favor, deixe-me explicar o que provavelmente aconteceria nesta taverna quando você chutasse os bagos daquele mugidor de merda – fez uma pausa para molhar a boca com cerveja e notou um leve sorriso como resposta ao xingamento, ela não era tão fria assim, hein? – Os outros minotauros iriam ajudar o companheiro, os humanos iriam ir contra eles porque, bem, minotauros não são populares em Malpetrim. Iria ter uma baita briga e muita gente dos dois lados iria se machucar. Então a guarda iria chegar e machucar ainda mais gente para conter a confusão. Supondo que você lute bem e não seja nocauteada e levada para fora da taverna e então da cidade, e você sabe o que isso significa, quando a poeira baixasse os minotauros iriam clamar que você era escrava deles e estava tentando fugir, e vão apresentar um documento legítimo do Império de Tauron provando que estão falando a verdade.</p>
<p>? Como eles teriam um documento legítimo de propriedade sobre mim? – interrompeu, pela primeira vez interessada na conversa o suficiente para erguer os olhos para seu interlocutor, que a achou ainda mais bonita daquele ângulo.</p>
<p>? Ah, isso não é difícil. Claro que você iria descobrir que tinha outro nome a vida inteira, mas duvido que tenha qualquer documento provando sua identidade, e não é como se alguém pudesse testemunhar sobre isso. Moro a vida toda nessa cidade e vejo você por aí ocasionalmente, e já estou nessa mesa a um bom tempo, e não sei seu nome. Se me disserem que se chama Niele ou qualquer outro nome de elfa, acredito – disse dando de ombros, tomou mais um gole da cerveja e se concentrou nas reações da elfa. Ela parecia considerar cada palavra dele agora – Tem um outro truque que eles também usam de vez em quando, mais difícil mas garantido, que é o ferro quente. Se você tem a marca de escrava e eles apresentam o documento, não tem mais jeito.</p>
<p>? Se eles tentassem fazer isso, lançaria um feitiço de transmutação e os tornaria os animais de pasto que eles nunca deveriam deixar de ter sido – desafiou a elfa. Justin pôs as mãos para o alto e sorriu.</p>
<p>? Com todo o respeito, senhorita, você não é do tipo que conversa antes de brigar, pelo menos com qualquer um que não um elfo, ou nem isso. Se pudesse fazer o que acabou de dizer, teria feito comigo no momento em que sentei aqui e comecei a lhe incomodar com minhas bobagens.</p>
<p>Justin achou que iria provocar revolta ou desdém por parte da elfa. Mas ela sorria abertamente agora.</p>
<p>? Não são bobagens, na verdade essa conversa tem sido bastante estimulante e cheia de aprendizado, e confesso que realmente não tenho mais o poder que acabei de professar. É uma longa história. Eu sou Michilla – finalmente se apresentou, estendendo a mão para ele beijar.</p>
<p>? Justin McHearth, prazer em conhecê-la – Justin beijou a mão que ela estendeu da maneira mais polida que conseguiu, o que não era muito, e não pode deixar de pensar que ela realmente cheirava muito bem – Desculpe apressar as coisas, mas agora que nos entendemos o suficiente, quê acha de arranjarmos um plano para dar no pé daqui?</p>
<p>? Acha que eles vão tentar me seguir? – surpreendeu-se.</p>
<p>? É uma possibilidade. E aprendi a nunca confiar numa raça que não tem mulheres – novamente um sorriso em resposta ao gracejo – Eles obviamente estão interessados já que você é bonita, mesmo comigo bem armado, eles são uma dúzia e provavelmente vão saber como se aproveitar disso.</p>
<p>? Se esperarmos aqui, alguns deles vão sair para montar uma emboscada, se sairmos agora pelo menos temos a vantagem – disparou Michilla, entrando no jogo.</p>
<p>? Sim, mas essa armadura não me deixa correr muito e faz um bom barulho, eles iriam nos alcançar rápido. Minha casa é perto do mercado. Mas estaríamos mais seguros no templo de Marah agora&#8230;</p>
<p>? Não acha que está se esquecendo de uma possibilidade? – perguntou a elfa já se levantando e assumindo uma postura autoritária e arrogante – Já chega! Essa música é uma afronta! – e num segundo todos os rostos viraram-se para ela de uma vez. O bardo também parou de tocar e dançar para ver o que estava acontecendo – Como você ousa, seu pequeno ignorante, colocar Tauron como um herói nesta história? Ele é um monstro traiçoeiro e deve ser retratado como tal!</p>
<p>Imediatamente o caos começou. Os minotauros defenderam sua divindade padroeira. Os humanos apoiaram Michilla, fizeram mais acusações e Mippo percebeu a tolice que cometeu apenas tarde demais, quando o primeiro caneco atingiu um focinho táurico e a batalha começou.</p>
<p>? Você é louca, Michilla. Pensei que tinha dito que era melhor evitar conflitos – disse Justin enquanto usava seu escudo para proteger a elfa de um minotauro. Não sacou a espada para evitar começar um massacre, mas socou forte a laringe do adversário e deu um chute na boca do estômago quando ele baixou a guarda.</p>
<p>? Agora vamos sair daqui. Mesmo que alguns deles tentem nos seguir, você e eu podemos dar conta de dois ou três, certo? – retorquiu ela já se dirigindo para a saída.</p>
<p>Tiveram alguns problemas e Justin teve que distribuir mais socos e pontapés, mas chegaram em segurança até a rua. Onde já se ouvia ao longe o apito da guarda se aproximando.</p>
<p>? Para que lado fica sua casa? – perguntou a elfa. Justin rosnou um “por aqui” e eles dispararam pela noite. Atravessaram vielas e pontes e desviaram das patrulhas da guarda que convergiam para a confusão para evitarem ficarem parados respondendo perguntas dos milicianos.</p>
<p>Infelizmente, não adiantou muito. Em dado momento se depararam com três minotauros com diversos hematomas da briga na taverna.</p>
<p>? Essa mulher é nossa – disse o maior e provavelmente líder dos três para Justin, que já estava com espada e escudo em posição e iniciando uma carga.</p>
<p>? Malpetrim! Bastardos de Tauron! Malpetrim!</p>
<p>A carga atingiu o líder dos minotauros em cheio, a espada atravessando músculos, ossos e órgãos até sair pelas costas, o golpe com o escudo foi necessário apenas para colocar o oponente já morto no chão. Os outros dois sacavam suas armas e avançavam quando pisaram em chão escorregadio e simplesmente tombaram. Michilla conjurara um feitiço simples, mas eficiente.</p>
<p>? Se afaste, vou queima-los – ordenou a elfa. O guerreiro deu alguns passos para trás e ficou ao lado dela, que entoava palavras e gestos arcanos com paciência. Quando os dois adversários finalmente conseguiram manter-se de pé foram engolfados por chamas sobrenaturais que partiam das mãos de Michilla. Um deles ainda sobreviveu, mas teve a garganta cortada facilmente por Justin. Algumas janelas se abriram na rua para ver o que acontecia. O povo, ao ver os minotauros mortos, apenas gritaram “Malpetrim!” e fechavam novamente as janelas. A Resistência ao Império de Tauron tinha na cidade sua sede, afinal de contas.</p>
<p>? Vamos sair daqui antes que a guarda chegue – disse Justin enquanto cortava as algibeiras com os tibares dos inimigos caídos.</p>
<p>? Para quê roubá-los? – perguntou a elfa.</p>
<p>? Um assalto com três minotauros mortos é uma resposta. Três minotauros mortos é uma pergunta. É melhor para o Conselho da Malpetrim ter respostas quando levar os corpos para a embaixada do Império.</p>
<p>? Você realmente se importa com essa cidade, não é?</p>
<p>? Somos a única em milhares de quilômetros que conseguiu chutar a bunda da boiada de Tauron, então sim, tenho orgulho da minha cidade. Isso é ruim?</p>
<p>? Orgulho é bom – respondeu Michilla com um sorriso – Eu gosto.</p>
<p>Seguiram até a casa de Justin, um anexo ao prédio onde funcionava uma forjaria. O anexo era mais depósito do que casa, com os quartos apinhados de peças incompletas de armas e armaduras e outros utensílios de metal. Tinha um cheiro característico de fumaça que parecia estar impregnado em tudo e também era muito mais quente lá dentro.</p>
<p>? Você mora aqui? – perguntou ela.</p>
<p>? É barato e próximo do trabalho, não dá para reclamar – ironizou, enquanto tirava uma caixa de madeira de cima da cama, a caixa tilintou com as centenas de anéis que, reunidos, formariam uma cota de malha – E é isso. Você provavelmente vai ter que ficar escondida aqui por uns dias até tudo se acalmar na cidade. Se quiser posso ir até sua casa amanhã e trazer qualquer coisa de que precise. Mas, honestamente, não acho boa idéia. Você se mostrou um bocado lá na taverna e duvido que os minotauros já não tenham reparado em uma elfa bonita como você antes. Se já não tem, vão ficar sabendo do seu endereço até amanhecer e vão colocar vigias no lugar.</p>
<p>? É difícil dar tanto crédito a eles – retorquiu ela – O mundo mudou tanto&#8230;</p>
<p>? O mundo está sempre mudando. Ultimamente mais do que de costume. Quero dizer, eu nem tenho vinte anos e já aconteceram mais coisas incríveis durante esse período em Arton do que nos últimos seiscentos anos – Justin ia falando e arrumando o quarto.</p>
<p>? Vinte anos? Vocês humanos vivem tão pouco. Com essa idade ainda aprendia meus primeiros truques de mágica rudimentar em Lenórienn. Mas é verdade, as últimas duas ou três décadas são as mais conturbadas desde a Revolta dos Três – Justin parou para olhar para ela seriamente – Disse alguma coisa errada?</p>
<p>? Você não é como os outros elfos. Quando se toca no assunto de Lenórienn, elfos reagem de muitas maneiras: tristeza, raiva, saudade. Mas nunca indiferença – respondeu ele, ainda intrigado.</p>
<p>? É claro que não sou como os outros elfos, sou superior. Os elfos acreditavam que eram perfeitos, e desdenhavam qualquer um que não estivesse nesse modelo de perfeição, eles <em>não conseguiam</em> se adaptar a visões diferentes. Por isso não viam suas próprias fraquezas. Se eu tivesse tido sucesso, tudo teria sido evitado – disse a elfa, como se fosse apenas uma coisa banal, enquanto sentava-se em uma cadeira que julgou estar limpa o suficiente.</p>
<p>Justin ficou olhando para ela alguns instantes, meio abobado com a situação. Ele sabia que ela devia ser bastante orgulhosa e arrogante, mas isso era mais, muito mais do que havia esperado. E quanto aquela última frase&#8230;?</p>
<p>? Não quero parecer um intrometido, mas isso me deixou bem curioso, o quê deu errado e poderia ter evitado a queda de Lenórienn? – ele arriscou perguntar.</p>
<p>? Ah, claro, às vezes esqueço quanto tempo faz, especialmente do ponto de vista de vocês, humanos. Tornando uma história longa em curta: tentei roubar o trono de Lenórienn de Khinlanas, setecentos anos atrás, mas minhas forças foram derrotadas, com isso fui forçada a forjar minha morte para escapar – novamente como se não fosse nada. Justin não sabia se devia leva-la a sério, seria louca?</p>
<p>? Isso é bastante inacreditável, se me permite o comentário. Especialmente porque você parece jovem para uma senhora élfica de, o quê, uns novecentos, talvez mil anos?</p>
<p>? Sim, permito o comentário. Como um homem de armas, não espero que conheça bem os meandros da magia. Para simplificar, usei vários feitiços e rituais que permitiram garantir a integridade do meu corpo e alma quando as forças de Khinlanas me encontrassem. Meu plano era desaparecer de vista durante alguns séculos e então retornar, quando menos esperassem, para reformar meus exércitos e tentar usurpar o trono novamente. Claro que não contava que o reino iria desaparecer neste período. Sempre soube que Khinlanas não era o melhor para Lenórienn, mas não imaginava que seria tão incompetente a ponto de fazer tudo desmoronar. Outras complicações também aconteceram, claro, como a perda da vasta maioria dos meus poderes arcanos e memórias – nesse ponto, ele apenas desistiu e aceitou: ou era louca, ou era realmente uma antiga foragida de Lenórienn e tinha mil anos de idade. Ambas as possibilidades eram interessantes. E por ser Arton, elas podiam ser verdadeiras.</p>
<p>? Acho que preciso de uma cerveja. Quer beber alguma coisa?</p>
<p>? Cerveja. Se for para ofender uma obra de arte, que seja a cerveja dos anões ao vinho dos elfos.</p>
<p>? Já que o assunto não é tabu para você, vamos ser sinceros – Justin pôs dois copos sobre a mesa e serviu cerveja para ambos – Vinho élfico é algo que não existe desde o fim de Lenórienn, então tanto faz ofendê-lo ou não com meu modesto vinho de cinco tibares a garrafa.</p>
<p>? Cinco tibares? Por esse preço, as uvas devem ter sido esmagadas por goblins – primeira reação bem-humorada que ele já havia visto.</p>
<p>? Goblins ainda usam sapatos, quando damos a eles, aposto em halflings – riram juntos – Você disse que perdeu seus poderes e suas memórias?</p>
<p>? Oh, bem, a verdade é que meu plano de desaparecer não funcionou muito bem. Eles perceberam o engodo e acabaram me encontrando. Mas a fraqueza dos elfos me salvou – disse ela sorvendo uma pequena quantidade de cerveja e arqueando as sobrancelhas em reprovação.</p>
<p>? Como?</p>
<p>? Eles decidiram que não era honrado me matar naquela situação sem defesas em que estava. Você compreende o quão estúpido isto é?</p>
<p>? Não completamente, mas imagino que seria como não matar Aurakas  e acabar com o Império apenas porque não seria honrado enfiar uma espada nele enquanto dorme ou coisa do gênero, dane-se a porcaria da honra, pelo menos neste caso – por um momento Justin imaginou se poderia mesmo matar um homem, por mais odioso que ele fosse, a sangue frio. A dúvida, por si só, podia ser a resposta.</p>
<p>? Exatamente. Por um ideal eles deixaram um inimigo, um inimigo perigoso, viver. Mas admito que a solução foi engenhosa – ela fez alguns gestos e enviou um pequeno raio esbranquiçado em direção a caneca, que ficou coberta com uma fina camada de gelo, bebeu da cerveja gelada, como que para preparar o terreno para más memórias – Usando magias antigas e poderosas eles retiraram quase todo o conhecimento arcano da minha mente, assim como muitas memórias que consideraram perigosas. Quando acordei tentei um feitiço para me levar a um antigo laboratório em Lamnor, e não sabia mais nem como era o primeiro gesto do encantamento. Ou sequer onde ficava esse laboratório. Eu não sabia de nada. Você não poderia imaginar meu desespero – para ela, realmente, eram as piores memórias.</p>
<p>? Eu conheço a sensação de impotência muito bem. Sou cidadão de Malpetrim e me orgulho disso, mas também sou um súdito do reino de Petrynia e tenho vergonha. Vergonha que os bastardos de Tapista tenham o controle além das muralhas daqui e que nosso rei seja um regente de coisa nenhuma.</p>
<p>? Bom, pelo menos ainda temos esperança, – ela notou o interesse dele na sua cerveja gelada e fez um gesto oferecendo o pequeno encanto para a cerveja do guerreiro, que aceitou – posso reconquistar meu poder com paciência e trabalho, e vocês <em>podem</em> reconquistar seu reino. Se há uma coisa que aprendi voltando depois de tanto tempo é que nenhum império é eterno, porque <em>nada</em> é perfeito.</p>
<p>? Me desculpe – respondeu Justin para surpresa de Michilla que ergueu as sobrancelhas, curiosa – Achei que você fosse louca, antes quando você começou a me contar sua história. Mas você é a elfa mais lúcida com que já falei. Tem uma autoconfiança que beira o absurdo, mas lúcida.</p>
<p>Michilla riu-se. Era difícil para Justin entender o que se passava na mente da elfa. Ela era de um outro tempo, de outra raça e de outra classe social, a julgar pela sua ambição pelo antigo trono de Lenórienn, e ele era um jovem ferreiro e guerreiro cuja maior ambição era viajar pelo mundo durante alguns anos antes de se casar e formar um lar cheio de filhos que iriam crescer para ser como ele.</p>
<p>? Bem – disse ela depois das risadas – acho que você tem todo o direito de desconfiar da sanidade de uma mulher que diga tudo o que eu disse. Na verdade, você é a primeira pessoa para quem revelo isto. Sempre imaginei que a maioria das pessoas iria rir de mim. Mas imaginei que se algum dia fosse contar a alguém seria a um arquimago ou grande feiticeiro, e não a um jovem ferreiro que – e ela lançou um olhar significativo para ele – se arrisca a combater minotauros para me ajudar apenas por achar ser a coisa certa.</p>
<p>? Talvez seja um sinal para mudar de profissão. Ser maga não funcionou, vista uma armadura, pegue uma espada e vamos treinar esgrima a partir de amanhã – respondeu ele, divertiram-se com a idéia – Mas, sério agora, por qual razão você me contou essa história toda?</p>
<p>Ela ficou séria de repente e então sorriu divertida com a pergunta direta. Pegou seu cajado, deixado de lado em uma parede até o momento, e mostrou a jóia encrustada no topo. Justin notou, examinando assim de perto, que havia saliências ao longo da jóia como se ela tivesse sido lascada como uma pedra comum, o que lhe parecia ridículo considerando a óbvia qualidade dela.</p>
<p>? Eu contei para você porque quero sua ajuda para restaurar isto, e por conseqüência meu poder – ela falou com os olhos brilhando, provavelmente já sonhando com essa restauração.</p>
<p>? Oh – começou ele surpreso – Agradeço o pensamento e gostaria de ajudar, claro. Mas não sou joalheiro, nem mago, só sei construir coisas de metal que uso para bater em pessoas. Como exatamente você espera que possa lhe ajudar com isto?</p>
<p>? Fazendo exatamente o quê você sabe fazer – respondeu – Esta jóia é um item de poder onde depositei minha alma daquela vez. As lascas que você vê faltando são as partes da minha alma removidas pelos servos de Khinlanas. Estas lascam carregam grande poder arcano por si próprias e provavelmente espalharam-se pelo mundo com o passar dos séculos, tenho pesquisado e acredito ter encontrado vestígios que apontam a localização de uma dessas lascas em uma antiga mansão abandonada há poucos dias de viajem de Malpetrim.</p>
<p>? E portanto dentro do território do Império – concluiu Justin.</p>
<p>? Exatamente. Agora você entende – afirmou ela.</p>
<p>Justin considerou as possibilidades de tudo acabar errado. Ela era bonita, inteligente e, diabo, ele já estava apaixonado. Mas aquilo que ela pedia era tremendamente perigoso. Se aventurar dentro do território do Império era uma coisa, muita gente fazia isto sem grandes problemas além de um ocasional desentendimento com patrulhas de minotauros acerca de documentos e passaportes. Mas o mesmo junto de uma elfa bonita era completamente diferente: seriam visados pelas patrulhas, atacados por caçadores de escravos e uma infinidade de outros problemas.</p>
<p>? Nós sozinhos não conseguiríamos – foi a resposta dele, e percebeu não ter dito exatamente uma negativa.</p>
<p>? Malpetrim é a cidade dos heróis, tão povoada de aventureiros que foi a única capaz de resistir a investida táurica. Acho que não será difícil recrutar alguns deles com a promessa de ficarem com uma parte do que encontrarmos, você mesmo deve conhecer algumas pessoas, não é mesmo? – disparou a elfa, aplicando a última isca e fechando o cerco. Justin ficou em silêncio por alguns segundos, sentido-se desconfortável sendo manipulado daquele jeito. Mas a verdade era que ele sempre quisera isso, e que se fosse para viajar com alguém ele não se importava que fosse com aquela mulher. Rapidamente tomou sua decisão.</p>
<p>? Sim, conheço algumas pessoas. Posso organizar a expedição para daqui alguns dias.</p>
<p>? Isso é ótimo, vou esperar para conhecer as pessoas que você vai escolher – sorriu, feliz com o arranjo.</p>
<p>? Michilla? – chamou ele depois de terminar sua cerveja.</p>
<p>? Sim?</p>
<p>? Por acaso sou o primeiro soldado do seu novo exército? – perguntou, sem emoção.</p>
<p>? E se for? – provocou ela.</p>
<p>? Vou esperar compensações por ser o segundo em comando – ironizou ele estendendo a mão para acariciar os cabelos da elfa.</p>
<p>? É uma nova Arton, por quê não? – conclui ela, aceitando a carícia.</p>
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		<title>Exclusivo! Capa, índice e três páginas da DragonSlayer 28</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Dec 2009 03:48:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nume Finório</dc:creator>
				<category><![CDATA[DragonSlayer]]></category>
		<category><![CDATA[Tormenta]]></category>
		<category><![CDATA[Agentes da Liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[Especial]]></category>
		<category><![CDATA[Império de Tauron]]></category>
		<category><![CDATA[Mutantes & Malfeitores]]></category>
		<category><![CDATA[RPG]]></category>
		<category><![CDATA[Tormenta Dez Anos]]></category>

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		<description><![CDATA[Tweet A edição 28 da DragonSlayer é uma das mais aguardadas pelos fãs de Tormenta, já que será totalmente dedicada ao cenário como um presente pelo aniversário de dez anos...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="bottomcontainerBox" style="">
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			</div>			
			</div><div style="clear:both"></div><div style="padding-bottom:4px;"></div><p>A edição 28 da <strong>DragonSlayer</strong> é uma das mais aguardadas pelos fãs de <strong>Tormenta</strong>, já que será totalmente dedicada ao cenário como um presente pelo aniversário de dez anos do cenário. E o .20 conseguiu, com exclusividade, a capa, índice e três páginas desta edição, incluindo também o editorial.</p>
<p>Como estamos com pequenos problemas técnicos, vou ter que deixar as imagens em links externos, paciência.</p>
<p>A primeira imagem é a <strong><a href="http://jpf.programador.googlepages.com/ds28_g1.jpg" target="_blank" rel="lightbox[2919]">capa da edição</a></strong>. Vale um comentário de que a idéia do <strong>Guilherme Dei Svaldi</strong>, editor-chefe da revista e da <strong><a href="http://jamboeditora.com.br/" target="_blank">Jambô Editora</a></strong>, era de usar a mesma imagem de capa de <strong>Tormenta RPG</strong>. Mas como o artista não pode entregar a imagem em tempo, foi utilizada a velha imagem (dos peitões) da semideusa <strong>Vitória</strong>.</p>
<p>A segunda imagem é a página 10 da edição, com a <strong><a href="http://jpf.programador.googlepages.com/ds28_1g.jpg" target="_blank" rel="lightbox[2919]">primeira parte da coluna Toolbox</a></strong> de <strong>Leonel Caldela</strong>. Uma dica de quem já sofreu, não perca muito tempo lendo, já que a matéria não está completa e você só vai poder terminar a leitura quando a revista sair em janeiro de 2010 (sim, infelizmente é isto mesmo). A terceira imagem traz a página 25, com uma parte da descrição da <strong><a href="http://jpf.programador.googlepages.com/ds28_2g.jpg" target="_blank" rel="lightbox[2919]">classe bardo no Tormenta RPG</a></strong>, confirmando algumas das idéias que <strong>Marcelo Cassaro</strong> e <strong>Gustavo Brauner</strong> apresentaram por aqui na série <strong>Bastidores de Tormenta RPG</strong>.</p>
<p>A última imagem é a <strong><a href="http://jpf.programador.googlepages.com/ds28_3g.jpg" target="_blank" rel="lightbox[2919]">uma página da HQ Batismo de Gelo</a></strong>, com a personagem <strong>Andilla Dente-de-Ferro</strong>, uma das protagonistas do romance <strong>O Inimigo do Mundo</strong>. A HQ tem arte de <strong>Daniel HDR</strong> e roteiro de <em>Leonel Caldela</em>.</p>
<blockquote><p><em>Edição especial: 10 anos de Tormenta</em></p>
<p><strong>10!</strong></p>
<p><strong> </strong>É hora de comemorar! Fogos de artifício, Talude! Niele e Lady Shivara dançando juntas! Thormy cantando karaokê! Alegria!</p>
<p>2009 marcou o aniversário de dez anos do maior, mais querido e mais bem-sucedido cenário de RPG do Brasil: <em>Tormenta</em>. Geralmente falamos sobre como esse cenário, originalmente um brinde na <em>Dragão Brasil n° 50</em>, cresceu com o tempo. Mas também vale lembrar que, já em 1999, <em>Tormenta </em>desbancou o antigo Mundo das Trevas como a ambientação preferida dos brasileiros e que, desde o início, seus livros esgotaram-se com velocidade impressionante. Cativou os jogadores do país inteiro, com sua mistura de alta fantasia, humor, tragédias, despretensão e muito, muito entusiasmo. Parabéns, Arton. Você já fez muito, mas seu trabalho está longe de acabar.</p>
<p>Aqui, na última <em>DragonSlayer</em> do ano, temos uma edição especial, com um preview do vindouro <em>Tormenta RPG</em> e dez listas com os dez melhores heróis, heroínas, vilões, lutas e outros elementos de <em>Tormenta</em>, para você relembrar, rir, concordar, discordar e discutir com os amigos. A <strong>Gazeta do Reinado </strong>apresenta mais fatos surpreendentes sobre as Guerras Táuricas e temos uma<br />
HQ especial com o passado de Andilla Dente-de-Ferro, personagem de <em>O Inimigo do Mundo</em>. Além disso, você pode conferir os vencedores do 1° Desafio do Desenho, promovido pela Jambô Editora e pelo site Papo de Artista, e divertir-se com as colunas e seções de sempre.</p>
<p>Quer você seja um veterano de <em>Tormenta</em> ou um recém-chegado, acomode-se e seja bem-vindo. A diversão está apenas começando.</p>
<p>Saúde!</p>
<p><em>Equipe DragonSlayer (subindo de nível)</em></p></blockquote>
<p>Já o índice a seguir vou aproveitar para comentar num tópico a tópico do que achar necessário:</p>
<p><strong>Conteúdo desta edição:</strong></p>
<ul>
<li><strong>Notícias do Bardo</strong><br />
Retrospectiva do RPG, e previsões dos nossos profetas!</li>
</ul>
<ul>
<li><strong>Encontros Aleatórios</strong><br />
Já vai tarde!</li>
</ul>
<p>Finalmente aquele pé-no-saco vai embora!</p>
<ul>
<li><strong>Reviews</strong><br />
<em>Kimaera: Dois Mundos</em>, <em>Mouse Guard RPG</em>, <em>Agentes da Liberdade</em>.</li>
</ul>
<p>Resenha de <em>Kimaera</em> e <em>Mouse Guard RPG</em>, ok. A resenha de <strong>Agentes da Liberdade</strong> indica que o novo título para <strong>Mutantes &amp; Malfeitores</strong> está chegando em breve!</p>
<ul>
<li><strong>Sir Holland</strong><br />
Mas ele é tão bonitinho!</li>
<li><strong>Toolbox</strong><br />
Não faça a guerra (pelo menos não sempre).</li>
<li><strong>Mestre da Masmorra</strong><br />
O desafio de fazer desafios.</li>
<li><strong>Tormenta RPG<br />
</strong>O primeiro aperitivo para o grande banquete.</li>
<li><strong>Desafio do Desenho</strong><br />
Os próximos astros do traço!</li>
<li><strong>Gazeta do Reinado</strong><br />
Este bardo não tem sorte mesmo!</li>
</ul>
<p>Segundo a frase na capa, o Reinado &#8220;cai&#8221; nesta edição, será que Valkaria será tomada? Além disso, será nesta edição que o novo líder do Panteão, que a agora é quase certo que será Tauron, Deus Maior da Força e da Coragem.</p>
<ul>
<li><strong>Chefe de Fase</strong><br />
Um homem-lagarto incomoda muita gente&#8230;</li>
<li><strong>10 Top 10</strong><br />
As dez melhores listas de dez melhores.</li>
</ul>
<p>Só eu senti um gostinho de Dragão Brasil nº 100 aqui?</p>
<ul>
<li><strong>Fundo do Baú</strong><br />
Vá pro céu com este RPG.</li>
<li><strong>Batismo de Gelo</strong><br />
Andilla: biografia não-autorizada.</li>
</ul>
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		<title>Resenha: DragonSlayer 27</title>
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		<comments>http://rpgista.com.br/2009/11/05/resenha-dragonslayer-27/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 22:35:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nume Finório</dc:creator>
				<category><![CDATA[DragonSlayer]]></category>
		<category><![CDATA[Sistema d20]]></category>
		<category><![CDATA[G.I. Joe]]></category>
		<category><![CDATA[Império de Tauron]]></category>
		<category><![CDATA[Jambô Editora]]></category>
		<category><![CDATA[Reinado]]></category>
		<category><![CDATA[Reinos de Ferro]]></category>
		<category><![CDATA[Sir Holland]]></category>
		<category><![CDATA[Star Wars]]></category>
		<category><![CDATA[Tormenta]]></category>

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		<description><![CDATA[Tweet Faz um tempo desde a última vez que resenhei uma edição da DragonSlayer. Por diversos motivos, acabava não tendo tempo quando do lançamento da edição, e mais tarde achava...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="bottomcontainerBox" style="">
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			</div><div style="clear:both"></div><div style="padding-bottom:4px;"></div><p style="text-align: center;"><a title="ds27" href="http://rpgista.com.br/wp-content/uploads/2009/11/ds27.jpg" rel="lightbox[2739]"><img class="attachment wp-att-2748 centered" src="http://rpgista.com.br/wp-content/uploads/2009/11/ds27.jpg" alt="ds27 Resenha: DragonSlayer 27" width="500" height="670" title="Resenha: DragonSlayer 27" /></a></p>
<p>Faz um tempo desde a última vez que resenhei uma edição da <strong>DragonSlayer</strong>. Por diversos motivos, acabava não tendo tempo quando do lançamento da edição, e mais tarde achava que já havia passado o tempo de se falar da revista. Mas aproveitando que agora este não é o caso, vou comentar essa edição que afinal foi uma das melhores do ano e traz muitas surpresas e novidades para os fãs de <strong>Tormenta</strong>.</p>
<p>Para começar, achei as <strong>Notícias do Bardo</strong> bastante interessantes por dissolver quaisquer dúvidas sobre o papel de cada na revista e ainda trazer uma notícia muito bacana: a <strong>DS 28 será dedicada aos 10 anos de Tormenta</strong> e trará, entre outras coisas, o fim das <strong>Guerras Táuricas</strong>!</p>
<p>Os <strong>Encontros Aleatórios</strong> foram legais porque marcam a última aparição do <em>Homem Inviável</em> (apelido carinhoso da figura), eita bicho chato! As <strong>Falhas Crítica</strong>s e o <strong>Grimório de Jade</strong> estão bem bacanas também. Uma carta fala sobre a produção de miniaturas de <em>Tormenta</em> e a resposta é evasiva. Bom, é verdade que já ouvi algumas conversas sobre a possibilidade de se fabricar minis de <em>Tormenta</em> nas minhas visitas a <em>Porto Alegre</em>, mas não é nada mais que uma vontade por enquanto. Lembro que o <strong>Rafael Dei Svaldi</strong> comentou que iria pesquisar sobre o assunto na época.</p>
<p>Os Reviews trazem o <strong><a href="http://lojajambo.com.br/rpg/rpg-reinos-de-ferro/guia-do-mundo-dos-reinos-de-ferro/" target="_blank">Guia do Mundo dos Reinos de Ferro</a></strong> (nota 6/6), cujo fantástico <em>preview</em> comento mais a frente, e o livro-jogo <strong>Masmorra da Morte</strong> (nota 5/6) que tem a primeira aparição da capa do livro ainda inédito mas com lançamento iminente.</p>
<p><strong>Sir Holland</strong> desta edição me arrancou boas risadas mais pelo &#8220;fanfarrona&#8221; do que pela piada em si. Por algum motivo morro de rir com essa palavra! A coluna <strong>Toolbox</strong> do Caldela foi bem bacana em aconselhar a diversificação das influências e hobbies de escritores e RPGistas em geral. Achei a coluna do Brauner especialmente bacana. Ele fala que durante a criação de mundos de campanha caseiros <strong>o mestre deve se focar em criar ganchos de aventura</strong> para jogadores em vez de outras informações pouco usadas em mesa de jogo.</p>
<p>Agora, uma das partes mais legais da revista: o <em>preview</em> do <strong><a href="http://lojajambo.com.br/rpg/rpg-reinos-de-ferro/guia-do-mundo-dos-reinos-de-ferro/" target="_blank">Guia do Mundo dos Reinos de Ferro</a></strong>. Se você não concordou com o Gustavo e acha que o mundo deve ser descrito <em>exatamente</em> como ele é, em todos os detalhes: este é o cenário que você está procurando. As capitais de <strong>Cygnar</strong> e <strong>Khador</strong> são descritas neste <em>preview</em> com uma riqueza de detalhes maravilhosa.</p>
<p>A adaptação de <strong>Star Wars</strong> também está muito bacana. De início, uma descrição simples mas completa da <strong>Galáxia Conhecida</strong>: sua sociedade, política, regiões, economia e principais espécies e então várias outras páginas descrevendo regras para <strong>3D&amp;T</strong> e <strong>M&amp;M</strong> para uso das raças, sabres de luz e a <strong>Força</strong> nos dois sistemas. É interessante notar que na matéria aparecem alguns kits de personagem já no novo modelo adotado no futuro <strong>Manual do Aventureiro Alpha</strong>, você está curioso, dê uma olhada nesta matéria.</p>
<p><strong>Sidequest</strong> traz três mini-missões para desafiar seus jogadores durante as <em>Guerras Táuricas</em>, as missões tem nível de desafio médio, variando entre 5 e 7, e podem ser usadas em separado ou juntas como uma série de incidentes para ambientar seus jogadores com as novas aventuras nas regiões dominadas pelo <strong>Império de Tauron</strong>.</p>
<p>E falando em Império, a <strong>Gazeta do Reinado</strong> traz uma entrevista com o agora <strong>Imperator Aurakas</strong> retirada de um jornal de <strong>Tapista</strong>, agora <em>Império de Tauron</em>. O <em>Imperator</em> é enfático em afirmar que <strong>Valkaria</strong> cai em uma semana e que os planos de <em>Tapista</em> para a formação do <em>Império de Tauron</em> tem gerações de preparações. Além de citar até mesmo a possibilidade de deporem um Deus Maior!</p>
<p>Em seguida temos a seqüência final da adaptação de <strong>G.I. Joe</strong> para <em>3D&amp;T</em> e <em>M&amp;M</em>. Com mais descrições do mundo e dos equipamentos, diferenças entre os quadrinhos e o filme, e fichas dos principais personagens para <em>M&amp;M</em>. Os <strong>Chefes de Fase</strong> dessa edição são dois vilões apaixonados com uma história muito bem bolada. Ambos são vilões de alto nível e capazes de manter um papel central numa campanha de longa duração. Muito bacana mesmo!</p>
<p>A <strong>Fundo do Baú</strong> traz <strong>HOL</strong>, um RPG bizarro onde os jogadores são humanos vivendo em um planeta-depósito de lixo onde tudo pode acontecer. O Leonel descreve o livro menos como um jogo de RPG e mais como uma piada com o RPG e com a sociedade em geral.</p>
<p>O <strong>Retrato Rolado</strong> dessa edição é de autoria do <strong>Remo Di Scorzi</strong>, velho conhecido aqui no <em>.20</em> como o <strong><a href="http://www./author/shido/" target="_blank">Shido Vicious</a></strong>! E a HQ <strong>As 11 Classes</strong>, com roteiro e arte de <strong>Patrícia Knevitz</strong>, dessa edição é uma piada sobre como os jogadores tratam mal os NPCs nos jogos de RPG.</p>
<p>A edição como um todo foi excelente, embora algumas matérias não me interessassem (como a adaptação de <em>G.I, Joe</em>, que já não era mais popular na minha infância) elas mantiveram um bom nível e valeram cada centavo investido na revista.</p>
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