Defensores da Fé pt. I

Semana passada vocês ficaram com uma classe nova para representar os Cavaleiros da Morte. Agora vamos trabalhar com um pessoal com uma origem de poderes diametralmente oposta à dos antigos […]

Semana passada vocês ficaram com uma classe nova para representar os Cavaleiros da Morte. Agora vamos trabalhar com um pessoal com uma origem de poderes diametralmente oposta à dos antigos servos do Rei Lich: os Clérigos de Azeroth. Os clérigos neste mundo possuem uma diferença na forma de acessar os poderes divinos. Apesar de ainda receberem seus dons devido à dedicação aos deuses, a abordagem que eles dão à fé e à manifestação de suas crenças é mais pragmática, no lugar de dogmática.

O quê quero dizer com isso? Que os sacerdotes de Azeroth possuem uma liberdade maior de ajustar o seu entendimento do funcionamento dos poderes divinos do que seria esperado de devotos em outros mundos. Eles abordam sua relação com suas religiões de uma forma bem mais racional, aproximando-se bastante de como um mago ou bruxo faria. Eles efetivamente estudam o funcionamento da magia divina e conseguem fazer um esforço consciente de como adaptar sua forma de manifestar sua fé através dos dons mágicos.

Tentei representar isso em jogo oferecendo uma seleção maior de domínios clericais para cada religião/deus/força filosófica, apresentando sempre no mínimo dois domínios dentre os quais o clérigo possa escolher. Isso deve representar bem a variedade nas manifestações da fé dos sacerdotes de cada filosofia.

Neste post vou apresentar uma visão geral dos clérigos no mundo e os domínios oferecidos pelas religiões mais ativas. No próximo, a gente entra mais na parte das regras, vendo dois domínios novos e um punhado de magias exclusivas.

Clérigo

O clérigo tem uma identidade forte espiritual que usa o poder divino para inspirar e proteger seus aliados, curar os feridos e os desvalidos. Além disso, o clérigo também representa a fúria divina e muitos deles possuem crenças que os imbuem com poderes sombrios, que eles usam para trazer um fim doloroso àqueles que se opõem aos desígnios das entidades que eles representam.

Apesar das diferenças, todos os clérigos de Azeroth possuem algo em comum: uma fé inabalável, de onde extraem grandes poderes.

Religiões, não Deuses

Irmã Remba, uma clériga anã. Arte de Dan Scott.

Em Azeroth existem poucos deuses, porém muitas religiões. O fator que mais comumente define o domínio e crenças de seu clérigo é a religião que ele escolhe seguir, não necessariamente o deus. São raros os clérigos devotos de um deus específico – e em sua maioria, eles são de povos bárbaros que reconhecem os demais deuses, mas veneram um em especial por ser o seu criador ou protetor.

De fato, a única real deusa do cenário é Eluna, a deusa da lua. Os demais seres cultuados em Azeroth em sua maioria são entidades com o poder equivalente ao de um semideus. Imortais e dotados de um pouco de poder divino, mas nada que se compare ao poder de uma divindade real. Nesta categoria estão os Deuses Antigos, os Deuses Selvagens (o que inclui os Loa), os Lordes Elementais. Apesar de muitos desses seres serem referidos como deuses, eles são apenas Eternais – isto é, seres imortais dotados de um pouco de poder divino.

Religiões e os Domínios

Em Azeroth é bem comum um indivíduo não dedica-se a uma única divindade, mas sim colocar sua fé na religião como um todo. E isso é algo que acontece muito entre os clérigos também. Em virtude disso, além das entidades que concedem poderes divinos, listamos também os domínios associados aos panteões e religiões aos quais tais deuses pertencem.

Domínios marcados com uma cruz (†) são novos e serão apresentados na próxima parte.

¹ Se tiver acesso ao Sword Coast Adventurer’s Guide, substitua o domínio Conhecimento pelo Arcana (pg. 125).
² A religião dos Deuses Selvagens não é um sistema de crenças no qual é venerada apenas uma entidade, mas sim toda uma sociedade de espíritos adorados pelos Trolls. Tipicamente, um praticante desta religião não venera exclusivamente um loa (como eles chamam esses deuses) específico, mas sim reconhece a influência de cada um sobre aspectos do mundo, sendo possível, então, adotar qualquer Domínio e ter qualquer tendência.

Ainda assim, os deuses individuais são listados para quem quiser fazer um sacerdote de uma entidade específica. Mesmo que não seja a escolha mais comum.

Deuses ou Patronos?

Alguns dos deuses apresentados aqui também são opções de patronos sobrenaturais para bruxos. Como os deuses de Azeroth são diferentes daqueles do resto do Multiverso – exceto por Eluna, que é uma deusa de verdade – a modalidade de poderes que eles oferecem depende mais da forma como o seguidor chegou a ganhar os poderes do que do status divino da entidade venerada. Um cultista que alcançou a iluminação divina através da crença filosófica manipulará poderes sobrenaturais como um clérigo, enquanto um indivíduo que conseguiu de alguma forma atrair a atenção da entidade e fazer um pacto com ela será um bruxo.

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Então, o que achou? Sente que deixei alguma religião importante de lado? Dá uma opinião.

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Sobre CF

Carlos Frederico “CF” é formado em Publicidade e atualmente estuda Direito sob a alegação de que cansou de ser advogado de regras e agora quer virar juiz. Ele já escreveu umas coisas por aí para revistas, livros e sites de RPG.