Warcraft 5e: Kung-fu pandas

Na semana passada, vimos brevemente os líderes das duas principais facções em conflito no mundo de Azeroth. Desta vez, vamos dar uma olhada em uma das raças mais neutras deste […]

Na semana passada, vimos brevemente os líderes das duas principais facções em conflito no mundo de Azeroth. Desta vez, vamos dar uma olhada em uma das raças mais neutras deste mundo.

Vivendo por gerações escondidos em um continente próprio, os Pandaren são uma raça bastante controversa na comunidade dos jogadores de Warcraft. Alguns os vêem como uma adição interessante. Outros não gostam da entrada para os guias oficiais de uma raça inventada como uma piada do 1º de Abril.

Independente da forma como entraram para o cenário, os Pandaren se estabeleceram como uma raça bastante desenvolvida em termos de histórias e de envolvimento na política internacional de Azeroth, servindo como mediadores por um breve momento de paz entre o antigo Rei Varian, antigo líder da Aliança, e o Chefe de Guerra Vol’Jin, antigo líder da Horda.

Pandaren

Os enigmáticos Pandaren formam uma das mais misteriosas raças de Azeroth. Ursos pandas humanóides, eles possuem um império próprio no continente de Pandária, onde vivem em harmonia com a natureza e fabricam cervejas respeitadas até pelos anões.

Cada Pandaren possui os pêlos malhados em duas cores: uma é sempre branca e a outra varia do preto ao vermelho, passando pelo marrom. Eles possuem apenas três dedos e um polegar em casa mão, bem como quatro dedos nos pés – todos terminados em garras, tanto os dos pés quanto os das mãos. Todos os Pandaren possuem rabos, porém, geralmente eles são cotós, sendo apenas as fêmeas de coloração vermelha e branca detentoras de cauda longa – que se parece com a cauda de um guaxinin.

Quase todos os Pandaren são rotundos, e geralmente têm orgulho de sua forma, atribuindo a uma vida bem vivida.

Ex-escravos

Há muitas eras, os Pandaren eram escravos de uma raça guerreira conhecida como Mogu. Eventualmente, eles conseguiram rebelar-se contra seus captores, destroná-los e estabelecer seu próprio império. Ao fnal da Guerra dos Antigos, quando o mundo se partiu, o último imperador pandaren escondeu Pandária atrás de uma cortina de névoas,
escondendo o continente do mundo exterior – permitindo que sua cultura florescesse em paz e sem as influências terríveis do mundo exterior.

Logo após os eventos do Cataclisma, as névoas de Pandária dissiparam-se, permitindo que o continente fosse descoberto por embarcações tanto da Aliança quanto da Horda. Em meio aos conflitos
das duas facções, uma embarcação da Aliança feriu gravemente a Ilha Errante, levando a comunidade Pandaren daquela ilha a evacuá-la. Muitos Pandaren, neste momento, juraram lealdade a uma das duas grandes facções, apesar da maioria de sua raça permanecer em Pandária e fel ao Império Pandarem – totalmente alheia à guerra.

Bons vivants

Se há uma característica que resume bem a cultura Pandaren é que eles vivem o momento. Eles aceitam a vida com tudo o que têm direito. Buscam sempre encarar qualquer coisa que estejam fazendo com muita concentração, dedicação e intensidade. Cada refeição é um evento. Cada momento com a família é profundamente apreciado. Cada trabalho ou projeto lhes toma toda a atenção. Cada cochilo é tratado como se fosse o último. Os Pandaren trabalham duro, festejam muito, lutam
como animais, amam com toda a alma, contam causos exagerados, bebem como demônios e dormem como pedras.

Entretanto, é preciso muita coisa para deixar um Pandaren irritado. Eles treinam muito o auto-controle. Em seu continente natal, as emoções negativas como medo, raiva e desespero são conhecidas por adotarem formas físicas e causar problemas. Então, eles buscam sempre cultivar a paz interior e harmonia – por mais difícil que seja. Esta calma toda comumente alastra-se por quem estiver por perto. E qualquer um que passe tempo o sufciente próximo de um Pandaren provavelmente também entrará no ritmo da calmaria.

Nomes de Pandarens

Femininos: Ella, Gosu, Hilda, Ju-Shan, Lai, Mah, Mei, Rin, Sona, Xuan, Ying.

Masculinos: Ahone, Ban, Doji, Gu, Kang, Leven, Tau, Teng, Vu, Yum.

Sobrenomes: Barriga Negra, Barril de Maçãs, Cajado Espinhoso, Cenho Negro, Cerveja de Fogo, Coração de Urso, Golpe da Nuvem, Lâmina da Manhã, Pata de Fogo, Solo Negro.

Chen Malte do Trovão, um famoso monge pandaren.

Traços Raciais dos Pandaren

Seu personagem pandaren possui as seguintes características raciais.

Aumento no Valor de Habilidade. Seu valor de Sabedoria aumenta em 2 e de Carisma em 1.

Idade. Pandaren atingem a maioridade por volta dos 80 anos e podem viver até 350 anos sem muitos problemas.

Tendência. Existem Pandaren bons e ruins, como acontece com a maioria das raças. Entretanto, toda a sociedade Pandaren dá um grande valor ao auto-controle, o que leva a maioria dos seus indivíduos a adotarem uma tendência mais leal.

Tamanho. Os pandaren medem pouco mais de 1,60m. E mesmo com essa altura, é comum eles chegarem a pesar perto dos 200kg – apesar de seus movimentos graciosos fazerem parecer que eles são bem mais leves. Eles são de tamanho Médio.

Deslocamento. Seu deslocamento base de caminhada é 9 metros.

Proteção Natural. Você soma +1 em sua Classe de Armadura sempre que não estiver usando uma armadura pesada.

Sabedoria Pandaren. Você é profciente com a perícia Intuição, além disso, você pode usar seu modifcador de Sabedoria no lugar de Destreza quando for rolar Iniciativa.

Saltitante. Você tem resistência a danos de queda.

Culinária Pandaren. Você é profciente com suprimentos de cervejeiro e utensílios de cozinheiro.

Idiomas. Você sabe falar, ler e escrever Pandaren e um idioma adicional à sua escolha.

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Aqui está. Esta foi mais curtinha. O que acharam?

Vocês já devem estar acostumados a lerem posts mais longos nesta adaptação, então, vou ver se na próxima eu volto a apresentar duas raças ao mesmo tempo: Trolls e Taurens. Isso deve mais ou menos fechar a parte das raças.

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Sobre CF

Carlos Frederico “CF” é formado em Publicidade e atualmente estuda Direito sob a alegação de que cansou de ser advogado de regras e agora quer virar juiz. Ele já escreveu umas coisas por aí para revistas, livros e sites de RPG.