Tormenta: história militar de Arton, Guerra de Independência de Portsmouth

Guerra de Independência de Portsmouth 1389 c.e. Por gerações a família Asloth tramou contra a Casa de Janz pelo trono de Bielefeld. A disputa começou quando Thomas Lendilkar e seus […]

Guerra de Independência de Portsmouth

1389 c.e.

Por gerações a família Asloth tramou contra a Casa de Janz pelo trono de Bielefeld. A disputa começou quando Thomas Lendilkar e seus herdeiros foram mortos no ataque de Benthos, que afundou toda a costa de Bielefeld em retaliação a invasão a Khubar. Os nobres então se reuniram e escolheram a família Janz como novos regentes, o que enfureceu os Asloth, que se consideravam mais dignos do título real.

As maquinações dos Asloth causaram muitas tragédias aos Janz e a Bielefeld, como o conflito com os reinos menores que resultou na perda de território para a formação da União Púrpura. Mas elas atingiram o auge em 1389, quando o condado de Portsmouth, controlado pelo Conde Ferren Asloth, se levantou em rebelião contra o rei Igor Janz.

O conflito durou apenas alguns meses até a intervenção de Deheon, mas o envolvimento de inúmeras companhias mercenárias do lado de Porstmouth tornou tudo mais caótico e sanguinário. A vantagem das tropas de Bielefeld e dos cavaleiros da Luz era óbvia, e se deixado a revelia por mais tempo este seria o fim dos Asloth, mas logo os diplomatas enviados por Ferren a Valkaria conseguiram que a capital ordenasse a criação do novo reino para evitar uma escalada dos conflitos (que na verdade não poderiam ficar piores do que estavam).

Beligerantes: Rebeldes vs Bielefeld.

Alianças de Destaque: Bielefeld e a Ordem da Luz.

Rolando uma campanha durante o conflito

Sendo um conflito sangrento orquestrado por um grande vilão do cenário, a guerra de independência de Portsmouth é o cenário perfeito para que um grupo de aventureiros faça a diferença, especialmente considerando o tipo de segredo que o Conde Ferren Asloth possui. Apesar de estimular o ódio a magia arcana e aos magos nas suas terras, o próprio conde é, na verdade, um mago!

Uma campanha contra o Velho Abutre não é tão diferente em 1389 quanto seria na época atual. Na verdade, o quadro geral é até mais positivo para aventureiros no passado. Em 1389 o Reinado está forte e unido, sem preocupações como a Aliança Negra, Tormenta, Império de Tauron ou Liga Independente, e Bielefeld não está enfraquecida pelo ataque da Tormenta em Norm e pela batalha contra a Tormenta em Trebuck.

Fora este detalhe com relação ao Conde Ferren Asloth, aventureiros envolvidos na guerra devem se dedicar a duas frentes. A primeira é garantir a vitória no campo de batalha, e então, nas cortes. Se os diplomatas de Ferren convencerem Deheon a aceitar a formação de Portsmouth, a guerra será perdida.

Um detalhe importante neste conflito é o aspecto sanguinário da campanha, causada pelo uso de companhias mercenárias por Ferren, e como isto lhe dá uma vantagem política interessante. Num primeiro momento os mercenários cometem atrocidades contra as tropas e os civis de Bielefeld, que então devolvem as atrocidades contra os habitantes de Portsmouth como vingança. Como quem primeiro cometeu os crimes de guerra foram as companhias mercenárias e não o povo de Portsmouth, estes enxergam os bielefeldianos como monstros desumanos, destruindo qualquer chance de um compromisso pela paz que envolva o retorno ao status quo anterior.

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Sobre Nume Finório

João Paulo Francisconi, entre outras enormes perdas de tempo, é blogueiro há dez anos, escreveu para a finada Dragon Slayer, publicou alguns livros de RPG e assistiu quatro episódios de Punho de Ferro.