Financiamentos coletivos de março chegaram!

A nova temporada de financiamentos coletivos está no ar! Março é um mês tradicional para o início de financiamentos coletivos de RPG, e este ano a safra de março traz […]
Chopstick pretende trazer a violência das gangues orientais para a sua mesa de jogo

Chopstick pretende trazer a violência das gangues orientais para a sua mesa de jogo

A nova temporada de financiamentos coletivos está no ar! Março é um mês tradicional para o início de financiamentos coletivos de RPG, e este ano a safra de março traz dois novos RPG nacionais pedindo o suporte da comunidade para serem lançados. Primeiro temos Chopstick, da Flying Ape, que é um jogo da família FATE com temática de filmes de artes marciais orientais sobre organizações criminosas como a Tríade e a Yakuza. De autoria de Guilherme Nascimento (de Kids & Dragons) e Igor Moreno (de Space Dragon), o projeto está no Catarse e pede R$ 8 mil reais para ser realizado, dos quais já arrecadou cerca de R$ 3 mil até o momento, com 58 dias ainda restantes na campanha.

Em seguida temos Erótica, do autor independente Alan Silva (de Cachorros Samurais), um jogo autoral cuja tema é a transgressão social da sexualidade em uma sociedade distópica onde individualidade e sexualidade são suprimidas por nano robôs injetados diretamente no cérebro do cidadão. O projeto está no Kickante e pede R$ 4 mil para ser realizado, dos quais já arrecadou R$ 250 até o momento, com 51 dias ainda restantes na campanha.

Ambas as campanhas coletivas devem continuar até maio. O financiamento coletivo causou uma verdadeira revolução no RPG brasileiro desde 2011 quando Violentina iniciou uma onda de outros projetos no mercado. Não apenas ele possibilitou o lançamento de projetos autorais nacionais como nunca antes na história desse país, como permitiu a chegada de diversos títulos internacionais que normalmente não chegariam ao mercado nacional pelas editoras tradicionais, como 13ª Era, Numenera, FATE, O Chamado de Cthulhu e The Strange RPG. Mais do que isto, é importante notar como, cinco anos depois, a força dos financiamentos coletivos continua enorme, mostrando que esta é uma modalidade de publicação que chegou para ficar.

Sobre Nume Finório

João Paulo Francisconi, entre outras enormes perdas de tempo, é blogueiro há dez anos, escreveu para a finada Dragon Slayer, publicou alguns livros de RPG e assistiu quatro episódios de Punho de Ferro.