Adaptando as Crônicas – O Assassino da Lua de Trevas

Mais um domingo, mais um Adaptando as  Crônicas. Não postei nada no último, mas foi por um bom motivo. Estava jogando Dia De Tormenta por Skype. O mestre que recebeu […]

Mais um domingo, mais um Adaptando as  Crônicas.

Não postei nada no último, mas foi por um bom motivo. Estava jogando Dia De Tormenta por Skype. O mestre que recebeu a aventura resolveu fazer uma sessão extra, além daquela que mestraria normalmente. A ficha do meu ranger minotauro apelão acabou meio que tomando o lugar do post da semana.

Hoje, depois de uma raça nova para jogadores, a ficha de um PdM.

O assassino sem nome do conto Lua de Trevas, de Leandro “Radrak” Reis.

(Contém SPOILERS.)

Boatos de taverna em Valkaria falam sobre um “dêmonio” que tem assassinado clérigos, paladinos e devotos de Khalmyr, o deus da justiça, durante as noites de lua nova. Conhecida em Arton como lua de trevas, dizem que essas três noites escuras e sem brilho são consagradas à uma outra divindade, Tenebra, deusa da escuridão e dos morto-vivos.

No entanto o “dêmonio” não é uma criatura sobrenatural, mas um humano comum, um assassino que em nosso próprio mundo chamariamos de serial killer.

Não se sabe o que o move esse homem misterioso, se suas motivações são pessoais, religiosas, ou simples e pura psicopatia.

O criminoso possui algumas regras: ele mata apenas devotos da justiça, apenas em noites de lua de trevas e faz somente uma única vítima por noite. Ele nunca desobedece essa diretrizes.

Bom, quase nunca…

 

O Assassino da Lua de Trevas: humano, Ranger 3, Ladino 6, Assassino 1  LM; ND10; tamanho Médio, desl. 9m; PV 40 ;  CA: 27  (+6 destreza, +5 Nível, + 4  Camisa de Mitral, +2 terreno predileto);  corpo-a-Corpo:  Espada Curta de Mitral +14/+14 (1d6+7 (+9 humanóides), 18-20;  hab ataque furtivo +4d8, ataque mortal (CD 12 ), encontrar armadilhas, empatia selvagem*, esquiva sobrenatural, evasão, inimigo predileto (humanóides +2), sentir armadilhas +2, terreno predileto (cidades +2), técnicas ladinas (ataque incapacitante, maestria em perícia: acrobacia, furtividade);  Fort +6 , Ref +13, Vont + 7 ; For 15 (+2), Des 22 ( +6), Con 12  (+1), Int 12 ( +1 ), Sab 14 (+2), Car 10 ( +0).

Perícias & Talentos:  Acrobacia +19, Atletismo +15, Conhecimento (Religião) +13, Enganação +13, Furtividade +19,  Iniciativa +19, Intimidação +13, Ladinagem +19, Obter Informação +13, Percepção +15, Sobrevivência +13; Acuidade com Arma, Ataque Furtivo Aprimorado, Combater com Duas Armas, Combater com Duas Armas Aprimorado, Duro de Matar, Foco em Arma (Espada Curta), Reflexos de Combate,Rastrear, Tolerância, Usar Venenos

Equipamento: 2x Espadas Curtas OP de Mitral Ocultáveis +1* , Camisa de Mitral, Traje do Explorador, Kit de Ladrão OP

* Essa habilidade não aparece no conto, mas não é de todo incoerente ela estar aqui, uma vez que o passado desse personagem não foi mostrado. Todo caso, o mestre pode simplesmente ignorá-la. Se quiser acrescentar um elemento sobrenatural ao vilão, poderá determinar que o assassino, por meio de uma benção da deusa Tenebra,  é capaz de usar essa habilidade não em animais, mas em morto-vivos de baixa inteligência como esqueletos e zumbis.

* As duas armas estão imbuídas com uma dose de Veneno de Cascavel (Tormenta RPG, Pág.228) ) A habilidade ocultável é do suplemento Valkaria CsD (pág. )

 

Bastidores:

Enquanto eu lia o conto, o fato do assassino, que conta sua própria história em uma taverna para o narrador, carregar duas espadas de boa qualidade, fez com que eu não resistisse a dar para o sujeito alguns níveis de ranger. Falando apenas de classe básicas, imaginei ele como uma espécie de ranger urbano que possuía como inimigo predileto humanóides e tinha como terreno predileto cidades, além dos óbvios níveis de ladino.

Já em classes de prestígio achei que merecia pelo menos um nível de assassino.

Dançarino das Sombras também teria sido uma opção viável, mas acho que dar poderes mágicos ou sobrenaturais, meio que tiraria a graça do PdM, que é digno de uma galeria de vilões do Batman. É um “simples” psicopata, só que um mundo medieval, é claro, não está acostumado à esse tipo de crime.

Não acrescentei ataques à distância porque o personagem não faz uso de tais armas no conto e acho que faz mais sentido assim, uma vez que ele deve atribuir um certo prazer pessoal em causar as mortes diretamente. Ele geralmente escolhe vítimas isoladas, se aproxima delas quando estão mais vulneráveis. Se enfrentar mais resistência do que espereva, o assassino foge usando sua maestria em perícia para escolher “10” em testes de acrobacia e furtividade.

CA 27 também é uma proteção razoável contra disparos de besta, vindos de guardas comuns da mílicia. A cena em minha mente é dele escalando muros, pulando telhados e em seguida escondendo-se nos esgotos, ou em meio à uma mutlidão, no melhor estilo Ézio do jogo Assassin’s Creed.

Decidi não construí-lo como um personagem de alto nível, para torná-lo um desafio para grupos de aventereiros iniciantes e também porque, para enfrentar grupos de nível maior, existe outro personagem, O Camaleão (Valkaria CsD, Pág.100). Caso o Mestre queira um desafio maior deve acrescentar níveis da classe assassino (aumentando a CD da habilidade Ataque Mortal e fazendo com que ela funcione, na prática.)

Este material foi produzido por um fã.  Crônicas da Tormenta é uma antologia de contos de fantasia medieval da Editora Jambô. Reúne vários nomes da lit. fantástica nacional para narrar histórias em Arton, o mundo de Tormenta RPG. 

Crônicas da Tormenta. JM Trevisan (Org.). 288 páginas. R$ 39,90.

Sobre Di Benedetto

Professor de história e atual habitante de escritório. Contista, tormentista e atormentado. Sofre de dependência química de café e podcasts – é agora também o "analista oficial" de @LeddHQ - www.leddhq.com.br - Siga-o por sua conta e risco! - @di_benedetto