Uma Rajada do Passado – Doom 3

Doom é um clássico dos jogos em geral. Lançado em 1993 e conhecido como o pioneiro dos jogos de tiro em primeira pessoa (First Person Shooter, ou FPS) a alcançar […]

Doom é um clássico dos jogos em geral. Lançado em 1993 e conhecido como o pioneiro dos jogos de tiro em primeira pessoa (First Person Shooter, ou FPS) a alcançar o público em massa, revolucionou o gênero à época. Na verdade, pode-se dizer que ele definiu o gênero, como o “pai” dos FPS.

Em 1994 Doom 2 foi lançado, continuando a história do jogo original: uma sequência direta do jogo, com poucas melhorias em relação ao primeiro. Mesmo assim, foi um sucesso inquestionável. Até mesmo os cheats dos jogos são conhecidos até hoje e muita gente sabe vários de cor, como IDDQD, IDCLIP ou IDKFA. Se você não conhece essas senhas, você é jovem demais.

Muito tempo se passou e a id Software criou outros jogos, mas a maioria não alcançou o mesmo sucesso que o pai dos FPS construiu. Muitos jogos tentaram imitar e superar Doom, mas demorou até conseguirem.

E muitos anos se passaram até que o time que criou o conceito conhecido como FPS decidisse dar continuidade à obra prima da id Software. Foi em 2004, com o lançamento do jogo Doom 3, que não redefiniu o gênero nem mostrou novos elementos para os jogos de sua época, mas seus gráficos incríveis, jogabilidade suave e ambientação fantástica fazem do jogo indispensável.

A dificuldade do jogo não é realmente um problema como nos seus predecessores, que podiam tomar dias e mais dias para se terminar. Em Doom 3 um pouco de coragem e força de vontade podem te ajudar a passar da áreas rapidamente, contanto que você seja rápido e bom de mira.

Os cenários do jogo são muito bem desenhados, mostrando as possibilidades para qualquer tentativa de entrar em cantos, parapeitos e áreas que geralmente são inacessíveis. Não existem locais visíveis que não sejam acessíveis, exceto pelos que passam tão rápido que ficaram para trás enquanto a ação acontece.

A música do jogo, embora não tão memorável quanto a dos anteriores, realmente lança o jogador na direção desejada: apreensão e um pouco de temor.

Os mapas e desafios propostos não são tão complicados a ponto de desanimar, mas com certeza farão com que você se sente na ponta de sua cadeira enquanto caminha por corredores escuros.

Os inimigos são uma festa à parte: o jogo começa com zumbis cientistas e os clássicos soldados zumbis que soltam chumbo no space marine que controlamos. Aos poucos, cada uma das criaturas que aparecem tem uma pequena introdução muito legal, incluindo os sub-chefes e chefes.

O jogo vai longe e as fases são perigosas e cheias de inimigos. Munição pode acabar, às vezes, mas você nunca vai se ver forçado a usar a serra elétrica por falta de opção. Mas que é divertido serrar seus oponentes, isso com certeza é.

Para um jogo que é uma releitura dos dois anteriores, Doom 3 entrega completamente o que propõe: diversão, sustos, monstros terríveis e aquela sensação claustrofóbica que só uma base em Marte pode te proporcionar.

Fãs dos predecessores não se arrependerão de jogar essa pérola do passado, lançada há quase dez anos atrás.

Uma dica: não tenha medo de correr e tenha certeza de usar um mouse com fio. Minhas pilhas acabavam e eu tinha que sair do campo de batalha antes de salvar, jogando como antigamente, só no teclado. O que agora é uma tarefa heroica, visto que os inimigos podem saltar por cima de você e flutuar sobre sua cabeça. Todo cuidado com seu equipamento é pouco.

Sobre Victor Lorandi

Escritor de contos, resenhas e críticas. Publicado pela Andross editora nas antologias Moedas para o Barqueiro Vol. 2 e Dias Contados Vol. 2. Jogador de RPG por quase duas décadas, jogador de eletrônicos por uma vida e guitarrista por dez. Multitasker desde sempre. https://twitter.com/loranditurrieta / http://ouniversovermelho.wordpress.com