A guerra invisível pela liderança do Panteão em Tormenta

Este artigo contém spoilers da DragonSlayer 28, dos romances de Tormenta, do Tormenta RPG e do futuro suplemento Guerras Táuricas, siga por conta e risco.

Vamos direto ao ponto? Odiei a vitória de Tapista nas Guerras Táuricas. Odiei que Tauron seja o novo líder do Panteão. Mas não acho, como muita gente por aí, que esta ascensão seja repentina ou que outros deuses foram deixados de lado quando mereciam o posto mais que este boi divino super-desenvolvido.

A Queda de Norm

Primeiro vamos começar explicando porque Khalmyr, o deus mais bunda mole de todos os tempos, acabou perdendo a liderança. Já foi dito diversas vezes ao longo dos últimos dez anos que os deuses de Arton obtém poder através da importância de seu portfólio divino no mundo.

Khalmyr é o Deus da Ordem e da Justiça, e como qualquer um que tem acompanhado os eventos do cenário nos últimos anos pode comprovar, a ordem natural em Arton estava indo para as cucuias desde que a Tormenta apareceu em 1390. Os lefeu consomem a realidade artoniana, quebrando conceitos fundamentais da existência como a Ordem e o Caos, e portanto enfraquecendo o poder de Khalmyr (e Nimb).

Mas o momento decisivo em que o poder do deus da justiça se tornou frágil foi a Queda de Norm e da Ordem da Luz. Neste evento fatídico ocorrido em 1403 a maior ordem de cavaleiros de Khalmyr foi quase obliterada por forças da Tormenta.

A Corrida pela Liderança

Khalmyr diversas vezes já provou que pode colocar-se em desvantagem para que o que é justo prevaleça. Portanto, quando numa situação frágil e incapaz de liderar da melhor maneira, não é estranho que Khalmyr abdique de sua posição para um outro deus que se prove mais apto. E não duvido que tenha sido isto que aconteceu.

Se prestarmos atenção nos últimos eventos em Arton, está acontecendo uma verdadeira guerra invisível pela liderança do Panteão entre os possíveis candidatos.

A Queda de Glórienn

Eu andei pensando muito sobre isto, e acho que a agora Deusa Menor dos Elfos não foi a única a ganhar alguma coisa na relação de escravidão que firmou com Tauron.

Ao colocar Glórienn sob sua proteção, o Deus da Força, da Coragem e dos Minotauros se tornou também um Deus dos Elfos. Com a adição destes ao seu portfólio, Tauron se tornou mais poderoso do que visto na última edição d’O Panteão, se tornando um competidor mais forte pela liderança.

Contra Arsenal

O primeiro dos deuses a fazer seu movimento foi Keenn, a quem muitos dizem que deveria liderar o Panteão, mas se esquecem do fracasso da operação de Arsenal.

Não acham estranho que depois de décadas de procura Mestre Arsenal tenha conseguido completar sua máquina de guerra justamente após a Queda de Norm? Sim, acho que Keenn deu o empurrão final no plano de seu sumo-sacerdote, e com a falha deste perdeu espaço na corrida pela liderança.

Guerras Táuricas e a Aliança Negra

Após o fracasso de Arsenal e Keenn, foi a vez de Tauron fazer sua jogada através de Tapista e das Guerras Táuricas. Provou que a Força e a Coragem prevalecem sobre a Justiça. Venceu.

Mas e aí, acabou a disputa? Não. Ainda há um último competidor pronto para fazer sua jogada. O mega-evento de 2010-2011 será também a última disputa pelo trono dos deuses de Arton: Aliança Negra. Ragnar está chegando.

Sobre Nume Finório

João Paulo Francisconi, entre outras enormes perdas de tempo, é blogueiro há dez anos, escreveu para a finada Dragon Slayer, publicou alguns livros de RPG e assistiu quatro episódios de Punho de Ferro.