Mestres sádicos

A idéia desse post surgiu em uma discussão lá na lista da Área RPG.
Se eu não gosto de jogadores overpower, imagine o que penso sobre o mestre que abusa do seu poder.

Aquele cara que acha divertido sacanear os jogadores e tornar os objetivos do jogo praticamente impossíveis de serem cumpridos, efetivamente jogando CONTRA os jogadores.

Eu não consigo entender a graça em sacanear os jogadores dessa forma.
Não consigo nem mesmo ver desafio nisso.

Acho que o objetivo é o sadismo em si. Uma sacanagem mesmo, algo como dar petelecos na orelha dos jogadores.

Você faz só por fazer.

No início da minha carreira RPGística vivi essa situação. Foi a única vez. Depois disso, desenvolvi auto-estima suficiente para recusar a jogar com mestres assim.

Nesse caso, o narrador era tão sacana que, ao invés de jogar os dados, ele “colocava” os dados na mesa.

Ele arrumava os dados na mão, com o resultado que queria, e ia girando a mão devaaaaagaaaarinho, para que eles girassem o menos possível.

Fora as descrições aborrendas e inimigos absurdos colocados contra os personagens.

Foi uma daquelas situações onde você duvida da sua própria existência, sabe?

Como conseqüência dessa sessão, meu personagem morreu depois de ser colocado em uma jaula, sozinho e desarmado, para lutar contra um mostro (que ele inventou, claro) e não ter força suficiente para causar dano a ele.

O amigo que me levou ao grupo tinha me avisado que ele era “um mestre difícil”, e eu devia ter desconfiado quando um dos jogadores, antes de começarmos a jogar, disse:

“Ah! Ele vai ser o mestre? Acho que não vou jogar não…” E não jogou mesmo.
Da mesa inteira sobreviveu apenas um personagem.

Nunca mais joguei uma sessão com esse cara, e nunca mais vou jogar outra com um mestre assim.

Erros só devem ser cometidos uma vez. Mais que isso é masoquismo.

Sobre Alexandre

Estagiário do vice presidente júnior do RPGista, Alexandre começou a jogar RPG em 1991, só para poder usar miniaturas e jogar dados esquisitos. Ele é o jogador que faz os ninjas e rangers do grupo. Nunca magos (porque com eles não se brinca).