NPCs: Porque personagens também têm família

Imagine:

Paladino retornando a casa.
Uma velha senhora abre a porta e diz, empolgada:

– Meu filho! Você chegou! Que bom!!! Vou fazer a sopa que você tanto gosta! Você está tão magro!!! Aposto que não tem comido direito! São esses seus amigos! Não gosto deles. Já falei que não quero você andando com esse tipo de gente… Aquele orelhudo com o cajado… Ele usa drogas, tenho certeza!

Isso é uma coisa que eu acho que vale a pena fazer: NPC´s ligados ao seu personagem.

Aprendi isso jogando “Vampiro”, expandi isso quando comecei a jogar uma campanha de super-heróis.

Em nossa campanha, todos os heróis tinham alguém para dar explicações sobre “aonde tinha ido quando o robô gigante apareceu” ou “onde passou a noite”. Os desafios e objetivos dos personagens transcendiam os planos do vilão e passavam pela vida social de cada um.

Se os personagens das HQ´s têm coadjuvantes, e tornam as estórias mais interessantes (eu já não gosto do Super-Homem, se não tivesse a Lois Lane, eu não teria dúvidas quanto a sua orientação sexual), então por que o seu personagem não haveria de ter?

Os NPC´s dão vida aos personagens. Servem como alívio às tensões do plot principal e dão mais cor ao “micro-universo” de cada personagem.

Aventureiros em mundos de fantasia também deveriam ter NPC´s de conhecidos, família e amigos de infância. Mesmo que os PC´s passem seus dias perdidos embrenhados no meio do mato, matando coisas sinistras e entrando em buracos escuros… Eles merecem pessoas que os amem e se preocupem com o seu bem estar.

Em um primeiro momento, não precisa descrever muita coisa. Apenas dizer quem existe ou é importante para o personagem. Isso basta para dar uma cor ao PC. Depois, se você animar (e o seu PC sobreviver), faça uma descrição mais detalhada de cada um. Se o mestre aproveitar o material, valerá muito a pena.

Em seguida, vou postar um exemplo de como a existência de um NPC (a esposa de um PC) pode afetar uma campanha.

Sobre Alexandre

Estagiário do vice presidente júnior do RPGista, Alexandre começou a jogar RPG em 1991, só para poder usar miniaturas e jogar dados esquisitos. Ele é o jogador que faz os ninjas e rangers do grupo. Nunca magos (porque com eles não se brinca).